André Braga

Maio 2022

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Pesquise

 

Publicações

Burnout

Estaca zero

No compasso dos corações

Cegueira voluntária

São Paulos*

Sobre o “vencedor”

Conflito

Sempre presente

E ela se foi...

deus ex machina

Estatística de natal

Sobre a desigualdade soci...

só os ossos

...

Tauromaquia

É promoção, quem vai quer...

Até quando

Em praça pública

Armadilha

Entre urubus

Vacinados

1000 dias de regresso

Futuro

Fome

Medidas

o pulso ainda pulsa...

Dor nossa de cada dia

Corticoides

Bandeira preta

Outros 500?

Harmonia

Fármacos

Pasto Brasil II

O capitão chupeta

A canetada saiu pela cula...

Estado crítico

Eterna brincadeira

Frio

Doe Órgãos

Legalização do aborto

De continuidade a vida......

Doe órgãos e tecidos

Confira também



subscrever feeds

Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

Burnout

tempestade em copo d’água
tormenta em corpo mágoa
cada recipiente tem sua borda
em algum momento esgota
cada um sabe a gota
que lhe transborda

Clique no assunto: , , , , ,
Publicado por AB Poeta às 01:06
Link do post | Comentar | ADD favoritos

Estaca zero

 

A pandemia trará consciência

às pessoas, uma novas atitude

disseram os otimistas

apesar da humana insipiência

 

O pensamento positivo ilude:

nem acabou a pestilência

e o “novo normal”, pura fantasia

voltou a ser a velha mania

 

Muita coisa retrocedeu, é vero

voltamos para a estaca zero!

De certo nessa confusão

é que a maioria lavou as mãos

 
Publicado por AB Poeta às 00:59
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Segunda-feira, 25 de Abril de 2022

No compasso dos corações

 

Das coisas que nos ateiam
                                     fogo:
                    o som do sexo
os sons do corpo
                    o som do gozo
Como música    ao instinto
difícil ouvir e não
                        querer entrar
no ritmo

 

Clique no assunto: , , , ,
Publicado por AB Poeta às 22:56
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Sexta-feira, 22 de Abril de 2022

Cegueira voluntária

 
Aos pés do mirante
algo que ninguém quer ver
Fechar os olhos não vale
para a visível realidade
 
Do alto a cidade é outra
o luxo ignora o lixo
e a foto feita filtra
o feio, por mero capricho
 
A São Paulo idealizada da rede
está longe de ser a concreta
Infecta e suja, nada discreta
não dá para negar a verdade

 

Publicado por AB Poeta às 23:35
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Quarta-feira, 6 de Abril de 2022

São Paulos*

   

   Conheço essa cidade

como a palma da minha marmita

   Ouvi dizer que tem palácio

o ponto sei onde fica

 

   Só não sei da sanidade

a fina flor que aqui se pica

   Ser, eu tento. Quem sabe

esta cidade me coisifica

 

*Uma brincadeira com o poema Curitibas, de Paulo Leminski.
Publicado por AB Poeta às 20:35
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Sábado, 12 de Março de 2022

Sobre o “vencedor”

 

heróis e assassinos
assassinos heróis
aproveitadores imundos
a ordem dos tanques
destrói o produto
o trauma não sai da carne
a dor tende a ser extrema
e a poesia na guerra
é ilusão de cinema
o resto é história…

 

Publicado por AB Poeta às 13:51
Link do post | Comentar | ADD favoritos

Conflito

 

a bravura dos que combatem
a dor de quem se desterra
desânimo, valentia
há quem acerta
há quem erra
só não há
poesia
na guerra
!
!
!

 

Publicado por AB Poeta às 13:46
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Quarta-feira, 2 de Março de 2022

Sempre presente

 

Quando eu era criança

e morava longe do mar

eu usava uma concha

para ouvir seu soar

 

Agora que cresci

e moro à beira mar

para ouvir a sua voz

utilizo o celular

 

Estar perto ou longe

do que se possa amar

pode ser suprido

há formas de se aproximar

 

Mas só a saudade

do que quero buscar

é uma ausência no peito

que nunca deixo de carregar

 
Publicado por AB Poeta às 23:09
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

E ela se foi...

 

Claro que tive medo
de ir por onde não sabia
mas a coragem que sua mão guia
me dava, me enchia de ousadia
Não, não era o santo, nem deus
ou qualquer outra mitologia
era a juventude que eu tinha
ao meu lado, me dava vontade
coragem, inconsequência, alegria
de correr sem saber aonde iria
e se em algum lugar chegaria
Até que um dia ela soltou da minha
mão, e os pés no chão passaram
a ser a principal companhia

 

Publicado por AB Poeta às 14:19
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

deus ex machina

 

A inteligência é artificial
assim como muitos sorrisos
Não se ensina “humanidade”
                        a um androide
mas há humanos que também
               não aprendem isso
Ninguém nasce sabendo
       e apesar de saber disso
de aprender se perdeu o costume
só nos sobra mesmo é o “instinto”
Quem sabe um dia
                         a máquina acerte
e tudo isso mude

Publicado por AB Poeta às 21:47
Link do post | Comentar | ADD favoritos

Estatística de natal

 

No seio da miséria
a fome só cresce
Na fila da ceia
a fila da fome só cresce
e quem cresce com fome
cresce como?
Como menino Jesus
com data marcada para morrer

Publicado por AB Poeta às 21:41
Link do post | Comentar | ADD favoritos

Sobre a desigualdade social

                         a fome de justiça
          aguça a sede de vingança
          como nenhuma
                                    se alcança
   quem agoniza é a esperança
                     de barriga vazia

Publicado por AB Poeta às 21:35
Link do post | Comentar | ADD favoritos

só os ossos

IMG_20211217_132430_465.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 21:30
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2021

...

 
  de cada nó que se desata
 brota uma lágrima que cai
algo fica,          parte se vai
 ninguém termina contente
 
         mas desse desenlaço
inevitável depuro
           se abre um presente
  contendo um novo futuro

 

Clique no assunto: , , , ,
Publicado por AB Poeta às 23:34
Link do post | Comentar | ADD favoritos (1)
Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Tauromaquia

 

No centro da fome

e do desemprego

o touro dourado

não puxa arado

 

Esse fica pro povo

que atordoado

enriquece o toureiro

por um mero trocado

 

E os emolumentos

enchem a bolsa dos donos

e os sorrisos dos tolos

que do touro de ouro

só lhe sobram os excrementos

 
Publicado por AB Poeta às 22:48
Link do post | Comentar | ADD favoritos

É promoção, quem vai querer?

 
A crueldade do Estado
na ilegalidade do ambulante
faz desse desempregado
um criminoso constante
 
Nesse país de desabrigados
e da meritocracia fajuta
tentar sobreviver é um fardo
todo dia uma nova luta
 
Aqueles que seriam os obrigados
a tornar nossa vida mais justa
são os verdadeiros bandidos
já passou da hora de dar um “basta!”
 

 

Publicado por AB Poeta às 22:43
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Terça-feira, 16 de Novembro de 2021

Até quando

 

Não para a ciência
à máscara e à vacina
o capitão e seu quartel
seguem a mesma sina
agravam a situação
e assim como Pilatos
lavam suas mãos
A consequência de seus atos
mais mortos e sequelados
mais pobres e miseráveis
Pagarão os responsáveis?
Certeza é que lhes reservam a inglória
de ocupar a lata de lixo da história

 

Publicado por AB Poeta às 20:26
Link do post | Comentar | ADD favoritos

Em praça pública

 

Aos montes na cidade

cabanas, abrigos, barracos

um campo de refugiados?

Não, é o largo da matriz

 

Nessa coletividade

toda sorte de azarados

o brasileiro é um exilado

em seu próprio país

 
Publicado por AB Poeta às 20:23
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021

Armadilha

 
mais um sujeito
                       sem leito
que à rua se sujeita
                      e se ajeita
na suja sarjeta
 
um rejeito que o estado
          pegou na ratoeira
isso é o resultado
                       da sujeira
de um país sem jeito
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:06
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

Entre urubus

 
As crianças que comem no lixo
fazem uma tremenda algazarra
nos olhos um outro brilho
parece até que é divertido
 
Viram-se latas, sacos, sobras
e os rostos dos transeuntes
Soco no estomago de quem passa
mas à indignação parecem imunes
 
Triste o país que deixa suas crias
largadas à própria sorte
O governo é afeito aos ricos
azar o seu que nasceu pobre
 

 

Publicado por AB Poeta às 23:54
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda


Poesias declamadas



Todas as publicações

Clique no assunto

todas as tags