Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Sinal vermelho

Tietê

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Terça-feira, 29 de Julho de 2014

cida de

 

viver cidade

violenta velocidade

 

ver a cidade aparente

ser o vírus e a semente

fugaz ser

a serpente

gás do caos corrente

 

lentamente

trânsito em transe

carros tragados

transeuntes

cigarros lábios lentes

 

lenta mente ácida

árida

fragmenta mente

 

cor rente

de mente

fuga cidade

lá tente

 

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publicado por AB Poeta às 03:44
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Tietê - II

 

Tietê quem

te viu não quer

te ver

 

à margem

sem ramagem

sem ramais

marginais nada

fluviais

 

no leito

sem porto

sem jeito

rio quase morto

 

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publicado por AB Poeta às 02:42
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

Anunciação

 

No céu de São Paulo

nuvens chumbo prenunciam

a queda

que arrasta tudo alaga:

esgotos gastos

coletivos esgotados

casas ocas poços

restos fossas pastos

fossos poças

paços largos

logradouros

lugares comuns

 

Lago imenso lodo

onde Tristeza e Tragédia nadam nuas

sincronizadas

entre ratos-golfinhos

dejetos restos

e rostos

 

O trovão grita

rasga o ar:

Corre! A água é suja

imunda inunda

tua hora vai chegar

 

A sinfonia continua

no mesmo (des)compasso

até que a última gota

caia

 

 

publicado por AB Poeta às 13:01
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Sinal vermelho

 

Atenção!

Amarelo fome

 

O sinal fecha e abrem-se as cortinas

 

Equilibrado num corpo seco sujo

malabarisa-se

come pouco e cospe fogo

a atração que nunca foi a principal.

 

O homem bala (de hortelã)

voa por entre o aço industrializado

Todos olham, acompanham e fingem indiferença

carregando no íntimo espanto, medo e pessimismo.

Correndo, na velocidade estridente dos sons

ele volta à posição inicial

alçando mais alto um próximo vôo

 

Flores espirram água

pedintes rodam as rodas ralas entre as rodas negras

O picadeiro urbano fervilha

enquanto a tristeza do palhaço transita

na orla pavimentada.

 

Um sinal verdeja

a platéia sem graça segue sagaz

em passo apressado

Acelera a carroça e sopra fumaça na moça insossa que passa

enquanto feroz

a fera faminta fenece no asfalto

frio

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publicado por AB Poeta às 21:24
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Tietê

 

Já não rio mais...

porque em teu curso correm negras minhas sobras

e em teu leito sereias mudas e perdidas

desencantam famintos estivadores de passagem

que sonham com suas ilhas

 

Marginais roubaram tuas plumas e deixaram-te

com a pior fantasia

 

Veia exposta que sangra restos

cadáver decúbito eternamente em decomposição

 

Tua beira escura e densa produz

um Narciso inverso

que se irrita por saber que os reflexos

que lhe mostra são

as ruínas de seus desejos

 

Difícil encarar teus olhos verdes-fossa

que tristes me suplicam pureza

 

Eu

Deus eterno e onipotente núcleo do tempo

a ti ignoro

pois sei que fiz de você minha

imagem e semelhança

 

 

publicado por AB Poeta às 02:40
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