André Braga

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Domingo, 1 de Agosto de 2010

Giraluas

 

Quando o dia cai e o balcão encerra

A Lua se contrapõe ao negro do resto

Fazendo as Giraluas desabrocharem soltando perfumes, gestos e jeitos

Atraindo ceifeiros desnutridos com suas foices fálicas

Dando sentido a toda essa existência noturna e contratual

 

As Giraluas são das mais variadas cores

Usam poucas pétalas de seda e renda

Que são arrancadas num quem-me-quer qual-me-quer

Que perdura por todo o período da colheita

 

Édipos órfãos que nunca sugaram suas mães

Aos pés pintados e podados das Giraluas

Encontram leito, leite e deleite

Esparramam-se, explodem e derramam gametas infecundos

Sobre a terra que um dia há de engoli-los

 

Ao raiar o dia as Giraluas recolhem seus caules cansados

Cheios de espinhos pontiagudos e venenos que só contaminam a si

E sedem lugar aos vegetais carnívoros

Que se matam por um fio de sol

 

Sol esse que reordena as coisas do ser

Ilumina os olhos cansados dos agricultores

Aquece mortos, montes e solidão

E faz o Girassol abrir seus braços na manhã

Achando que o dia é belo

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Publicado por AB Poeta às 23:25
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4 comentários:
De Wellington a 2 de Agosto de 2010 às 19:31
Olá André!

Com tanta produção assim logo logo sairá outro livro, ehim!

Giraluas... muito tempo que não ouço essa palavra. Belo poema, singelo e melancólico.

Parabéns!
De AB Poeta a 2 de Agosto de 2010 às 20:12
outro livro ainda está bem longe... tenho que vender o primeiro ainda!

Abrçss
De Anderson Meireles a 22 de Julho de 2011 às 00:01
O que seria da noite se não houvessem flores boêmias?
Abraço!
De AB Poeta a 22 de Julho de 2011 às 02:20
seria só escuridão...

Vlw pelo comentário!

abrçs

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