André Braga

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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Esmola

 

Pelo ar voa o cobre

Nobre cuia aguarda o metal

Fatal a fome do pobre

Morre no tilintar final

 

Sorri-me banguelo

Magrelo

O flagelo

Sobrevivendo a farelo

 

O resto que me resta

Jogo ao resto que resta

Rastejando nas ruas

 

A dó me faz ser caridoso

Torna meu dolo culposo

E meu coração bondoso

Seus nós desaperta

Acreditando ter feito a coisa certa

Para que a paz seja alcançada

 

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Publicado por AB Poeta às 13:52
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