Minhas poesias.

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

O mortiço

 

Quando será que a vida acaba?

Com a morte? Não creio

Tanta gente maltrapilha vaga

sem saber para que aqui veio

 

Carregar a própria existência

nos ombros, há quem não suporte

O peso do “ter que ser”, consorte

transcende qualquer essência

 

Sobreviver como indigente

na selva de pedra é penoso

A esmola, um prato, entorpecentes

ajudam amenizar o desgosto

 

Mas uma hora isso cansa

Abreviar o sofrimento é a opção

Quem vai lembrar daquela criança?

Era só mais uma, largada no chão

 

Seu nome? Rogério, Roberto... Enfim

o viaduto da santa foi o trampolim

Num voo curto e fatal, no paraíso

mais um precipitou o seu fim

 

Espatifou no asfalto da 23 de maio

Por um instante pararam em atenção...

Olharam e foi como naquela canção:

“morreu na contramão atrapalhando o sábado”

 

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Publicado por AB Poeta às 01:59
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