De Maurici Tadeu a 30 de Junho de 2009 às 19:33
O teatro e a Vida

Que comentários posso fazer? Passagens intactas da arte imitando a arte, dela imitando a vida, que imita-se constantemente através do tédio de ser sempre a mesma Mas o teatro nos proporciona a possibilidade do novo, do lúdico, do inesperado e do inusitado!
Mas a proposta do texto também nos alegra: Mesmo que a vida siga, mesmo que eu siga como passageiro, transeunte...sou um ator social e tenho vários papéis a cumprir a explorar.
Com isso dou trégua à dolorosa ação oxidativa do respirar e do tédio da existência sartriana.
Sou-me, excelente maneira de ser. Ser ou não Ser, de qualquer sheakspeare anônimo pode ser simplesmente o verbo ser que pede um objeto, és o que? Sou-me! Maravilha.
Teatro é o palco e seus atores, a vida que se encena no palco da vida lá fora, com suas verdades, mentiras, meia-verdades entre outros discursos humanos, demasiadamente humanos, para citar Nietzsche.
Outro fato interessante é o dilema: Ator e personagem – quem é quem?
Foi um texto vivo, onde a experiência da existência humana não pode ser tão simplesmente inextricável ou inextricavelmente simples.
André, receba meus aplausos, que sou a platéia solitária do texto. Mas que diria: segui seus passos na alegria, na dor, no ensaio, no choro, na mentira e na verdade do texto.
Como você, imagino que ninguém possa representar-se sozinho. É necessário que existam outros para que nos representemos. Nos apresentemos. Nos façamos conhecer.
Este palco foi muito bem apresentado pela sua presença: Ator e personagem, juntos e sozinhos. Solidão e tristeza; multidão e felicidade. O dourado, as pedras e o atento contemplador.
Só fica uma questão: A verdade é um valor construído. Assim, em sua passagem...porque ver e viver a verdade é bom...diria, eu, que tudo que é construído por ser desconstruído. Por isso, antes do crivo e da crítica da moral êmica e ética, existe ainda uma descontinuidade que nos prega uma armaldilha. É preciso prudência com a verdade. Afinal, a pós-modernidade, para desconforto e desapontamento dos românticos, que me perdoem, nos traz esta perspectiva da fluidez, da verdade líquida, do fim das certezas, pelo menos por enquanto, que recruta prudência para não assolarmos nossos corações em mais algumas quimeras ilusionistas.

Abraços e parabéns pelo texto. E Viva o Teatro!
De AB Poeta a 19 de Setembro de 2012 às 04:16
Mauricio Tadeu, demorei muito para responder seu, mais que magnífico, comentário!

Sou muito grato a atenção que deu ao texto e ao, mais uma vez, valio comentário.

Com atraso, mais muito grato, obrigado!

Abrçs
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