Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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(O)Culto

Um minuto de silêncio

Moluscos

a rua e o rio

chuvas de verão

Sol(o)

Tietê - II

poesia do primogênito

forma

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(des)amanhecer

fenece

trombada

Big Bang

Horário de verão

eu a lua e vênus

Pombas!

Manoel de Barros

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2018

(O)Culto

 

Nunca via graça na lua

 

E o eclipse

secular

alterna entre lua e sol

o que há de novo nisso?

 

O que me impressiona

é que ainda há quem veja

significado

era após era

nos movimentos repetitivos

dos astros

 

O ser humano é um cão uivando ao nada

 

O ser humano é um cão uivando a

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Quinta-feira, 9 de Novembro de 2017

Um minuto de silêncio

 

A rosa agora muda

ante ao dedo em riste

descansa despetalada

Tristeza de quem assiste

 

Humano vilipêndio

em palavra pedra bruta

fez crescer o silêncio

no peso da lágrima purpura

 

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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

Moluscos

 

O corpo sem casa, sem casca

de movimento lento...

E vida veloz!

 

O risco que deixa por onde passa:

brilho que fica pelo caminho

 

Num breve choro, se acaba

Sal lacrimal que a liquida

 

A lesma, de vida besta

consegue ser ela mesma

 

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Domingo, 8 de Março de 2015

a rua e o rio

 

a rua ria do rio que ia

do curso que ele seguia

pois sabia não conseguiria

progredir conforme ela progredia

 

cobrir a Terra ela poderia

ser mais útil ela seria

servir sempre ela serviria

só crescer era o que fazia

e isso ela nunca pararia

 

até que percebeu um dia

que o rio é que da rua ria

porque parada ela não saía

e apesar de crescer à revelia 

para nenhum lugar a via ia

 

quando entendeu a diferença que havia

a rua imponente que antes ria

parada no lugar pôs-se a chorar

porque diferente do rio que ia

seu curso seguia para algum lugar

e a rua que antes não via

viu que nunca encontraria

o mar

 

agora é tarde demais para desaguar

 

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

chuvas de verão

I

 

chuva de verão

casamento de espanhol

enclave de sol

 

II

 

chuva de verão

asfalto impermeável

a rã está morta

 

III

 

chuva de verão

a árvore cai morta

luz que se apaga

 

IV

 

chuva de verão

o ônibus lotado

vidro embaçado

 

V

 

chuva de verão

a gravata a forca

algodão molhado

 

VI

 

chuva de verão

batuque no telhado

chão de granizo

 

VII

 

chuva na estação

trem lento caramujo

todos verão

 

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

Sol(o)

 

Sol

imponente Sol

arde, em riste

no céu a brilhar

 

Sol

impotente Sol

sempre triste

nunca verá o luar

 

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Tietê - II

 

Tietê quem

te viu não quer

te ver

 

à margem

sem ramagem

sem ramais

marginais nada

fluviais

 

no leito

sem porto

sem jeito

rio quase morto

 

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Domingo, 11 de Maio de 2014

poesia do primogênito

 

na primeira cria

a nova trindade:

o novo pai

o novo filho

a nova mãe

 

de um ventre

a gestação de três nascimentos

do dom materno

o surgimento de novos mundos

 

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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

forma

 

a norma

deforma

 

de forma alguma

a gente se conforma

 

de alguma forma

a mente

reforma

e o olhar transforma

 

 

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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

crime perfeito

 

toma minha alma

Deus

meu querido assassino

a qualquer hora a morte

tua cúmplice

vem ocultar meu corpo

completar teu crime perfeito

 

 

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Domingo, 23 de Fevereiro de 2014

(des)amanhecer

 

quando o sol sobe

assim subindo

sob o céu o sabiá sabido

avisa num assovio

e voa assim sumindo

 

no arranha-céu sob o sol

o ser some 

 

 

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Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

fenece

 

a esfera

esfria a fúria

da ex-fera

 

 

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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

trombada

 

mais elegante

que o elefante

é o rinoceronte

que de fronte

não tromba

 

 

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

Big Bang

 

corpos celestes em orbita

giram gravitam colidem

a química aquece a matéria

que explode etérea num beijo

 

nossos astros se equilibram

e surge algo infinito

 

nasce mais um universo

eternamente em expansão

 

 

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Horário de verão

 

todos verão:

 

o galo não cantará

às duas manhãs

 

o lobo não uivará

às duas meias-noites

 

será que só eu é que sinto

que com o tempo brinco?

 

 

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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

eu a lua e vênus

 

I

 

encontro no céu:

um sorriso na escuridão
uma luz no fim do infinito

tenho dito
a lua e vênus
aproveitemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

II


encontro secular
ménage à trois

eu a lua e vênus
aproveitemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

III


vênus sobre a lua
eu voyeur na rua

desse encontro desfrutemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

IV

 

eu a lua e vênus

fenômeno que queremos
mas
nunca mais nos veremos

 

 

fenômeno ocorrido em 08/09/2013

 

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Sábado, 20 de Julho de 2013

Pombas!

 

A vida pequena

é uma pena

 

A boa é asa

voa

 

Pombas!

 

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publicado por AB Poeta às 01:26
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Manoel de Barros

 

Quando se lê Manuel, gente se árvore

chega  brotar passarinho

na cuca

e caramujo

na alma

 

Trilha aberta na mata por palavra

pra ouvir o silêncio da pedra

 

Deita grama no verde

pra ver céu

riscado brilhoso

de lesma

 

Um rio que passa atrás dos olhos

 

Manoel é de barros

eu sou menos

sou de asfaltos

 

 

 

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Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Retratos da natureza

 

I

 

O vento maternal

penteia

os cabelos

da árvore menina

 

 

II

 

O Beija-flor

lambe o íntimo

da flor

no jardim

 

E o Sol que passeia

incandescente

tapa os olhos da

pequena Terra

 

 

III

 

O vento corre verde

na grama úmida

e se deita

à margem do tempo

 

 

IV

 

Chove na fauna em fúria

enquanto o caramujo

ri no sofá

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publicado por AB Poeta às 18:55
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Registro

 

Um sotaque guarda uma lembrança

que voa, como o cantar de um passarinho...

 

Em chão pavimentado

não se planta semente

porque nada natural pode nascer ali

 

Toda lembrança guarda uma morte

e a morte vive num tempo que não volta

 

Nunca mais seremos crianças

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publicado por AB Poeta às 14:21
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