André Braga

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02/11/2022

Uma questão central

Uma questão central

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Cegueira voluntária

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Conflito

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deus ex machina

Estatística de natal

Sobre a desigualdade soci...

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...

Tauromaquia

É promoção, quem vai quer...

Até quando

Em praça pública

Armadilha

Entre urubus

Vacinados

1000 dias de regresso

Futuro

Fome

Medidas

o pulso ainda pulsa...

Dor nossa de cada dia

Corticoides

Bandeira preta

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Harmonia

Fármacos

Pasto Brasil II

O capitão chupeta

A canetada saiu pela cula...

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De continuidade a vida......

Doe órgãos e tecidos

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Terça-feira, 16 de Novembro de 2021

Até quando

 

Não para a ciência
à máscara e à vacina
o capitão e seu quartel
seguem a mesma sina
agravam a situação
e assim como Pilatos
lavam suas mãos
A consequência de seus atos
mais mortos e sequelados
mais pobres e miseráveis
Pagarão os responsáveis?
Certeza é que lhes reservam a inglória
de ocupar a lata de lixo da história

 

Publicado por AB Poeta às 20:26
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Em praça pública

 

Aos montes na cidade

cabanas, abrigos, barracos

um campo de refugiados?

Não, é o largo da matriz

 

Nessa coletividade

toda sorte de azarados

o brasileiro é um exilado

em seu próprio país

 
Publicado por AB Poeta às 20:23
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2021

Armadilha

 
mais um sujeito
                       sem leito
que à rua se sujeita
                      e se ajeita
na suja sarjeta
 
um rejeito que o estado
          pegou na ratoeira
isso é o resultado
                       da sujeira
de um país sem jeito
 

 

Publicado por AB Poeta às 00:06
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021

Entre urubus

 
As crianças que comem no lixo
fazem uma tremenda algazarra
nos olhos um outro brilho
parece até que é divertido
 
Viram-se latas, sacos, sobras
e os rostos dos transeuntes
Soco no estomago de quem passa
mas à indignação parecem imunes
 
Triste o país que deixa suas crias
largadas à própria sorte
O governo é afeito aos ricos
azar o seu que nasceu pobre
 

 

Publicado por AB Poeta às 23:54
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Vacinados

 

quem pisa na bola

fica de                    fora

da Vila famosa

 

cara de pau

          aqui não róla

 
Publicado por AB Poeta às 23:38
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2021

1000 dias de regresso

 

Mil dias de (des)governo
mil dias de avacalhação
Enquanto a vaca vai pro brejo
a boiada vai á manifestação
em prol da desobediência
em prol da corrupção

Enquanto a fome só aumenta
a comitiva arrota leite condensado
e o futuro que se apresenta
é a cópia mal feita do passado
Mil dias de regresso
desordem em progresso

 

Publicado por AB Poeta às 01:46
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Futuro

 

O gosto da sopa de osso
na escuridão do fundo do poço
amarga a garganta do moço
sem futuro...

A quem ainda dá o endosso
ao boçal que está no congresso
quer ver o país em destroços
sem futuro...

“ele não” é nenhum colosso
nosso próximo passo
é derrubá-lo, mandá-lo ao fosso
e pensar no futuro...

 

Publicado por AB Poeta às 01:32
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Fome

 

fome.jpg

 

 

Publicado por AB Poeta às 01:17
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Domingo, 29 de Agosto de 2021

Medidas

 

Carrego sobre os ombros
a dor que me pesa
isso todo mundo faz

De rir sou capaz
mas logo se encerra:
a alegria nunca pesa

 

Publicado por AB Poeta às 18:17
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o pulso ainda pulsa...

 

esse lugar imaginário
chamado coração
que bate, às vezes erra
pula pela garganta
ou desce até o porão
entre o amor e o ódio
alguma dor carrega
pulsa no peito
desanda, emperra
conserta
e segue batendo
com maestria
por mais uma breve
alegria

 

Publicado por AB Poeta às 18:11
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Domingo, 27 de Junho de 2021

Dor nossa de cada dia

 

Na memória do corpo
gozos e temores
alternam-se as drogas
ficam velhas dores

O prazer é fugaz
mas resta a lembrança
Na carne, a cobrança
que o tempo nos trás

 

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Publicado por AB Poeta às 11:15
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Terça-feira, 22 de Junho de 2021

Corticoides

IMG_20210621_213837_514.jpg

 

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Publicado por AB Poeta às 22:21
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Bandeira preta

 

1624265063334.jpg

 

*Não sei quem é o autor na imagem, caso alguém saiba, por favor, informe nos comentários.

 

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Publicado por AB Poeta às 22:16
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Outros 500?

 

Quinhentas mil mortes
é o que pagamos pelo boçal
assassino, carniceiro
genocida, indigno, imoral

Será preciso outros 500
para estancar esse mal?
Derrubá-lo é essencial
o quanto antes e certeiro

Marginal, lixo antissocial
um messias ceifeiro
que já passou do tempo
de mandá-lo pelo ralo ao bueiro

 

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Publicado por AB Poeta às 22:00
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Harmonia

 

Aos poucos consertando
de acerto em acerto
a vida vai voltando
girando os ponteiros
caminhando e preparando
um novo concerto

 

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Publicado por AB Poeta às 21:51
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Terça-feira, 15 de Junho de 2021

Fármacos

 

Uma vacina para a doença
outra para a eleição
uma feita pela ciência
a outra pela educação
A primeira livrará do mal, sim
a segunda dirá “ele não”

 

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Publicado por AB Poeta às 10:18
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2020

Pasto Brasil II

 

O general de almoxarifado

que faz um bico na saúde

fez uma escolha amiúde

sem critério: um veterinário

 

Mais um à toa no ministério

e será responsável pela vacina

Pelo visto essa é nossa sina:

vida de gado, povo otário

povo feliz

 

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Publicado por AB Poeta às 00:27
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2020

O capitão chupeta

 

O capitão chupeta

pirado da cachola

de inveja do Mandetta

tacou-lhe a corneta

sem sucesso...

 

Enfiou a caneta

no bolso da gandola

guardou a vendetta

calou a lingüeta

enfim um progresso

 

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Publicado por AB Poeta às 21:00
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Terça-feira, 7 de Abril de 2020

A canetada saiu pela culatra

 

Egolatria?

“Pau-pequenismo”?

Ou falta de noção?

 

A competência do Mandetta

brilhou mais que as estrelas do capitão!

Há quem diga que é tudo “conspiração”

mas é pura paranoia, usada como muleta

 

Mesmo o decrépito “possuindo a caneta”

o bom trabalho superou a força do “destino”

e se a estrela do ministro “subiu à cabeça”

a do capitão desceu para o intestino

 

 

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Publicado por AB Poeta às 01:00
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Sábado, 10 de Outubro de 2009

Estado crítico

Minhas dores... Ah, minhas dores. O que elas não me fazem passar. Fui novamente ao hospital público para mais uma vez tentar fazer minhas repentinas e aceleradas palpitações cardíacas decorrentes do stress (o mal do homem pós-moderno) diminuírem. Fui atendido até que rápido (e com direito a eletrocardiograma), fiquei aproximadamente 1h, o que para os padrões públicos e Standard de atendimento é pouco tempo.


Enquanto aguardava minha vez de ser atendido, uma pergunta me veio à cabeça: quem é que manda na saúde pública brasileira? Será que é o ministro da saúde? O governador? O prefeito, ou a sub-prefeitura? Senadores, deputados, vereadores...? O presidente? A população? Quem será, ou quem são esses indivíduos responsáveis pelo funcionamento do sistema de saúde? Nessa minha paciente espera pelo atendimento descobri quem é que manda, quem é que da as ordens, quem são os bam-bam-bans, os reis da cocada preta, responsáveis por esses órgãos: são os diretores dos hospitais, dos postos de saúde ou de qualquer outro tipo de repartição pública desse mesmo gênero (ou de qualquer outro também). Bem, você deve estar se perguntando: como esse cara chegou a essa conclusão? Vamos a ela, a explicação:


Sentado esperando no confortável banco de madeira, em meio aos outros sem convênio médico que pacientemente também esperavam sua vez, uma placa fixada numa das portas dentro do ambulatório me chamou a atenção, nela estava (ou está ainda) escrito – ATENÇÃO SR. USUÁRIO, NÃO FORNECEMOS ATESTADO MÉDICO, FAVOR NÃO INSISTIR, ATENCIOSAMENTE, A CHEFIA DO PRONTO SOCORRO ADULTO. De primeiro momento não dei muita bola, mas como nosso cérebro nunca para de processar as informações adquiridas, comecei a desconfiar que havia algo de errado naqueles dizeres. Segundo ela, a placa, o hospital não fornece atestado médico, e imagino que essa atitude foi tomada pelo número excessivo de pessoas que pedem o mesmo, o que não quer dizer nada também, já que é notório que todas as repartições de saúde públicas são lotadas, então todos os serviços solicitados nelas sofrerão uma demanda muito grande. Fotografei a placa utilizando meu ultra-moderno celular, sai de lá e segui a caminho de casa. Chegando fui direto perguntar ao oráculo do século XXI, o Google, sobre o fornecimento de atestado médico e averigüei o que já desconfiava: o hospital estava (ou ainda está) infringindo a lei. Segundo a resolução nº 1.658/2002 do CFM (Conselho Federal de Medicina),
“o atestado médico é parte integrante do ato médico, sendo seu fornecimento direito inalienável do paciente, não podendo importar em qualquer majoração de honorários.”


Fiquei me perguntando: para que são feitas as leis, já que cada um faz o que quer? Se você for analisar quem é que manda no Brasil, vai ver que são os chefes das repartições públicas, porque são eles quem fazem à máquina estatal “funcionar”. Hospitais, escolas e as demais repartições estão todas a mercê de seus diretores. As leis que as regem parecem que nem existem, que não tem utilidade.


O CFM se reuni e define que o fornecimento do atestado médico é obrigatório, é um direito do paciente, mas o chefe do departamento do pronto socorro, que é quem faz o serviço “andar”, acha que não, tem muita gente “pedindo” a toa, então não vamos mais fornece-lo. Isso é no mínimo absurdo. Se eles acham que tem muita gente “pedindo” sem ter nenhum tipo de enfermidade, que estão solicitando o atestado só para conseguir matar um dia de trabalho, que atestem somente as horas em que o indivíduo esteve no local, agora fazer uma placa dizendo que não vão mais fornecer a ninguém, e ainda pedem para não insistir! Ai é brincadeira! O pior não é só a direção do hospital tomar essa atitude, é também a omissão da classe médica que se auto-infringe. Será que não teve um médico que indignado com essa decisão pôs-se contra a direção? Eu não estava lá para saber se teve ou não, mas pelo jeito... A placa estava lá (ou ainda está).

 

O que será que leva alguém a querer ser médico hoje? Amor à profissão ou glamour? Aquele médico que tem como princípios salvar vidas, acho que está ficando raro. Se é que ele existiu um dia. O que a maioria quer mesmo é o glamour, o status que a prática médica tem em nossa sociedade pós-moderna. Eles devem ter achado foi é bom, esse lance de não dar mais atestado. Eles vivem reclamando que ganham pouco. Se estão descontentes com o ordenado, então caiam fora! O médico que trabalha com má vontade prejudica muita gente.


Fora que não consigo entender como alguém que estuda tanto para ser médico pode ter uma letra tão, mais tão horrível. Deveria ser exigido do médico que ele escrevesse de forma legível. Geralmente ficamos sabendo qual remédio foi receitado somente na hora da compra, porque o farmacêutico é o único que consegue decifrar os garranchos. Deve ter um ou outro por ai que se preocupa em escrever de maneira legível, mas se for ver pela maioria...


Pensando bem, acho que o pior mesmo é saber que a população que paga imposto e usa o serviço público nem faz idéia de que aquela placa é um sinal, ou mais um sinal, do desrespeito com que os órgãos públicos tratam seus usuários. Se a população soubesse dos seus direitos, de que nós é que somos os “patrões” do estado, placas como essa não durariam muito.


A saúde brasileira segue entubada na UTI, seu estado é crítico e os médicos responsáveis pela sua recuperação estão mais preocupados em receberem o soldo e em exibirem seus diplomas, pendurados nas paredes de seus frios consultórios. Os populares que precisam desses serviços seguem ajoelhados, rezando para que tudo melhore em suas vidas. A fé ajuda, é fundamental em nossa existência, mas as coisas só vão mudar de verdade quando substituirmos as bíblias, livros de auto-ajuda ou qualquer outra coisa do tipo, pela constituição da república federativa do Brasil, que é o livro que rege nossa coletividade.
Minhas dores... Ah, minhas dores.

 

Hosp. São Luiz Gonzaga - SP/Capital - 25/09/09

 

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Publicado por AB Poeta às 21:33
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