André Braga

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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Templo

 

Arquitetando

 

Na casa do arquiteto

Nasceram os ramos

Cresceram as rosas

Floresceram os versos

 

No mármore nobre

Entalharam as letras

Moldaram as palavras

Construíram os poetas

 

 


 

 

Éden

 

Na minha casa há um jardim

Onde a palavra não peca

Lavra, lapida, disseca

Trabalha assim o poeta

 

Na árvore central das serpentes

O fruto proibido é liberado

Em todos seus rios vertentes

Embebeda-se o poeta laborado

 

 

 

Casa das Rosas

 

Nos corredores desse templo

Vivem os imortais

Poetas que o tempo

Não apaga mais

 

E nós, meros mortais

Sonhamos com o dia

Em que a nossa poesia

Ultrapasse os seus umbrais

 

 

Publicado por AB Poeta às 18:01
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