André Braga

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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Pipa de papel

 

Lá vai longe lá em cima no céu

A pipa colorida de papel

Limitada pela branca linha

Que fica embolada numa latinha

 

Também chamada de Papagaio

Peixinho, Raia, Maranhão

Ou Quadrado, alimenta a ilusão

Do garoto pobre e esguio

 

Quantas coisas não voam junto com ela

Nem lembramos de Morros ou Favelas

Nesse momento infantil e alado

Todas as mazelas ficam de lado

 

Só existem a brisa e as cores

Das nuvens beija-flores

As pipas fazem seu papel voando

Desbicando, aparando e habitando

Um universo paralelo e infinito

Que torna o nosso pesado finito

Mais leve e um tanto mais bonito

 

Finda o dia com a pipa brincado

Volta a branca linha para a latinha

E o sonho que antes era alado

Num canto da casa pernoita quietinha

 

No outro canto da casa pequena

Depois de tornar a dor amena

Repousa feliz o garoto sonhador

Imaginando que algum dia na vida

Todos os homens deixem a lida

Desenrolem suas negras linhas

De suas surradas latinas

E pintem de colorido o azul do céu

Com suas pipas de papel...

 

(Até as negras linhas se confundirem com as nuvens)

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Publicado por AB Poeta às 17:23
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4 comentários:
De Raquel a 18 de Outubro de 2010 às 02:48
André,
'alimenta a ilusão', 'sonho alado'... são citações muito bonitas.
Não li tudo, mas pelo título esse me chamou a atenção.
E como a pipa, tantas coisas colorem a vida da gente... essa poesia é linda.

:)
De AB Poeta a 18 de Outubro de 2010 às 11:59
Obrigado Raquel, fico contente que já tenha lido algumas e que tenha gostado!

Bjos

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