André Braga

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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Tauromaquia

 

No centro da fome

e do desemprego

o touro dourado

não puxa arado

 

Esse fica pro povo

que atordoado

enriquece o toureiro

por um mero trocado

 

E os emolumentos

enchem a bolsa dos donos

e os sorrisos dos tolos

que do touro de ouro

só lhe sobram os excrementos

 
Publicado por AB Poeta às 22:48
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É promoção, quem vai querer?

 
A crueldade do Estado
na ilegalidade do ambulante
faz desse desempregado
um criminoso constante
 
Nesse país de desabrigados
e da meritocracia fajuta
tentar sobreviver é um fardo
todo dia uma nova luta
 
Aqueles que seriam os obrigados
a tornar nossa vida mais justa
são os verdadeiros bandidos
já passou da hora de dar um “basta!”
 

 

Publicado por AB Poeta às 22:43
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Ensejo

 

Os touros engordam
as vacas emagrecem
o pasto mal dividido
desiquilibra os dividendos
e quem tange a boiada
nem liga pro contraste
e o desastre vira ensejo:
o touro foi ao varejo
a vaca foi pro brejo

 

Publicado por AB Poeta às 22:41
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2021

Até quando

 

Não para a ciência
à máscara e à vacina
o capitão e seu quartel
seguem a mesma sina
agravam a situação
e assim como Pilatos
lavam suas mãos
A consequência de seus atos
mais mortos e sequelados
mais pobres e miseráveis
Pagarão os responsáveis?
Certeza é que lhes reservam a inglória
de ocupar a lata de lixo da história

 

Publicado por AB Poeta às 20:26
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Em praça pública

 

Aos montes na cidade

cabanas, abrigos, barracos

um campo de refugiados?

Não, é o largo da matriz

 

Nessa coletividade

toda sorte de azarados

o brasileiro é um exilado

em seu próprio país

 
Publicado por AB Poeta às 20:23
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021

Guilhotina

 
Fé demais não cheira bem:
a plebe de joelhos
entre pedidos e apelos
só alivia a culpa do rei
 
ou se vive melhor agora
cobrando os “homens-da-lei”
ou se chora a agonia:
espírito cheio, barriga vazia
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:30
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Perto do fogo

 
Lá vem o caminhão
acotovelam-se na caçamba
   entre a fome e a infecção
a mãe, o filho, o rato, o cão
 
Quem não pegar essa rabeira
                          de lixo, dança
de estomago vazio
Melhor é ter uma indigestão
 
Indigesto mesmo é o capitão
                        que foi a Roma
aprender com Augustus Nero
como atear fogo numa nação

 

Publicado por AB Poeta às 00:23
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Fezes de cada dia

 
O país está um ânus
o bolsonaro a bosta pura
você rebola na privada
mas o dejeto não desgruda
 
O tempo passa e só piora
só fede mais, passou da hora
dessa merda bater na água
pois a água já bateu na bunda
 

 

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Publicado por AB Poeta às 00:17
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Passageiro

 
A vida segue de trem
de estação em estação
embarco na Paraíso
desço na Consolação
 
Entre santos e santas
as homenagens são tantas
que até Judas tem sua vaidade
 
Se me perco na cidade
vou à Luz, que me conduz
para a Liberdade
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:13
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...

o xis da questao.jpg

 

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Publicado por AB Poeta às 00:09
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Armadilha

 
mais um sujeito
                       sem leito
que à rua se sujeita
                      e se ajeita
na suja sarjeta
 
um rejeito que o estado
          pegou na ratoeira
isso é o resultado
                       da sujeira
de um país sem jeito
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:06
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

Caiu na rede

 

Ontem recebi um “joia”

hoje foi um “coração”

a “amizade” em rede

nos traz a ilusão

de uma “proximidade”

pelo clique de um botão

 

Entre sedas e farpas

mantemos uma “relação”

entre aspas

 
Publicado por AB Poeta às 23:58
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Entre urubus

 
As crianças que comem no lixo
fazem uma tremenda algazarra
nos olhos um outro brilho
parece até que é divertido
 
Viram-se latas, sacos, sobras
e os rostos dos transeuntes
Soco no estomago de quem passa
mas à indignação parecem imunes
 
Triste o país que deixa suas crias
largadas à própria sorte
O governo é afeito aos ricos
azar o seu que nasceu pobre
 

 

Publicado por AB Poeta às 23:54
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Anjo alado

anjo alado.jpg

 

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Publicado por AB Poeta às 23:48
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Ao mestre com carinho

ao mestre com carinho.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 23:43
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Vacinados

 

quem pisa na bola

fica de                    fora

da Vila famosa

 

cara de pau

          aqui não róla

 
Publicado por AB Poeta às 23:38
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Entre mundos

 
a paz do seu semblante
                                  de sono
desperta o meus desejo
                                  de sonho
e caio numa profunda
                                    calma
ao perceber que nossas
                                    almas
mesmo em diferentes
                                   planos
 
orbitam o mesmo espaço
 

 

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Publicado por AB Poeta às 23:34
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Fratura exposta

 

Manter o pobre miserável

vivendo em eterno sacrifício

para esse governo deplorável

isso são ossos do ofício

 

Roa a quem roer

 
Publicado por AB Poeta às 23:26
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021

Sobre nossos ombros

 

O país está no inferno
mas há dinheiro no paraíso
champagne, caviar, ternos
ilhas fiscais, bancos suíços

Ao trabalhador, sempre otário
as taxas, o peso do imposto
a fossa no fundo do poço
o prato com resto de osso
na carne o amargo desgosto

 

Publicado por AB Poeta às 01:50
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1000 dias de regresso

 

Mil dias de (des)governo
mil dias de avacalhação
Enquanto a vaca vai pro brejo
a boiada vai á manifestação
em prol da desobediência
em prol da corrupção

Enquanto a fome só aumenta
a comitiva arrota leite condensado
e o futuro que se apresenta
é a cópia mal feita do passado
Mil dias de regresso
desordem em progresso

 

Publicado por AB Poeta às 01:46
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