André Braga

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O rei, o servo, o sonho

Estaca zero

Vila Rica

Quinto dos infernos

Cegueira voluntária

Virando fumaça

Falta de Nação

Forças Mamadas

O mito da caserna

Mamãe, falei...

Sobre o “vencedor”

Conflito

Bichos escrotos

Laudêmio

A volta ao inverno russo

O bandido de patente

O presidente trans

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Vagabundo à beira mar

Estatística de natal

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

O rei, o servo, o sonho

 

Sonhei um dia em ser rei
Por sonhar que ganhava a guerra
acordei, guerreei e venci!
Escrevi meu nome numa era
Não importa quem matei
nem quantas vezes nessa terra
fiz guerras quem nem lutei
pois eu sonho e outro esmera
dá o sangue, luta feito fera
pelo simples sonho que sonhei
Mas um dia não mais acordarei
e esse povo que nunca desperta
dará o sangue, fará a guerra
e morrerá pelo sonho de outro rei

 

Publicado por AB Poeta às 01:14
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Estaca zero

 

A pandemia trará consciência

às pessoas, uma novas atitude

disseram os otimistas

apesar da humana insipiência

 

O pensamento positivo ilude:

nem acabou a pestilência

e o “novo normal”, pura fantasia

voltou a ser a velha mania

 

Muita coisa retrocedeu, é vero

voltamos para a estaca zero!

De certo nessa confusão

é que a maioria lavou as mãos

 
Publicado por AB Poeta às 00:59
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Vila Rica

 

Minha fé é do tamanho

da pepita que desenterra

e quanto mais dessa terra jorre

mais ao céu se sobe a torre

 

Chamem arquitetos, escultores

para edificar do barro o barroco

teremos muitos santos do pau oco

pecados a expiar dos pecadores

 

Traga a mão obra que for preciso

arrastem as correntes por mar a fora

ao luso rei o quinto indenizo

aos escravizados a palmatória

 
Publicado por AB Poeta às 00:51
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2022

Quinto dos infernos

 

A vida dos mortos

conduz a dos vivos

entre sangue e ossos

no dobrar dos sinos

 

A história presente

perpetua o passado

pedra e corrente

por todos os lados

 

Do ouro derramado

sobrou a mínima parte

Entre a beleza e a arte

o sofrimento dos escravizados

 
Publicado por AB Poeta às 20:10
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2022

Cegueira voluntária

 
Aos pés do mirante
algo que ninguém quer ver
Fechar os olhos não vale
para a visível realidade
 
Do alto a cidade é outra
o luxo ignora o lixo
e a foto feita filtra
o feio, por mero capricho
 
A São Paulo idealizada da rede
está longe de ser a concreta
Infecta e suja, nada discreta
não dá para negar a verdade

 

Publicado por AB Poeta às 23:35
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Virando fumaça

 

A "boca de lobo" a peso de ouro

o velho herói de bronze da praça

a placa do defunto, um tesouro

tudo pode virar fumaça

 

Fumaça que já foi da indústria

da locomotiva que puxa o país

mas hoje sua força motriz

é sugada por muitos picaretas

corruptos, tantos homens vis

 

E como novo símbolo pavlista

temos a ágora do vício

São Paulo queima no cachimbo

e seus ares que exalavam benesses

agora cheiram a lixo, fuligem e fezes

 
Publicado por AB Poeta às 23:28
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2022

Falta de Nação

 

A tropa toda em forma

em punho, o fuzil

"aprontar, preparar...

fogo amigo!"

gira o espeto no brasio

 

Enquanto o povo sucumbe de desnutrição

a armada força se empanturra

Já não basta pagarmos pela farra

agora bancamos também a ereção

 

A vergonha não veste camuflado

e o povo não demonstra indignação

os militares já mostraram seu lado

falta ao povo entender que é Nação

 
Publicado por AB Poeta às 18:50
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Forças Mamadas

 

Para elevar o moral da tropa

diminuir a solidão do mar

elevar a cadência aos céus

um “azulzinho” para excitar

 

E depois da churrascada

prótese a quem estiver sem fuzil

é hora do fogo amigo

broxa aqui é para pintar meio-fio

 

Um “viva” às Forças Mamadas

patriotas assim nunca se viu

embuste que esconde a mamata

farra armada, Brasil!

 
Publicado por AB Poeta às 18:25
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O mito da caserna

 

Vejo aptidão e coragem

para cumprir a missão

mas são apenas sombras

que não refletem retidão

 

Frente ao fogo da churrasqueira

se lambuza o pelotão

picanha, salmão, cerveja

suja a farda de carvão

 

A fome só cresce no país

parte do povo está sem abrigo

com uma força armada dessa

quem precisa de inimigo?

 
Publicado por AB Poeta às 18:16
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2022

Mamãe, falei...

 

Mamãe, falei que fui à guerra

mas fui mesmo na aventura

aproveitar, descolar uma paquera

ficar na boa com a turma

 

Mas, mamãe, falei merda

disse o que não deveria

quando voltei à nossa terra

encontrei uma outra guerra

 

E agora querem minha cabeça

por pura falta de lisura

mas vou culpar é a imprensa

por cavar minha própria sepultura

 
Publicado por AB Poeta às 20:26
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Sábado, 12 de Março de 2022

Sobre o “vencedor”

 

heróis e assassinos
assassinos heróis
aproveitadores imundos
a ordem dos tanques
destrói o produto
o trauma não sai da carne
a dor tende a ser extrema
e a poesia na guerra
é ilusão de cinema
o resto é história…

 

Publicado por AB Poeta às 13:51
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Conflito

 

a bravura dos que combatem
a dor de quem se desterra
desânimo, valentia
há quem acerta
há quem erra
só não há
poesia
na guerra
!
!
!

 

Publicado por AB Poeta às 13:46
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Quarta-feira, 2 de Março de 2022

Bichos escrotos

 

Tão baixo bicho

esse lixo

de presidente

Tão vagabundo ente

de patentes

só mente e mente

 

Ficará para a história

sua inglória

sua escória irrisória

asseclas e parentes

 

Bichos escrotos

voltarão ao esgoto

de onde não deveriam ter saído

e serão, com o tempo, esquecidos

 
Publicado por AB Poeta às 23:00
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2022

Laudêmio

 
Parabéns aos franceses
mudaram o regime e a lei
resolveram a pendenga
cortaram a cabeça do rei
 
A república aqui foi proclamada
há duzentos anos atrás
mas pelo visto, só de fachada
a plebe continua onerada
 
Séculos depois, soterrados
os petropolitanos ainda pagam
o luxo da praga divina
que falta faz uma guilhotina… 

 

Publicado por AB Poeta às 20:12
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A volta ao inverno russo

 
Avante camarada
pela foice e o martelo
preste sua continência
aos heróis vermelhos
 
Você é só um reacionário
mero cabeça de prego
um velhaco, oportunista
vai congelar em nosso inverno
 
Volta à sua pátria armada
de mamatas e flagelos
e conduza sua boiada
a morrer pelo cutelo
 

 

Publicado por AB Poeta às 20:10
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

O bandido de patente

 
Apertou 17, apertou o gatilho
“ele tinha cor de ladrão”
mas era só o vizinho
 
Militar ou bandido
todos vivaram inimigos
o tiro vem de qualquer direção
 
No fim dessa história
o sargento assassino
pode chegar a capitão
 
E por repetição do destino
o capitão delinquente
pode virar presidente

 

Publicado por AB Poeta às 22:31
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Domingo, 30 de Janeiro de 2022

O presidente trans

 
Transtornado indivíduo
elemento transgressor
Transita entre o crime e o castigo
se transforma em inimigo
obscuras transações
 
Transcorvo com alucinações
transmite o que há de pior
intransigente, chulo, enganador
Transborda de instinto maligno
indigno, transviado, inglório
ainda bem que é transitório

 

Publicado por AB Poeta às 20:13
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2022

O reservista

 

O palhaço guardou o nariz na gaveta
e espera um dia voltar a usá-la
Uma cambalhota, outra pirueta
seria bom reviver o passado

Mas a gaveta nunca mais se abrirá
triste e perdido ficou o bufão
O nariz vermelho já serviu ao circo
todo o resto foi mera ilusão

 

Publicado por AB Poeta às 13:58
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Vagabundo à beira mar

 

Um peixe fora d’água
que nada na contramão
Tamanha é sua gula
se entupiu de camarão
Nem mastiga direito, a mula
engole com sofreguidão
e nessa lama ainda tem lula
pra completar a indigestão

Mandrião, nada, nada
para morrer na praia
corrupto em imersão

 

Publicado por AB Poeta às 14:16
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

Estatística de natal

 

No seio da miséria
a fome só cresce
Na fila da ceia
a fila da fome só cresce
e quem cresce com fome
cresce como?
Como menino Jesus
com data marcada para morrer

Publicado por AB Poeta às 21:41
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