André Braga

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Domingo, 23 de Agosto de 2009

Quando o pai era criança

Quando o pai era criança
Era tudo diferente
Eram dias de esperança
Onde a gente era mais gente


Hoje tudo é produto
A vida é descartável
Em um mundo tão instável
O ser humano vulnerável
Fez do medo seu seguro


É o que faz a maioria:
Celebram a agonia
Encabrestados alegremente
Fazem tudo em série, igualmente


Por isso lhe desejo que faça
Com amor e com raça
Do seu brinquedo o seu futuro
Melhor coisa não há, lhe juro


Do divino ventre, fruto
Que, para o mundo, nasceu
A esperança, junto
Com você alvoreceu


E o sonho que me morreu
Quando foste concebido
Ele, em ti, filho meu
Com alegria, em mim, renasceu.

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Publicado por AB Poeta às 01:13
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