André Braga

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Sábado, 10 de Abril de 2021

Alô, câmbio

 

tem ruído em nossa comunicação 

coisas do convívio 

e entre o ouvido e o coração 

a coisa que duvido 

é que não tenha solução

 

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Publicado por AB Poeta às 23:33
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2021

Gata borralheira

 

A princesa é trabalhadeira 

e sonha em ser milionária 

Ganhar na loto, no bingo da feira 

ou qualquer coisa que o valha 

 

Mas acabou amarrando o burro 

longe do dinheiro, em pobre freguesia 

Trabalhar, só daqui até o futuro 

com o presente cheio de poesia

 

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Domingo, 13 de Dezembro de 2020

Madrugar

 

Acordo com a sua madrugada
desperto de um estado profundo
Um breve cochilo e se faz alvorada
logo é hora de enfrentar o mundo

 

Ao trabalho, bocejo pelo caminho
mas é melhor passar o dia mal acordado
e na noite escura estar acompanhado
do que dormir e sonhar sozinho

 

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Publicado por AB Poeta às 20:49
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Domingo, 27 de Setembro de 2020

Para Florbela

 

Às vezes escrevo versos raros

tão raros que os guardo para ti

Versos afeitos aos teus ardorosos

poemas, os mais cálidos que já li

 

Teço, de raro em raro verso

mesmo com vocabulário parco

uma ode que a ti com eles faço

fulgor sincero do meu peito emerso

 

E por essas linhas mal traçadas

dois tercetos duas quadras

rogo à su'alma de bela poetiza

 

Nossas vidas em cosmos separadas

mas por afinidade outrora unidas

se aproximam agora por essa poesia

 

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Publicado por AB Poeta às 18:01
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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2020

Brincadeiras

 

O dedo na carne mergulha

como ave faminta que caça

Mergulho profundo na fenda

matando a fome que mata

 

Despida na cama ela vibra

terremoto em alta escala

Desejo de gozo intenso

do corpo agora em repouso

 

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Publicado por AB Poeta às 21:43
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2020

Domicílio íntimo

 

No meu coração

nada imóvel

há uma morada

onde você fez residência

 

Sem mala nem cuia

nem roupa do corpo

entrou sem pedir licença

e alterou a cadência

 

Pulsando em outro ritmo

a outros inquilinos, fechado

agora um domicílio íntimo

peito muito bem ocupado

 

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Publicado por AB Poeta às 20:13
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Domingo, 9 de Agosto de 2020

Waldhar

 

É um tempo muito curto

da chama que arde por dentro

epicentro pirofórico frágil

vela acesa ao vento

 

Mesmo quando ela se apaga

ficam as marcas de sua saga

meio século de puro exemplo

eternos entalhes feitos nas pedras

erguidas entorno do templo

 

* Em memória de meu primo Walter. RIP

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Publicado por AB Poeta às 14:05
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Terça-feira, 28 de Julho de 2020

Delta a dois

 

Deusa de Vênus

amor na imensidão:

nus no mesmo espaço

delta a dois; subversão

em forma de coração

 

Astros noturnos

corpos adornados

com anéis roubados

de Saturno

 

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Publicado por AB Poeta às 01:25
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Domingo, 21 de Junho de 2020

19/06

 

Tatuado no coração

grafado no RG

teu nome está sempre comigo

nada é maior que você

 

Nascemos no mesmo dia

primogênito tem esse prazer

Herdeiro de tantos trejeitos

um cordão que nunca vai se romper

 

Mas o dia de hoje é só teu

as orquídeas se abrirão pra te ver

os pássaros cantarão, quimeras

todos desejando muitas primaveras

 

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Sábado, 13 de Junho de 2020

Um café pra dois

 

Hoje acordei e fiz o café

do jeito que te agrada o paladar

Apesar de tua ausência

aquela essência de nós

se espalhou pelo ar

 

No calor do banheiro, olho o espelho

mal vejo a mim mesmo:

o sorriso escondido, até distorcido

embaçado semblante, distante

num carinho perdido

 

A casa vazia, a xícara na pia

com pouco ainda do teu gosto

A marca da boca na borda da louça

um fundo de cor na memória

da nossa história, aos goles escrita

 

Quanto tudo passar e você retornar

estaremos aqui: a cama, a mesa

a luz da certeza, de um café

pra nós dois

 

 

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2020

Amor nos tempos de coronavírus II

 

Existe um lado meu

que só existe ao lado teu

e o distanciamento involuntário

fez desse lado um solitário

 

Não há máscara que proteja

dessa obrigatória tristeza

Cativo, no limite da obediência:

coexistir é uma dependência

 

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Publicado por AB Poeta às 19:40
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2020

Próxima cena

 

Já perdi as contas

de quantos beijos vou te dar

Esse déficit de amor

você há de me pagar

 

E vou te cobrar juros

fazer juras e cenas

e quero receber em beijos

beijos desses de cinema

 

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Publicado por AB Poeta às 22:58
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2020

A costureira

 

Tece a dedicada costureira

fino bordado em pano nobre

para o pequeno rei déspota

dar luxo à sua vida esnobe

 

Permeia a pontiaguda agulha

vara o linho, passa a linha

perfura a pele e alinha

sutura as mãos à máquina

 

Terminada a trama da lida

em casa, já na cama, pensativa

ela cose uma outra fantasia:

retalhos de sonhos e alegrias

 

Imagina que ela liga, cada luz

cada estrela, cada ponto que brilha

no infinito tecido do céu noturno

e faz surgir a noite e seus astros

 

E nesse delírio soturno traça

uma fina linha no tempo

juntando o que lhe agrada

No fim arremata o contratempo

 

Já é dia e ela acorda

e mais um sonho se desfaz

Preparada para a jornada

a rendeira rende-se ao capataz

 

 

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Publicado por AB Poeta às 14:42
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Terça-feira, 21 de Abril de 2020

Labirinto

 

Me abraça

que caio no sono

e sonho

caindo em teus braços

 

Cercado entre

braços e abraços

sono e sonhos

a cama se consolida

como um labirinto

que não quero encontrar a saída

 

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Publicado por AB Poeta às 18:14
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Terça-feira, 31 de Março de 2020

Amor nos tempos de coronavírus

 

Sem toque, abraço ou amasso

separados por força maior

cada um em seu espaço

 

Mande-me um nude, um vídeo

dê à minha boca qualquer sabor

Alimento em tempo escasso

 

Viajando pelo ciberespaço

a imagem vai suprindo o desejo

até o encontro, o próximo beijo

 

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Publicado por AB Poeta às 18:44
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Quarentena

 

Todo mundo isolado

para que ninguém morra

Ela, princesa linda na torre

eu, desolado na masmorra

 

Um microscópico vírus

não infecta uma grande paixão

Logo tudo isso passa e nossos

suspiros aos ouvidos voltarão

 

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Publicado por AB Poeta às 18:40
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Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

Do amor que er[r]a

 

Seis poemas inspirados pelo livro “Do amor que não er[r]a”, da poeta Valéria Tarelho

 

I

 

não sei se é livro

ou pílula

 

um alívio

que pulula na pupila

 

leitura distinta

visão que me abrase

amor a primeira frase

 

II

 

não era amor

mas era Verso

 

Valsa ou reverso

princípio de ritmo

tão divino

feito Verbo

 

III

 

o papo era de anjo

as ideias, diabólicas!

 

baba de moça

curando minha cólica

 

tão doce conversa

que versa

rum com coca-cola

 

IV

 

não era amor

era silicone

 

ciclone

de encher olhos e língua

um toque mágico

 

silício

excesso de química

ilusão de plástico

 

V

 

não era amor

era pigarro

 

vício de nicotina

lançado fora num escarro!

 

guimba sem filtro

brasa sem luz

poema ruim que confunde

Cruz e Sousa

com Souza Cruz

 

VI

 

não era amor

era contágio

 

poesia que contamina

não de qualquer esquina

dessas que cobram ágio

 

simulacro de doença

puro plágio

 

 

 

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Publicado por AB Poeta às 01:10
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Domingo, 29 de Setembro de 2019

Remoenda

 

A noite vem e lhe cobre

com seu denso manto escuro

clareando dentro de seus olhos

os pensamentos mais obscuros

 

Difícil suportar tamanho peso

de coisas que ao dia não se fala

E o verbo duro que na boca cala

na garganta preso fica enfezo

 

Expelir esse mal é de certo

algo que precisa ser feito

para que naturalmente a mente

em paz siga seu concerto

 

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Publicado por AB Poeta às 00:51
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Sábado, 23 de Março de 2019

Manhãs bragantinas

 

As maritacas, o bem-te-vi, o sabiá

a orquestra reunida

todos juntos a cantar

 

É tanta nota musical

em horário matinal

que o galo nem arrisca cacarejar

 

A platéia ainda na cama

aprecia o concerto

mais um tranquilo despertar

 

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Publicado por AB Poeta às 23:12
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

A gaiola

 

Na mente que não para

o temor se multiplica

A insônia te faz companhia

 

A pressão do peito

as veias comprimidas

é o tempo engolindo a vida

 

A lágrima tange o rosto

salga o lábio, assombra

e o olhar se perde no escuro

 

A voz, na garganta, reclusa

que se encontra contrita

guarda a palavra amiga

 

Aquela que, ensurdecedora

ao teu surdo ouvido grita:

“há um pássaro onde a morte habita

 

liberte-o!”

 

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Publicado por AB Poeta às 22:19
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