Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

MundoMundano e o seu novo mundo

 

Está à venda o 2º livro do MundoMundano. Nessa edição foram publicados dois textos meus!

 

Compre-o!

 Clique aqui e saiba como adquiri-lo.

 

publicado por AB Poeta às 18:55
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

2º livro do MundoMundano

 

MundoMundano se prepara para lançar seu segundo livro de contos, crônicas, poesias e afins, e eu tenho a honra e felicidade participar dessa segunda edição.

 

Todos estão convidados para a festa de lançamento.

 

 

publicado por AB Poeta às 12:52
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Sábado, 12 de Março de 2011

Carnaminiconto

 

Vestiu a máscara e caiu na folia. Quebrou a cara.

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publicado por AB Poeta às 02:23
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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Retrato

É engraçado como não esqueci, mas ao mesmo tempo esqueci uma paixão antiga que tive. O que chamamos de primeiro amor então, nunca saiu da lembrança, mas também não ficou para a vida. Em algum lugar do saudosismo, esses sentimentos, muitos deles juvenis, habitam e só são solicitados hoje em rodas amigas de bate-papo “das antiga”, ou às vezes aparecem em momentos de solidão fazendo papel de anti-heróis; vêm e me dão um sorriso que ponho cara de imediato, talvez uma lágrima no canto do olho brilhoso o acompanhe, e uma sensação de ternura ocupa e repousa no corpo nesse momento, mas depois acaba o revival e a lembrança volta para o arquivo semi-morto da mente e meu corpo volta a ser a carne humana que sou, ou que me transformei.

 

Revirando as bagunças que guardo na parte alta do guarda-roupa - parece até uma representação física da memória: a parte alta do guarda roupa – encontrei a caixa que embalou meu primeiro par de sapatos de couro preto, praticamente marco início da minha vida adulta. Hoje essa mesma caixa, toda remendada e sem muito de sua cor original, guarda uma porção de papeis que nem sei se valem algo ou se servem para alguma coisa, alguns documentos amarelados e fotos de uma época que só a saudade é capaz de lembrar.

 

É impossível não sorrir diante das fotos da turma: gente que tinha mais apelidos do que nomes, vontades do que dinheiro e um tipo de alegria que só se tem quando se é novo. Festas, festas, festas e mais festinhas, tudo era motivo para festa. E foi numa dessas, na de quinze anos da Juliana, que tirei este retrato: eu de braço dado à princesa da festa, e meu amigo Jorge, conhecido também como “cabeção”, com a princesa que eu queria ter. Nós quatro, lado a lado, formando casais que não me interessavam.

 

Eu era apaixonado pela Mara. Nada era mais divino do que vê-la dançando naquela noite: tudo se rendia aos seus pés bailarinos, cadenciados harmoniosos por Richard Strauss, a coadjuvante lua jogava luz sobre a pele sedosa do seu vestido que refletia paz e iluminava a pobreza dos olhos murchos de embriaguez que lhe cercavam e que se encantavam com seu sorriso singelo alvo ornado vermelho amor, e os movimentos de suas mãos de Fada levemente adocicavam o duro ar e deixava tudo que não era Ela desbotado. O ambiente virou um relicário de bijuterias tendo Ela como a única jóia de valor; pérola de pétala púrpura e pura. Eu observava, rodopiando desajeitado com minha pseudo-protagonista, toda essa sinfonia da natureza que acontecia como encanto, um presente divino para um bando de mortais que insistiam em viver. Foi assim, eu admirando-a, durante a valsa e pelo resto da noite, até que no final ela saiu com seu par, e eu, a par de tudo, nem aí para o meu par. Não comi um doce dessa festa.

 

Não sei o que impedia de declarar minha paixão à Mara. Quando a via sentia até dor-de-barriga; sentia minhas vísceras retorcendo, o coração disparava, a mão suava e eu me acovardava. Era muito forte. Amor e medo, juntos. Não éramos amigos próximos e não contei aos meus amigos sobre o que sentia por ela. Tínhamos muitas amizades em comum, e meu medo era que a notícia da minha paixão corresse pelas bocas mundo afora. Guardei segredo. Depois ela começou a namorar e passei a guardar esse segredo até de mim mesmo. Se não era para tê-la, preferia nem vê-la, nem lembrá-la, nem nada... Passou alguns meses e fiquei sabendo que se mudou.

 

Essa paixão me perseguiu durante algum tempo. Lembro do dia em que eu o Duda e o Xisto decidimos acabar com nossa “invencibilidade”. Fomos ao Ninfa’s American Bar, que ficava na “boca-do-lixo”, atrás de prazer e vida nova. Entramos e ficamos numa mesa quadrada, pedimos cerveja e observamos as garotas de topless que dançavam num palco retangular comprido de uns sessenta centímetros de altura. Na vitrina da carne, que encantava nossos jovenis olhares, enxerguei uma que se não era parecida, fez-se igual à Mara: branquinha, dorso de sardas, gotas de chocolate, longos e negros cabelos que emolduravam um rosto simétrico, curvas feitas para se perder. Negociei o programa e fomos. Imaginei minha musa durante todo o ato. Em um momento, eu vidrado na menina sussurrei em seu ouvido - te amo... – e fui para beijá-la, mas ela desviou e seguiu em seu papel mecânico e acabamos. Depois fomos embora e nunca mais voltei lá e nem em local parecido.

 

Na última reunião de pais e mestres no colégio em que minha filha do meio estuda, tive uma surpresa: uma mulher veio até mim, me chamou pelo nome, olhei-a como quem olha normal para alguém, cumprimentei-a e conversamos; era Mara. Não tive nenhuma reação de surpresa, só educação. Perguntou-me se não lembrava dela, respondi que um pouco, falei sobre Jorge e ela confirmou que foi namorada dele, até que se mudou para outra cidade. Disse que se casou com um de lá, tem três filhos e voltou para morar na casa que seus pais deixaram de herança, e também porque para seu marido as oportunidades de trabalho eram melhores por aqui. Veio à reunião de seu filho caçula, que por coincidência estuda junto com minha filha. Falamos mais um pouco e nos despedimos.

 

Aquela mãe de aluno não era a Mara. Não poderia ser. Não havia um traço que lembrasse aquela menina da adolescência. Mesmo depois de conversarmos, não era ela. Se fosse, estava soterrada sob aquele corpo pálido gotejado de ferrugem... estava sob a tintura opaca dos cabelos não tão longos e das roupas de senhora que não sonha com amor, estava sob a dissimetria do resto. O tempo matou Mara. Foi a única vez que conversamos e não enxerguei a menina que me encantava em canto algum das palavras, dos gestos ou de qualquer outra coisa que aquela mulher expressava. Mara é a menina do retrato. A menina da festa de quinze anos, dos pés bailarinos, jóia única do relicário e da lembrança que achei ter esquecido:

 

- Pai, o senhor achou?

 

- Ah, sim. Está no fundo do guarda-roupa, vou pegá-lo.

 

Ele guardou a foto na caixa com outras, levantou da cama onde estava sentado e pegou no guarda-roupa um brinquedo antigo: um carrinho ambulância que havia sido seu e que guardou para dar ao seu filho, quando tivesse uma idade em que saberia que ele teria cuidado com o presente. Entregou ao menino, que correu para mostrar à mãe:

 

- Eba! Olha mãe...

 

Olhou feliz o menino correndo pelo corredor, e o eco da alegria infantil o fez sorrir e brilhar os olhos. Depois voltou e guardou a caixa no fundo da parte alta do guarda-roupa. Fechou a porta. Foi atrás do menino, queria ser o primeiro a ser socorrido pela ambulância do seu filho.

 

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publicado por AB Poeta às 17:56
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Suicínato

 

Quebrei a casca antiga e mofada que me continha

Levantei como nunca, estiquei o corpo

Abri os olhos, livres, e dei de cara com ela

De pé, em minha frente, sorrindo podre

Encarei-a e saquei a arma, enfiei em sua boca

E disse: ri agora, com minha revolta entre os lábios

Filha da puta, ela riu... mas foi pela última vez

Disparei, a bala cravou na parede junto com o passado

Ela caiu sem cor e fria, como sempre foi

Abaixei a arma... senti uma mão em meu ombro

Um toque quente e amigo

Era outra vida me sorrindo

Soprando em meu ouvido: obrigado, por nós

Nos abraçamos e jurei amor a ela

Olhei em seus olhos de esperança

Disse: espero não ter que matá-la um dia

Seguimos em frente

Porque a vida só caminha pra frente...

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publicado por AB Poeta às 23:23
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Domingo, 24 de Outubro de 2010

Disseram-me que isso é sonho...

 

Um bailado de sombras lhe chamou a atenção, provocado por ela que passou em frente à porta do quarto indo do banheiro em direção a outro cômodo. Ele sorriu feliz e bobo, se arrumou na cama, se envolveu no edredom e esperou. Quando ela entrou no quarto, só de camiseta, ele levantou-se enrolado ao abrigo e foi em direção à sua menina, chegou perto e feliz disse doce – Anjo. – ela respondeu sorrindo com covinhas. Ele jogou a coberta sobre os dois, abraçou-a e disse – Só, só isso. Só preciso disso. – ela sorriu com olhos brilhosos e perguntou – Disso o quê? – ele – Disso: um pedacinho de chão para pisar, um de pano para cobrir e um Anjo para abraçar – os lábios se tocaram... sentindo a certeza de terem uma infinidade comum que carregam em algum lugar do íntimo. Seus rostos roçaram carinho e a essa altura as mãos já corriam delicadas malícias pelas peles e pelos vivos de desejos umas das outras; riram juntos, pensando como é espantoso o fato de que a Vida pode ser simples. A noite completou a cena.

 

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publicado por AB Poeta às 23:31
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Lançamento: Contos Ab Absurdo

 

Meu conto Preciso Morrer será publicado na seleção de Contos Ab Absurdo (fé, misticismo, fanastismo, fantasia) da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Clique aqui, leia o conto e saiba como adquirir o livro.

 

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publicado por AB Poeta às 14:40
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Lançamento: Contos da madrugada

Mais um conto meu - Frio - foi publicado nas seleções da CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Para adquirir o exemplar é só entrar em contato clicando aqui.

 

 

 

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publicado por AB Poeta às 15:31
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Pão com manteiga

 

- Sai da frente, caramba! – apressado, pensou sobre uma senhora que atrapalhava a passagem na escada rolante. Sem paciência alguma, driblou a “vovó” e saiu da estação. Na Praça da Sé deu de cara com um senhor vendendo a sorte:

 

 – Vaca, galo, porco; vaca, galo, porco, olha o bilhete premiado! – o rapaz se aproximou e perguntou.

 

- É, por favor, aonde fica o Poupa Tempo?

 

- É logo ali, só atravessar a rua. – apontou com a mão.

 

- Obrigado. – Saiu com passos rápidos.

 

Chegando, ficou irritado ao ver o número enorme de pessoas no local, e com o excesso de informações sinalizadas nas placas, que mais atrapalhavam do que ajudavam. Foi ao balcão de informações:

 

- É, com licença, bom dia.

 

- Bom dia! O que posso estar fazendo para ajudar o senhor? – disse a moça.

 

- Como faço para renovar minha habilitação, para onde me dirijo aqui?

 

- É muito fácil – disse a garota com um sorriso maravilhoso nos lábios - o senhor segue pelo corredor A, vai ao posto B e retira a senha, preenche o formulário C, pega a guia D e paga no banco E, depois faz o exame médico no posto F, volta para o posto A e aguarda a sua senha ser chamada no painel G referente ao balcão H. É muito rápido e simples.

 

- Ok! Vou lá então. Muito obrigado. - respondeu pensando: puta que pariu, é hoje que não saio daqui. - Foi até o primeiro local indicado.

 

Depois de todo o procedimento feito, sua senha foi chamada, no balcão entregou o comprovante para a atendente:

 

- Hummm... o senhor fez o CFC?

 

- CFC? Não. O que é isso?

 

- É o curso de formação de condutores. Todas as habilitações emitidas de 1999 para trás terão que estar fazendo o CFC.

 

- Caramba... E como faço isso.

 

- O senhor vai até o Detran, no Ibirapuera, e pode fazer lá, depois volta até aqui e retira a habilitação.

 

- Ir até o Detran! Isso vai levar mais de um dia, não tenho todo esse tempo disponível!

 

- Ou então... o senhor pode estar fazendo numa auto-escola, que tem logo ali, do outro lado da rua.

 

- Certo. Obrigado.

 

Saindo do Poupa Tempo viu um cara de chinelo e bermudão falando sobre exames relacionados à carteira de motorista:

 

- Opa grande, aonde é que faço esses exames?

 

- Opa chefia, é logo ali, leva meu cartão aqui ó, é rapidinho lá.

 

- E quanto custa esse “exame”?

 

- Cem conto dotô, é o mais barato aqui da região.

 

- Certo! Obrigado. - foi até o local indicado no cartão.

 

Chegando, estranhou o local, era nitidamente uma garagem adaptada para escritório, feito com algumas divisórias. Haviam três “salas”: na primeira, falou com o proprietário do negócio e acertou o pagamento. A segunda estava vazia. Na terceira fez o teste:

 

- O senhor, por favor, desliga o celular, esvazia os bolsos e coloca tudo sobre esta mesa. Depois sente-se nesta cadeira, com as mãos sobre os joelhos. A câmera estará lhe filmando o tempo todo. – o rapaz ficou assustado com tamanhos cuidados tomados por parte do contratado.

 

Após todo o ritual feito, o contratado respondeu às questões da prova para o contratante e disse – aguarde aqui uns 20mim, eu já volto. O rapaz obedeceu apreensivo, já que estava só, numa sala esquisita e sendo filmado. Pensou tudo quanto era desgraça – vão me pegar aqui, estou ferrado! Vou aparecer no Fantástico, Datena, no Ratinho... – até que o cara voltou:

 

- Pronto! Aqui está seu certificado.

 

- Já! Que bom! Rápido né.

 

- Rapidinho!

 

Correndo voltou para retirar o documento:

 

- Aqui está o certificado – a atendente conferiu, anexou ao resto da papelada e entregou a habilitação.

 

- Obrigado! – respondeu.

 

Ao sair, correndo, para voltar ao trabalho, já no horário da tarde, olhou para o documento e pensou – caramba, deveria ter trocado essa foto.

 

Esse texto foi feito para a oficina Escrevivendo, e teve como tema "corrupção".

 

publicado por AB Poeta às 02:50
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Lançamento: O melhor do conto brasileiro

Meu conto Eterna brincadeira foi selecionado para integrar o livro O melhor do conto brasileiro, da CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores).

Saiba como adquirir o livro, clique aqui.

 

 

 

 

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publicado por AB Poeta às 11:58
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Terça-feira, 30 de Março de 2010

12 anos

 

Marquinhos passava todas as tardes, após as aulas, na casa do amigo Thiago, disputando acirradas partidas de futebol, jogadas no moderno vídeo game. Marquinhos sempre perdia, e o amigo zombeteiro – marreco, marreco – ria das derrotas do fraco oponente que, depois de resmungos grunhidos baixinhos, cerrava os beiços. Marquinhos queria vencê-lo, precisava vencê-lo. A vitória passou a ser uma meta.

Certa tarde ao se dirigir à casa de seu algoz esportivo, pensava decidido – de hoje não passa, venço! – seguiu para a sonhada glória. Chegou, cumprimentou o amigo e apressados ao quarto partiram para a partida. Marquinhos já foi logo marcando um – goooool – comemorou. O amigo empatou e em seguida fez mais um – coen, coen – grasnou para o freguês. Marquinhos não se intimidou, determinado a vencer fez mais um e mais um e mais um... E numa fúria goleadora, venceu.

 

Marquinhos largou o controle do vídeo game e saltitou pela casa – venci! venci! – gritava, com alegria pura brilhando nos olhos. Voltou para o quarto, zombou do perdedor. Com fome, foi até a cozinha, abriu a geladeira, viu um enorme queijo branco de Minas, pegou-o e levou até a mesa. Voltou para o quarto, colocou o pé sobre o peito do amigo que estava no chão e puxou a faca que estava cravada. Rápido removeu o sangue com detergente na torneira da pia, enxugou a lâmina na camiseta do colégio e cortou um pedaço grosso de queijo, desfrutou do banquete, sentindo-se campeão.

 

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publicado por AB Poeta às 15:04
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Lançamento: Contos de Outono

 

 

Meu conto Passarinho foi selecionado para integrar a seleção Contos de Outono, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Para adquirir o exemplar é só entrar em contato com a editora clicando aqui.

 

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publicado por AB Poeta às 13:33
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Lançamento: "Contos de amor e desamor"

 

Mais um conto/crônica meu foi selecionado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores para integrar uma antologia, a "Contos de amor e desamor". O texto é o IV Estações.

 

Para edquirir o exemplar é só entrar em contato com a editora através do site: http://www.camarabrasileira.com/

 

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publicado por AB Poeta às 15:34
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Lançamento: Um traço, UM PONTO, um poema, UM CONTO.

 

Sandra Chamas e Edições Inteligentes convidam para a noite de autógrafos de seu livro Um traço, UM PONTO, Um poema, UM CONTO.

 

Dia 25/02/2010 - Casa Das Rosas

Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP

 

 

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publicado por AB Poeta às 16:08
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Lançamento: Contos "Além da Imaginação"

 

A Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) promove todos os meses concursos literários de contos, crônicas e poemas para novos escritores brasileiros. Meu conto Goelabaixo foi selecionado e sairá na edição de janeiro no livro de contos “Além da Imaginação”. Para adquirir um exemplar do livro é só entrar em contato com a editora clicando aqui.


Quem quiser participar das próximas seletivas é só conferir as datas através do site.

 

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publicado por AB Poeta às 15:44
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Mini contos

Estas são três tentativas de escrever mini-contos com, apenas, 140 caracteres. Todos foram postados no meu twitter.

 

I


Manhã sem dores. Fria. Ainda com sono, pos a mão sobre o peito. Desacostumado a sentir-se bem, não sorriu. Ergueu-se, triste, novamente.


II


Um quase nada. Partiu. Quem anda sem destino, não quer estar em lugar nenhum. Um vagar perigoso, a procura de si mesmo.


III


Ao acordar pensou: segunda é uma ilusão... Mesmo ar, mesmo Eu, mesmo tudo. Hoje é o dia que eu quero que seja: sábado. Virou-se e dormiu.

 

 

Sigam-me os bons! http://twitter.com/mundoid

 

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publicado por AB Poeta às 23:52
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Museu da Pessoa

 

O Museu da Pessoa foi fundado em 1991 com o intuito de construir uma rede internacional de histórias de vida capaz de contribuir para a mudança social. Esse museu é virtual e você também pode participar contando uma história de vida sua.


Algumas minhas foram publicadas, clique aqui e lei-as.

 

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publicado por AB Poeta às 16:20
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Eterna brincadeira

Sentado na antiga poltrona da sala, observava saudoso a velha foto. Era ele, com o braço estendido segurando uma flor, e seu pai, agachado abraçando-o sorridente. Na época deveria ter entre cinco ou seis anos, não lembrava exatamente. De fundo, um enorme e vivo jardim colorido, que numa distante e quase esquecida infância foi seu universo de brincadeiras, um mundo de diversões. Não sabia mais quando foi à última vez que esteve ali. As poucas lembranças eram esfareladas, e no decorrer dos corridos anos a casa havia mudado muito, o que não o ajudava a trazer de volta alguns flashs do passado. O antigo e alegre jardim hoje é uma pavimentada e espaçosa garagem, toda coberta, e no lugar das flores e ervas cidreiras há um monte de ferramentas e outras bugigangas empoeiradas, todas esperando que um dia haja uma ocasião em que possam servir para alguma coisa. Debaixo do duro e insipto cimento repousam boas lembranças vespertinas de épocas há muito vividas.

 

Sua vida adulta era asfixiante: doze horas para mais de trabalho, trânsito, os filhos na escola, esposa, contas e mais contas... O lazer programado... Muitas prioridades, responsabilidade sobre responsabilidade. O tempo era escasso. Tê-lo “livre” era coisa rara, virou artigo de luxo. O gesto do garoto no retrato lhe ofereceu um momento nostálgico de íntima alegria infantil. Fechou o antigo álbum e guardou-o na parte baixa da estante, junto ao tricô disforme e inacabado.


Venha, vamos cantar parabéns - chamaram-no para junto da família reunida em volta da mesa. Olhou as velas no bolo, 9 e 1. Apesar de saber a idade que sua avó faria, ficou impressionado com o número. A aniversariante olhava para as pessoas em sua volta, mas não reconhecia mais quase ninguém. Ele achava aquilo curioso: apesar daqueles rostos para ela não serem mais familiares, sempre respeitava as ordens da filha mais velha, e quando era chamada de mãe sempre olhava de volta. Deveria ser o instinto materno, talvez ele nunca desapareça... Algo assim.

 

No começo foi duro para que entendessem o que estava acontecendo. Ela esquecia os nomes de todos, perguntava a mesma coisa uma série de vezes, guardava sapatos na geladeira, temperava o feijão com detergente... Foi um período complicado. Depois da confirmação as coisas ficaram mais claras, porem, não menos sofridas. A doença degenerativa era irreversível, e estava em estágio avançado. O mal genético estaria com ela até o fim. Mesmo acompanhando os acontecimentos de longe, erra difícil aceitar isso. Ele entendia agora o que significava ter medo da morte.


É estranho, sabemos que vamos morrer, todos morrem, mas quando a morte é uma realidade próxima, o medo vira uma presença constante. O que será que se passa na cabeça dela... Fica o dia todo com uma boneca na mão tratando-a como um filho. Banha-a, lava as roupas, fica horas conversando... Está presa num mundo só dela. É perturbador. Não lembro a última vez que ela falou comigo. Não sou visita freqüente, não tenho muito o que lembrar também... Pareço com ela: não me recordo de um monte de coisas que aconteceram dentro dessa casa. Esqueci. Passei aqui muitas tardes, correndo de um lado para o outro, só parava com os gritos de faça mesmos algazarra menino. Tempos que... Acho que troquei as lembranças que vivi aqui por um punhado de informações absorvidas num cotidiano burocrático, de tarefas consecutivas que precisam somente serem passadas à frente. Nesse ambiente caótico, os arquivos é que se encarregam das lembranças. Não me recordo dos gostos das comidas que ela preparava e que formaram meu paladar. Doces de sobremesa e bolos para comer com o café feito no coador de pano, aqueles sabores cuidadosamente feitos pelas matriarcais mãos dedicadas, nunca mais os sentirei. Os cheiros, que enchiam a casa durante o preparo... Aromas únicos de dar água na boca... Nunca mais. Gradativamente fui reeducado pela rapidez dos pratos semi-prontos, e hoje meu olfato se contenta em sentir o odor de cremes e loções. Olho para meus parentes, mas também não lembro da maioria. Quase todos, para ser quase exato. Fora um ou outro mais próximo que ainda converso, os demais trato-os como primos, e mais nada. Não existe proximidade, além disso. De quantas coisas ela já não tem mais consciência: crise mundial, política, aquecimento global... Ela nem faz idéia do que esteja acontecendo com o mundo, catástrofes... Deve ser bom não ter que se preocupar com isso. A morte... Ela também não tem conhecimento sobre o que esta por vir. A tão assustadora morte, de olhar frio, capuz preto e foice na mão, não é ninguém para ela. Nada. Parece irônico. Todos os medos e neuroses que sentimos, em seu mundo de brincadeiras, não existem. Assim como eu, ela também não lembra do jardim, mas diferente de mim ela não tem o desprazer de saber sobre os acontecimentos desumanos que ocorrem a toda hora, e que são jogados na nossa cara durantes os noticiários, narrados com ódio e em tom indigno, e que ressoam demagogo aos ouvidos. Segregações, fobias, intolerância, Hiroshima e Candelária... Nada disso mais... Nem céu nem inferno. O que para ela é real é sua eterna brincadeira. Está segura em seu solitário e rico mundo imaginativo. E eu, tenho que lembrar que não lembro de muitas coisas que um dia foi o meu mundo... Meu mundo de brincadeira feliz e real e que aos poucos foi sendo substituído e esquecido por algo que nem sei mais como chamar. Dizem que essa loucura diária é que é a realidade...


Ele logo voltou a si... Olhou para ela e sorriu. Ela o sorriu delicado de volta. Sentiu um alívio interior por saber que ela de certa forma está segura, longe dos problemas criados pelas megalomanias humanas. Voltou à atenção para a festa e tranqüilo juntou-se ao coro dos esquecidos:


- Paaarabéééns praaa vo-cê...

 

 

Baseado no conto Diagnóstico de Helga Belivacqua

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publicado por AB Poeta às 19:04
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Passarinho

Avistando as migalhas no chão, rasante pousa o pássaro. Gorjeai, saltita, belisca e come feliz o farelo seco misturado à poeira velha espalhada pelo vento eterno e sem parada. Ao som das buzinas dos carros, longe da era das carroças, canta infantil a pequena inata ave transformando a moribunda visão cotidiana numa brincadeira ao carrossel que gira colorido e sem fim. Ouvindo um canto em resposta, vê ao lado uma loja gigante que vende sonhos e garantias de amizade. Impressionado com a variada fauna contida em tão pouco espaço, aproxima-se do populoso viveiro e um local puxa papo:


- Oi, de onde você vem?


- Como assim? – Não entendeu a pergunta do amigo enjaulado, e sem querer saber muito sobre, respondeu - Se o lugar é um, então não existe “de onde”.


- Venha para cá, fique conosco. Aqui temos comida e água, não precisamos viver correndo atrás de nada!


- Quem não sabe o valor do farelo, condena a alma ao flagelo. – Respondeu.


Antes de afastar-se da loja, deu uma boa olhada em sua volta e pensou – o animal ama somente a si.


Foi até a poça, bebericou, gargarejou, sem titubeio, bateu assas e voou.

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publicado por AB Poeta às 19:43
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Domingo, 23 de Agosto de 2009

A história do Homem de Nada

Quando tudo era nada e a existência se resumia na solidão divina, um conceptivo sopro rompeu o tédio, ressoando em criação, transformando o silêncio em verbo a escuridão em luz e o nada em tudo.


Dentre todas as galáxias originadas há uma um tanto diferente, é a galáxia de nada. Nesse pedacinho de universo de nada existe um astro de nada especial, o planeta de nada. Esse planeta de nada, que também é chamado de mundo de nada, é divido geopoliticamente em continentes, países, estados, cidades, bairros... Todos de nada. E é num desses locais de nada que nasceu a personagem dessa história de nada: o Homem de Nada.

 

Era uma vez o Homem de Nada. O Homem de Nada nasceu num hospital que não tinha nome relevante e ficava num bairro que ninguém nunca ouviu falar, de uma cidade desconhecida, situada num estado de peso econômico que não vale a pena ser citado. O horário ninguém sabia qual era, pois os relógios não marcavam tempo algum. Era um dia de nada de um mês sem comemorações, nenhuma data especial. O Homem de Nada foi abandonado antes de completar vinte e quatro horas de nada de nascido, mas logo foi acolhido por uma família riquíssima de nada, a família de Nada, que foi onde ele recebeu o nobre sobrenome.


Sua interiorana infância de nada foi maravilhosa. Cresceu cercado de livros cheios de estórias e conhecimentos de nada. Quando entrou no colégio de nada, já sabia ler muitas coisas de nada, o que o fez ser o primeiro aluno de nada da classe de nada. A professora de nada vivia lhe fazendo desimportantes perguntas:


- Senhor de Nada.


- Sim professora de nada.


- Me responda: quem descobriu nosso país de nada? – Sem pensar em nada o pequeno menino de nada respondeu.


- Ninguém professora!


- Muito bem! Está vendo classe de nada, vocês tem que ser de nada assim também! – O pequeno de nada abriu um sorriso brilhoso de orelha a orelha espalhando pela sala seu majestoso feliz semblante de nada.


Na adolescência as meninas de nada o adoravam pela sua inteligência de nada, o que o ajudou a ter algumas namoradas de nada. Prestou o vestibular de nada para Ciências de Nada na Faculdade Federal de Nada e foi aprovado em primeiro lugar de nada, o que o fez mudar da pequena cidadezinha de nada e partir para a grande megalópole, a capital de nada. Morou, junto com outros alunos de nada, numa república estudantil de nada onde, entre festas e estudos de nada, passou agitados dias de nada, memoráveis. Ainda cursando nada conseguiu um estagio de nada numa das maiores multinacionais de nada, a Indústria Nothing S/A. Determinado como era na vida acadêmica de nada, assim também foi no trabalho de nada e logo efetivou-se, e em sua carreira profissional de nada galgou muitos cargos de nada. Ascendeu ao nada muito rápido. Através de uma de suas amizades de nada, conheceu uma garota maravilhosa de nada, a Garota de Nada. Logo começaram um namoro de nada, que resultou em um casamento de nada. Quando terminaram a faculdade de nada (a Garota de Nada cursava Psicologia de Nada na Uninada, e diplomaram-se no mesmo ano de nada) mudaram-se para o interior de nada, queriam que seus futuros filhos de nada, que logo vieram em escadinha (Menina de Nada, Menino de Nada e Caçula de Nada), fossem criados longe da violência de nada que na grande cidade de nada tinha com fartura. Abriram um comercio de nada, que gradativamente prosperou. Suas crias de nada logo cresceram e seguiram os mesmos passos de nada do pai de nada, e foram estudar nada em outra cidade de nada numa das melhores instituições acadêmicas de nada. O casal de nada envelhecera sem perceber, e quando menos esperavam já eram avós de nada: nos finais de semana de nada os sete netos de nada enchiam a casa de nada de alegria nenhuma. Era uma grande felicidade de nada. Num dia de nada o Homem de nada, já aposentado de nada, acordou bem cedo e foi até a banca de nada comprar a Gazeta de Nada, voltou para casa de nada encheu sua canequinha de nada preferida com café de nada puro, sintonizou na Rádio de Nada que tocava suas modas de nada que tanto adorava, sentou-se como nunca na cadeira de balanço de nada, abriu o jornal de nada e morreu...


A família de nada juntou-se para o velório de nada no velho casarão de nada. Praticamente todos os moradores de nada da cidadezinha de nada seguiram pelas ruas de nada, cadenciados ao som do bumbo de nada, o florido cortejo de nada. Por fim, o defunto de nada foi sepultado.

 

Até hoje nessa cidadezinha de nada quem vai ao cemitério de nada e escuta o coveiro de nada contar essa história de nada, impressionasse, e fica mais curioso de nada quando lê o epitáfio de nada esculpido no marmoroso jazigo de nada: “Aqui jaz o Homem de Nada: um ser humano que representou tudo o que alguém pode ser na vida.”

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publicado por AB Poeta às 20:28
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