André Braga

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

A Verdade

Eu sou a Verdade
Essa mentira me basta
Ninguém pode me contrariar


Pois o contrario de mim
Acredite, sou eu mesma
Todos podem me afirmar


Onipresente e imponente
Dita por todas as bocas
Escrita por todas as mãos


Quando me sente ausente
É porque aceitou desconte
Eu vinda de outro irmão


Não adianta querer me matar
Renovo-me a cada momento
Viajando nas curvas do vento
Sobreviver-irei, pelo eterno tempo


Construindo a realidade
Transformando o bem em maldade
E a maldade em beldade


Eu sou a Verdade, regente de tudo
Essa mentira me basta
Tragam-me pão e vinho na taça


Pois mais uma vez acabei de ser lida
Em versos sem muitas rimas
Mas sempre afirmada e reafirmada
E para a eternidade proferida


Pelo filósofo, pensador voraz
Pela bruxa que queima na fogueira
Pelo pastor que entoa a prece na praça
Pela noviça que jura castidade
Pelo plebeu escorraçado pelo patrão
Pelo burguês que cortou a cabeça do rei
Pelo cientista que diz e desdiz
Pelo ateu em estado pleno
Pelo poeta que sofre solitário
Pelo candidato que tem o futuro
Pelos casais que me juram


Eu sou a dona de tudo
Porque sou a Verdade
E essa mentira me basta!

 

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Publicado por AB Poeta às 00:12
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2 comentários:
De Fabio a 10 de Novembro de 2009 às 03:07
Eu prefiro a brincadeira do final mais elaborada do que antônimos e usagens óbvias, muito boa poesia, parabéns.
De AB Poeta a 10 de Novembro de 2009 às 10:14
Valeu pelo comentário Fabio! Espero que goste das outras.

Abrçs

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