André Braga

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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Sinal vermelho

 

Atenção!

Amarelo fome

 

O sinal fecha e abrem-se as cortinas

 

Equilibrado num corpo seco sujo

malabarisa-se

come pouco e cospe fogo

a atração que nunca foi a principal.

 

O homem bala (de hortelã)

voa por entre o aço industrializado

Todos olham, acompanham e fingem indiferença

carregando no íntimo espanto, medo e pessimismo.

Correndo, na velocidade estridente dos sons

ele volta à posição inicial

alçando mais alto um próximo vôo

 

Flores espirram água

pedintes rodam as rodas ralas entre as rodas negras

O picadeiro urbano fervilha

enquanto a tristeza do palhaço transita

na orla pavimentada.

 

Um sinal verdeja

a platéia sem graça segue sagaz

em passo apressado

Acelera a carroça e sopra fumaça na moça insossa que passa

enquanto feroz

a fera faminta fenece no asfalto

frio

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Publicado por AB Poeta às 21:24
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2 comentários:
De Caranguejúnior a 28 de Março de 2011 às 13:47
Uma honra inspirar um poeta, tantas são as(des)igualdades deste mundo, que só os poetas para observá-las e transpirá-las...

Abraço!
De AB Poeta a 28 de Março de 2011 às 14:32
poesia gerando poesia!

abrçs!

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