André Braga

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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Anjos

 

em noites de lua pousava um em minha janela

bela rosa branca que não se encontra em jardins

trocávamos versos em harpas de encanto

desenhávamos nossas formas com palavras perfeitas

 

ela me cobria com suas asas e olhares

acertava meu coração com flechadas de beijos

tocava angelical a minha alma que flutuava paz

 

até o dia em que abri a janela e só havia a noite escura

a boca torta da lua minguada me sorria irônica

percebi um bilhete estranho sob o rádio mudo

li o dito, mas não entendi as letras tortas

que ficaram mais tortas com a ausência que se fez

 

amassei o papelzinho, mas não o joguei no lixo

guardei-o no relicário de saudades

protegido das amarguras

 

hoje nas noites de lua escrevo poemas

dobro-os até virarem aviões

e mando pelo ar minha esquadrilha que voa

mas não sei se chegam ao anjo

talvez cheguem, mas não o toquem

 

leio e releio o bilhetinho

a procura de um olhar um gesto um traço de rosto

depois devolvo-o ao relicário

e guardarei até o dia em que abrirei a caixinha

e encontrarei Madrepérola

que eu sei que o tempo irá construir

uma história acima das nuvens não merece um final de simples mortais

 

 

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Publicado por AB Poeta às 00:59
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