André Braga

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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

A Janela

 

A Janela não é um objeto

É uma metáfora:

Sempre aponta para o horizonte

Aberta mostra luz

Fechada, a escuridão

 

A saudade faz

A gente debruçar

Sobre a Janela

A espera do sorriso

Que se foi

 

Indiscreta

Alimenta o proibido

Dos olhares

Quando vizinhas distraídas

Desfilam pele em rendas

Cômodas pelos cômodos

 

E a chuva na Janela

Que som tranqüilo produz

Um ritmo angelical

Que sopra sono nas pálpebras

Convida o corpo ao repouso

E ao sonho

 

Ela também resolve

Problemas de almas empobrecidas:

Comprou, usou, o que sobrou:

Janela!

E lá vai voando um resto

Que para a natureza é indigesto

 

As Portas se abrem ou se fecham

A Janela não

A Janela mostra!

A Janela te faz ver

O que há do outro lado

Da parede dura e fria

E ver é um privilégio para poucos

 

Da Janela

Esperamos

Sempre

Que aja nela

Esperança

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Publicado por AB Poeta às 16:47
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2 comentários:
De Naty a 7 de Outubro de 2010 às 04:05
...adoro minha janela, vc?
De AB Poeta a 7 de Outubro de 2010 às 13:05
eu? adoro você nela, vendo a Lua, vendo a rua, e eu te olhando... e depois eu já nela!

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