André Braga

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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Sextou!

 

Sexta-feira é dia de beber
algo que deixou de ser pecado
O consumo já não o faz desmerecer
temos até monja ao nosso lado

Dizem que devo ser moderado
o que soa diferente da propaganda
mas a embaixadora nos faz criança
deixe-me beber e não encha o sacro

 

Publicado por AB Poeta às 18:40
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#ForaBolsonaro

 

Age como bicho de esgoto
o escroto bolsorato
A milícia e sua família
formam a bolsoquadrilha
Asseclas tem de montão
a matilha de bolsocão
Pela boiada é amado
rebanho de bolsogado
Para completar o cenário
um monte de bolsotário
que o vê como messias
a pior das fantasias
Pelos idiotas idolatrado
só nos sobra o brado:
FORA BOLSONARO!

 

Publicado por AB Poeta às 18:28
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O agro é pop

 

A fome era zero
agora elevou a numeração
O agro ficou pop
ganha mais com a produção
Dólar em alta
garante melhor arrecadação
O mercado interno
que pague mais pela mesma porção
Mas não se preocupe
sobrará ao menos os ossos
para a sopa, ou roer feito um cão

 

Publicado por AB Poeta às 18:22
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“Ô abre alas que eu quero passar”

 

Desfilam os tanques de guerra
no país do carnaval
São somente carros alegóricos
não fazem bem, talvez o mal

Na avenida colorida
muitas fardas e medalhas
de heróis sem batalhas
e glórias inventadas

Uma selva de espoletas
dessa tropa em desuso
ao capitão que foi expulso
e a outros tantos picaretas

 

Publicado por AB Poeta às 18:14
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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Aquários

 

IMG_20210622_163525_856.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 22:30
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Versificados

 

Classificaram tudo:

Gente, animal

Flor, vegetal

Sonho, Produto

 

Tudo foi reificado

Rotulado

Pela nova ordem

 

Desordem dos embalados

Todos foram apurados

Segmentados, codificados

E viraram classificados

 

Onde se vende de tudo:

A alma, o tempo, o chão

O céu, o Eu, o pão

O amor, o sexo, a solidão

O amanhã...

 

Na contra mão dessa cultura

Linha dura e formal

Vem o Poeta que, informal

Com jogo de cintura

Propõe a ruptura

 

E faz da coisa o verso

Desmistifica a imposição

Com a sua composição

Torna o banal reverso

 

Desclassifica o Classificado

Com rimas, imagens e ardor

E nas palavras empregadas de labor

Anuncia os Versificados

 

Ler jornal

Nunca mais será igual

 

Publicado por AB Poeta às 18:47
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Quarta-feira, 16 de Junho de 2010

Versificados

 

Versificados, poesia em forma de anúncios classificados - http://versificados.blogspot.com/

 

Estes são os meus:

 

"Homem sarado procura mulher doente, de paixão, pois está cansado da vida sadia..."

 

"Homem cachorro procura dona, que de carinho e agüente os latidos. Negocia o uso de coleira"

 

"Homem carente procura mulher que procura homem carente. No meio dessa gente, se tiver uma, que se apresente"

 

“Procura-se: paixão cega, se perdeu no carnaval. Boa recompensa para quem achá-la”

 

“Vendo: coração pulsando firme, com sonhos semi-novos e esperança retificada; ou troco por outro de valor semelhante”

 

“Ver de amar (elo) a zul, toda de branco no altar”

 

"Alugo-me para temporada. Não lavo, não passo, não canso, só faço!"

 

@mundoid

 

Publicado por AB Poeta às 21:52
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Mídia

 

Sem média

A medida

Do Mídia

É mediar

O mote midiático

 

Quanto me custa por mil?

Quanto de verba virá?

Quanto custa o custo?

Quanto me custo pra mim?

 

A resposta é impactante

Saber o custo

Às vezes sai caro

 

Verba não é verbo

 

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Publicado por AB Poeta às 14:41
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

For sale

 

Vende-se

E compre

 

Pague o preço

Meu caro

 

Tudo foi liquidado

 

A Graça

Ganhou

A promoção

 

Virou amostra grátis

 

Sold out

 

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Publicado por AB Poeta às 13:20
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

A mascara caiu

 

 

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Publicado por AB Poeta às 02:41
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Poema

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Publicado por AB Poeta às 13:39
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Garagem Cultural - GC Zine

O GC Zine é um fanzine que divulga cultura, informação, entretenimento e o comércio local, distribuído gratuitamente na zona norte de São Paulo (arredores das avenidas: Guapira, Gal. Ataliba Leonel e Tucuruvi, também na UniSant’Anna e Metrô Tietê).

 

 

Na edição número quinze (ano três) foi publicado um poema de minha autoria – E assim foi feito (O princípio).

 Clique aqui e faça o download da edição. 

 

Outras Edições:

 

GC Nº 2 (raro)

 

GC Nº 15

 

GC Nº 16

 

GC Nº 17

 

GC Nº 18

 

Clique no assunto:
Publicado por AB Poeta às 16:20
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

Pérola de Broze - Desencannes 2009

 

Clique e faça seu comentário no site do Desencannes

 

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Publicado por AB Poeta às 13:37
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Jingle - Sabão Ypê

Este é nosso primeiro trabalho em grupo (faculdade), um jingle feito para o Sabão Ypê.

 

Autores: André Alves, Fabio Martins, Hilde Alves, Janaina Pangella e Michel Carvalho.

 

Jingle Sabão Ypê (em ritmo de samba)

 

Pra sujeira acabar
Você já sabe o que fazer
Pra cuidar do seu lar
O Sabão é Ypê

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

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Publicado por AB Poeta às 01:17
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Poesia Visual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por AB Poeta às 15:54
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Peças Desenblogue

Estas peças estão no Desenblogue. Por favor votem nelas, quem sabe elas irão para o Desencannes!

 

É só clicar nos títulos. Valeu!

Chapolin

 

 

SUPLEMEN!

 

 

Lacta

 

 

Mais uma política

 

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Publicado por AB Poeta às 14:41
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Mala Direta - Aspro

Texto e diagramação: André Alves

 

Texto

 

A Aspro Serviços Centro Ltda, atua a mais de 10 anos no mercado de assistência técnica em sistemas de compressão GNV, cobrindo todo o território nacional, oferece agora aos seus clientes serviços gerais de manutenção, atuando no gerenciamento e instalação de serviços como:

 

- Elétrica

- Hidráulica

- Pintura

- Infraestrutura

 

Nosso propósito é oferecer um serviço completo e personalizado, otimizando seu tempo e atendimento junto ao seu cliente, trazendo assim rentabilidade e plena satisfação. Com esses serviços oferecemos as soluções necessárias aos problemas diários que aparecem nos grandes centros de abastecimento.

 

MD - Correio

 

 

MD - E-mail

 

 

Mais sobre a empresa: www.aspro.com.br

 

Clique aqui - download Mala Direta Aspro

 

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Publicado por AB Poeta às 18:55
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Domingo, 31 de Maio de 2009

Texto justificativo - Manual de identidade visual

Texto escrito para justificar o nome, símbolo e cores da agência Mundo Comunicação:

 

O nome mundo

 

Algumas palavras, como globalização, mundialização, internacionalização, estão se tornando cada vez mais utilizadas, mais comum ao nosso cotidiano. A palavra mundo, além de representar todas essas já citadas, também denota idéias de sociedade, universo e o todo o gênero humano, o que a qualifica como uma palavra contida de significados que envolvem coletividade e vida em grupo. Acreditamos que o nome mundo transmite toda a abrangência de nosso potencial dinâmico, criativo e profissional, e toda nossa capacidade para identificar e entender as segmentações de mercado, classes sociais, regionalidades, e com isso direcionar as campanhas de nossos clientes aos devidos nichos de mercado afim de realizar sempre o melhor negócio, trazendo-lhes plena satisfação.


O símbolo

 

Escolhemos um círculo (levemente inclinado para o lado direito) para representar essa união (junção) de idéias e qualidades, e porque também o círculo representa o mundo, planeta, universo, o que mantém uma ligação direta com nosso nome.


As cores

 

Escolhemos o verde (letra “m” e símbolo) pois tem como significado o vigor, contido em nosso trabalho e determinação, a juventude que habita o âmago do espírito de nossa agência, e a calma e esperança, necessárias à realização dos projetos à nós confiados. O cinza (letras “u”, “n”, “d” e “o”) cor que tem como seu significado a estabilidade, sucesso e qualidade, adjetivos refletidos diretamente em nossas atitudes e resultados obtidos, completa nosso universo cromático.

 

 

 

Clique e faça o download do manual

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Publicado por AB Poeta às 23:56
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Doe Órgãos

De continuidade e vida...

 

 

 

www.saude.gov.br

 

Esta peça está no desenhell, clique aqui e vote, para que ela alcance o "desenheaven"!

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Publicado por AB Poeta às 17:12
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Viva lá crise!

Vi um e-mail esses dias onde um cara dizia - “devido à ‘crise’ blá, blá, blá... a luz no final do túnel está temporariamente desligada!”. Pessimismo dele? Talvez. De certo (talvez também) é que esse nosso camarada, autor da dita frase, assiste muito aos pessimistas telejornais da Rede Globo de televisão. Logo no começo de todo esse disse-me-disse sobre “crise”, exatamente no dia em que o ex-presidente americano W. Bush comprou (para melhor dizer, estatizou, mas falem baixinho, esse nome num mundo neoliberal é quase um palavrão) parte das ações de alguns bancos americanos, afim de evitar a quebra dos mesmos, o Jornal da Globo fez a seguinte chamada - “governo de W. Bush compra ações de bancos privados, mas especialistas dizem que não é o fim do capitalismo!”. Bem, claro que os adeptos ao socialismo, comunismo, ou qualquer outro “ismo” esquerdista, soltaram rojões adoidado, em virtude da atitude governista americana, mas “fim do capitalismo!”, isso é no mínimo uma piada.


É mais do que notório as notícias sobre empresas que estão demitindo a rodo, pelo mundo todo. A Microsoft, por exemplo, para cortar custos, devido ao decepcionante resultado obtido no último trimestre, irá cortar até 5.000 funcionários. A GM demitiu 2.000 devido à queda das vendas de veículos. A brasileiríssima (ex-estatal) Vale do Rio Doce demitiu 1.300, e 5.500 entrarão em férias coletivas escalonadas. Números atemorizantes não? Talvez.


Imagine a seguinte situação: em algum lugar, numa realidade, até então, muito distante da nossa, existia uma pessoa (chinês) que trabalhava na roça, plantando, cultivando e colhendo cereais, frutas, verduras... mas com um único propósito: garantir a subsistência sua e de seus familiares. Até que um dia alguém chega para ele e fala – olha, fiquei sabendo que na cidade grande estão empregando pessoas, talvez consigamos trabalho lá, ai não precisaremos mais labutar nos campos para tirar sustento. Achando essa idéia interessante, parte para a cidade grande mais próxima, na tentativa de empregar-se. Chegando nessa cidade ele se depara com filas gigantescas de outros iguais, em diversas fábricas dos mais varias produtos. Como para ele tanto faz, entra em qualquer uma, já que o intuito é arrumar trabalho. Nesse tiro proferido no escuro, até que ele se dá bem: arruma um emprego de, no mínimo, oito horas diárias para ganhar, quase, dois dólares por hora de labor. E quem antes não existia para o mundo capitalista, passa a ter certo valor, vira um operário assalariado, um futuro consumidor compulsivo, e, principalmente, um produtor de valia.


Pouco antes de tudo isso, do outro lado do globo, um empresário (num nome mais moderno: empreendedor), ouve falar que há várias empresas imigrando para o oriente. Mas por que isso... qual o motivo? - ele se pergunta. Então o instinto ideológico/capitalista emerge em seu ser, e produz vozes esclarecedoras em seus ouvidos que docemente lhe dizem – Reduzir custos... Reduzir custos... Reduzir... Fazendo uma conta muito simples, esse selvagem capitalista descobre que pode ganhar muito mais pagando menos de dois dólares a hora, para um chinês ou indiano, do que pagando os atuais trinta dólares a hora trabalhada para um nortista americano. Adivinha então o que ele faz? Faz as malas, pouco-a-pouco demite todos seus funcionários, abre uma fabrica num promissor país dito “socialista” chamado China e resolve todos os seus problemas de custos. Consegue assim produzir mais com menos gastos, o que reflete diretamente no valor final de seus produtos, conseqüentemente, aumentando suas vendas e derrubando concorrentes aos montes, por enquanto. Segue feliz.


No meio de todo esse processo tem um cara totalmente perdido, meio sem entender ainda o que aconteceu, esse cara é o operário nortista americano. Sem mais nem menos (alguns tentaram culpar o mercado imobiliário americano) esse cara vê-se desempregado e, pior ainda, assiste aos noticiários da TV que só falam em demissões e mais demissões em massa. Preocupado com tudo isso, sua primeira providência, mais do que urgente, é (assim como nosso amigo empreendedor fez) reduzir os custeios familiares. Daí começa o letal efeito dominó. Esse cidadão para de consumir, e o lojista que o tinha como cliente, para de vender e, conseqüentemente, para de comprar de seus fornecedores, que conseqüentemente... Mata toda a cadeia econômica do país. Mas esse efeito dominó não para por ai não. Os países que mantém algum tipo de relação comercial com o esse ai, afunda junto. Cada um afunda conforme seu grau de relacionamento. O efeito final é essa tal de “crise”. Enquanto trinta dólares pagavam somente um empregado americano do norte, agora pagam, no mínimo, quinze empregados. Negócio da china, não! A mão-de-obra que imigrou do ocidente para o oriente nunca mais, ou pelo menos por um bom período de tempo, ira voltar para seu país de origem.


Você deve estar se perguntando – onde esse indivíduo que perdeu seu precioso tempo escrevendo sobre isso quer chegar? – bem, vamos lá: acredito que estamos vivenciando não uma crise (apesar de um dos significados dessa palavra ser “mudança”), no sentido ruim que essa palavra envolve, mas sim estamos passando por uma reorganização capitalista, uma movimentação de capital. Todo o capital que regia a economia ocidental simplesmente foi embora para o oriente. Como a maioria dos países do ocidente apóiam-se em acordos comerciais, todos estão sofrendo com esse escoamento. E tudo originou-se a partir de um dos princípios básicos da produção capitalista: a redução de custos.


A produção excessiva também tem sua parcela de culpa, pois estoques abarrotados travam o processo produtivo. Mas como uma andorinha só não faz verão... O escoamento de capital divide a culpa com o estoque excessivo. Se é que existe culpado, ou culpa por alguma coisa.


Um outro fato engraçado, que acho que poucos perceberam, é que os tão falados Bric’s (Brasil, Rússia, Índia e China), que não saiam dos noticiários, simplesmente sumiram das pautas noticiarias. Os telejornais, hoje, só vendem o medo americano, o terror americano, só, mais nada. É nítido o desinteresse que há em falar sobre a ascensão econômica bricniana. Não que tudo isso não afete-os também, mas que esses últimos sofrerão muito menos, e isso é fato. Estamos assistindo ao começo do fim da hegemonia americana. O americam dream  está virando o american nightmare e o american way of life pode acabar virando o china way of life... quem sabe um dia. Já pensou, você indo até o Mc Donald’s e pedindo um suculento nuggets de escorpião, ou de gafanhoto! E a atendente ainda lhe sugere – por apenas mais um e cinquenta o Sr leva mais 100ml de um geladinho sangue de cobra natural, aceita? Você acha um lanche como esse nojento? Só lembrando que também comemos algumas coisas que outros países consideram, no mínimo, exótica: feijoada (pé de porco, orelha...), buchada de bode, sarapatel (que é feito de miúdos do porco), rins de boi, coração de galinha, carne de tatu, rã, siri, etc. Então, como não há nada com que o ser humano não se acostume, e a cultura muda no decorrer do tempo, não se impressione se chegar um dia em que seus filhos ou netos lhe implorarão de joelhos para que os leve a lanchonete mais próxima afins de saborearem um delicioso espetinho de escaravelho. E sem gordura trans em!


Mas também tem o outro lado da moeda: tradições indianas e chinesas podem estar também no principio do fim. O modelo de estratificação indiano (sistema de castas) provavelmente vai desmoronar com a invasão capitalista, e o livro vermelho do ditador Mao-Tse-Tung vai virar um empoeirado item de sebo.


Barak Obama, recém eleito presidente da, ainda, maior potência econômica mundial, está injetando dinheiro adoidado em instituições privadas, como bancos, mas mesmo estas tornando-se estatais (ou pelo menos parte delas), falar em fim do capitalismo é simplesmente desesperar-se. O capitalismo está florescendo ainda, e ainda não vivemos o seu ápice. Cuba e Coréia do Norte podem ser as próximas a sucumbir a esse sistema, quem sabe.


A queda do muro de Berlin, em 1989, inspirou o diretor alemão Wolfgang Becker a contar a estória de Alexander, um rapaz, filho de uma ativista socialista, que vivencia o final do regime esquerdista na Alemanha Oriental (Adeus Lênin! – 2003). Quem sabe, num futuro ainda distante, mas já a caminho, não veremos filmes parecidos como “Adeus Mao!”, “Adeus Fidel!”, ou quem sabe também uma das pré-estréias mais aguardadas de todos os tempos, do planeta: “Adeus Tio Sam!”

 

Tio, Che, Chong... quem diria!

 

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Publicado por AB Poeta às 15:28
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