Minhas poesias.

Maio 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
18
19
21
22
23
26
27
28
29
30
31

Pesquise

 

Publicações

Aos que abanam o rabo

É frias

Embate chucro

Fim de namoro

O grande mentecapto

Sacro cheio

A nova política

Bandeirolas

Próxima cena

O churrasco

João, o fanfarrão

Regina, let's pum

O pelotão caterva

Epitáfio

O pobre brasileiro

A costureira

E daí?

É bolsodória!

Labirinto

O capitão chupeta

A canetada saiu pela cula...

Aleluia no país do carnav...

Fanáticos FC

A verdadeira história de ...

Amor nos tempos de corona...

Quarentena

Da natureza

Flatulência mental

Do amor que er[r]a

Canção do Exausto

Mineral

Joker

Torcedores FC

O alcoólatra

Animais e refeições

Remoenda

Joinha

A riqueza amazônica

Astros ilícitos

Estrela submersa

Triturados

Manhãs bragantinas

A gaiola

Aquífero paulistano II

O laranjal

Black Friday

Aquífero paulistano

Embate público

Efêmeros

O mortiço

Confira também




Todas as publicações

subscrever feeds

Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Delírios soturnos

Lá para umas três horas da manhã acordei com uma porção de sensações ruins. Primeiro a minha visão estava meio distorcida, as poucas luzes que permanecem acesas durante o escuro (da noite), como por exemplo, o ponto vermelho que fica aceso ao lado do botão (on/off) da televisão, parecia traçar um risco no ar, conforme eu movimentava a cabeça. Também senti uma sensação de tontura, mas o que mesmo me deixou apavorado foi à impressão de que algo ruim poderia me acontecer. Me senti perdido, transtornado, parecia que algo ia me acontecer, ou que eu faria algo ruim, sei lá, nunca me senti tão sufocado. Incessantemente repetia comigo mesmo “você está bem, você não tem nada”, alternava essas afirmações com a minha oração: “paz, harmonia e equilíbrio, governam minha mente em todas as ocasiões”. Senti uma desinteira, fui ao banheiro e resolvi essa necessidade fisiológica, mas durante o ato meu corpo começou a ficar gelado e trêmulo, fiquei apreensivo, terminei logo e voltei para o quarto, sentido meu corpo ainda frio e tendo as mesmas sensações ruins. Tentei me acalmar, sentei na cama respirando fundo e pensando em minhas pequenas orações. Li as passagens da bíblia sugeridas pelo meu amigo Fabio (Mateus Cap. 11 – 28,29 e 30), o fardo é leve, nossa cabeça é que fazem as coisas ficarem estranhas.

 
Nunca tive uma posição formada sobre Deus, e não acredito nessa formatação que deram-no, mas sempre acreditei que existe algo maior do que tudo isso, algo mais forte e bom, que rege toda essa coisa que chamamos de vida. A atual ordem social nos afastou do bem, nos distanciou de nós mesmos. Hoje tudo gira em torno do material, do acumulo sem fim... e sem nexo também, já que dessa vida nada se leva. Se Deus nos fez sua imagem e semelhança, talvez ler as palavras contidas na bíblia seja uma forma de olharmos para nós, para o bem que há dentro de nós.


Minhas dores são reações psicossomáticas originadas dos meus conflitos internos que se deram durante toda minha existência e que agora estão emergindo do subconsciente e me atrapalhando... ou talvez não (meus ouvidos estão zunindo agora) talvez essas reações sejam um aviso, um alerta (algo assim) de que é preciso seguir um caminho, é preciso ter um “norte”.


O homem é um animal simbólico, precisa dos signos para “sobreviver”. Acho que minhas leituras de filosofia, sociologia, psicologia... me fizeram entender demais como o mundo funciona. Fui aos poucos me desapegando dos símbolos e meu ceticismo, que já era grande, foi ficando maior. Compreender como as “coisas” funcionam é um perigo! Talvez essa seja a grande “maçã”, o verdadeiro fruto proibido, o conhecimento (uns dos passarinhos cantou agora – 04:55hs).


Esse é o grande simbolismo do mito do paraíso, o fruto proibido, o conhecimento é realmente um perigo, tem que saber lhe dar com ele. Adão e Eva após comerem o fruto, viram que estavam nus e sentiram vergonha (o passarinho cantou mais uma vez, só que agora foi mais longo – 05hs). O conhecimento nos mostra o quanto estamos nus.


Tentei chorar para aliviar a dor e as sensações ruins, mas não consegui derramar uma lágrima... Escrever ajudou a aliviar. Quero dormir, mas ainda tenho receio, não quero que essas sensações ruins voltem. Sei que elas talvez não voltem, mas essa sensação é totalmente nova para mim, e é horrível, a ponto de me deixar com medo de deitar.


O dia está nascendo (meu irmão chegou, que bom!). Kafka disse que a hora mais perigosa do dia é a hora de acordar, mas discordo dele, acho que a pior hora do dia é a hora de deitar-se, porque você nunca sabe o que pode te assombrar durante a noite.

 

OBS: Esse texto foi escrito sobre o efeito dos remédios Cloridato de Paroxetina 20mg e Apraz 0,5mg - prescritos pelo médico.

 

Clique no assunto: ,
Publicado por AB Poeta às 17:35
Link do post | Comentar | ADD favoritos
Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda


Poesias declamadas



Clique no assunto

todas as tags