Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

Março 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquise

 

publicações

Manhãs bragantinas

A gaiola

Aquífero paulistano II

O laranjal

Black Friday

Aquífero paulistano

Embate público

Efêmeros

O mortiço

O rato roeu o rei

(O)Culto

Em ruínas

Long live Café Piu-Piu

Mão amiga

O xis da questão

Um minuto de silêncio

Moluscos

Banquete

PEC(ados)

Lavrador

Declaração

Modelo

Encalço

Haicai V

Viagem

Numa fria

Poema antigo

Encontros

Ombrax

Sós

Coração violento

O que não passa?

Qual será a senha?

Marcados

Cada casa

A desmetamorfose

Paraíso

Noites de Verão

O relógio da vovó

Conto de Fadas

A fonte

Um par

contratempo

a bunda dela

ambidestro

mãe dos sem mães

advérbio

quando fomos nuvens

fossa

prateando

Confira também




todas as publicações

subscrever feeds

Sábado, 23 de Março de 2019

Manhãs bragantinas

 

As maritacas, o bem-te-vi, o sabiá

a orquestra reunida

todos juntos a cantar

 

É tanta nota musical

em horário matinal

que o galo nem arrisca cacarejar

 

A platéia ainda na cama

aprecia o concerto

mais um tranquilo despertar

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:12
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

A gaiola

 

Na mente que não para

o temor se multiplica

A insônia te faz companhia

 

A pressão do peito

as veias comprimidas

é o tempo engolindo a vida

 

A lágrima tange o rosto

salga o lábio, assombra

e o olhar se perde no escuro

 

A voz, na garganta, reclusa

que se encontra contrita

guarda a palavra amiga

 

Aquela que, ensurdecedora

ao teu surdo ouvido grita:

“há um pássaro onde a morte habita

 

liberte-o!”

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 22:19
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2019

Aquífero paulistano II

 

Cada gota que cai de chuva

tece a enxurrada que desce a rua

e forma o lençol d’água

onde a cidade afunda

 

São Paulo para toda

ninguém aqui mais anda

Fica o recado da natureza

mostrando quem é que manda

 

Sob o asfalto bruto

um fio de vida ainda existe

tratado como subproduto

o rio que ainda resiste

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:10
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

O laranjal

 

A família se afunda na sujeira

bandalheira à brasileira

 

E o filho da pátria

lava o dinheiro em laranjeiras

e limpa o catarro na bandeira

 

Há quem ladre a seu favor

sem vergonha do ocorrido

De joelhos e em louvor

brasileiro gosta de bandido

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 01:02
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2018

Black Friday

 

Começou a #BlackFriday

vende-se, compre

e pague o preço, meu caro

 

Mais um produto barato

consumido pela multidão

Tudo foi liquidado

 

A Graça perdeu a promoção

sozinha no balcão

Amostra grátis de solidão

 

#AloneSaturday

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 20:51
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Aquífero paulistano

 

Límpida cai a chuva

na rua

e corre suja

ao rio invisível

 

Água viva

corrente ativa

um fio de vida

ainda possível

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 20:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

Embate público

 

Os dois candidatos

mais votados

são os mais odiados

 

O que há com a nação?

Digo desamparado:

o Brasil é uma negação

 

Um país polarizado

pela limitação

Caso de despolitização

 

Democracia dá trabalho

ir atrás de informação

E brasileiro quer é churrasco

futebol, “descendo até o chão”

 

No país do rebolado

independente do resultado

vejo a pior previsão:

mais 4 anos de esperança

e de pura ilusão...

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 02:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

Efêmeros

 

A cidade diminui na noite

que escura se funde à fuligem

Céu e asfalto se unem

formando uma outra miragem

 

Que a cada passo se amplia

nos ecos dos passos passados

Personagens que somem ao dia

se avultam a novos pecados

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 02:42
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

O mortiço

 

Quando será que a vida acaba?

Com a morte? Não creio

Tanta gente maltrapilha vaga

sem saber para que aqui veio

 

Carregar a própria existência

nos ombros, há quem não suporte

O peso do “ter que ser”, consorte

transcende qualquer essência

 

Sobreviver como indigente

na selva de pedra é penoso

A esmola, um prato, entorpecentes

ajudam amenizar o desgosto

 

Mas uma hora isso cansa

Abreviar o sofrimento é a opção

Quem vai lembrar daquela criança?

Era só mais uma, largada no chão

 

Seu nome? Rogério, Roberto... Enfim

o viaduto da santa foi o trampolim

Num voo curto e fatal, no paraíso

mais um precipitou o seu fim

 

Espatifou no asfalto da 23 de maio

Por um instante pararam em atenção...

Olharam e foi como naquela canção:

“morreu na contramão atrapalhando o sábado”

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:59
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

O rato roeu o rei

 

O tribunal pegou mais um

em sua ratoeira sem mola

Proferiu o juiz: “essa não cola”

“soltem o rato e o soltem no ato!”

 

Aqui tudo é premeditado

aliança, conchavo, propina

e quem morre nessa armadilha

travestida de justiça, é o gato

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 00:07
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 9 de Agosto de 2018

(O)Culto

 

Nunca via graça na lua

 

E o eclipse

secular

alterna entre lua e sol

o que há de novo nisso?

 

O que me impressiona

é que ainda há quem veja

significado

era após era

nos movimentos repetitivos

dos astros

 

O ser humano é um cão uivando ao nada

 

O ser humano é um cão uivando a

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 00:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 4 de Maio de 2018

Em ruínas

 

O prédio incendiou

desabou, caiu

Apagou a vida

que nunca existiu

 

Sem dinheiro para consumo

só serviu de insumo

para aproveitadores, políticos

e muitos movimentos

 

A miséria é a base do poder

e quem o tem, apodrece

Coitado dos desamparados no Paiçandu

que não é tão largo quanto parece

 

E a eterna ama de leite

na periferia da praça

ainda serve à casa grande

para o deleite da elite

 

O ranha céu, que já foi moderno

teve seu fim como “inferno”:

do luxo ao lixo

do lixo ao esquecimento...

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:20
link do post | comentar | adicionar aos favoritos

Long live Café Piu-Piu

 

O Rock’n’Roll está na veia!

No palco, muitas vertentes musicais

Expressão artística diversificada:

guitarra, sanfona, violinos, metais

 

No coração do bairro do Bixiga

um dos mais tradicionais

Café Piu-Piu, a sua marca

não saiu (nem sairá) de lá jamais

 

Clássico atrás de clássico

a plateia sempre clama

por mais um riff, um refrão

que acorde a noite paulistana

 

Tantos músicos aí tocaram

e muitos outros tocarão

Que suas portas permaneçam abertas

para quem tem a música como paixão

 

Long live Café Piu-Piu!

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Mão amiga

 

Não há tristeza que não acabe

Não há amor que não a depure

A mão estendida sempre amiga

tem a dose certa do que a cure

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 21:04
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

O xis da questão

 

Entre o exótico e o erótico

está o xis da questão:

um tipo que diferencia

a extravagância do tesão

 

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 21:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017

Um minuto de silêncio

 

A rosa agora muda

ante ao dedo em riste

descansa despetalada

Tristeza de quem assiste

 

Humano vilipêndio

em palavra pedra bruta

fez crescer o silêncio

no peso da lágrima purpura

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 21:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

Moluscos

 

O corpo sem casa, sem casca

de movimento lento...

E vida veloz!

 

O risco que deixa por onde passa:

brilho que fica pelo caminho

 

Num breve choro, se acaba

Sal lacrimal que a liquida

 

A lesma, de vida besta

consegue ser ela mesma

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 23:41
link do post | comentar | adicionar aos favoritos (1)
Segunda-feira, 8 de Maio de 2017

Banquete

 

Observo na calçada o mendigo

que come feito um cão;

mas hoje o cão como feito um rei;

rei que ainda come feito um porco;

porco que come feito um mendigo

 

Em meio a esse banquete indigno

cheio de defeitos

perco a fome

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:37
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

PEC(ados)

 

Dentro do pecado

há uma PEC

Dentre os deputados

há vários pecados

 

Abaixo dos pecadores

tem o povo, no calvário

que nunca aprendeu

e que pagará pelos pecados

que ele mesmo elegeu

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:48
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

Lavrador

 

Eu, sem teto

sem terra para plantação

com foice, marmelo e verso

invadi seu coração

totalmente abandonado

 

Nele fiz aceiro, fiz cercado

Arei terra , ergui barraco

Plantei semente, contente

e colhi um bocado

de coisas boas

 

Improdutivo, antes, em luto

agora ele pulsa, dá fruto

E meu alicerce cravado

na carne, legaliza minha condição

de invasor a namorado

 

Sem ter quem peça reintegração

de posse, desse loteado

criemos nossas crias, que brotam

e crescem livres, abençoados

Que aproveitem nosso legado

 

Clique no assunto: ,
publicado por AB Poeta às 00:04
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda


Poesias declamadas



Clique no assunto

todas as tags