André Braga

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2022

Bang-bang à brasileira

 

Mãos contrárias não se cumprimentam

e cada uma acredita ter sua razão

O discurso de ódio as alimentam

e isso faz aumentar a tenção

 

Cada uma segura uma arma

e o duelo parecia já marcado

como uma cena de cinema

disparos… e tombas para o mesmo lado

 

Dispostos a morrer por um ideal

não pensaram em mais nada

agora cada corpo serve de escada

para o próximo discurso eleitoral

 
Publicado por AB Poeta às 03:09
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História intrínseca

 

O presente e o passado
se misturam no olhar
Mortos, ignotos ou notórios
vivem a nos abraçar
Sua história densa
de riqueza imensa
está por todo o lugar
Heróis, vilões, cativos
cada pedra, um pilar
O sobe e desce das ladeiras
há pecados ainda a pagar
Muito lhe foi roubada
a devassa foi de amargar
A divina arte lhe sobra
Ouro Preto ou Vila Rica
tudo passa, a memória fica

 

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Publicado por AB Poeta às 03:06
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Tapando a fossa

 

O desgoverno do boçal
                                        decaiu
Sua caixa de pandora
        nada econômica
                                     se abriu
Tudo quanto é desgraça
                                   de lá saiu
e como é imenso
                                o seu covil
Só o fanático cego
                               que não viu
Está chegando o momento
                    de mudar o Brasil

e mandar essa tropa trupe
        para a puta que os pariu!

 

Publicado por AB Poeta às 03:02
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O eufemismo nosso de cada dia

 

Tribos indígenas já foram “povos” e, assim como favelados, viraram “comunidades”;
O negro é “afrodescendente” (o mestiço nem existe mais);
O trabalhador virou “colaborador”, e o biscateiro, que já foi “profissional liberal”, agora é o “empreendedor”;
O idoso vive a “melhor idade”;
O mendigo agora é uma “pessoa em situação de rua”;
Transformaram o pobre na “nova classe c”;
Gays e lésbicas eram “GLS”, agora diluíram na sigla “LGBTQIA+”;
O miserável, que vive “abaixo da linha da pobreza”, passou a ter “insegurança alimentar”;
Até o cão, o cachorro, passando por “doguinho”, virou “pet”;
Tudo muda…
Mas o que nunca muda é a realidade, que continua sendo uma grande e imensa “matéria fecal”.

 

Publicado por AB Poeta às 02:59
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O burrico e a cenoura

 

Eu entrego, eu faço

não me nego ao trabalho

desdobro o tempo

desvirtuo o espaço

as “bobagens” da vida

deixo-as de lado

A meta além da meta

me metaresultado

se quiser ter respeito

esse é o preço, meu caro

 

Workaholic, o ofício na veia

difícil alcançar a chegada

bateu a meta, bateu as botas

a linha final já é a esperada:

caixão sem gaveta, cova apertada

 
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Publicado por AB Poeta às 02:57
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Detrito federal

 

O desgoverno do boçal

uma bela duma desgraça

subiu ao planalto pela rampa

vai descer pela descarga

 

É tanta bosta

que a tudo enlameia

vai transbordar a fossa

e ir parar na cadeia

 
Publicado por AB Poeta às 02:55
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Os mendigos de gravata

 

Esse ano tem mais uma eleição

candidatos baterão na sua porta

mendigando seu voto, sua atenção

lhe contarão alguma lorota

promessas que nunca cumprirão

 

Da bravata à gravata, é o que importa

depois de conquistar a vaga, tchau

a vitória dele pode ser a sua derrota

o que parecia bem, pode acabar mal

 

O último mendigo, grande patriota

prometeu, não cumpriu e mentiu

ainda mais. Acha que o povo é idiota

 

Mas a paciência sempre se esgota

vamos mandá-lo à ponte que partiu

vai para a cadeia, junto à sua patota

 
Publicado por AB Poeta às 02:53
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Campeão mundial da vergonha

 

O jornalista e o indigenista

eram mal vistos por garimpeiros

traficantes e madeireiros

disse o presidente brasileiro

 

Segundo o miliciano, amoral

os bandidos estão em primeiro plano

defender a terra não é plano de governo

e o plano final é o golpe, que seria fatal

 

Do Brasil ao mundo, todos viram o imundo

que preside esse país, infeliz e com fome

no lixo da história já está seu nome

é bom já ir se acostumando com o fundo…

o fundo…

 
Publicado por AB Poeta às 02:49
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O mestiço

 

Nem negro nem branco nem índio
o pardo é algo misto
mameluco caboclo mulato
não importa o lado
por quem foi parido
Sempre mal visto
carrega em seu sangue
parte do inimigo

 

Publicado por AB Poeta às 02:45
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Urna funerária

 

Fomes, miséria, corrupção
e as armas apontam para a eleição
Queimadas, tráfico, exploração
e as armas apontam para a eleição
Mamatas, desvios, prevaricação
e as armas apontam para a eleição
Assassinatos, genocídio, extinção
e as armas apontam para a eleição
O voto será a nossa grande solução
mas as armas que apontam à eleição
querem mirar também à população
Os patriotas do Brasil, de farda e fuzil
viraram os algozes da nação
e as armas apontam para a eleição
acertarão a democracia e a constituição
no coração

 

Publicado por AB Poeta às 02:43
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O coral dos mudos

 

“Um dia a fome será de poesia”
sonham os otimistas em seus cantos
Hoje a fome é a da barriga vazia
o que nos enche de desencanto
Quem sabe quando a sede de justiça
secar de vez nossas gargantas
cobrarmos esse bando de pilantras
pelas ruas, de forma maciça
alguma coisa aconteça…
Mas isso é outro sonho, outra
fantasia. Quem sabe um dia
a gente acorde esse gigante
deitado eternamente em berço esplêndido

 

Publicado por AB Poeta às 02:38
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