André Braga

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2022

O inevitável dragão que nos espera

 

Aquela lua imensa

acesa, linda luminária

parece um crânio, alvo

caveira solitária

 

Espelho astrológico

que reflete uma mortalha

lá do alto controla o tempo

ciclo que nunca falha

 

Dia e noite passam lentos

em seu cerne uma batalha

um dia estarei lá dentro

empunhando minha espada

 

Em seu eterno movimento

e seu brilho que se espalha

serei o mito refletido

perpetuando a humana saga

 
Publicado por AB Poeta às 00:14
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Quarta-feira, 2 de Março de 2022

Sempre presente

 

Quando eu era criança

e morava longe do mar

eu usava uma concha

para ouvir seu soar

 

Agora que cresci

e moro à beira mar

para ouvir a sua voz

utilizo o celular

 

Estar perto ou longe

do que se possa amar

pode ser suprido

há formas de se aproximar

 

Mas só a saudade

do que quero buscar

é uma ausência no peito

que nunca deixo de carregar

 
Publicado por AB Poeta às 23:09
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2022

Laudêmio

 
Parabéns aos franceses
mudaram o regime e a lei
resolveram a pendenga
cortaram a cabeça do rei
 
A república aqui foi proclamada
há duzentos anos atrás
mas pelo visto, só de fachada
a plebe continua onerada
 
Séculos depois, soterrados
os petropolitanos ainda pagam
o luxo da praga divina
que falta faz uma guilhotina… 

 

Publicado por AB Poeta às 20:12
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

O relógio de areia

 

os grãos de areia
                      se movem ao vento
e formam as dunas      do tempo
a ampulheta
                          e seu movimento
brinca com as dunas
                   giro lento
de âmbula a âmbula    pelo fino
vértice
               com coragem ou medo
passa cada partícula
                                           de vida
não a deixa escorrer
                                   pelos dedos

 

Publicado por AB Poeta às 22:23
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

E ela se foi...

 

Claro que tive medo
de ir por onde não sabia
mas a coragem que sua mão guia
me dava, me enchia de ousadia
Não, não era o santo, nem deus
ou qualquer outra mitologia
era a juventude que eu tinha
ao meu lado, me dava vontade
coragem, inconsequência, alegria
de correr sem saber aonde iria
e se em algum lugar chegaria
Até que um dia ela soltou da minha
mão, e os pés no chão passaram
a ser a principal companhia

 

Publicado por AB Poeta às 14:19
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

deus ex machina

 

A inteligência é artificial
assim como muitos sorrisos
Não se ensina “humanidade”
                        a um androide
mas há humanos que também
               não aprendem isso
Ninguém nasce sabendo
       e apesar de saber disso
de aprender se perdeu o costume
só nos sobra mesmo é o “instinto”
Quem sabe um dia
                         a máquina acerte
e tudo isso mude

Publicado por AB Poeta às 21:47
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Sobre a desigualdade social

                         a fome de justiça
          aguça a sede de vingança
          como nenhuma
                                    se alcança
   quem agoniza é a esperança
                     de barriga vazia

Publicado por AB Poeta às 21:35
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021

O agro é

 

O agro é vida
é pop, é arma
é armação
O agro é grilagem
é desterro, é poder
é inflação
O agro é dólar
é miséria, é lobby
é extorsão
O agro é fome
é tóxico, é golpe
é escravidão
O agro é morte

 

Publicado por AB Poeta às 01:38
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Fome

 

fome.jpg

 

 

Publicado por AB Poeta às 01:17
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2021

Criacionismo

 

Quem construiu o mundo?
A minha imaginação
Quando eu deixar de existir
muitas coisas também deixarão
As mudanças que ocorreram
foram frutos da minha criação
e continuarão mudando
a cada nova geração
Entre o sol e a lua
a tudo dou uma razão
Quando isso vai acabar?
Quando o último ser parar
de respirar e deixar de viver

 

Publicado por AB Poeta às 23:01
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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Rega-bofe

 

Ao lado do camping de mendigos
inaugurou um fast food novo
Comemoram os famintos maltrapilhos
“o lixo dessa rede é mais gostoso”

Sob os seus arcos dourados
quem sabe consigam uma esmola
porque o lanche que é jogado fora
dividem com cães, gatos e ratos

O palhaço que sorri na entrada
tem a alegria como suprassumo
provoca engasgos e gargalhadas
e mata muitas sedes de consumo

 

Publicado por AB Poeta às 18:19
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Terça-feira, 1 de Junho de 2021

Por um fio

 

Da certeza à incerteza
um mero instante
De repente, tudo errado
péssima surpresa

O peito cheio de vida
fica por um fio de ar
Num breve piscar
de olhos, esvazia

Carpo e mente, sinergia
lutam em defesa
fé, força, energia
e a incerteza volta à certeza

 

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Publicado por AB Poeta às 19:34
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Recordações

 

Entre conhas e coxas
produtos industriais
Produtos do meio
meio aos poucos animais

A natureza que resta
é oferecida em pacotes
doses caras, homeopáticas
viram selfies e nada mais

Um sistema a menos
uma foto a mais, tanto faz
um dia, as belezas naturais
só existirão em redes sociais

 

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Publicado por AB Poeta às 19:20
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

Seres do pântano

 

O cenário é pantanoso

para a alegria do curral

Mais um ato criminoso

atearam fogo no pantanal

 

Que presidente mentiroso

intencionalmente mau

Fez um discurso vergonhoso

em escala mundial

 

Chega a ser espantoso

tamanha cara de pau

Mas o que é mais curioso

é que ainda apóiam esse boçal

 

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Publicado por AB Poeta às 17:41
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Curupira pirofágico

 

Fogo, fatos e fotos

mas há quem negue a incineração

Diversos animais mortos

fauna e flora cheirando a carvão

Aquele que nega o horror

ao horror lhe dá a mão

 

Mito, mentira, maquiagem

um povo que falha como nação

Alienados pela própria camuflagem:

o mito do bom selvagem

o mito do bom cidadão

 

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Publicado por AB Poeta às 20:37
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2020

Chapada

 

entre luz e sombra

belos contrastes

 

entre verso e prosa

a palavra que fale

 

entre asfalto e terra

um quê de saudade

 

 

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Publicado por AB Poeta às 23:39
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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

Canção do Exausto

 

Minha terra tem problemas

que sabia até o sabiá

As aves que aqui gorjeiam

são os mais podres carcarás

 

Nossas ruas, mais buracos

Nossas várzeas, mais horrores

Nas esquinas, mais chacinas

Nossas vidas, mais temores

 

Nessa terra paulistana

quase nada que se planta dá:

a grama aqui não verdeja

o lixo sempre há de aumentar

os sujos rios não têm correnteza

e o ar cinzento o sufocará

 

Nossas aves, revoada de rapina

alimentam-se de propina

Nossos trens, mais descarrila

aqui nunca prosperará

Minha terra tem problemas

que sabia até o sabiá

 

Não permita Deus que eu morra

sem que me revolte contra lá:

do Matarazzo ao Bandeirantes

Câmara e Assembleia

parasita classe deletéria

que eu a ponha a debandar

 

Minha terra tem picaretas

que sabia até o sabiá

Carcará que aqui gorjeia

do povo bovino se alimentará

Em cismar – sozinho - à noite

não dormi... Já é hora de levantar

 

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Publicado por AB Poeta às 01:47
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Domingo, 1 de Setembro de 2019

A riqueza amazônica

 

A riqueza amazônica

é a sua biodiversidade

Sem educação e ciência

não desfrutaremos dessa realidade

 

Nosso líder passa o dia relinchando

olha à floresta e só enxerga pasto

Por isso sigo falando:

“passarinho que segue asno

amanhece pastando”

E na Amazônia tem bastante espaço

 

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Publicado por AB Poeta às 17:46
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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

Triturados

 

O animal morto

velado sobre a mesa

feito ao ritual do fogo

fatiado ao molho sangue

é servido à minha boca

 

Vegetais sem raízes

guisados na gordura

harmonizados ao vinho

ao som do violino

são servidos à minha boca

 

Enlatados e embutidos

sobras e restos que servem

à pressa do dia a dia

ao ritmo dos insossos

são servidos à minha boca

 

Flora, fauna, fábrica

e tudo que pode ser vida

ou servir à minha carne faminta

ainda que seja um desejo falso

podem ser triturados pela minha boca

 

A fome e a sede humana

já transcenderam o estado animal

e toda essa ânsia que não alimenta

nem corpo nem alma, caminha para o dia

em que seremos o prato principal

 

 

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Publicado por AB Poeta às 02:23
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Sábado, 23 de Março de 2019

Manhãs bragantinas

 

As maritacas, o bem-te-vi, o sabiá

a orquestra reunida

todos juntos a cantar

 

É tanta nota musical

em horário matinal

que o galo nem arrisca cacarejar

 

A platéia ainda na cama

aprecia o concerto

mais um tranquilo despertar

 

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Publicado por AB Poeta às 23:12
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