Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Consolação

 

É lá, perto da estação

No sexto andar dum prédio

Na rua do Tédio

Mora Consolação

 

Menina bonita

Ouro, pele e paixão

Mas por um destino ingrato

Também chora a solidão

 

Não se fique assim

Porque a vida é mermo ingrata

Quando pensemo que tá farta

Vemô é que farta um montão

 

A solução, a essa artura

É juntar nossamargura

Solidão mais solidão

Vira um só coração

 

Então juntemos as mão!

 

 

 

 

(inspirado nos sambas de Adoniran Barbosa; em suas devidas proporções...)

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Cavaco empenado

Mais um samba...

 

Fiz uma nota em dó

Para expressar o meu amor

Num cavaco empenado

 

Quanta dor contida

Que a corda vibrou...

Soou desafinado

 

Eu e meu amigo torto

Seguimos no compasso

Desse samba improvisado

 

Desesperado

É assim que estou

Atrás de um acorde

Que a acorde

E lhe mostre meu amor

 

Eu e meu amigo tordo

Estamos cansados

De ser ignorados

 

Se é assim, eu vou

Seguindo o compasso

Desafinado

No cavaco empenado

 

E a minha nota dó

Passando por bemol

Vai virar sol

 

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Jingle - Sabão Ypê

Este é nosso primeiro trabalho em grupo (faculdade), um jingle feito para o Sabão Ypê.

 

Autores: André Alves, Fabio Martins, Hilde Alves, Janaina Pangella e Michel Carvalho.

 

Jingle Sabão Ypê (em ritmo de samba)

 

Pra sujeira acabar
Você já sabe o que fazer
Pra cuidar do seu lar
O Sabão é Ypê

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Samba da crise

Samba da crise

Letra: André Al

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

Me disseram que no primeiro mundo
O emprego se vendeu num leilão
O refrão que por lá se escuta
Demissão, demissão, demissão

 

O Obama viu que a coisa tá preta
Disse - a solução me revelaram num sonho:
Pro banqueiro eu empresto dinheiro
E do povo eu cobro o tributo

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

O capital virou negócio da China
A produção em escala se barateou
Nós vamos nos tornar os maiores!
Que maná que mané Mao

 

O dinheiro escoou pelo ralo
O social vai virar capital
O comunismo esqueceram num livro
E as estrelas vão brilhar no natal

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Partido Cervejeiro Universal

O Trabalho

 

 

O trabalho, numa visão histórica, sempre foi ligado a algo ruim. Até mesmo na bíblia; quando Adão e Eva comeram do fruto proibido foram expulsos do paraíso e condenados a trabalhar. Eva se ferrou duas vezes, pois, além do trabalho manual, também coube a ela (mulher) o trabalho de parto.


A palavra trabalho vem da palavra, originária do vocábulo latino, tripalium, que era o nome de um aparelho de tortura, formado por três paus, utilizado para amarar os condenados. Como herança dessa origem, ela é sempre associada ao sofrimento, pena ou labuta.
Na Grécia antiga toda a atividade manual era desvalorizada, e feita pelos escravos. Somente as atividades teóricas (contemplação das idéias) eram consideras dignas.


São Tomás de Aquino, na idade média, tentou desvincular esse estigma do trabalho manual, dizendo que todos os trabalhos se equivalem, mas como sua filosofia tem como base a visão grega, tende a valorizar as atividades contemplativas. Alguns textos medievais consideravam a “arte mecânica” uma arte inferior.


A ascensão da burguesia, na idade moderna, muda totalmente à concepção do trabalho. Com o domínio sobre as “artes mecânicas” e as grandes navegações, e a exploração de ambas, a sociedade passa por grandes transformações econômicas, determinantes para a passagem do feudalismo para o capitalismo. Surgem os primeiros barracões manufatureiros (primeiras fabricas), e os trabalhadores, que antes produziam por conta própria em suas casas, agora, para sobreviver, são obrigados a venderem a única coisa que lhes sobraram: sua força de trabalho. O fruto provindo do trabalho já não pertence mais ao trabalhador. Toda a produção e lucro pertencem ao empresário. Com a produção crescendo rapidamente, a divisão do trabalho em horários pré-estabelecidos, e o desenvolvimentos dos grandes centros urbanos, surge uma nova classe social: (nós) o proletário.


A Reforma Protestante (século XVI), a Revolução Francesa e Revolução Industrial (século XVIII), contribuíram para fixar essa nova ordem social, e, principalmente, para mudar toda visão histórica que se tinha sobre o trabalho.
Até quando isso?

 

O Tempo

 

Já era! Não somos mais os donos do tempo. O Tempo, essa idéia “abstrata”, que antes era marcada apenas pelo nascer e o por do sol, ou pelas colheitas, agora é mensurado pelo relógio. Primeiro o pensador disse: “o tempo é o senhor da razão”; ai veio os revolucionários industriais burgueses, se apoderam do relógio, esse marcador de tempo, e disseram: “não não! Tempo é dinheiro”.

 

De quem é o tempo?

 

Romanos, Julio César, Augusto, gregorianos, Carlos IX, Papa Gregório XIII, era cristã. 365 dias, 6hs e alguns minutos.

 

De quem é o tempo?

 

- Corre o coelho, olhando o relógio: “to atrasado, to atrasado”, sempre.


- A rainha mandona manda: “que sirvam o chá... E cortem-lhe a cabeça!”, sempre, também.

 

Ninguém é decapitado, mas sempre se perde a cabeça.

 

De quem é o tempo?

 

Newton, Einstein... Tempo + Espaço = espaço-tempo. Quanto mais próximo de um objeto, maior será a distorção no espaço-tempo. Isso faz com que o tempo passe mais devagar, para quem está próximo desse objeto, pois a força da gravidade será maior nesse ponto do espaço-tempo. Mas se você for arremessado para longe, numa velocidade próxima a da luz, aí não, aí ele fica mais lento. Dilatação temporal... Isto é absoluto: o tempo não é mais absoluto!

 

De quem é o tempo?

 

Taylor, Fayol, Ford.

 

De quem é o tempo?

 

Acorda, café-da-manhã, ônibus, trabalho, almoço, trabalho (muitos copos de café nesse meio tempo), ônibus, escola, dorme, cinco dias (com alguns happy-hours e outras cositas mas  no meio) , acorda, feira, mercado, shopping, afazeres domésticos, estudos, filmes, baladas, dorme, acorda, missa, macarrão, frango, futebol, Faustão, fantástico, dorme...

 

De quem é o tempo?

 

O tempo, hoje, pertence as grandes indústrias, companhias, multinacionais, etc... E o seu relógio serve somente para lembrá-lo disso.

 

O Lazer

 

Sempre após o expediente um grupo de pessoas se reúnem num bar. Já que foram libertos das amarras empregatícias, aproveitavam seu tempo de lazer tomando uma gelada. Isso é absolutamente normal, numa sociedade industrializada como a de hoje; pessoas que tem coisas em comum se reunindo no mesmo local. Isso acontece, não porque existe uma força divina que os une, e sim porque existe um habito de consumo em comum. A sociedade industrial produziu um ser que se reconhece, se junta, se une através do consumo. O lazer alienado produz esses grupos. E, fala a verdade, depois de um dia inteiro entregue ao trabalho, tomar uma cerveja não é nada mais do que justo.


Ler um livro, aprender a tocar algum instrumento musical, plantar uma árvore, escrever, pintar um quadro, assistir a um filme em DVD, que não seja um blockbuster, caminhar, fazer um artesanato, cozinhar, etc., todas essas práticas foram, praticamente, erradicadas da vida (tempo livre) da maioria das pessoas.


Graças a grande indústria do lazer, se você não estiver consumindo, qualquer coisa, você acredita que não há mais nada para se fazer. O consumo, junto com o “tempo livre”, construiu algo mágico, algo que faz com que você tenha a sensação de que o seu tempo está sendo muito bem aproveitado. Ta ai, uma grande característica do homem do século XX: o lazer alienado.

 

O Partido

 

Essa alienação do lazer até que não é tão ruim. Em meados de 2006, um grupo de pessoas, de tanto se reunirem no mesmo local, para fazer a mesma coisa: discutir sobre os mais variados assuntos e apreciar a boa e velha cerveja, decidiram montar um partido, intitulado Partido Cervejeiro Universal, o famoso P.C.U.


A coisa ficou tão organizada que foram feitas camisetas com o logo do partido, foi escolhida uma sede (Toka’s Bar), feito um vídeo musical e um estatuto com os deveres, direitos e obrigações dos filiados. Também elegemos um presidente e seu vice.


A democracia dentro do partido foi exercida de forma sublime. Todo o estatuto foi escrito com todos os filiados dando sua opinião e sugestão, independente do cargo que ocupava na empresa ou o nível de amizade com qualquer integrante do partido. Foi de causar inveja até a ágora ateniense.

 

Segue estatuto:

 

PARTIDO CERVEJEIRO UNIVERSAL – ESTATUTO

 

Capítulo I - Do Partido e seus objetivos:

 

Artigo 1º) O P.C.U. tem como objetivo principal agregar apreciadores de : cerveja, samba e churrasco.

 

Capítulo II - Dos filiados:

 

Artigo 1º) Será admitido como membro do P.C.U. qualquer pessoa que compartilhe dos nossos ideais independente de ser funcionário da Universal;

 

Artigo 2º) Face ao exposto acima, fica proibida a entrada de : abstênicos, vegetarianos e outros malas;

 

Artigo 3º) Os afiliados a partir de 2007 terão direito a uma grande recepção na nossa sede (Toka´s), ocasião em que o novo integrante pagará 01 caixa de cerveja para entrar no Partido;

 

Artigo 4º) O P.C.U. repudia os Sanguessugas de boteco (aquelas pessoas que adoram beber mas são escorregadias na hora de pagar); qualquer ato neste sentido será punido severamente pelo Partido.


Capítulo III - Das obrigações:

 

Artigo 1º) Todo o filiado tem a obrigação de pagar 01 Caixa de Cerveja no mês do seu aniversário, ficando a seu critério a data de escolha da comemoração, desde que seja em uma sexta-feira;

 

Artigo 2º) Isso também se aplica as seguintes Comemorações : promoção, formatura, casamento, separação, férias, nascimento de filhos, prêmios de bingo, bicho, loterias, etc.;

 

Artigo 3º) Não serão aceitas desculpas quanto a situação financeira do filiado, pois para um membro do P.C.U. mais importante do que ter dinheiro é ter crédito.

 

Capítulo IV - Das reuniões:


Artigo 1º) Nossas reuniões serão realizadas todas as sextas feiras a partir das 17:45 na nossa sede social (Toka’s I) ou durante a semana se houver necessidade de alguma reunião extra-ordinária;

 

Artigo 2º) Uma vez por mês realizaremos na nossa quadra de esportes um churrasco de confraternização;

 

Artigo 3º) Quando da realização dos churrascos, o pagamento da contribuição deverá ser efetuado até as 15hs para melhor organização do evento;

 

Artigo 4º) Todo o conteúdo das conversas e acontecimentos das reuniões dizem respeito somente aos integrantes do Partido, sendo não permitido a sua proliferação fora da Sede;

 

Artigo 5º) É expressamente proibido falar de serviço nas reuniões por mais de 30 minutos;

 

Artigo 6º) Também fica proibido o consumo de sub-cervejas como : Kaiser, Bavária, Schin, etc. e no caso de cervejas sem teor alcoólico se faz necessário uma justificativa do integrante, sujeita á análise;

 

Artigo 7º) Em toda reunião do Partido será colocado um engradado vazio que irá sendo preenchido com as garrafas vazias. Cada integrante do Partido na sua saída deverá retirar as garrafas que julgar de acordo com o seu consumo;

 

Artigo 8º) Todo membro do Partido poderá convidar : parentes, amigos, namorados (as), filhos (as) , etc. desde que garantam a consumação dos mesmos.

 

São Paulo, 27 de Outubro de 2006.
 

Logos

 

Esse foi o primeiro, mas queriamos algo melhor, exclusivo.

 

 

Então o Fabinho (ex-partidário) desenhou esses dois.

 

 

Chegamos finalmente a esse, que está estampado em nossas camisetas.

 

Logo atual

 

 

Também foi feito um vídeo, totalmente no improviso, com duas de nossas partidárias (Juju e Dani, as duas vice do partido), numa festa da empresa. A letra, até onde sei, a da nossa saudosa vice Juju.

 

 

Também, claro, temos uma comunidade no Orkut. Clique aqui e participe.

 

A melhor coisa de tudo isso é o exemplo que fica de que quando um grupo de pessoas quer se organizar, se unir, elas conseguem e, algumas vezes, vão muito mais além. Não faltam grandes exemplos: Greenpeace, ATST-Faculdade (SP), ONG's, etc....


Até quando o consumo irá nos unir?

 


 

 

1º Encontro anual PCU - 28/11/2008

 

 

 

 

Baixe para ouvir:

Casa de Bamba - Martinho da Vila

Demônios da Garoa - Saudosa Maloca

 

Referência Bibliográfica:

 

Baixe para ler:

Filosofando - Introdução a filosofia

Uma breve história do tempo - Stephen Hawking

 

 

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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Música brasileira: tem para todo mundo

Desde os anos 30 já havia uma preocupação, de parte da imprensa, com o volume excessivo no rádio de música estrangeira (boleros, tangos e jazz), limitando a música popular brasileira apenas a marchinhas de carnaval. Em 1954 é criada a Revista de Música Popular (Rio de Janeiro) com o propósito de exaltar a música nacional e seus criadores. Em sua coluna o jornalista Nestor de Holanda já fazia criticas ao aspecto comercial que o rádio vinha tomando. A revista estampava em sua primeira capa o músico e compositor Pixinguinha. (Napolitano; Wasserman, 2000: 173-174)


Na contra mão da opinião a jornalista Magdala da Gama de Oliveira (contemporânea à época), conhecida como Madame, faz duras criticas ao samba, tratando-o como música barata e sem nenhum valor, tentando descaracteriza-la como música brasileira. O samba pela sua origem popular sempre foi hostilizado pelos mais conservadores e eruditos, como a jornalista Madame. O governo de Getúlio Vargas, que tinha uma política populista, reconhecia junto ao Ministério da Educação, que sediava compositores eruditos como Villa-Lobos, os sambas e as marchinhas de carnaval como legítimos representantes da música brasileira. (Garcia; 2001)


Tempos depois, e depois de muitos movimentos musicais (Bossa Nova/1950, Jovem Guarda/1960, Tropicalismo/1970, Rock ’n’ Roll/1980, etc...) e principalmente com o fim da censura imposta pela ditadura militar, essa resistência conservadora e erudita foi rompida e a música feita no Brasil tornou-se preferência nacional. Uma reportagem feita pela revista Rolling Stone sobre as grandes gravadoras, mostra que, apesar da queda de quase 50% das vendas no mercado fonográfico brasileiro (entre 2000 e 2006), entre os cinco álbuns mais vendidos, quatro são de artistas nacionais. Alexandre Wesley diretor artístico da Warner declara que: Sempre a espaço para Maria Rita, O Rappa, Daniel, que são artistas populares e vendem discos. O publico que consome música internacional está migrando para o formato digital. Esse cenário de sucesso, apesar de bom, esconde o lado ruim da indústria fonográfica, o de apostar somente em nichos de mercado. Para Gustavo Ramos, diretor geral da Som Livre, os números colaboram para que os artistas vivam na mesmice, e declara: O chato disso é ver que o repertório brasileiro não está sendo renovado e cada vez mais as apostas são nas regravações. (Fuscaldo; 2007: 36-37) E não será fácil sair dessa mesmice, a Associação Brasileira de Produtores de Discos divulga uma estatística onde mostra que 76% das vendas de música (áudio e vídeo) no Brasil são de repertório nacional, sendo um dos mais altos índices do mundo de participação de repertório local. (ABPD, 2007)


Na contramão desse movimento mercadológico das grandes gravadoras, que tentam massificar a música, tratando-a como um produto na concepção mais pura que essa palavra possa ter, os artistas e as gravadoras independentes seguem firmes e fortes. Um grande exemplo disso é gravadora Trama, que publicou um manifesto divulgando suas intenções, crenças e propostas. O primeiro parágrafo demonstra bem essa aversão ao mercado pop pré-fabricado: A música é uma crônica de sua época. Os interesses comerciais não podem definir a música. A música é definida pelas pessoas e pelo seu tempo. (Bôscoli e Szajman, 2004)


Os movimentos musicais não se restringem ao eixo Rio X São Paulo. Paralelamente, em Fortaleza, surge no inicio dos anos 80 (mais ou menos 83) o movimento Hip Hop, com a idéia básica de, através da cultura e da arte, construir canais de aglutinação entre os jovens. (Diógenes, 1998: 121-123) Em Recife a cultura local é muito mais forte, e neste ano será comemorado 100 anos do Frevo. Uma cidade percursiva tendo como símbolo o tambor de Maracatu. Também tem um cenário independente muito variado, bandas como Devotos - Hard Core - e Faces do Subúrbio – RAP. (Guerra, 2007)


Conclusão:

 

Mesmo com as grandes gravadoras apostando sempre na mesma receita e descartando tudo o que não se encaixa em sua visão de mercado, os artistas independentes e as culturas locais sobrevivem a esse cenário. A super exposição de artistas pop cria a falsa impressão de que mais nada é produzido. Muito pelo contrario, as várias formas de mídias (fanzine e internet, por exemplo) faz com que todos tenham seu espaço, tenha seu público, ou seja, tenha sua independência.


Referências Bibliográficas:


ABPD – Associação Brasileira de Produtores de Discos – Estatísticas e Dados de Mercado. Disponível em: http://www.abpd.org.br/estatisticas_mercado_brasil.asp. Acesso em: 20 de setembro de 2007.


BOSCOLI, João Marcelo, SZAJMAN, André: Manifesto Trama. In: Trama Virtual. 2004. Disponível em: <http://trama.uol.com.br/portalv2/noticias/index.jsp?id=9385>. Acesso em 20 de setembro de 2007.


DIÓGENES, Gloria. Cartografias da cultura e da violência – ganges, galeras e o movimento Hip Hop. São Paulo: Annablume; 1998.


FUSCALDO, Christina. Metamorfose Ambulante. Rolling Stone, São Paulo, n° 12, p. 36 – 37, set. 2007.


GARCIA, Tânia da Costa. Madame Existe. Facom – Revista da Faculdade de Comunicação da Faap. São Paulo, n.9 – 2o semestre de 2001.


GUERRA, Flavia. A Nação Maracatu. O Estado de São Paulo, São Paulo, Suplementos, pág. C22, 18 de março de 2007. Disponível em <http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2007/03/18/ali-1.93.19.20070318.15.1.xml>. Acesso em 20 de setembro de 2007.


NAPOLITANO, Marcos, WASSERMAN, Maria Clara. Desde que o samba é samba: a questão das origens no debate historiográfico sobre a música popular brasileira. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 20, n° 39, p. 173 – 174. 2000.

 

* Trabalho acadêmico realizado referente as aulas de metodologia cientifica.

 

Outubro/2007

 

Baixe pra ouvir:

Jupter Maçã - Lugar du caralho

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publicado por AB Poeta às 21:13
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