De Bruna Nehring a 12 de Junho de 2009 às 15:57
meu caro André,
num feriado prolongado as pessoas de minha idade se desligam dos núcleos que têm em volta pois os jovens inventam mil viagens e atividades. E assim eu pude mergulhar no texto. E estou muito, muito impressinada com a penetração que você conseguiu nas duas coisas, vida e teatro. Não é fácil ter a impersonificação de tudo aquilo em que nós nos transformamos durante as horas de nossa vida e durante os dias,, meses, e anos de nossas vidas.
"acordo EU, levanto filho...etc." A cada "tanto" de nossa vida, os EUs, os FILHOS, os PASSAGEIROS etc., em que nos acordamos, são todos diferentes, sempre, e quase sempre desconhecidos, mal reconhecemos os "tantos" que já passaram.
Eu não sou ninguém a não ser uma senhora que viveu uma vida sadia, de boa cultura, de boas perspectivas (algumas frustradas na velhice...), de - sempre - muita disposição em mim mesma e no futuro que enfrento. Mas sinto-me qualificada ( por sinceridade e por ter confiança no meu "sentir" ) para dizer que me deparei com um texto primoroso, instigante, caríssimo. E revelador. Meus parabéns.
Antes de mais nada quero pedir:
1)---como frequento um curso (3as.feiras das 19:30 às 22) que se chama "escrevivendo máscaras, rostos, personagens", que tem tudo a ver com
teatro (nas entrelinhas) e personagens nos textos que os alunos criam, gostaria de pedir sua permissão para propor às duas mediadoras do
curso que o seu texto seja lido em classe, pois pode ser fonte não somente de apreciação, mas também,e primordialmente, para criatividade e criação teatral da vida.
2)---a segunda coisa, pode parecer falta de modéstia minha, mas existe no meu blog (brnehring.blogspot.com) um texto (à extrema direita) que se chama "quem sou eu".
nele eu digo "que nos somos muito mais o que os outros acham que somos, do que aquilo que PENSAMOS SER." Qualquer dia que você publicar o texto "O teatro e a Vida", gostaria que você usasse esta frase como citação. Não que ela seja muito importante, mas é difícil reconhecer que nos abdicamos de ser o que somos em favor da interpretação dos outros.
Uma última coisa que gostaria de salientar: o primeiro parágrafo do teu texto, a primeira vista pode parecer "lugar comum". quem já não disse que uma imita a outra e viceversa? Está bem colocado como introdução, entretanto, com toda sinceridade, eu acho que o início do segundo parágrafo é tão forte, impactante e pictoricamente teatral
que pode - (e ao meu ver) deve eliminar o primeiro. Perdoa?
Por último desculpe os inúmero erros que -sempre- distinguem meus e-mails. costumo escrever com tal veemencia (mesmo manual) que acentuação, gramatica e ortografia, vão, quase sempre pro beleleu...Abraços, até sábado, Bruna
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