André Braga

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Sábado, 9 de Maio de 2020

O churrasco

 

Cancelaram o churrasco

a “peladinha”, a comemoração

botaram água no chopp do capitão

 

Dessas reuniões, tenho asco

tamanha é a falta de noção

da turba que comanda a nação

 

Pior é que foi só mais um fiasco

falta de sensibilidade, comunhão

e não vemos horizonte nessa situação

 

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Publicado por AB Poeta às 18:05
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2020

O pelotão caterva

 

“Mas e o lula?”

virou a frase chavão

do gado “mungido” do mito

que também é ladrão

 

Uma tropa de papagaios

cingelada, bolsocão

Apedeuta fauna, sufrágios

da mais pura inaptidão

 

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Publicado por AB Poeta às 00:59
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2020

Epitáfio

 

Quantos cabem numa cova?

O Covid nos dirá!

Liguem a retroescavadeira

cabe mais um, é só alargar

 

Estávamos à beira da cova rasa

agora entramos numa funda

“E daí?”, essa mensagem imunda

será o epitáfio de sua nova casa

 

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Publicado por AB Poeta às 00:22
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O pobre brasileiro

 

Amontoado no hospital

Amontoado no cortiço

Amontoado no ônibus

Amontoado no trem

Amontoado na fila

Amontoado na cova

 

Amontoado numerário, nem viu

Amontoado político, um covil

Amontoada pátria vil

farra armada, Brasil

 

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Publicado por AB Poeta às 00:20
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2020

E daí?

 

“Não sou coveiro”

mas é ave de rapina

corvo sobre a lápide

bicando sua retina

 

“Não faço milagres

mas sou messias”

e desses de araque

mentiroso malaquias

 

A quem muja em seu favor

“covid é tudo invenção!”

Mais uma prova do horror

sem noção, que virou a nação

 

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Publicado por AB Poeta às 01:04
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020

O capitão chupeta

 

O capitão chupeta

pirado da cachola

de inveja do Mandetta

tacou-lhe a corneta

sem sucesso...

 

Enfiou a caneta

no bolso da gandola

guardou a vendetta

calou a lingüeta

enfim um progresso

 

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Publicado por AB Poeta às 21:00
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Terça-feira, 7 de Abril de 2020

A canetada saiu pela culatra

 

Egolatria?

“Pau-pequenismo”?

Ou falta de noção?

 

A competência do Mandetta

brilhou mais que as estrelas do capitão!

Há quem diga que é tudo “conspiração”

mas é pura paranoia, usada como muleta

 

Mesmo o decrépito “possuindo a caneta”

o bom trabalho superou a força do “destino”

e se a estrela do ministro “subiu à cabeça”

a do capitão desceu para o intestino

 

 

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Domingo, 5 de Abril de 2020

Aleluia no país do carnaval

 

Diga-me com quem andas

que digo quem tu és!

Infinita bandalheira

fascismo à brasileira que

rima “goebbels” com “god bless”

 

Publicado por AB Poeta às 17:57
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

A verdadeira história de um brasileiro

 

Lá vai ele, o brasileiro
com seu livreto na mão
largando a ciência no bueiro
crendo ter fé na sua oração

Pandemia é coisa do estrangeiro
“a gente não pega isso aqui não”
Nadando no esgoto, meio ao lameiro
bichos escrotos “garantem” imunização

Na quarentena fez esperneio
“a economia não pode parar não!”
É a saudade de bater um pandeiro
apertado em meio à multidão

“Mas como ganharemos (mais) dinheiro?
Voltem ao trabalho!”, lhe disse o patrão
“Morrerá somente meio milheiro
e qualquer coisa, fujo daqui de avião”

"Orientações da OMS? Sou 'corneteiro'!
Comunistas, aqui nunca passarão!”
Quem sabe arrume emprego de coveiro?
O mercado muda conforme a ocasião

Fome, ele passa o ano inteiro
só agora isso virou preocupação
Oportunismo, demagogia, “marqueteiro”
cada hora aparece um com a “solução”

No embate político, está no meio
de um lado o civil, do outro o capitão
Independente do voto, ele está alheio
é o que mais sofrerá com a infecção

Parece que ele não percebe o entrevero:
doença, morte, dor, falta de consideração
A desgraça anunciada pelo jornaleiro
"teremos que usar os trens como rabecão"

Ricos ou pobres, todos são hospedeiros
os segundos são os que mais sofrerão
Segue a vida na esperança, o brasileiro
sem muita consciência da atual situação

 

Publicado por AB Poeta às 18:49
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Terça-feira, 31 de Março de 2020

Amor nos tempos de coronavírus

 

Sem toque, abraço ou amasso

separados por força maior

cada um em seu espaço

 

Mande-me um nude, um vídeo

dê à minha boca qualquer sabor

Alimento em tempo escasso

 

Viajando pelo ciberespaço

a imagem vai suprindo o desejo

até o encontro, o próximo beijo

 

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Publicado por AB Poeta às 18:44
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Quarentena

 

Todo mundo isolado

para que ninguém morra

Ela, princesa linda na torre

eu, desolado na masmorra

 

Um microscópico vírus

não infecta uma grande paixão

Logo tudo isso passa e nossos

suspiros aos ouvidos voltarão

 

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Publicado por AB Poeta às 18:40
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Da natureza

 

Na natureza, canta a cigarra:

“o tempo vai mudar”

E canta até explodir

só para os animais avisar

 

Mas há um burro no pasto

que se põe a relinchar:

“isso tudo é histeria”

Relincha assim até babar

 

E os bois a lhe ouvir

mugem sem parar:

“essa cigarra é de esquerda

tem mais é que estourar!”

 

O recado já está dado

a quem possa interessar

Crendo nele ou não

todos irão pastar

 

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Publicado por AB Poeta às 18:36
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Quinta-feira, 12 de Março de 2020

Flatulência mental

 

Cultura? No Brasil tem pro gasto:

vai da farda mal passada no cabide

ao risível talco anal do palhaço

 

A educação caminha ladeira a baixo

E o culto à burrice, que não tem idade

virou regra, para acelerar nosso fracasso

 

A quem torça ou creia no nosso sucesso

e são tão bobos esses, reis da banalidade

não veem que não há nada de concreto

 

Esse governo é inepto, fadado ao fiasco

e a boiada que ele tange, com habilidade

o defende, aumentando o descompasso

 

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Publicado por AB Poeta às 13:17
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

Canção do Exausto

 

Minha terra tem problemas

que sabia até o sabiá

As aves que aqui gorjeiam

são os mais podres carcarás

 

Nossas ruas, mais buracos

Nossas várzeas, mais horrores

Nas esquinas, mais chacinas

Nossas vidas, mais temores

 

Nessa terra paulistana

quase nada que se planta dá:

a grama aqui não verdeja

o lixo sempre há de aumentar

os sujos rios não têm correnteza

e o ar cinzento o sufocará

 

Nossas aves, revoada de rapina

alimentam-se de propina

Nossos trens, mais descarrila

aqui nunca prosperará

Minha terra tem problemas

que sabia até o sabiá

 

Não permita Deus que eu morra

sem que me revolte contra lá:

do Matarazzo ao Bandeirantes

Câmara e Assembleia

parasita classe deletéria

que eu a ponha a debandar

 

Minha terra tem picaretas

que sabia até o sabiá

Carcará que aqui gorjeia

do povo bovino se alimentará

Em cismar – sozinho - à noite

não dormi... Já é hora de levantar

 

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Publicado por AB Poeta às 01:47
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2019

Joker

 

Em cada esquina um coringa

Só mais uma vida desgraçada

Cansado da sorte que não vinga

espera pela próxima cartada

 

Contra a sociedade que o humilha

traz na manga sua última jogada

Sorriso histérico, a arma engatilha

agora quero ver quem dá risada

 

A gargalhada ecoa na cidade

e o terror domina a face pálida

O caos se espalha, brutalidade

é o fim de mais uma piada

 

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Publicado por AB Poeta às 02:11
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Torcedores FC

 

Futebol e seus fanáticos

sofrimento e glória

O amor começa com um gol

e consolida com a vitória

 

A derrota traz o dissabor

à boca dos alucinados

“Competir é onde está o valor”

isso é o hino dos derrotados

 

Ninguém torce por esporte

seja qual for a situação

Mesmo sobre política ou religião

com paixão defende sua equipe

 

Trocar de camisa, jamais!

Essa seria a maior traição

Ganhando ou perdendo

vivemos mesmo e da ilusão

 

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Publicado por AB Poeta às 02:07
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019

O alcoólatra

 

O alcoólatra sedento

na rua é um anônimo

Perdido na vida, caído

é só mais um esquecido

 

Ás vezes alguém lhe “ajuda”:

comida, roupa, palavra amiga

conselhos, algo que lhe acuda

Porém parece que nada o muda

 

Mesmo que a realidade o desiluda

se entregar ao acaso não resolve

e nem evita qualquer sofrimento

 

Muito pior: câncer, pancreatite aguda

neuropatias, outros males que o envolve

trará o seu fim, sozinho ao relento

 

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Publicado por AB Poeta às 00:46
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Domingo, 29 de Setembro de 2019

Animais e refeições

 

Servem-se os porcos da marmelada

e a nós bovinos não sobra quase nada

Nos dão uma merreca, um farelo, fiapo

Certeza é só o nabo no rabo até o talo

 

Entre famintos e glutões famigerados

a divisão é simples: aos primeiros pão

e circo; os outros à vontade se servirão

Assim segue a maioria feliz no pasto

 

Para abrandar a ilusão do povo, latente

futebol, festa e um copo de água ardente

Aos políticos, farra melhor eu nunca vi:

saborosas pizzas e bolsos cheios de catupiri

 

Dizem que um dia tudo isso vai mudar

e um prato belo e cheio à mesa todos terão

Mas até lá, tangidos sem revolta ou rebelião

seguirá o dito: “uma andorinha não faz verão”

 

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Publicado por AB Poeta às 02:00
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Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Joinha

 

Meu like

é tão fake

quanto a sua face

perfeita na foto

 

De fato

gestos, filtros, formas

tudo é falso

 

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Publicado por AB Poeta às 00:03
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Domingo, 1 de Setembro de 2019

A riqueza amazônica

 

A riqueza amazônica

é a sua biodiversidade

Sem educação e ciência

não desfrutaremos dessa realidade

 

Nosso líder passa o dia relinchando

olha à floresta e só enxerga pasto

Por isso sigo falando:

“passarinho que segue asno

amanhece pastando”

E na Amazônia tem bastante espaço

 

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Publicado por AB Poeta às 17:46
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