André Braga

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Luz dos olhos

O Luar me presenteia com ela... Mas o solitário e invejoso Dia, durante o lusco-fusco, me arranca-a dos braços...

 

Oh, luz do Dia
Por que faz-me isto: torturar
Por que não me traz o amor também
Como faz a luz do Luar

 

Na noite ela me vem
De olhos acastanhados
Com os lábios orvalhados
Vem para o meu bem

 

Como pode, Luz do Dia
Depois do amor brindado
Você, que contemplaria o ato
Me leva embora a alegria

 

Só pode ser inveja
Pois as luz dos olhos dela
Que é a fêmea mais bela
Ofusca o crepuscular

 

Seu diário nascimento
Passa despercebido por nós
Mas não por birra a vós
É por estarmos em complemento

 

Ainda bem que o Luar amigo
Companheiro dos errantes
Observador dos amantes
Que tem tantas estrelas contigo

 

Vê-me, e com dó da minha pessoa
Me devolve ela nua
E me cura
Com gesto amigo

 

Por que você é assim, luz do Dia
Pela manhã me tira da cama
Para obedecer autarquias
Sucumbindo-me ao labor

 

Você é destituída de amor
E para suportar sua agonia
Rouba minha dama
E ri, de forma doentia

 

 

A noite me encontrarei com ela
Nossas bocas se entrelaçarão
Encantando espectadores nas janelas
Convido-te a se embebedar nessa paixão

 

Sente-se conosco
Beberemos todos juntos
Como forma de união

 

Porque, luz do Dia
Sua fúria incandescente
Não impede meu desejo ardente
De embebedar o coração

 

Logo vai levá-la embora
Já vai raiar aurora
Enquanto a noite se demora
Espero ansioso, pois sei que ela retorna

 

Não adianta agir como vilão
Nem luz da Lua, nem do Dia
Diante dessa situação
Fico com a alegria

 

Pois sei que a luz dos olhos dela
Que é a fêmea mais bela
Nunca se apagarão.

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Publicado por AB Poeta às 15:41
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