André Braga

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Ser não é preciso

Meu corpo é a mortalha
Da divina alma que batalha
Tentando ser algo aprazível
No mundo real e invisível


Onde ser é para outro
E para si talvez o seja
Seja feita vossa vontade
Assim na terra como no céu
Assim na guerra como no mel
Assim na festa como no fel


Em pessoa lhe digo:


Navegar é preciso
Trabalhar é preciso
Olhar no relógio é preciso


Viver não é preciso
Tentar não é preciso
Nada humano é preciso


Ser ou não ser não será preciso nunca!

 

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Publicado por AB Poeta às 04:02
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