André Braga

Abril 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Pesquise

 

Publicações

Dívida histórica (ressurr...

O culto

Passando a sacolinha

Alô, câmbio

Mercado da fé

Haicais na lápide

Armada

O supremacista pardo

A verdade sobre a mentira...

Primeiro de abril

Herói servil

Estreitando relações

xou da xoxa

Neopentecostal no país do...

Fura-fila

Ensaio sobre a cegueira

Arrebatados

O pária

Diálogos desencontrados

Voto impresso

Sobre nossa política

Cancelamento

Bocaberta

Pragas

Carnacaserna

Fazendo a feira

Fartura

Ménage matinal

Gata borralheira

Bonito na foto

Adestrado II

Adestrado

Corpo incivil

Tomando no centrão

Homem ao mar II

Vacina brasileira

Homem ao mar

Intolerâncias

Como as ruas já diziam

Piada mundial

Impeachment já!

Feliz Natal

Doenças nossas de cada di...

Madrugar

O dia do Saci

Eterno halloween

A fruta proibida

Constructo

O "astronada"

Oito vezes 10

Confira também




subscrever feeds

Sábado, 4 de Setembro de 2010

Pipa de papel

 

Lá vai longe lá em cima no céu

A pipa colorida de papel

Limitada pela branca linha

Que fica embolada numa latinha

 

Também chamada de Papagaio

Peixinho, Raia, Maranhão

Ou Quadrado, alimenta a ilusão

Do garoto pobre e esguio

 

Quantas coisas não voam junto com ela

Nem lembramos de Morros ou Favelas

Nesse momento infantil e alado

Todas as mazelas ficam de lado

 

Só existem a brisa e as cores

Das nuvens beija-flores

As pipas fazem seu papel voando

Desbicando, aparando e habitando

Um universo paralelo e infinito

Que torna o nosso pesado finito

Mais leve e um tanto mais bonito

 

Finda o dia com a pipa brincado

Volta a branca linha para a latinha

E o sonho que antes era alado

Num canto da casa pernoita quietinha

 

No outro canto da casa pequena

Depois de tornar a dor amena

Repousa feliz o garoto sonhador

Imaginando que algum dia na vida

Todos os homens deixem a lida

Desenrolem suas negras linhas

De suas surradas latinas

E pintem de colorido o azul do céu

Com suas pipas de papel...

 

(Até as negras linhas se confundirem com as nuvens)

Clique no assunto: , , , ,
Publicado por AB Poeta às 17:23
Link do post | Comentar | ADD favoritos
4 comentários:
De @pammyjonas a 5 de Setembro de 2010 às 02:59
Gente,são lindos seus poemas,você escreve bem e profundamente,vai além do que letras jogadas no papel,mexe com a ação em função com o sentimento, OWWWN, adorei ,viiu ? tá de parabéns e continue assim, escrevendo mais e mais,isso ajuda demais *----*' Favoritei aqui pra smp dar uma passadinah e olhar seus textos maravilhosos *---*'

xoxo :*
De AB Poeta a 5 de Setembro de 2010 às 17:14
uauu! Vlw pelos elogios e comentário!

Bjos

Comentar post

Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda


Poesias declamadas



Todas as publicações

Clique no assunto

todas as tags