André Braga

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Tapando a fossa

Detrito federal

O coral dos mudos

Pelo fim da “sofrência”

Estaca zero

Vila Rica

Quinto dos infernos

Virando fumaça

Falta de Nação

Forças Mamadas

O mito da caserna

Sobre o “vencedor”

Conflito

Laudêmio

A volta ao inverno russo

Vagabundo à beira mar

Estatística de natal

Sobre a desigualdade soci...

Reino animal

Tauromaquia

É promoção, quem vai quer...

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2022

Tapando a fossa

 

O desgoverno do boçal
                                        decaiu
Sua caixa de pandora
        nada econômica
                                     se abriu
Tudo quanto é desgraça
                                   de lá saiu
e como é imenso
                                o seu covil
Só o fanático cego
                               que não viu
Está chegando o momento
                    de mudar o Brasil

e mandar essa tropa trupe
        para a puta que os pariu!

 

Publicado por AB Poeta às 03:02
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Detrito federal

 

O desgoverno do boçal

uma bela duma desgraça

subiu ao planalto pela rampa

vai descer pela descarga

 

É tanta bosta

que a tudo enlameia

vai transbordar a fossa

e ir parar na cadeia

 
Publicado por AB Poeta às 02:55
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O coral dos mudos

 

“Um dia a fome será de poesia”
sonham os otimistas em seus cantos
Hoje a fome é a da barriga vazia
o que nos enche de desencanto
Quem sabe quando a sede de justiça
secar de vez nossas gargantas
cobrarmos esse bando de pilantras
pelas ruas, de forma maciça
alguma coisa aconteça…
Mas isso é outro sonho, outra
fantasia. Quem sabe um dia
a gente acorde esse gigante
deitado eternamente em berço esplêndido

 

Publicado por AB Poeta às 02:38
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2022

Pelo fim da “sofrência”

 

Uma mero ânus tatuado
para descer até o chão
Uma lei que ninguém conhece a fundo
para incendiar a discussão
Um cowboy alienado que caiu do cavalo
e melou o “esquemão”
Agora todos sabem que o caipira
mama nas tetas do erário
na verba de saúde e educação
Falta agora a Justiça fazer força
mandar esfíncter a fora essa sujeira
laçar a quadrilha, botar na fogueira
antes da próxima farra de São João

 

Publicado por AB Poeta às 00:44
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

Estaca zero

 

A pandemia trará consciência

às pessoas, uma novas atitude

disseram os otimistas

apesar da humana insipiência

 

O pensamento positivo ilude:

nem acabou a pestilência

e o “novo normal”, pura fantasia

voltou a ser a velha mania

 

Muita coisa retrocedeu, é vero

voltamos para a estaca zero!

De certo nessa confusão

é que a maioria lavou as mãos

 
Publicado por AB Poeta às 00:59
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Vila Rica

 

Minha fé é do tamanho

da pepita que desenterra

e quanto mais dessa terra jorre

mais ao céu se sobe a torre

 

Chamem arquitetos, escultores

para edificar do barro o barroco

teremos muitos santos do pau oco

pecados a expiar dos pecadores

 

Traga a mão obra que for preciso

arrastem as correntes por mar a fora

ao luso rei o quinto indenizo

aos escravizados a palmatória

 
Publicado por AB Poeta às 00:51
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2022

Quinto dos infernos

 

A vida dos mortos

conduz a dos vivos

entre sangue e ossos

no dobrar dos sinos

 

A história presente

perpetua o passado

pedra e corrente

por todos os lados

 

Do ouro derramado

sobrou a mínima parte

Entre a beleza e a arte

o sofrimento dos escravizados

 
Publicado por AB Poeta às 20:10
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2022

Virando fumaça

 

A "boca de lobo" a peso de ouro

o velho herói de bronze da praça

a placa do defunto, um tesouro

tudo pode virar fumaça

 

Fumaça que já foi da indústria

da locomotiva que puxa o país

mas hoje sua força motriz

é sugada por muitos picaretas

corruptos, tantos homens vis

 

E como novo símbolo pavlista

temos a ágora do vício

São Paulo queima no cachimbo

e seus ares que exalavam benesses

agora cheiram a lixo, fuligem e fezes

 
Publicado por AB Poeta às 23:28
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2022

Falta de Nação

 

A tropa toda em forma

em punho, o fuzil

"aprontar, preparar...

fogo amigo!"

gira o espeto no brasio

 

Enquanto o povo sucumbe de desnutrição

a armada força se empanturra

Já não basta pagarmos pela farra

agora bancamos também a ereção

 

A vergonha não veste camuflado

e o povo não demonstra indignação

os militares já mostraram seu lado

falta ao povo entender que é Nação

 
Publicado por AB Poeta às 18:50
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Forças Mamadas

 

Para elevar o moral da tropa

diminuir a solidão do mar

elevar a cadência aos céus

um “azulzinho” para excitar

 

E depois da churrascada

prótese a quem estiver sem fuzil

é hora do fogo amigo

broxa aqui é para pintar meio-fio

 

Um “viva” às Forças Mamadas

patriotas assim nunca se viu

embuste que esconde a mamata

farra armada, Brasil!

 
Publicado por AB Poeta às 18:25
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O mito da caserna

 

Vejo aptidão e coragem

para cumprir a missão

mas são apenas sombras

que não refletem retidão

 

Frente ao fogo da churrasqueira

se lambuza o pelotão

picanha, salmão, cerveja

suja a farda de carvão

 

A fome só cresce no país

parte do povo está sem abrigo

com uma força armada dessa

quem precisa de inimigo?

 
Publicado por AB Poeta às 18:16
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Sábado, 12 de Março de 2022

Sobre o “vencedor”

 

heróis e assassinos
assassinos heróis
aproveitadores imundos
a ordem dos tanques
destrói o produto
o trauma não sai da carne
a dor tende a ser extrema
e a poesia na guerra
é ilusão de cinema
o resto é história…

 

Publicado por AB Poeta às 13:51
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Conflito

 

a bravura dos que combatem
a dor de quem se desterra
desânimo, valentia
há quem acerta
há quem erra
só não há
poesia
na guerra
!
!
!

 

Publicado por AB Poeta às 13:46
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2022

Laudêmio

 
Parabéns aos franceses
mudaram o regime e a lei
resolveram a pendenga
cortaram a cabeça do rei
 
A república aqui foi proclamada
há duzentos anos atrás
mas pelo visto, só de fachada
a plebe continua onerada
 
Séculos depois, soterrados
os petropolitanos ainda pagam
o luxo da praga divina
que falta faz uma guilhotina… 

 

Publicado por AB Poeta às 20:12
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A volta ao inverno russo

 
Avante camarada
pela foice e o martelo
preste sua continência
aos heróis vermelhos
 
Você é só um reacionário
mero cabeça de prego
um velhaco, oportunista
vai congelar em nosso inverno
 
Volta à sua pátria armada
de mamatas e flagelos
e conduza sua boiada
a morrer pelo cutelo
 

 

Publicado por AB Poeta às 20:10
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2022

Vagabundo à beira mar

 

Um peixe fora d’água
que nada na contramão
Tamanha é sua gula
se entupiu de camarão
Nem mastiga direito, a mula
engole com sofreguidão
e nessa lama ainda tem lula
pra completar a indigestão

Mandrião, nada, nada
para morrer na praia
corrupto em imersão

 

Publicado por AB Poeta às 14:16
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

Estatística de natal

 

No seio da miséria
a fome só cresce
Na fila da ceia
a fila da fome só cresce
e quem cresce com fome
cresce como?
Como menino Jesus
com data marcada para morrer

Publicado por AB Poeta às 21:41
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Sobre a desigualdade social

                         a fome de justiça
          aguça a sede de vingança
          como nenhuma
                                    se alcança
   quem agoniza é a esperança
                     de barriga vazia

Publicado por AB Poeta às 21:35
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2021

Reino animal

 

No capitalismo selvagem

o bode expiatório do Estado

serviu de desculpa ao touro

que com o rabo entre as pernas

saiu de mansinho, evitando latidos

 

Quem acabou latindo foi o gado

que cego de febre, não viu

comprou gato por lebre

 
Publicado por AB Poeta às 23:19
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Tauromaquia

 

No centro da fome

e do desemprego

o touro dourado

não puxa arado

 

Esse fica pro povo

que atordoado

enriquece o toureiro

por um mero trocado

 

E os emolumentos

enchem a bolsa dos donos

e os sorrisos dos tolos

que do touro de ouro

só lhe sobram os excrementos

 
Publicado por AB Poeta às 22:48
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