André Braga

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Domingo, 11 de Setembro de 2022

O evangelistão (bancada da bíblia)

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Publicado por AB Poeta às 23:06
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Uma mera etiqueta

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Publicado por AB Poeta às 22:52
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2022

O eufemismo nosso de cada dia

 

Tribos indígenas já foram “povos” e, assim como favelados, viraram “comunidades”;
O negro é “afrodescendente” (o mestiço nem existe mais);
O trabalhador virou “colaborador”, e o biscateiro, que já foi “profissional liberal”, agora é o “empreendedor”;
O idoso vive a “melhor idade”;
O mendigo agora é uma “pessoa em situação de rua”;
Transformaram o pobre na “nova classe c”;
Gays e lésbicas eram “GLS”, agora diluíram na sigla “LGBTQIA+”;
O miserável, que vive “abaixo da linha da pobreza”, passou a ter “insegurança alimentar”;
Até o cão, o cachorro, passando por “doguinho”, virou “pet”;
Tudo muda…
Mas o que nunca muda é a realidade, que continua sendo uma grande e imensa “matéria fecal”.

 

Publicado por AB Poeta às 02:59
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O burrico e a cenoura

 

Eu entrego, eu faço

não me nego ao trabalho

desdobro o tempo

desvirtuo o espaço

as “bobagens” da vida

deixo-as de lado

A meta além da meta

me metaresultado

se quiser ter respeito

esse é o preço, meu caro

 

Workaholic, o ofício na veia

difícil alcançar a chegada

bateu a meta, bateu as botas

a linha final já é a esperada:

caixão sem gaveta, cova apertada

 
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Publicado por AB Poeta às 02:57
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O coral dos mudos

 

“Um dia a fome será de poesia”
sonham os otimistas em seus cantos
Hoje a fome é a da barriga vazia
o que nos enche de desencanto
Quem sabe quando a sede de justiça
secar de vez nossas gargantas
cobrarmos esse bando de pilantras
pelas ruas, de forma maciça
alguma coisa aconteça…
Mas isso é outro sonho, outra
fantasia. Quem sabe um dia
a gente acorde esse gigante
deitado eternamente em berço esplêndido

 

Publicado por AB Poeta às 02:38
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2022

Comitiva desventura

 

Desgarrei-me da boiada

não há como suportar

o caminho que ela segue

já se sabe onde vai dar

 

Uns morrerão pela fome

outros pelo fio do cutelo

crendo no conto do vigário

do fantasma de foice e martelo

 

Os que continuam atrás do boiadeiro

ao ruído do desafinado berrante

serão marcados, insígnia da ignorância

 

E no fim esse golpista carniceiro

ser boçal de mente delirante

acabará sozinho, no lixo, na irrelevância

 
Publicado por AB Poeta às 01:00
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Moral da história

 

O ânus tatuado é o da Anitta

o buraco sem fundo é do sertanejo

o primeiro foi pintado com tinta

o segundo é um ralo de dinheiro

 

O primeiro é da esfera privada

o segundo abunda na pública

o primeiro serviu de propaganda

o segundo serviu de futrica

 

A fanqueira mostrou ao Brasil

o que o sertanejo escondeu

E o que todo mundo aprendeu?

Quem tem cu que cuide do seu!

 
Publicado por AB Poeta às 00:52
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Pelo fim da “sofrência”

 

Uma mero ânus tatuado
para descer até o chão
Uma lei que ninguém conhece a fundo
para incendiar a discussão
Um cowboy alienado que caiu do cavalo
e melou o “esquemão”
Agora todos sabem que o caipira
mama nas tetas do erário
na verba de saúde e educação
Falta agora a Justiça fazer força
mandar esfíncter a fora essa sujeira
laçar a quadrilha, botar na fogueira
antes da próxima farra de São João

 

Publicado por AB Poeta às 00:44
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O inevitável dragão que nos espera

 

Aquela lua imensa

acesa, linda luminária

parece um crânio, alvo

caveira solitária

 

Espelho astrológico

que reflete uma mortalha

lá do alto controla o tempo

ciclo que nunca falha

 

Dia e noite passam lentos

em seu cerne uma batalha

um dia estarei lá dentro

empunhando minha espada

 

Em seu eterno movimento

e seu brilho que se espalha

serei o mito refletido

perpetuando a humana saga

 
Publicado por AB Poeta às 00:14
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

O rei, o servo, o sonho

 

Sonhei um dia em ser rei
Por sonhar que ganhava a guerra
acordei, guerreei e venci!
Escrevi meu nome numa era
Não importa quem matei
nem quantas vezes nessa terra
fiz guerras quem nem lutei
pois eu sonho e outro esmera
dá o sangue, luta feito fera
pelo simples sonho que sonhei
Mas um dia não mais acordarei
e esse povo que nunca desperta
dará o sangue, fará a guerra
e morrerá pelo sonho de outro rei

 

Publicado por AB Poeta às 01:14
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Estaca zero

 

A pandemia trará consciência

às pessoas, uma novas atitude

disseram os otimistas

apesar da humana insipiência

 

O pensamento positivo ilude:

nem acabou a pestilência

e o “novo normal”, pura fantasia

voltou a ser a velha mania

 

Muita coisa retrocedeu, é vero

voltamos para a estaca zero!

De certo nessa confusão

é que a maioria lavou as mãos

 
Publicado por AB Poeta às 00:59
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2022

Quinto dos infernos

 

A vida dos mortos

conduz a dos vivos

entre sangue e ossos

no dobrar dos sinos

 

A história presente

perpetua o passado

pedra e corrente

por todos os lados

 

Do ouro derramado

sobrou a mínima parte

Entre a beleza e a arte

o sofrimento dos escravizados

 
Publicado por AB Poeta às 20:10
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O sacro de Ouro Preto

 

São tantos(as)

andores, altares, oratórios

brancos, pretos, mulatos

basílicas, igrejas, capelas

indígenas, cristãos, mercenários

congregações, ordens, passos

bandeirantes, escravizados

nobres, contrabandistas, conjurados

penitências , orações…

 

Sã tantos

pecadores e pecados

que só um batalhão divino

para expurga-los

 
Publicado por AB Poeta às 19:34
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Sexta-feira, 22 de Abril de 2022

Cegueira voluntária

 
Aos pés do mirante
algo que ninguém quer ver
Fechar os olhos não vale
para a visível realidade
 
Do alto a cidade é outra
o luxo ignora o lixo
e a foto feita filtra
o feio, por mero capricho
 
A São Paulo idealizada da rede
está longe de ser a concreta
Infecta e suja, nada discreta
não dá para negar a verdade

 

Publicado por AB Poeta às 23:35
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Virando fumaça

 

A "boca de lobo" a peso de ouro

o velho herói de bronze da praça

a placa do defunto, um tesouro

tudo pode virar fumaça

 

Fumaça que já foi da indústria

da locomotiva que puxa o país

mas hoje sua força motriz

é sugada por muitos picaretas

corruptos, tantos homens vis

 

E como novo símbolo pavlista

temos a ágora do vício

São Paulo queima no cachimbo

e seus ares que exalavam benesses

agora cheiram a lixo, fuligem e fezes

 
Publicado por AB Poeta às 23:28
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2022

Falta de Nação

 

A tropa toda em forma

em punho, o fuzil

"aprontar, preparar...

fogo amigo!"

gira o espeto no brasio

 

Enquanto o povo sucumbe de desnutrição

a armada força se empanturra

Já não basta pagarmos pela farra

agora bancamos também a ereção

 

A vergonha não veste camuflado

e o povo não demonstra indignação

os militares já mostraram seu lado

falta ao povo entender que é Nação

 
Publicado por AB Poeta às 18:50
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Forças Mamadas

 

Para elevar o moral da tropa

diminuir a solidão do mar

elevar a cadência aos céus

um “azulzinho” para excitar

 

E depois da churrascada

prótese a quem estiver sem fuzil

é hora do fogo amigo

broxa aqui é para pintar meio-fio

 

Um “viva” às Forças Mamadas

patriotas assim nunca se viu

embuste que esconde a mamata

farra armada, Brasil!

 
Publicado por AB Poeta às 18:25
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O mito da caserna

 

Vejo aptidão e coragem

para cumprir a missão

mas são apenas sombras

que não refletem retidão

 

Frente ao fogo da churrasqueira

se lambuza o pelotão

picanha, salmão, cerveja

suja a farda de carvão

 

A fome só cresce no país

parte do povo está sem abrigo

com uma força armada dessa

quem precisa de inimigo?

 
Publicado por AB Poeta às 18:16
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I did it my way…

 

erro sobre a Terra

                            e nela

tudo se encerra, muda

 

                    pé ante pé

a vida não espera                      

         agregue ou    exclua

 

sob a lua

       tudo o que não for

é rua

 
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Publicado por AB Poeta às 18:08
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2022

E o Oscar vai para

 

Só mais uma piada sem graça
sobre aparências
A mulher como pivô da chacota
mais uma anedota
que reforça a diferença

Um tapa na cara foi pouco
pois há quem nem assim aprenda
e precisamos de homens
que não use a mulher
mas sim a defenda

Será que foi encenação?
Mesmo assim, foi merecido:
o tabefe na cara do bufão
o Oscar ao herói marido

 

Publicado por AB Poeta às 20:32
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