André Braga

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Coitado do meu violão

Coitado do meu violão
Hoje vive num canto jogado
Sempre, a mim, de braço esticado
Mas nunca lhe estendo mão


Meus dedos a muito não passeiam
Naquele corpo sinuoso
Que emite som majestoso


Sei que seus desejos anseiam
Um acorde caloroso
De encher ouvido atencioso


Ainda o tomarei nos braços
E a palheta nas cordas de aço
Produzirão felizes, novamente
A vibração contente
Do ruído estridente
Que se transforma em emoção


Vê-lo assim dói meu coração
Sei que em você existe uma canção
Que ainda não foi tocada
E a vida, nessa longa estrada
Pode findar de supetão


Ao meu amigo, de antemão
Só, de lado, peço perdão
Ao companheiro de Luais
E tantos carnavais...
Ai... Coitado do meu violão

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Publicado por AB Poeta às 18:54
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