André Braga

Abril 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Pesquise

 

Publicações

Dívida histórica (ressurr...

O culto

Passando a sacolinha

Alô, câmbio

Mercado da fé

Haicais na lápide

Armada

O supremacista pardo

A verdade sobre a mentira...

Primeiro de abril

Herói servil

Estreitando relações

xou da xoxa

Neopentecostal no país do...

Fura-fila

Ensaio sobre a cegueira

Arrebatados

O pária

Diálogos desencontrados

Voto impresso

Sobre nossa política

Cancelamento

Bocaberta

Pragas

Carnacaserna

Fazendo a feira

Fartura

Ménage matinal

Gata borralheira

Bonito na foto

Adestrado II

Adestrado

Corpo incivil

Tomando no centrão

Homem ao mar II

Vacina brasileira

Homem ao mar

Intolerâncias

Como as ruas já diziam

Piada mundial

Impeachment já!

Feliz Natal

Doenças nossas de cada di...

Madrugar

O dia do Saci

Eterno halloween

A fruta proibida

Constructo

O "astronada"

Oito vezes 10

Confira também




subscrever feeds

Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010

Lua

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olha a Lua, que "da hora", falta vinte para as nove

Corre ponteiro, corre, se move pela noite que

Move a vontade e que faz a vaidade fazer isso

Com o relógio, o nosso biológico

Ilógico sentimento de tempo passando

Passando rápido, mas que nunca passa

 

Nunca passa todo e está sempre em falta

E que falta faz o tempo em que se havia tempo

Para alguma coisa, qualquer coisa qualquer

Que se quisesse não fazer...

 

O tempo só passa; a perna em nós

E nós correndo atrás do mesmo

Fazemos nós da vida atando-a ao tempo

 

E lá em cima, no infinito

Já há muito tempo antes do meu infinito

Fica ela cercada de estrelas mortas

De brilhos quase findos

E que só eu vejo

Fica lá ela inacessível e só

Pela metade ou cheia ou minguada

Nívea para os poucos olhos humanos

Fica lá ela só, sem saber que só passou a existir

Mesmo há muito tempo já lá

Só depois de mim

 

Só depois de mim

É que ela lá

Lá em cima só

Só depois de mim

Ela passou a existir

 

Depois que eu sem crença

Sem submissão sem Ciência

Nem rituais nem nada mais

Só depois de mim

Observador poético

É que a Lua passou a existir

Só depois de mim...

 

O astronauta flutuando no espaço

Com fome e com saudade

Esse, só te pisou

Arrancou-te pedaços

Fincou um espinho em tua pele

Subcutâneo cravou sua conquista

Deu-te as costas e disse:

A Terra é azul!

Esse, esse astronauta

Ignorou o fato de que olhava

Não para outro planeta

Porque não existe um outro planeta

Só existem os nossos planetas

Ele ignorou que olhava

Para um espelho

Que refletia teu olho

Teu onipresente e atemporal olho azul

 

Azul do teu olho infinito

Que me dá o céu

O teu azul que me dá o mar

Azul que me da Azul e outras cores

O Azul que também só passou a

Existir depois de mim

Só depois de mim

É que o Azul passou a existir

 

Tudo só passou a existir depois de mim

A Lua

O tempo

O Azul

O tudo

Só depois de mim...

 

E só agora que vejo

Em você que sempre esteve ai

E que me da Azul

E que sempre brilha

Eterna e atemporal

Agora que vejo que

Você também é um espelho

Que reflete o que sou

Reflete minha utopia

Meu desejo de ser

Reflete minha crença

E os meus dias nesse meu planeta

São reflexos que brilham em

Tua superfície alva e manchada

Manchada com outra utopia minha

 

Inacessível e

Você é só

Um reflexo

De toda minha utopia

Humana

Clique no assunto: ,
Publicado por AB Poeta às 20:31
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda


Poesias declamadas



Todas as publicações

Clique no assunto

todas as tags