André Braga

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Tapando a fossa

Detrito federal

Os mendigos de gravata

Campeão mundial da vergon...

Urna funerária

O coral dos mudos

Comitiva desventura

Moral da história

Pelo fim da “sofrência”

Com a faca e o queijo nas...

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2022

Tapando a fossa

 

O desgoverno do boçal
                                        decaiu
Sua caixa de pandora
        nada econômica
                                     se abriu
Tudo quanto é desgraça
                                   de lá saiu
e como é imenso
                                o seu covil
Só o fanático cego
                               que não viu
Está chegando o momento
                    de mudar o Brasil

e mandar essa tropa trupe
        para a puta que os pariu!

 

Publicado por AB Poeta às 03:02
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Detrito federal

 

O desgoverno do boçal

uma bela duma desgraça

subiu ao planalto pela rampa

vai descer pela descarga

 

É tanta bosta

que a tudo enlameia

vai transbordar a fossa

e ir parar na cadeia

 
Publicado por AB Poeta às 02:55
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Os mendigos de gravata

 

Esse ano tem mais uma eleição

candidatos baterão na sua porta

mendigando seu voto, sua atenção

lhe contarão alguma lorota

promessas que nunca cumprirão

 

Da bravata à gravata, é o que importa

depois de conquistar a vaga, tchau

a vitória dele pode ser a sua derrota

o que parecia bem, pode acabar mal

 

O último mendigo, grande patriota

prometeu, não cumpriu e mentiu

ainda mais. Acha que o povo é idiota

 

Mas a paciência sempre se esgota

vamos mandá-lo à ponte que partiu

vai para a cadeia, junto à sua patota

 
Publicado por AB Poeta às 02:53
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Campeão mundial da vergonha

 

O jornalista e o indigenista

eram mal vistos por garimpeiros

traficantes e madeireiros

disse o presidente brasileiro

 

Segundo o miliciano, amoral

os bandidos estão em primeiro plano

defender a terra não é plano de governo

e o plano final é o golpe, que seria fatal

 

Do Brasil ao mundo, todos viram o imundo

que preside esse país, infeliz e com fome

no lixo da história já está seu nome

é bom já ir se acostumando com o fundo…

o fundo…

 
Publicado por AB Poeta às 02:49
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Urna funerária

 

Fomes, miséria, corrupção
e as armas apontam para a eleição
Queimadas, tráfico, exploração
e as armas apontam para a eleição
Mamatas, desvios, prevaricação
e as armas apontam para a eleição
Assassinatos, genocídio, extinção
e as armas apontam para a eleição
O voto será a nossa grande solução
mas as armas que apontam à eleição
querem mirar também à população
Os patriotas do Brasil, de farda e fuzil
viraram os algozes da nação
e as armas apontam para a eleição
acertarão a democracia e a constituição
no coração

 

Publicado por AB Poeta às 02:43
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O coral dos mudos

 

“Um dia a fome será de poesia”
sonham os otimistas em seus cantos
Hoje a fome é a da barriga vazia
o que nos enche de desencanto
Quem sabe quando a sede de justiça
secar de vez nossas gargantas
cobrarmos esse bando de pilantras
pelas ruas, de forma maciça
alguma coisa aconteça…
Mas isso é outro sonho, outra
fantasia. Quem sabe um dia
a gente acorde esse gigante
deitado eternamente em berço esplêndido

 

Publicado por AB Poeta às 02:38
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2022

Comitiva desventura

 

Desgarrei-me da boiada

não há como suportar

o caminho que ela segue

já se sabe onde vai dar

 

Uns morrerão pela fome

outros pelo fio do cutelo

crendo no conto do vigário

do fantasma de foice e martelo

 

Os que continuam atrás do boiadeiro

ao ruído do desafinado berrante

serão marcados, insígnia da ignorância

 

E no fim esse golpista carniceiro

ser boçal de mente delirante

acabará sozinho, no lixo, na irrelevância

 
Publicado por AB Poeta às 01:00
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Moral da história

 

O ânus tatuado é o da Anitta

o buraco sem fundo é do sertanejo

o primeiro foi pintado com tinta

o segundo é um ralo de dinheiro

 

O primeiro é da esfera privada

o segundo abunda na pública

o primeiro serviu de propaganda

o segundo serviu de futrica

 

A fanqueira mostrou ao Brasil

o que o sertanejo escondeu

E o que todo mundo aprendeu?

Quem tem cu que cuide do seu!

 
Publicado por AB Poeta às 00:52
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Pelo fim da “sofrência”

 

Uma mero ânus tatuado
para descer até o chão
Uma lei que ninguém conhece a fundo
para incendiar a discussão
Um cowboy alienado que caiu do cavalo
e melou o “esquemão”
Agora todos sabem que o caipira
mama nas tetas do erário
na verba de saúde e educação
Falta agora a Justiça fazer força
mandar esfíncter a fora essa sujeira
laçar a quadrilha, botar na fogueira
antes da próxima farra de São João

 

Publicado por AB Poeta às 00:44
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Com a faca e o queijo nas mãos

 

A facada mentirosa

foi tudo pura encenação

Perfurou os órgãos públicos

esfaqueou foi a nação

 

Hoje grande parte passa fome

mas tem a faca e o queijo nas mãos

Amanhã derrubará o vagabundo

pelo voto na eleição

 

O capitão tem a cela a sua espera

vai com a “familícia” no camburão

será esquecido por seus asseclas

na lata de lixo, seu único quinhão

 
Publicado por AB Poeta às 00:34
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