André Braga

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Terça-feira, 30 de Março de 2010

12 anos

 

Marquinhos passava todas as tardes, após as aulas, na casa do amigo Thiago, disputando acirradas partidas de futebol, jogadas no moderno vídeo game. Marquinhos sempre perdia, e o amigo zombeteiro – marreco, marreco – ria das derrotas do fraco oponente que, depois de resmungos grunhidos baixinhos, cerrava os beiços. Marquinhos queria vencê-lo, precisava vencê-lo. A vitória passou a ser uma meta.

Certa tarde ao se dirigir à casa de seu algoz esportivo, pensava decidido – de hoje não passa, venço! – seguiu para a sonhada glória. Chegou, cumprimentou o amigo e apressados ao quarto partiram para a partida. Marquinhos já foi logo marcando um – goooool – comemorou. O amigo empatou e em seguida fez mais um – coen, coen – grasnou para o freguês. Marquinhos não se intimidou, determinado a vencer fez mais um e mais um e mais um... E numa fúria goleadora, venceu.

 

Marquinhos largou o controle do vídeo game e saltitou pela casa – venci! venci! – gritava, com alegria pura brilhando nos olhos. Voltou para o quarto, zombou do perdedor. Com fome, foi até a cozinha, abriu a geladeira, viu um enorme queijo branco de Minas, pegou-o e levou até a mesa. Voltou para o quarto, colocou o pé sobre o peito do amigo que estava no chão e puxou a faca que estava cravada. Rápido removeu o sangue com detergente na torneira da pia, enxugou a lâmina na camiseta do colégio e cortou um pedaço grosso de queijo, desfrutou do banquete, sentindo-se campeão.

 

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Publicado por AB Poeta às 15:04
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2 comentários:
De Marina a 30 de Março de 2010 às 20:57
Muito bom o conto. Imaginei um curta-metragem. Admiro muito o trabalho e a narrativa em cima de coisas simples, mesmo quando a imaginação contida no texto nos surpreende e intriga. Taí seu mérito.

Beijão
De AB Poeta a 31 de Março de 2010 às 03:00
Obrigado Marina, valeu pelo comentário!

bjs

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