André Braga

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

IV Estações

Como tudo hoje anda tão corrido... Não sobra mais tempo para nada. A vida virou uma agenda, e o que não estiver nela anotado vai passar sem ser notado. Até o que está ao nosso lado às vezes passa despercebido. As lembranças foram sintetizadas e rabiscadas em papeizinhos post-it, aqueles amarelinhos com cola que grudamos a nossa volta e depois amassamos e descartamos antes mesmo de seu conteúdo ser registrado em algum lugar de nossa memória. Tudo hoje é passageiro e, pior, descartável. E é incrível como Deus, em seu silêncio e eterna presença se mostra contrário a isso.


Tudo o que é bonito tem um tempo de gestação. Quando notamos maravilhados um campo florido, ignoramos o fato de que um dia aquilo tudo foi uma imensidão vazia, apenas terra. A semente, soterrada em silêncio, nos movimentos das estações anuais, vira broto, cria caule, folha, flor, fruto... Fruto que cai, renova a relva, renasce vivo, perdura o ciclo, encanta. A lagarta vista com asco, rasteja, se fecha em seu casulo, crisálida mutação, desperta borboleta de infinitas cores, voa disforme, pousa no pólen, revoa inata, repousa fecunda. Perpétua e harmônica, assim segue a beleza da natureza, soprada pela una divindade. Assim é também com o amor.


Na correria diária às vezes não enxergamos o que está a um palmo de nossos narizes, quem dirá o que está a alguns quarteirões. Nas voltas da vida, de tantas idas e vindas, uma hora o destino se alinha, direciona, redireciona os passos para o plano que Ele tem para nós. Nós que há tanto moramos perto, a poucos passos de distância um do outro, fomos nos encontrar longe de nossos lares, do cotidiano bairrista. Poderíamos ter nos encontrados na fila do pão, no mercadinho da esquina, distraídos, locando um filme... Mas não, foi mais do que um encontro casual, foi um encontro que nasceu de uma afinidade. Uma afinidade que nasceu de um destino. Destinos que verdejaram se cruzaram na maturidade, no melhor da vida.


Foram quatro anos de amizade. Assim como Deus demonstra com a natureza, conosco não foi diferente. Aos poucos, primeiro plantada, cuidadosamente regada, carinhosamente aquecida pelo sol, devagarzinho nossa semente foi brotando. Nossas mãos, antes distantes, foram unidas pela mão maior, formando um caule fortificado pelo desejo, pelo respeito mutuo, que fez florir nosso amor. Temos muito ainda pela frente e, assim como a natureza, quero rir com você no verão, planejar no outono, te abraçar no inverno, renascer na primavera, passar o passar das estações ao seu lado, plantando e cultivando as boas sementes, espalhar nossos frutos pelo campo, renovar a relva e perpetuar a beleza de nosso amor, que calmo como as flores, nasceu de um ciclo naturalmente divino, de um destino que a pressa não conseguiu separar.

 


Escrito para Marina e Moisés

 

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Publicado por AB Poeta às 12:27
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4 comentários:
De AB Poeta a 11 de Fevereiro de 2010 às 11:37
Obrigada pelo comentário. Sai que a história de vocês é bem inspiradora também.

bj
De AB Poeta a 11 de Fevereiro de 2010 às 11:38
Opa. "sai" não, saiba é o correto rs rs...

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