Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Sábado, 23 de Março de 2019

Manhãs bragantinas

 

As maritacas, o bem-te-vi, o sabiá

a orquestra reunida

todos juntos a cantar

 

É tanta nota musical

em horário matinal

que o galo nem arrisca cacarejar

 

A platéia ainda na cama

aprecia o concerto

mais um tranquilo despertar

 

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2019

A gaiola

 

Na mente que não para

o temor se multiplica

A insônia te faz companhia

 

A pressão do peito

as veias comprimidas

é o tempo engolindo a vida

 

A lágrima tange o rosto

salga o lábio, assombra

e o olhar se perde no escuro

 

A voz, na garganta, reclusa

que se encontra contrita

guarda a palavra amiga

 

Aquela que, ensurdecedora

ao teu surdo ouvido grita:

“há um pássaro onde a morte habita

 

liberte-o!”

 

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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Mão amiga

 

Não há tristeza que não acabe

Não há amor que não a depure

A mão estendida sempre amiga

tem a dose certa do que a cure

 

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Viagem

 

Não há mar

e nem há monte

Nessa estrada

longa e sinuosa

a barreira é superada

Travessia pela ponte

 

Não há mar

e nem há monte

Mas há amar

que nessa viagem

onde estamos de passagem

é o melhor horizonte

 

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

Encontros

 

Um encontro aceito

de um com o outro

E foi tudo feito fora

das zonas de conforto

 

O que parecia não ter jeito

aconteceu de peito aberto

e um com outro deu certo

Virou belo concerto

 

Naquele leito vazio

hoje já não deito

E o mundo que era torto

agora é o nosso porto

 

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016

Ombrax

 

O choro solitário

esmagado pela noite escura

Para aquela dor que adoece

há o amor que depura

 

Para as lágrimas salgadas

como um tipo de cura

ofereço muitas doses

do meu ombro doce

 

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

Coração violento

 

Dentro do meu

peito tem um

negócio que é

teu

 

E ele bate em

mim

porque está afim

de você

 

Violento

coração querendo

nossa relação

tem essa reação

 

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

O que não passa?

 

Eu passo o dia contando

Ela passa o dia cosendo

O tempo que passa correndo

justo hoje, passa lento...

 

Caminho a passos largos

Passo a praça do pássaro

que passa voando

assim como a massa

que atravessa na faixa

e os carros em marcha

que passam por cima de tudo

 

Daí eu paro, mudo

Observo o mundo

que passa assim

passando apressado

e vira passado

 

E apesar de tudo passando

como coisa que não se protela

percebo que algo não passa:

a vontade de vê-la

 

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Paraíso

 

Olhos se fecham, outros se abrem

Uma folha cai, a outra cresce

Na troca da vida, nossos corações batem

juntos. Jardim do Éden que floresce

 

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Noites de Verão

 

Tão bom o cheiro da minha amada

seu gosto doce, na pele salgada

O suor... Corpos quentes sobre a cama

Chama que aquece a noite gelada

 

Nas madrugas de Inverno

nossos abraços de Verão

De estação em estação

que esse calor se mantenha eterno

 

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015

O relógio da vovó

 

Ah, se o mundo fosse

como o relógio da vovó

seria bem melhor:

acordar e não dar corda

ao que acontece lá fora

e do seu lado

ver o tempo parado

 

Não existiria o tempo passando

nem o tempo passado

nem os dias corridos

Só o instante sendo

eternamente vivido

 

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Sábado, 8 de Agosto de 2015

Conto de Fadas

 

Acordei a Bela Dorminhoca

com um beijo na boca

profundo e envenenado

Entorpecidos, na cama

comemos a maçã do pecado

 

Amanheceu, ela foi embora

e me deixou um recado:

esqueceu os chinelos dourados

pra dizer que ainda volta

 

Espero que volte, para pegá-los

Vou me ajoelhar e calça-los

em seus pés; percorrer as pernas

até o meio delas; atingir os pelos

 

Entre meus lábios, os seus, tê-los

e novamente enlouquecidos

fazer a estória acontecer

Reescrevê-la, com prazer

 

Eu, gato sem botas

e você, nas maravilhas

fazendo um conto de fadas

virar um conto de fodas

 

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

A fonte

 

O meu passarinho

bebe em sua fonte

 

Mergulha a cabeça

até o fundo

na nascente

Molha as assas

em água corrente

Cisca a terra

planta a semente

pra colher o fruto

 

Mira o horizonte

canta ao poente

esperando a noite

que vem

para se aninhar

entre a maçã e a serpente

e pecar

 

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

Um par

 

O abraço apertado, ofegante

sobre a cama

estrangulando o tempo

 

As marcas pelo corpo

evidências de um crime lícito

e perfeito

 

Um par

são dois

que são um

 

No separar das mãos

a dilatação da saudade

que já tem hora marcada para morrer

 

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Domingo, 10 de Maio de 2015

mãe dos sem mães

 

a biologia não a constrói

só carregar o feto não é afeto

porque ser mãe não é ser mala

duas coisas que não se igualam

 

há tantos desafetos nas ruas

crianças que só foram carregadas

concebidas pela indiferença

são tratadas como malcriadas

 

mas o olhar materno as enxerga

e isso transcende a fisiologia

mãe é uma divindade que caminha

sempre atenta a todas as crias

 

e a ternura da mãe se espalha:

nas roupas que são doadas

nas refeições que são distribuídas

em cobertores que abrandam o frio

em doces nos feriados sem alegria

 

a mãe instintiva lhes dá abrigo

tenta consertar essa realidade

cruel, invisível à sociedade

pois essa é órfã da empatia

 

novos ou velhos os filhos

pessoas de muitas necessidades

sob o olhar da mãe dos sem mães

recebem um pouco de dignidade

 

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publicado por AB Poeta às 16:06
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Terça-feira, 14 de Abril de 2015

banquete

 

a faca

o queijo

o desejo

a fome

tudo em tuas mãos

 

corta essa

de solidão

e divide comigo

essa refeição

 

 

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Domingo, 29 de Março de 2015

o fio vermelho

 

Akai Ito

um fio a nos unir

dois sangues numa só veia

misturados pelo destino

poético seu sentido

pois nunca irá se partir

 

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publicado por AB Poeta às 20:26
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Quarta-feira, 25 de Março de 2015

arte final

 

lábio arquetípico

vivo

no inconsciente

coletivo

 

para maioria

o ideal

forma feita

artesanal

 

enquanto as outras são

um rabisco

que não arrisco

dizer ser igual

a boca dela

o sorrio

é a arte final

 

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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

delinear

 

esboço inato

retrato do desejo

delineado lábio perfeito

 

feita à mão livre

fantasia, doce tracejo

impossível de ver defeito

 

arquétipo vivo

a boca dela é aquela

que quero grafada no peito

 

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publicado por AB Poeta às 00:51
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Domingo, 15 de Março de 2015

sinfonia

 

sinfonia que o ato produz

notas corporais

em toques musicais

o som que nos seduz

 

fá de ré pra mi

sentidos em atritos

lá em si sem dó

 

suspiros sustenidos

pudor em bemol

pautas noturnas

até virarem sol

 

 

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