André Braga

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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2021

Criacionismo

 

Quem construiu o mundo?
A minha imaginação
Quando eu deixar de existir
muitas coisas também deixarão
As mudanças que ocorreram
foram frutos da minha criação
e continuarão mudando
a cada nova geração
Entre o sol e a lua
a tudo dou uma razão
Quando isso vai acabar?
Quando o último ser parar
de respirar e deixar de viver

 

Publicado por AB Poeta às 23:01
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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Sextou!

 

Sexta-feira é dia de beber
algo que deixou de ser pecado
O consumo já não o faz desmerecer
temos até monja ao nosso lado

Dizem que devo ser moderado
o que soa diferente da propaganda
mas a embaixadora nos faz criança
deixe-me beber e não encha o sacro

 

Publicado por AB Poeta às 18:40
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A invasão

 

Sérgio Reis tocará o berrante
virá correndo o Batoré
frente à manada ignorante
“heil bozo!”, “glória deus!”, “anauê!”

Invadirão o STF, “viva o golpe!”
que transbordará feito uma fossa
Com força equina, num galope
relincharão “a praça é nossa!”

 

Publicado por AB Poeta às 18:37
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#ForaBolsonaro

 

Age como bicho de esgoto
o escroto bolsorato
A milícia e sua família
formam a bolsoquadrilha
Asseclas tem de montão
a matilha de bolsocão
Pela boiada é amado
rebanho de bolsogado
Para completar o cenário
um monte de bolsotário
que o vê como messias
a pior das fantasias
Pelos idiotas idolatrado
só nos sobra o brado:
FORA BOLSONARO!

 

Publicado por AB Poeta às 18:28
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O agro é pop

 

A fome era zero
agora elevou a numeração
O agro ficou pop
ganha mais com a produção
Dólar em alta
garante melhor arrecadação
O mercado interno
que pague mais pela mesma porção
Mas não se preocupe
sobrará ao menos os ossos
para a sopa, ou roer feito um cão

 

Publicado por AB Poeta às 18:22
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Rega-bofe

 

Ao lado do camping de mendigos
inaugurou um fast food novo
Comemoram os famintos maltrapilhos
“o lixo dessa rede é mais gostoso”

Sob os seus arcos dourados
quem sabe consigam uma esmola
porque o lanche que é jogado fora
dividem com cães, gatos e ratos

O palhaço que sorri na entrada
tem a alegria como suprassumo
provoca engasgos e gargalhadas
e mata muitas sedes de consumo

 

Publicado por AB Poeta às 18:19
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Medidas

 

Carrego sobre os ombros
a dor que me pesa
isso todo mundo faz

De rir sou capaz
mas logo se encerra:
a alegria nunca pesa

 

Publicado por AB Poeta às 18:17
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o pulso ainda pulsa...

 

esse lugar imaginário
chamado coração
que bate, às vezes erra
pula pela garganta
ou desce até o porão
entre o amor e o ódio
alguma dor carrega
pulsa no peito
desanda, emperra
conserta
e segue batendo
com maestria
por mais uma breve
alegria

 

Publicado por AB Poeta às 18:11
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Espelho meu

 

O que está no espelho?
Um reflexo desconexo?
Uma reflexão?
O avesso ou um reverso?
Uma reversão?
Uma imagem sem ação...
Uma imaginação
O que está no espelho
nunca é o que espero:
espero uma conexão

 

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Publicado por AB Poeta às 18:03
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Frio

 

O frio do tempo
O frio do chão
O aquecimento é global
mas não aquece o coração

O olhar gelado
sobre o desvalido
lhe cobre o corpo
de desilusão

No fio da navalha
nada o agasalha
No frio da navalha
mais uma mortalha

 

Publicado por AB Poeta às 18:01
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Domingo, 27 de Junho de 2021

Dor nossa de cada dia

 

Na memória do corpo
gozos e temores
alternam-se as drogas
ficam velhas dores

O prazer é fugaz
mas resta a lembrança
Na carne, a cobrança
que o tempo nos trás

 

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Publicado por AB Poeta às 11:15
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A alegoria como verdade

 

Ter convicção não é ter razão
pior: convictos dizem não à razão
O mito da caverna, aquele do Platão
nunca fez tanto sentido
tempos cegos, mais bocas que ouvidos

Enquanto o sábio cresce na dúvida
o convicto reduz o mundo na certeza
lhe falta clareza, lhe sobra ilusão
burro que acredita ser cavalo alazão

Isso é um tipo de “arrogância à brasileira”:
aquele que não sabe nada, mas tem opinião
“Saber” é um detalhe irrelevante, bobeira
o que “eu acho” é o que tem exatidão

Nessa realidade que parece ficção
tempos onde a ignorância é qualidade
vivemos essa porcaria de situação
um eterno atraso de sociedade

 

Publicado por AB Poeta às 11:09
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2022

 

Sobre as próximas eleições
analisando os candidatos:
o “coroné”, o operário
o militar, aventureiros
o fajuto empresário
dá para prever nosso futuro:
será um enorme passado
A marcha vai pra frente
o Brasil só marca o passo

 

Publicado por AB Poeta às 11:05
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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Aquários

 

IMG_20210622_163525_856.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 22:30
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2021

Bocaberta

 

O que digo sobre o "lugar de fala" 

é que pode haver uma falha: 

se não há nada para dizer 

não há lugar que o valha

 

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Publicado por AB Poeta às 21:28
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2021

Bonito na foto

 

a beleza pura 

e analógica 

é a que mata 

minha sede 

 

sua beleza suja 

falsa 

só passa no filtro 

das redes

 

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Publicado por AB Poeta às 00:28
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Sábado, 31 de Outubro de 2020

O dia do Saci

 

Hoje é dia do Saci

rei das travessuras

mas não tem a gostosura

da cultura estrangeira

 

Negro e perneta

uma lenda brasileira

que levou uma rasteira

do gringo halloween

 

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Publicado por AB Poeta às 20:34
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2020

O diamante da cidade

 

Uma mina de muitos diamantes

bem no centro da cidade

controlada por autoridades

e um bocado de outros meliantes

 

Os garimpeiros da selva de pedra

queimam o brilhante no cachimbo

amontoados, sujos na sarjeta

corpo e mente evaporam no limbo

 

Ninguém é inocente nesse garimpo

preciosidades perdidas, viciados

malfadados que vivem como ratos

e que morrerão na ratoeira do estado

 

 

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Publicado por AB Poeta às 22:51
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019

O alcoólatra

 

O alcoólatra sedento

na rua é um anônimo

Perdido na vida, caído

é só mais um esquecido

 

Ás vezes alguém lhe “ajuda”:

comida, roupa, palavra amiga

conselhos, algo que lhe acuda

Porém parece que nada o muda

 

Mesmo que a realidade o desiluda

se entregar ao acaso não resolve

e nem evita qualquer sofrimento

 

Muito pior: câncer, pancreatite aguda

neuropatias, outros males que o envolve

trará o seu fim, sozinho ao relento

 

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Publicado por AB Poeta às 00:46
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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

Triturados

 

O animal morto

velado sobre a mesa

feito ao ritual do fogo

fatiado ao molho sangue

é servido à minha boca

 

Vegetais sem raízes

guisados na gordura

harmonizados ao vinho

ao som do violino

são servidos à minha boca

 

Enlatados e embutidos

sobras e restos que servem

à pressa do dia a dia

ao ritmo dos insossos

são servidos à minha boca

 

Flora, fauna, fábrica

e tudo que pode ser vida

ou servir à minha carne faminta

ainda que seja um desejo falso

podem ser triturados pela minha boca

 

A fome e a sede humana

já transcenderam o estado animal

e toda essa ânsia que não alimenta

nem corpo nem alma, caminha para o dia

em que seremos o prato principal

 

 

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Publicado por AB Poeta às 02:23
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