André Braga

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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Proibido para menores

Quero deixar bem claro a todos que o texto postado aqui não foi escrito por mim, idealizador deste blog.

 

Uma breve explicação de como o texto chegou em minhas mãos:

 

Certo dia estava eu conversando com um grandissíssimo amigo sobre música, livros, filmes e mais uma porrada de coisas ligadas à cultura, quando comentei sobre o blog que estou desenvolvendo, e que ultimamente ando me dedicando a (tentar) escrever. Ele achou muito interessante tudo isso, e disse que também está escrevendo, ou melhor, psicografando.

 

Como? Psicografando! – disse eu espantado.

 

É, isso mesmo. Ultimamente ando psicografando alguns textos. – respondeu.

 

Mas como assim? Você recebe alguma entidade? – indaguei.

 

Sim recebo, ou melhor, incorporo: o Doutor Fritz! – respondeu com toda a tranqüilidade.

 

Cara, fiquei boquiaberto, pasmado!


Para quem não lembra, no final da década de 70 e em mais da metade dos anos 80, o médico ginecologista, o Dr. Edson Cavalcante Queiroz, ficou famoso por realizar operações espirituais que, segundo ele, eram guiadas por esta entidade, o Dr. Fritz. Também teve outros médicos, antes e depois do Dr. Edson, que incorporavam essa mesma entidade, mas isso não vem ao caso, já que a finalidade deste post não é lembrar dessas histórias.


Voltando ao assunto psicografia, esse meu amigo me apresentou alguns textos, li todos e achei um muito interessante, que falava duma palavra de nossa língua pátria, e que, segundo o idealizador do texto psicografado, é a palavra, de todas as línguas do mundo, mais gostosa de ser pronunciada. De primeira, achei totalmente estranho, por que, até onde eu sei, ou sabia, esse tal Dr. Fritz é alemão, então, pensei eu: como ele poderia saber o português? Ai sim, meu queixo caiu de vez! Numa dessas incorporações do meu amigo, a entidade escreveu como aprendeu a falar e escrever em português. Segundo ele, foi com o médico, escritor, dramaturgo e orador brasileiro Cláudio de Souza. Eles se conheceram numa convenção alemã de medicina, e o médico brasileiro contou-lhe sobre nosso país, costumes, clima tropical e tudo mais, o que, na época (começo do século XX, pré-primeira guerra mundial; nesse período a Alemanha não se encontrava numa situação econômica muito boa), deixou o doutor alemão fascinado, despertando assim seu interesse em aprender nossa língua.


Vocês já devem estar mais do que curiosos em saber que raio de texto é esse. Lembro mais uma vez: o idealizador deste blog não tem nada a ver com a autoria de tais palavras!

 

Vamos ao dito texto:

 

Estudando esta língua, a portuguesa, percebo, em minha face, que a pronuncia de certas palavras proporciona-me reverberações diferentes das palavras provindas da minha, queria e estimada, língua alemã. Passo dias a dizer as mais variadas palavras dessa nova língua, a qual dedico várias horas de estudo, a fim de conhecer cada vez mais o vocábulo lusitano, e tentando descobrir o que me faz aprofundar, cada vez mais, nessa busca por uma resposta sobre todo esse fascínio que tais novas palavras provocam em minha alma.


Depois de tanto pronuncia-las, nos mais variados tons de voz, cheguei à conclusão de qual, dentre todas elas, é mais prazerosa de ser dita. Tal palavra é: xoxota.


Vocês já perceberam como a palavra xoxota é gostosa de ser pronunciada? Se vocês prestarem atenção, toda as vezes que a palavra xoxota é dita, sua boca fica cheia d’água! Isso é um fato, você pode testar agora mesmo, se quiser, claro. Vamos lá, pronuncie em alto e bom som: XO-XO-TA! Inclusive eu, Dr. Fritz, desenvolvi uma teoria sobre essa relação fenomenológica que se da entre a pronuncia dessa palavra e a cavidade oral (boca).

 

Teoria fenomenológica:

 

A palavra xoxota é uma trissílaba, e duas delas, as primeiras, possuem a letra “X”, letra essa que é pronunciada de forma arrastada. Exemplo: “xis”. Todas as vezes que você pronuncia as sílabas que possuem a letra “X”, o ar quente que sai dos pulmões sofre uma pressão maior, pois geralmente, e imperceptivelmente, você faz essa pronuncia com os dentes cerrados e com a língua muito próxima ao céu-da-boca. E, especialmente, nessa palavra, você faz isso duas vezes seguidas (XO – XO), proporcionando um acumulo e pressão ainda maior de ar quente. Quando é pronunciada a sílaba “TA”, o ar frio que circunda o ambiente entra em sua cavidade oral (boca), chocando-se com o ar quente. Nesse conflito de ares acontece uma condensação, fazendo com que o ar vire água. Tudo isso faz com que sua boca fique cheia d’água!


Em homenagem a ela, essa fofurinha de palavra, vamos todos em une-sono, numa só voz, dizer em alto e bom som: XO – XO – TA!
Em pesquisas recentemente realizadas, foi descoberta a xoxota mais antiga do mundo, mas também foi uma pena, pois ela morreu e foi enterrada junto com a Dercy Gonçalves.


A xoxota é tão boa que há homens e mulheres que gostam dela! Tem homens que gostam tanto, tanto, tanto, que até querem ter uma no meio das pernas! Mas esse tipo de operação não realizo.


Vamos parar de hipocrisia e saudar, não somente a palavra, mas também o objeto apreciado, pois, como é de conhecimento de todos, sem ela nós não estaríamos vivos!


Muito obrigado, querida (objeto e palavra) xoxota!

 

Ass: Dr. Fritz

 

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Publicado por AB Poeta às 04:34
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