André Braga

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Domingo, 27 de Setembro de 2020

Para Florbela

 

Às vezes escrevo versos raros

tão raros que os guardo para ti

Versos afeitos aos teus ardorosos

poemas, os mais cálidos que já li

 

Teço, de raro em raro verso

mesmo com vocabulário parco

uma ode que a ti com eles faço

fulgor sincero do meu peito emerso

 

E por essas linhas mal traçadas

dois tercetos duas quadras

rogo à su'alma de bela poetiza

 

Nossas vidas em cosmos separadas

mas por afinidade outrora unidas

se aproximam agora por essa poesia

 

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Publicado por AB Poeta às 18:01
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