André Braga

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Burnout

Sobre o “vencedor”

Sempre presente

O bandido de patente

O relógio de areia

E ela se foi...

só os ossos

Caiu na rede

Ao mestre com carinho

Clara escuridão

Trambolho

Criacionismo

Medidas

o pulso ainda pulsa...

Tempos frios

Dor nossa de cada dia

A alegoria como verdade

"Eggo"

Aquários

Cala boca já morreu

Joker

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

Burnout

tempestade em copo d’água
tormenta em corpo mágoa
cada recipiente tem sua borda
em algum momento esgota
cada um sabe a gota
que lhe transborda

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Publicado por AB Poeta às 01:06
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Sábado, 12 de Março de 2022

Sobre o “vencedor”

 

heróis e assassinos
assassinos heróis
aproveitadores imundos
a ordem dos tanques
destrói o produto
o trauma não sai da carne
a dor tende a ser extrema
e a poesia na guerra
é ilusão de cinema
o resto é história…

 

Publicado por AB Poeta às 13:51
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Quarta-feira, 2 de Março de 2022

Sempre presente

 

Quando eu era criança

e morava longe do mar

eu usava uma concha

para ouvir seu soar

 

Agora que cresci

e moro à beira mar

para ouvir a sua voz

utilizo o celular

 

Estar perto ou longe

do que se possa amar

pode ser suprido

há formas de se aproximar

 

Mas só a saudade

do que quero buscar

é uma ausência no peito

que nunca deixo de carregar

 
Publicado por AB Poeta às 23:09
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

O bandido de patente

 
Apertou 17, apertou o gatilho
“ele tinha cor de ladrão”
mas era só o vizinho
 
Militar ou bandido
todos vivaram inimigos
o tiro vem de qualquer direção
 
No fim dessa história
o sargento assassino
pode chegar a capitão
 
E por repetição do destino
o capitão delinquente
pode virar presidente

 

Publicado por AB Poeta às 22:31
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O relógio de areia

 

os grãos de areia
                      se movem ao vento
e formam as dunas      do tempo
a ampulheta
                          e seu movimento
brinca com as dunas
                   giro lento
de âmbula a âmbula    pelo fino
vértice
               com coragem ou medo
passa cada partícula
                                           de vida
não a deixa escorrer
                                   pelos dedos

 

Publicado por AB Poeta às 22:23
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

E ela se foi...

 

Claro que tive medo
de ir por onde não sabia
mas a coragem que sua mão guia
me dava, me enchia de ousadia
Não, não era o santo, nem deus
ou qualquer outra mitologia
era a juventude que eu tinha
ao meu lado, me dava vontade
coragem, inconsequência, alegria
de correr sem saber aonde iria
e se em algum lugar chegaria
Até que um dia ela soltou da minha
mão, e os pés no chão passaram
a ser a principal companhia

 

Publicado por AB Poeta às 14:19
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

só os ossos

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Publicado por AB Poeta às 21:30
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

Caiu na rede

 

Ontem recebi um “joia”

hoje foi um “coração”

a “amizade” em rede

nos traz a ilusão

de uma “proximidade”

pelo clique de um botão

 

Entre sedas e farpas

mantemos uma “relação”

entre aspas

 
Publicado por AB Poeta às 23:58
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Ao mestre com carinho

ao mestre com carinho.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 23:43
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021

Clara escuridão

 

Nas horas claras me disfarço
um operário em causa alheia
escorre na ampulheta a areia
do tempo que desfaz escasso

e no escuro das horas, farto
talvez as melhores do dia
me deito no cansaço
me reconstruo na poesia

 

Publicado por AB Poeta às 01:26
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Trambolho

 

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Publicado por AB Poeta às 01:14
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2021

Criacionismo

 

Quem construiu o mundo?
A minha imaginação
Quando eu deixar de existir
muitas coisas também deixarão
As mudanças que ocorreram
foram frutos da minha criação
e continuarão mudando
a cada nova geração
Entre o sol e a lua
a tudo dou uma razão
Quando isso vai acabar?
Quando o último ser parar
de respirar e deixar de viver

 

Publicado por AB Poeta às 23:01
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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Medidas

 

Carrego sobre os ombros
a dor que me pesa
isso todo mundo faz

De rir sou capaz
mas logo se encerra:
a alegria nunca pesa

 

Publicado por AB Poeta às 18:17
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o pulso ainda pulsa...

 

esse lugar imaginário
chamado coração
que bate, às vezes erra
pula pela garganta
ou desce até o porão
entre o amor e o ódio
alguma dor carrega
pulsa no peito
desanda, emperra
conserta
e segue batendo
com maestria
por mais uma breve
alegria

 

Publicado por AB Poeta às 18:11
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Tempos frios

 

Tempos frios
apático clima
me sobra saudades
me falta poesia

 

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Publicado por AB Poeta às 18:08
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Domingo, 27 de Junho de 2021

Dor nossa de cada dia

 

Na memória do corpo
gozos e temores
alternam-se as drogas
ficam velhas dores

O prazer é fugaz
mas resta a lembrança
Na carne, a cobrança
que o tempo nos trás

 

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Publicado por AB Poeta às 11:15
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A alegoria como verdade

 

Ter convicção não é ter razão
pior: convictos dizem não à razão
O mito da caverna, aquele do Platão
nunca fez tanto sentido
tempos cegos, mais bocas que ouvidos

Enquanto o sábio cresce na dúvida
o convicto reduz o mundo na certeza
lhe falta clareza, lhe sobra ilusão
burro que acredita ser cavalo alazão

Isso é um tipo de “arrogância à brasileira”:
aquele que não sabe nada, mas tem opinião
“Saber” é um detalhe irrelevante, bobeira
o que “eu acho” é o que tem exatidão

Nessa realidade que parece ficção
tempos onde a ignorância é qualidade
vivemos essa porcaria de situação
um eterno atraso de sociedade

 

Publicado por AB Poeta às 11:09
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"Eggo"

 

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Publicado por AB Poeta às 10:46
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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Aquários

 

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Publicado por AB Poeta às 22:30
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Cala boca já morreu

 

Boçal, o presidente
hiena histérica, grita estridente
contra jornalista, manda calar
xinga, baba, perdigotos pelo ar

Macho que se exibe feito pavão
se vale do cargo e mostra ao povão
o ser raso, tosco e parvo que é
guincha mais alto contra mulher

Chihuahua que imagina ser um leão
no fundo a coragem lhe é ausente
covarde e sem nenhuma aptidão
só um boçal que virou presidente

 

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Publicado por AB Poeta às 22:27
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