André Braga

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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Ato I

 

Tudo começa quando o pano cai e se inicia a peça

E enquanto não me sorriem não demonstro nada além de encenação

Nossos textos manjados e decorados cheios de cacos de tetos recém quebrados

Cortam lento gargantas e tímpanos nesse concorrido jogo fúnebre

Nosso barato sujo acontece na calada dos olhos e em horários sem nobreza

O mofo e a esperança espremida dos outros atores me sufocam

E até o final do Ato I sou somente coração pulsando em trevas

A maior parte da vida é um fingimento e a cada dia sou obrigado a parir e matar uma personagem com minha gilete podre

Que bem devagar também me apodrece

E segue assim o teatro dos mortos...

 

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Publicado por AB Poeta às 16:26
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