Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

PEC(ados)

 

Dentro do pecado

há uma PEC

Dentre os deputados

há vários pecados

 

Abaixo dos pecadores

tem o povo, no calvário

que nunca aprendeu

e que pagará pelos pecados

que ele mesmo elegeu

 

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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

...

 

acho que um dia a

ideologia

acaba porque o

tempo passa...

a gente cresce e...

ah, a vida é assim mesmo.

 

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publicado por AB Poeta às 00:25
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Domingo, 30 de Novembro de 2014

new religião

 

religião internet

o culto oculto

dos seres pagãos

socialmente negados

 

renegados que mentem

para serem o que(?)

realmente são(?)

 

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publicado por AB Poeta às 23:44
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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

crime perfeito

 

toma minha alma

Deus

meu querido assassino

a qualquer hora a morte

tua cúmplice

vem ocultar meu corpo

completar teu crime perfeito

 

 

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publicado por AB Poeta às 23:45
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Sábado, 18 de Janeiro de 2014

algozes

 

pego o prego

força e martelo

prego-o e ergo

jesus na cruz

 

homem bom que se deu

morreu por nós

salvou até eu

seu algoz

 

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publicado por AB Poeta às 11:31
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Sábado, 12 de Outubro de 2013

presente

 

no dia das crianças

ganhei um martelo

 

prego atrás de prego

prego meu destino

na cruz

 

mais um menino

Jesus

com presente

sem futuro

 

publicado por AB Poeta às 16:18
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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Cruz credo

 

cansei de ser o cristo nessa

estória de cruz

 

credo, não creio no crucifixo

não fixo minha fé nisso

e disso tudo tenho dito

os fanáticos é que se pregam a isso

 

 

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publicado por AB Poeta às 02:41
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Horário de verão

 

todos verão:

 

o galo não cantará

às duas manhãs

 

o lobo não uivará

às duas meias-noites

 

será que só eu é que sinto

que com o tempo brinco?

 

 

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Corcovado

 

Cristo anão

com os pés sobre o pão

num Rio que não

é nada doce

 

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Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Pingente

 

Cristo dependurado na cruz entre

teus seios

sagrados

 

Meus olhos vidrados

em vigília

ao pingente profano

 

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Estorinha

 

o verbo

o déspota

o filósofo

o mártir

o rei

o desbravador

o burguês

o clérigo

o amor

o alienado

o intelectual

o sonho...

 

a utopia criou ideais e

em seu nome

mataram pessoas

 

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Sábado, 8 de Junho de 2013

Hereticidade

 

jesus é mentira

Eu sou verdade

mas não me p(r)eguem

pra cristo

 

paraíso e inferno

dualidade

bem e mal

vaidade

deus e diabo

amizade

 

deus do céu

quanta heresia

numa só poesia

 

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Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

Feliciano

 

Infeliz esse ano

que humanos ditos direitos

ditam direitos ditos humanos

 

Infeliz esse ano

Infeliz humano

Infeliciano

 

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publicado por AB Poeta às 02:16
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Sábado, 22 de Outubro de 2011

Fiel

 

Um Pastor de pé

Um fiel de joelhos

Um cristo na cruz

 

Credo

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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

Corpus

 

Sexta cinza

cinza feita de cinzas

Corpus christi

 

A chama

queima

vela

derrete

deita sobre a tumba

 

A procissão anda

ora sim

ora não

 

São João solta

fogos

acende

a fogueira

 

Cristo desce

da cruz

canta

cantigas de roda

 

As almas celebram

o não ser mais

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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

Trindade

 

De que me serve esse amontoado de carne, se sou apenas alma que caminha no tempo atrás de um

                    [negócio que chamam de evolução?

 

Sou ferro forjado a força em fogo negligente

Meu sangue corre contra o Sol

Rico de minerais, não dissolve pelos esgotos

não esgota pela orla

e enche de sal a imensidão azul cadáver que chamam de mar

(o desgosto do mar é ter o gosto que tenho na pele)

 

A escuridão é feita de medo e mito

Como detesto todos eles

 

Vai Lua, corre logo pelo céu

some

percorre toda essa idiotice infinita e sem sentido

 

A Noite não me interessa mais

cansei de disputar espaço com outros derrotados

bichos trôpegos que perambulam bebem cantam e...

Quero que definhem a sós, sob a poesia manjada e gasta que o luar inventa e projeta em coisas breves

 

Quero Dia

luz intensa e agonizante

que suporta a acidez da minha saliva lançada em forma de flecha-letra

chama que corta meus olhos com lucidez incomoda afiada e enferrujada

e racha a pele da minha boca seca pela não realização de pequenos desejos humanos

 

O animal quase morto que me habita, me mostra os dentes

rosna, urra ensurdecedor em meus ouvidos a dentro

assusta o pessimismo a coragem e aumenta o pânico de meu sistema nervoso e (a)cerebral

já cansado...

 

Diante do absurdo que é a Vida

a Morte é medíocre

e não me interessa

 

Regurgito o que acredito ser bom

me acabo com a gula à flor-da-pele em banquetes de nostalgia e solidão

servidos em minhas vísceras pulsando fomes

enquanto passeio pela sombra das pedras erguidas em nome do capital

 

O capital é uma forca que acaricia meu pescoço bobo sedento de amanhãs

das manhãs de procissões em que cada um é seu mártir

e a ladainha murmurada suplica o perdão dos vícios mundanos

Rezam da boca pra fora; sabem que o amém é um perigo iminente

 

A faca está no pulso

caminhando febril sobre a veia exposta aos urubus

esperando para ser a única coisa que é

ser faca

e fazer a única coisa que sabe

cortar

e executar súbito a pena capital

no capital

que fez de si seu próprio fim

 

Penaremos ou brindaremos à distância das tecnologias?

 

É mais fácil correr a infinidade do tempo que vem

do que dar um passo no minuto que passou

Nada é mais longe e presente do que a lembrança

 

Um amontoado de lembranças

é isso que a alma é

e  o corpo insuportável é o pára-raios que as suporta

 

Suporta para lembrar que somos trindade

corpo mente alma

(o corpo mente à mente

que mente à alma

e a alma não mente

ela sente

e divide esse sentir com o corpo

que mente à mente

que tudo está...)

 

Só estou porque penso peno e persisto

insisto em ser

e choro

porque é a única coisa que aprendemos de berço

 

A lágrima não é o choro

e o choro não é a tristeza

 

O choro é um soluço corporal

um tipo estranho de vômito

a tristeza é um prego que me mantém crucificado

e a lágrima é uma idiotice que se repete em poemas

 

O que escorre pelo rosto

é a indignação de estar ali

mergulhado

num lugar onde se detesta

até o pescoço

marcado pela forca

 

A inquisição começa a partir do momento em que eu Quero

e eu trindade

tento sobreviver a fogueira

que há ao pé da minha cruz

jogando minhas migalhas aos corvos

cantando músicas de cortejo

e expondo minhas intranqüilidades

em versos

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publicado por AB Poeta às 21:04
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Sábado, 5 de Março de 2011

O Egoísmo

 

Do Verbo se fez Luz

Terra

Carne

Cruz

Credo.

 

E na conjugação do seres

Escondeu-se o Egoísmo:

 

Eu, vem antes de Tu

Eu e Tu , vem antes de Ele

Nós, vem antes de Vós

E tudo vem antes de Eles.

 

Sua imagem

E semelhança

Conjuga o Verbo

No tempo

Que lhe convém

Agir

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publicado por AB Poeta às 16:21
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

06/01

 

Dia seis

Dia de Reis

 

Não sou nobre

Nem sou pobre

Não sou clero

E nem quero

Ser nada além de folia

 

Dia seis é o meu dia!

 

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Sábado, 11 de Setembro de 2010

Bom Jesus dos perdões

 

Ah, meu bom Jesus

O homem dos perdões

Logo estarei ao teu lado:

O mártir, os ladrões e eu amante

 

Mas diferente de tu salvador

Não morrerei pelos outros

E serei coroado com flores

Pregado sem dor ao leito

Meu coração nunca será perfurado

Pois dos meus pecados

Todos carnais

Nunca me arrependerei...

 

O céu é para os porcos

O purgatório para os indecisos

E o inferno para aqueles que

Preferiram morrer de amor

 

Lavarei as mãos primeiro que todos

 

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Domingo, 8 de Agosto de 2010

Às favas

 

Ah, satanás, satanás...

Vá para o inferno!

E fique em paz...

 

Já me basta agüentar os mortais...

 

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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Ateu

 

Virei a Cruz de ponta-cabeça

Para ver se Jesus caía

Caía em si, e saía dessa

Antes que a liça feneça

 

A imagem pregada caiu

Derrubada pelo protestante

Que ante a Cruz restante

Pregado, de joelhos recaiu

 

Toda luta esvaiu

Nesse gesto submisso

E chamam eu de Anti-Cristo

Por não fazer parte disso

 

Nada mais é contra Deus

Do que rezar para o filho seu

Morto, salvar os teus

Conforto e Jubileu

 

Enquanto rezam os “fiéis”

Tementes de um castigo

Dementes aproveitam isso

Fariseus formam seus cartéis

 

Não é preciso morrer para colher

Algo bom em outra vida

Nem prometer a eterna servidão

Gastar o tempo todo em uma lida

Invalida nossa chance de ascensão

 

Se estamos vivos e podemos fazer

O dia novo, sem guerras e conflitos

Por que rezar e esperar que tudo isso

Aconteça junto aos mitos?

 

Se a ovelha fosse sã

Veria que só serve pra dar lã

 

Rogo logo salvo

Salvo-me para um amanhã

Amanhã, amanhã, amanhã...

Para um amanhã que nunca chega.

 

Os quatro cavaleiros do apocalipse já estão entre nós:

Preguiça, Ignorância, Submissão e Cobiça.

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publicado por AB Poeta às 15:17
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Domingo, 13 de Junho de 2010

Sampacaosmopolitana

 

Santo São Saulo

De Tarso, rico em cultura

Das alturas, herança deixou

E edificou a cidade assim:

 

Parques, Vilas e Jardins

Pinheiros, Maria e Mariana

Negra, rubra e ariana

Sampacaosmopolitana

 

De punhos cerrados

Recebe os afilhados

Com olhos de assombro

Em seu tapete negro

 

Retirantes, imigrantes, viajantes

Romarias, passeatas, procissões

Revoluções, campanhas, companhias

 

Aglomerações em suas vias

Devastações de suas ramas

Amálgama, é estrela tramontana

Sampacaosmopolitana

 

Reza às alturas, aos deuses

Por meses, em línguas, novenas

Terços, penitências, por horas

Ora as sagradas escrituras

 

Judia, Cristã, Protestante

Católica, Espírita, Testemunha

Umbandista, Budista, Ateia

Quadrangular, Pentecostal, Muçulmana

Cética, Política, Maometana

 

Ortodoxo só seu ecumenismo

Cigana, Agnóstica, Anglicana

A mistura é o seu absolutismo

Sampacaosmopolitana

 

Seus sons são somas

Gritos grunhidos das gargantas

Buzinas, balbúrdia, Babel

Ritmos retumbantes radiofônicos

 

Rock, Sertanejo, Baião

Reggae, Punk, Samba

Eletrônica, Rap, Clássica

Inglesa, Hispânica, Americana

 

Suas tribos se multiplicam

Na selva de pedra urbana

Aqui todos se coisificam

Sampacaosmopolitana

 

Grande centro financeiro

Do trem é a locomotiva

Boas são as perspectivas

Que vive o ano inteiro

 

Os subúrbios desditosos

As periferias populosas

Casarões de muros grandiosos

Desigualdades escrabosas

 

Todos querem o montante

Da equação: trabalho x salário

E nisso não há nada de hilário

Pois o chicote estrala constante

 

Agora, o dinheiro é o seu fruto

Brota das mãos, das cabeças

Dos negócios, do tributo

Espessa nasce sua grama

Sampacaosmopolitana

 

Nas esquinas as meninas

Pintadas, pouco vestidas

Boca naquilo na Boca do Lixo

Aqui sexo não é pecado, é nicho

 

O bicho pega, a bicha

Que disputa pelo ponto: rixa

A polícia coerciva, ficha

E a Santa Hipocrisia, lincha

 

Prostituida por qualquer troco

O cafetão sempre nos engana

O prazer muitas vezes dura pouco

Sampacaosmopolitana

 

A solidão aqui é coletiva

O dia a dia gera ansiedade

A lágrima escorre corrosiva

Tamanha é a brutalidade

 

Parece até que é covardia

Mas é assim que ela ama

Nunca afaga sua cria

Sampacaosmopolitana

 

Viver aqui é uma arte

Arte que se vê em marquises

Prédios, pontes, grafites

Nos passos da porta-estandarte

 

Baluarte dos escritores, poetas

Pintores, antropófagos das letras

Modernistas das palavras

Pau-Brasil que o artista lavra

 

No cotidiano se forma o léxico

Reflexo da língua provinciana

Parnasiano agora disléxico

Sampacaosmopolitana

 

Assim ela se faz, refaz e desfaz

E nós vivemos meio a essa metamorfose

Simbiose que muito nos cansa

Dificilmente aqui se tem paz

Mas, quem não ama essa criança?

 

Sampa cosmopolita

Caótica, metropolitana

Agora é a bendita

Entre todas, a mais bonita

Sampacaosmopolitana

 

A minha cidade.

 

 

Esse poema foi publicado no site Catraca Livre, clique e deixe um comentário.

 

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publicado por AB Poeta às 19:59
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Rupestres

 

Lança

Incerto

A lança

E certeiro

A seta acerta o cervo

 

Desossa o animal

Assa na fumaça

Completa o ritual

(só faltou a cachaça)

 

Entoa no tambor

O som dos deuses

Canta com louvor

Os prósperos meses

 

Dança em círculos

Urrando ululos

E estampa na pedra

A poesia de sua era

 

Com o sangue da vitória

Crava a tribo no tempo

 

 

Nunca saberemos se é prosa ou poesia

 

 

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Abençoada

 

De cabeça erguida

Só falo

Ereto

Com ela

 

Que, de joelhos

Ora

Um terço

De mim

 

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Domingo, 18 de Abril de 2010

No seio da santa

 

Eu, plebeu pagão

Fiz ceia farta

No seio farto

E profano

Da virgem

 

Nesse anjo a

Auréola

É rosada

Dura e

Macia

 

Na minha língua

Sobra o sal

Do suor

Da santa

 

Sinto-me

Protegido

No colo

Do útero

Divino

 

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Domingo, 11 de Abril de 2010

Cia de Jesus

 

A Companhia de Jesus

Educou os índios

Catequizou o Pajé

Cravou a cruz no

Novo mundo

 

Em companhia de Jesus

Os poucos índios

Hoje

Lêem

Sua história em páginas brancas

E rezam

Para que sua cultura

Não seja

Esquecida

 

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Sábado, 3 de Abril de 2010

Pop Christ

 

O sangue de morango

Do mártir teatral

Emociona a fiel platéia

Escorrendo no sofrimento encenado

 

Ressuscitado ao final do ato final

Curva-se para os aplausos

O magrelo barbudo e cabeludo

Que não vê à hora de dar uns dois

(ele está pregado)

 

Milhares de cristos

Morrem todo ano

(alguns mais de uma vez)

 

Jesus!

 

Até quando essa peça ficará em cartaz?

 

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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Sexta da paixão

 

Na sexta da paixão

Lembro de quantas sextas

Apaixonadas passei

 

Quantas sextas

De paixão falsa

Me trai por tão pouco

E passei ao lado de outro cristo

 

Quantas sextas só

Dormi crucificado na cama

Esperando o escuro do sábado

Para tentar uma mísera aleluia

 

Eu, Judas malhado no poste

Pela multidão arquetípica

Com trinta moedas faço aleluia

Pão, vinho e putas (santa ceia no seio profano)

 

Sou só mais um

Santo do pau oco (e duro)

Tentando uma paixão

De quinta, na sexta

 

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

O Padre e a Freira

Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O padre quer saber
Quem comeu o cu da freira


Seu herege
Isso não valeu
Já vou lhe dizendo
Esse pecado é só meu


Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O Padre quer saber
Quem comeu o cu da freira


Padre, não diga isso não
Se o pecado é perdoado
Divide ele com os irmãos


Depois rezamos
novena ou dezena
E iremos para o céu
Eu, você e a tal freira


Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O padre quer saber
Quem comeu o cu da freira

 

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Sábado, 17 de Outubro de 2009

E assim foi feito (O princípio)

No início Deus criou
O céu e a terra
Essa imensa esfera
Que assim principiou


Mas não fez tudo de uma vez
O trabalho foi pensado
Quando decido, apressado
Em sete dias assim o fez:


No primeiro dia separou
A luz, intenso fulgor
Das trevas, eterno pavor


Fez o firmamento no segundo
Céu foi nome secundo
De azul cobriu o mundo


No terceiro foi plantar
Saiu na terra a espalhar
Todo o fruto, a germinar


No quarto, para encantar
Fez o Sol, para o dia esquentar
Lua e estrelas, para a noite iluminar


No quinto pos no rio e no mar
Todo peixe a nadar
E no céu, aves a voar


No sexto fez um pouco mais
Criou todos os animais
E para desfrutar dessa herança
Fez o homem, sua imagem e semelhança


Depois de tudo feito
Parou e observou
Achou tudo perfeito
E no sétimo descansou
(O que era de direito)

 

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Papa Pedro Pedro papa

Se Pedro és pedra
Se pedra és templo
Se templo és força
Se força és poder
Se poder és controle
Se controle és medo
Então templo é controle
E controlar é poder
Se um pode outro teme
Se alguém teme sobre a pedra
Edificada pela força
O culpado és Pedro!

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Anjo leigo

Anjo leigo
Estado laico
Corpo ecumênico
Simbólica eucaristia

 

Na mão: foice e martelo
Esperança, coração
Na urna: azul amarelo
Rogada contradição

 

Confissão moribunda
Juramento, consagração
Carne em custódia
Crisma, oração

 

Benta água
Bebe a alma
Afoga magoa
Cura acalma

 

Batismo tardio
Mundão vadio
Protegido acrânio
Sente alívio

 

Pagão ou não
De olhos fechados
E joelhos dobrados
As ovelhas pastarão

 

 

Poema baseado em:

MOVIMENTO, O. Batismo, Eucaristia e Crisma para adultos. Setembro de 2009. São Paulo/SP.

 

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Seis do um

Dia seis de janeiro, dia de santo-reis... Dia de reis! Dia do meu aniversário! Uns também chamam esse dia de reisado, folia de reis... A única coisa que eu sabia sobre tal data era que os três reis magos, depois de viajarem sei lá que distância, chegaram a Jerusalém afim de presentear o menino Jesus; e que também é o dia em que se desmonta todos os enfeites natalinos. Mas, pesquisando sobre, descobri que há grandes diferenças entre o dia de reis, reisado e folia de reis, e, o mais interessante, a “verdade” que há por de traz desse mito.


O dia de reis, dia seis de janeiro, marca a data em que os, supostos, “três reis magos”, guiados por uma estrela que apareceu no céu, na virada do dia vinte e quatro para o dia vinte e cinco de dezembro, anunciando a chegada do messias (ele mesmo, charaamm: Jesus Cristo!), iniciaram sua jornada rumo ao encontro da abençoada criança.


Não se sabe exatamente o local donde os reis principiaram sua peregrinação. O dia da partida é marcado, pelo mais que simbólico, nascimento do salvador; e depois de quatorze dias viajando, tomando chuva e sol sobre o lombo do camelo, os peregrinos chegaram ao seu destino no dia seis do primeiro mês (vale lembrar que a contagem de tempo, naquele tempo, era outra).


Não existe nenhuma referência histórica exata sobre o nome dos magos viajantes (Melchior, Baltazar e Gaspar), nem quantos eram e nem se eram mesmo reis. A única referência histórica que existe está na bíblia, no evangélio de Matheus, e faz referência a “magos” (na época a palavra mago tinha ou conotação, significava sábio, pessoa de conhecimento, etc., diferente do atual significado), e deduzi-se que são três pela quantidade de presentes deixados próximo da manjedoura, que foram: ouro, simbolizando toda a riqueza material; incenso, simbolizando a igreja, pois esse é utilizado nas missas católicas; mirra, planta que simboliza o corpo. O óleo que é extraído da mirra era utilizado pelos Egípcios em seus rituais de mumificação, por isso ela tem esse significado. Quantos aos reis, ou melhor, aos magos, foram denominados reis para mostrar que o messias está acima de qualquer reinado, seus governantes e valores (referência aos presentes deixados). Outro detalhe muito importante é quanto à questão da origem dos ditos reis: Melchior era o rei da Pérsia e era de cor branca; Baltazar era o rei a Arábia e era de cor negra; Gaspar era rei da Índia e a cor da sua pele tinha um tom amarelado. Os respectivos reinos e cores de pele simbolizavam todos os povos, que se tinha conhecimento, da época (concepção de “mundo”).


O reisado é o período que vai do dia vinte e cinco de dezembro até dia seis de janeiro (quatorze dias), e representa o período de viajem dos reis. E é durante esse período que os grupos de folia de reis saem pela cidade, batendo de porta em porta, contando, dançando, levando alegria, diversão e pedindo prendas as famílias moradoras.


Os grupos de folia de reis são formados da seguinte maneira:


Bandeireiro: Integrante responsável pelo estandarte do grupo; nunca pode ser ultrapassado. Ele pode ser substituído durante a caminhada, mas todo o grupo tem que ter um bandeireiro oficial.


Mestre e Contramestre: o mestre é o integrante que puxa as canções, e é seguido pelo contramestre.


Palhaços: são os responsáveis pela folia e pela arrecadação das prendas.


Gerente: o gerente é um elemento contemporâneo, uma espécie de tesoureiro do grupo, responsável pelas prendas. Alguns grupos agem com fins filantrópicos.


Foliões: populares que seguem o grupo; pode ser qualquer um que queira se juntar a folia.


Essa tradição católica teve origem na Europa do século VIII, quatrocentos anos depois da criação do cristianismo. Veio para o Brasil no século XVI, com a colonização, mas ganhou força somente no século XIX. Com a reforma protestante mais do que consolidada, a Companhia de Jesus não podia deixar barato, e, com certeza, eles tiveram total influência na propagação dessa tradição.


Hoje a tradição tem uma força muito grande nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, e nas cidades interioranas espalhadas por todo o país. Em Muqui (ES) acontece o maior encontro anual de folia de reis, que está na sua 58° edição. Esse encontro não é necessariamente realizado no dia seis, a data é aleatória.


A tradição também foi retratada em pictóricos. O mais conhecido deles é o quadro Reisado de Candido Portinari.


Na música popular brasileira uma bem conhecida é A Festa do Santo Reis de Tim Maia. Arno Rodrigues e Chico Anysio interpretavam os personagens Paulinho e Baiano, respectivamente, do trio Baiano e os Novos Caetanos, e gravaram Folia de Reis em seu primeiro disco. O outro que formava o trio era Renato Piauí.


A folia de reis segue firme e forte, como uma tradição cristã, e enche de alegria pagã os corações dos foliões cheios de fé que estão espalhados pelo Brasil afora.

 

Download:

 

Apresentação em PPS sobre a Folia de Reis

Baiano e os Novos Caetanos - Folia de Reis

Tim Maia - A Festa de Santo Reis

Almir Guineto - Folia de Reis

 

Álbum Completo:

 

 

Folia de Reis e do Divino - 1979

 

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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

33

Segura prego
Bate martelo
Perfura madeira
Crava mão
Jorra sangue, lava
Lava alma da nação
Salvador de corpo entregue
Dependurado com o ladrão
Vem protetor, perfura o peito com lança
Acerta o coração
Coração que para
Para desespero do Rei
Ressurge dias depois
Eternizado em almas lavadas e carentes
Carentes do mito Rei
Crucificado em vão.

 

Pegaram Jesus pra cristo!

 

 


 

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