André Braga

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Passageiro

Caiu na rede

Ao mestre com carinho

Sextou!

o pulso ainda pulsa...

Tempos frios

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Qual será a senha?

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06/01

Minha rua

Dia do Amigo

Valeu Charles!

Desejar o bem sem olhar a...

Carta pruma menina

Carta de despedida

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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021

Passageiro

 
A vida segue de trem
de estação em estação
embarco na Paraíso
desço na Consolação
 
Entre santos e santas
as homenagens são tantas
que até Judas tem sua vaidade
 
Se me perco na cidade
vou à Luz, que me conduz
para a Liberdade
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:13
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

Caiu na rede

 

Ontem recebi um “joia”

hoje foi um “coração”

a “amizade” em rede

nos traz a ilusão

de uma “proximidade”

pelo clique de um botão

 

Entre sedas e farpas

mantemos uma “relação”

entre aspas

 
Publicado por AB Poeta às 23:58
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Ao mestre com carinho

ao mestre com carinho.jpg

 

Publicado por AB Poeta às 23:43
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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Sextou!

 

Sexta-feira é dia de beber
algo que deixou de ser pecado
O consumo já não o faz desmerecer
temos até monja ao nosso lado

Dizem que devo ser moderado
o que soa diferente da propaganda
mas a embaixadora nos faz criança
deixe-me beber e não encha o sacro

 

Publicado por AB Poeta às 18:40
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o pulso ainda pulsa...

 

esse lugar imaginário
chamado coração
que bate, às vezes erra
pula pela garganta
ou desce até o porão
entre o amor e o ódio
alguma dor carrega
pulsa no peito
desanda, emperra
conserta
e segue batendo
com maestria
por mais uma breve
alegria

 

Publicado por AB Poeta às 18:11
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Tempos frios

 

Tempos frios
apático clima
me sobra saudades
me falta poesia

 

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Publicado por AB Poeta às 18:08
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

Mão amiga

 

Não há tristeza que não acabe

Não há amor que não a depure

A mão estendida sempre amiga

tem a dose certa do que a cure

 

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Publicado por AB Poeta às 21:04
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Qual será a senha?

 

Cadastre-se na Rede

e acesse o mundo

a imensidão

 

O nome do pai

do filho

o nome do cão

Datas de nascimentos

letras e elementos

que servem à ocasião

 

Fique socialmente conectado

Atado a tantos amigos

que nunca se verão

 

E guarde a senha

a sete chaves

das portas e das janelas

que apontam à solidão

 

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Publicado por AB Poeta às 22:34
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

bobagens

 

cacos de vidro ao vento

sussurro que fere o ouvido

parte daquilo que foi dito

espero que apague no tempo

 

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Publicado por AB Poeta às 16:55
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2014

pet shopping

 

os seres humanos amam mais

os cachorros

do que os humanos

porque como humanos

desejam ser amados assim como

os cachorros são

 

o mundo cão não é nada fácil

 

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Publicado por AB Poeta às 22:54
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

vem ser

 

vem

vem ser

comigo

 

vem comigo

vencer

como amor

ou amigo

 

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Publicado por AB Poeta às 00:29
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

afiada

 

afiada como faca

a piada na ponta

da língua

 

mais um inimigo se confirma

perco o amigo

mas não perco a rima

 

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Publicado por AB Poeta às 12:12
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Domingo, 11 de Maio de 2014

poesia do primogênito

 

na primeira cria

a nova trindade:

o novo pai

o novo filho

a nova mãe

 

de um ventre

a gestação de três nascimentos

do dom materno

o surgimento de novos mundos

 

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Publicado por AB Poeta às 17:25
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Sábado, 5 de Abril de 2014

amizade universitária

amizade de faculdade

entidade

Unisant’anna

 

o tempo passa, zuni

e a afinidade mantem-se imune

espírito, nirvana

pois algo ainda nos uni

em bares de Santana

 

para Eli, Bia, Betão e VB

 

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Publicado por AB Poeta às 01:46
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Partida

 

A felicidade refletia impávida

nas crianças que

jogavam

bola na rua

 

Lá vai voa vai

a bola que voa

sobre o muro

sobre os portões

sobre as grades

sobre lanças e

cai

num quintal

fúnebre

 

Para a morte que florescia

no chão solitário

aquela queda era uma gota

incômoda

de alegria alheia

 

Desaforada fora a bola

que foi furada

rasgada

partida ao meio

no meio do quintal

meio aos olhares alheios

violentada como um meio

de se atingir a felicidade

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Publicado por AB Poeta às 01:04
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

06/01

 

Dia seis

Dia de Reis

 

Não sou nobre

Nem sou pobre

Não sou clero

E nem quero

Ser nada além de folia

 

Dia seis é o meu dia!

 

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Publicado por AB Poeta às 10:13
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Minha rua

 

Minha rua negra já foi de terra, pedras e diversões

Na época em que os carneiros eram coloridos

e podíamos montá-los e guardar essa lembrança

para o resto de nossas vidas

 

O Gigante é uma lembrança alegre

A casa da Flora nunca teve árvores

O homem da tapioca não tinha relógio

e sabia a hora certa. Acho que nos tapeava

As gêmeas, nunca achei elas parecidas, mas

agora estão ficando (que estranho...)

 

Alguns vizinhos detestavam os inofensivos

restos de couro que insistíamos em chutar

entre os chinelos que ficavam nas laterais da rua

 

Acho que éramos uma gangue de crianças

criminosas que com alegria pura e ilícita

perturbavam a moral adulta

 

O céu da minha rua sempre foi de nuvens e pipas

Poucos fios e postes ainda

Nas noites ele era mais celeste

Tinha mais e maiores pontos brancos

Salpicados, densos, formavam manchas

 

Hoje minha rua é silêncio

Que às vezes é quebrado por algum vendedor

Alguém pedindo um punhado

Leitores autárquicos...

 

Às vezes passa uma criança correndo

Dá um grito e some veloz rindo

Mas não sei se é menino do vizinho

Se é de outra rua

Ou se é uma impressão saudosa

Que ainda insiste em brincar

E pregar peças nesse adulto clandestino que me transformei

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Publicado por AB Poeta às 01:28
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Dia do Amigo

Hoje é dia do amigo
Como pude esquecer!
Vendo um álbum antigo
Lembrei-me de você


Quantos momentos divertidos
Festas, passeios, viagens
Esquinas, roles, camaradagens
Muitos instantes vividos


Alguns, em fotos guardados
Outros, boas lembranças
Agora, estamos separados
Mas juntos, somos crianças


Crianças alegres brincantes
Neste tempo maluco: perdidos
Nossos sonhos a muito esquecidos
Tornam-se em conjunto brilhantes


Mágoas sofridas de outrora
Risos alegres de agora
Pois briga de amigo vai embora
Não fica, passa na hora


Às vezes me sinto só
Precisando de abrigo
Meu estado chega dá dó
Por isso lhe antedigo:


Nesse mundo conturbado
Onde muito se aceita calado
É bom sempre estar contigo
Quero tê-lo sempre ao meu lado
Obrigado por existir, amigo!

 

Download - pra ouvir:

Balão Mágico - Amigos do peito

Roberto Carlos - Um milhão de amigos

Publicado por AB Poeta às 19:09
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Valeu Charles!

Texto escrito em 11/03/08.

 

Charles gostaria de agradecê-lo publicamente pela chance que você e o Pedrão me deram quando me aprovaram no teste para embalador. Já faz um tempão né cara (final de 2002), mas sabe como é: não podemos esquecer das origens, nunca! Com certeza nessa época já começava sua tendência para a área em que vai atuar agora, RH. Sou muito grato por isso, um momento de decisão de vocês dois que mudou muita coisa em minha vida, meu caráter, minha visão profissional (essa mudou muito). E como as coisas são: depois de ter “lombado” muita caixa na expedição, e ter percorrido outros departamentos, viemos parar aqui em vendas. E de passagem, como é para tudo e todos na vida. É engraçado essa fama de chato, que pessoas questionadoras como você tem. É gente assim que muda alguma coisa em qualquer lugar. O ruim disso é que as pessoas omissas se beneficiam com essas mudanças, mas não são capazes de perceber quem mudou o que e por que foi mudado... E ainda pior, pensam: MUDAR PARA QUE?

É isso cara, quem cria raiz é planta e quem fica parado é poste!

Valeu brother, bom novo trabalho, já que quem precisa de sorte são os incompetentes, os preguiçosos e os invejosos!

Como você gosta de ler, segue um trecho do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa - um livro para pessoas desassossegadas.

Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho da sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...

Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida.

Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.

"Sou do tamanho do que vejo!” Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. “Sou do tamanho do que vejo!” Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se refletem nele, e, assim, em certo modo, ali estão.

E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objetiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando.


"Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.


Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade largal aos grandes espaços da matéria vazia.


Mas recolho-me e abrando. "Sou do tamanho do que vejo!” E a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer.

Fernando Pessoa

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Publicado por AB Poeta às 17:48
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Desejar o bem sem olhar a quem

Acho que todos nós aprendemos isto desde criança: nunca deseje aos outros o que você não quer que lhe aconteça. Ou, pelo menos, algo parecido com isso... Ou nessa mesma linha. Mas uma coisa é certa: o bem é algo a ser ensinado; a virtude é algo a ser ensinada. E muitas vezes quem nos ensina isso é a experiência.


Segundo psicanalistas (Jung é pai desta teoria), todos nós carregamos em nosso inconsciente um arquétipo chamado sombra, que é responsável pelos nossos atos (pensamentos) violentos e, socialmente, inaceitáveis. A sombra é o lado “primitivo” do homem, que foi gradativamente, durante todo seu processo de “evolução”, sendo reprimida no inconsciente através dum processo social de “educação” (adestramento) que sofremos durante todo o decorrer de nossa história. De vez em quando ela da às caras. Nos momentos em que explodimos numa fúria cega, é ela, nossa amiguinha, que bota lenha na fogueira. O Self, arquétipo responsável pelo “equilíbrio” do inconsciente, é quem da uma “segurada de onda”, canalizando essa violenta energia para outros arquétipos, aliviando-nos, e afundando no sub, cada vez mais, a sombra.


Somos naturalmente violentos, mas, ainda bem, que inventamos o Bem, que nunca é absoluto, mas que faz com que pensamos que há algo sublime a alcançar, e isso nos ajuda a esquecer que temos esse tipo “ruim” de natureza. Mas, tudo bem, não é para falar sobre isso que escrevi este, e sim para contar uma história que vivi e que tem tudo a ver com o título deste acima.


Amigo secreto, essa brincadeira (pé no saco) que se faz, geralmente, em final de ano, onde um grupo de pessoas escreve seus nomes em pedacinhos de papel e depois sorteiam os papelotes (no bom sentido) entre si, não participei de muitas, mas fiz parte de uma que me deu uma boa lição.


Participei duma dessas brincadeiras na época de colégio. O combinado foi que, ao invés de comprarmos presentes mais tradicionais, como roupas, discos (na época), essas coisas assim, presentear-nos-íamos com chocolate. Poderia ser em barra, caixa de bombom, etc.. Não me recordo do nome na menina que tirei no sorteio, mas lembro que beleza não era sua maior virtude... Para ela, comprei uma barra dessas grandonas, recheada com pedacinhos de amendoim. Não lembro o nome, nem marca, de tal guloseima, recordo somente que vinha numa embalagem de papel de cor amarela e tinha um nome curto escrito em vermelho. Cursava no horário vespertino, e entrava na aula próximo ás 13hs. Sai naquela tarde, visualmente corriqueira: ônibus passando, os botecos abertos, grupos de pré-adolescentes uniformizados com avental branco, seguindo em direção a instituição de ensino estatal... Tarde que era diferenciada somente por ter como data o final da brincadeira. Segui pela rua e, ao dobrar a esquina, encontrei com um amigo meu de sala (amigo próximo meu até hoje), e logo iniciamos uma conversa sobre o acontecimento que estava por vir. Perguntou-me se já havia comprado o presente para meu secreto amigo, respondi que sim, o que era, mas não revelei seu nome. Ele comentou que ainda não havia comprado seu presente, e que passaria, antes da aula, no mercadinho que ficava (ainda fica) na esquina posterior a do colégio. Fomos juntos. Chegando lá havia muitas opções de presente, o que gerou certa dúvida do que comprar. Pediu minha ajuda (opinião), e acabou decidindo por uma entre duas caixas de bombons. Uma das caixas continha um número maior de unidades, acho que trinta, ou algo perto disso, mas por isso tinha preço mais alto. A outra, a escolhida, tinha um número menor de unidades, dezesseis bombons, mas o principal atrativo, segundo meu ponto de vista, era que o preço acompanhava essa redução quantitativa.

 

Então perguntou para mim:

 

- E ai André, qual das duas você acha que devo comprar?


- A mais barata, claro! – Respondi “na lata”.

 

- Mas a outra não está tão mais cara assim. E, pela quantidade de bombons que vem na caixa, acho que o preço compensa. – Disse com visível empatia pelo amigo que seria futuramente presenteado.

 

- Tanto faz. O que importa é que você entregará o presente. E, melhor ainda, vai lhe sobrar uma grana! E o cara, esse, nem vai saber mesmo... – Respondi com total indiferença.

 

- Ah, então vai essa mesmo. – Seguimos para o colégio.

 

Chegamos à sala, todos já eufóricos para saber quem foi quem que tirou quem, quem que ganhou o que, quem ganhou o que de quem... E assim foi até a professora chegar e dar início ao final do jogo misterioso. No começo é sempre o mesmo suspense: um vai até a frente da sala e começa a descrever seu amigo secreto, até descobrirem quem é, e nesse espaço de tempo todo mundo fica, é fulano, é cicrano... E, quase nunca, ninguém acerta. Chegou à vez desse meu amigo, e minha ansiedade aumentou, pois como eu instantes antes havia ajudado a decidir na escolha do presente, queria saber quem era o indivíduo a ser contemplado. Ele começou a descrevê-lo, dando risada. Ai a classe ria junto, e eu ria junto com a classe. Descrevia... Dava risada... A classe ria... E eu, ria junto com a classe... Com a caixa na mão, chegada à hora de falar o nome do agraciado, olhou para mim e riu...
Adivinhem quem ele tirou!

 


 

Downloads:

 

IRA! - XV Anos

 

Álbum completo:

 

IRA! - Vivendo e não aprendendo

 

Para ler:

 

André Comte-Sponville - O pequeno tratado das grandes virtudes

Publicado por AB Poeta às 22:04
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