Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Sol a cio

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Chuva Chama

Leite derramado

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Branca de neve

O pinto e o buraco

Iguais

Mamãe é uma vaca e papai ...

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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Templo

 

Arquitetando

 

Na casa do arquiteto

Nasceram os ramos

Cresceram as rosas

Floresceram os versos

 

No mármore nobre

Entalharam as letras

Moldaram as palavras

Construíram os poetas

 

 


 

 

Éden

 

Na minha casa há um jardim

Onde a palavra não peca

Lavra, lapida, disseca

Trabalha assim o poeta

 

Na árvore central das serpentes

O fruto proibido é liberado

Em todos seus rios vertentes

Embebeda-se o poeta laborado

 

 

 

Casa das Rosas

 

Nos corredores desse templo

Vivem os imortais

Poetas que o tempo

Não apaga mais

 

E nós, meros mortais

Sonhamos com o dia

Em que a nossa poesia

Ultrapasse os seus umbrais

 

 

publicado por AB Poeta às 18:01
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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Lançamento do meu livro: Poemas Errados

Dia 18/07 lançarei meu primeiro livro de poesias: Poemas Errados (dias intranqüilos)  http://poemaserrados.blogspot.com

 

Será na Biblioteca de São Paulo. Já agende esse dia, você está convidado!

 

 

 

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publicado por AB Poeta às 14:07
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Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

Sol a cio

 

Ao sul

Do seu

Seio (macio)

O sol

Nasce

A cio

 

Sem ser

Seu

Norte

Soul

(só) Vazio

 

Somos um

Somos som

Somos rio

 

No leito

Sol a sol

Somos soul

Sol a cio

 

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publicado por AB Poeta às 14:10
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Sábado, 1 de Maio de 2010

Não sei o quanto

 

Não sei o quanto

De mim

É meu

 

Não sei o quanto

De mim

Sou eu

 

Mas sei que o

Animal

Que há em mim

Tenta

Ser

Algo (enfim)

 

Assim sendo

Sigo

Além de mim

E me torno

O que eu estiver

Afim

 

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publicado por AB Poeta às 19:23
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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Amoramoral

 

Com toques íntimos e

Beijos em lugares

Hediondos

Enganamos os anjos

Mudamos os valores

E estupramos a Moral

 

No tribunal dos puros

Pela (in)justiça dos olhares

Fomos condenados

A prisão

Perpétua

 

Algemados

Pagaremos à pena

Trancafiados

Gozando

Nosso mundo

 

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publicado por AB Poeta às 11:05
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Eu cavaleiro

 

Puxo pela crina

A égua relincha tremula

 

Em seu lombo

Dito o ritmo

Frenético libido

 

Pelas horas cavalgamos...

 

Assim ela

Faz

Eu cavaleiro

 

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publicado por AB Poeta às 13:03
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Sábado, 24 de Abril de 2010

Chuva Chama

 

Chora a chama

O fogo

Que não arde mais

Em mim

 

Chora a chuva

O sossego

Que não há mais

Em mim

 

Chora a alma

A chuva e chama

E clama

Tentando adiar

Meu fim

 

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publicado por AB Poeta às 02:42
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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Leite derramado

 

Com o prazer

Morto

Velado choramos

Abraçados

Pelo leite

Derramado

 

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publicado por AB Poeta às 00:43
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Quero o que

 

Quero

Apenas

Não querer

Nada

Além

Do que quero

 

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publicado por AB Poeta às 23:52
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Puta parteira

 

A puta que pariu

O filho da puta

Era mãe solteira

Neta de avó solteira

E filha de terra solteira

 

Nesse puta país

Sem pais

Os filhos que brotam

Nascem órfãos

Pela própria natureza

 

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publicado por AB Poeta às 14:26
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Domingo, 18 de Abril de 2010

No seio da santa

 

Eu, plebeu pagão

Fiz ceia farta

No seio farto

E profano

Da virgem

 

Nesse anjo a

Auréola

É rosada

Dura e

Macia

 

Na minha língua

Sobra o sal

Do suor

Da santa

 

Sinto-me

Protegido

No colo

Do útero

Divino

 

publicado por AB Poeta às 02:08
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Branca de neve

 

A maçã foi

Mordida

Pelo desejo

De Branca

 

Minha neve espirra

Branca

Sobre a pele

Branca

De Branca

Agora, de neve

 

Nosso pecado

Alvo

Se completa

Nas maçãs de Branca

Cheias de minha neve

Quente

 

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publicado por AB Poeta às 00:48
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

O pinto e o buraco

 

Tadinho do pintinho

Vinha ciscando o chãozinho

Arrastando os pezinhos

Bicando as migalhinhas

 

Distraído, caiu num buraquinho

Escuro e apertadinho

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava para o fundo

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava denovo

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava...

 

Assim, ficou suado

O que o favoreceu

Pois o barro amoleceu

Ele saiu (todo melado)

 

Cansado

Caiu de lado

Descansou deitado

 

Depois, renovado

Pensou “foi bom esse buraco

Me deixou forte, animado!”

 

E ele agradece o que aconteceu

Porque depois dessa experiência

Com imponência

O pinto cresceu!

 

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publicado por AB Poeta às 13:53
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Iguais

 

Minha diferença

É Diferente

Das outras

Diferenças

 

Indiferente

Na massa diversa

Só enxergo

O igual

 

E junto

Ao semelhante

Ignoro as diferenças

E tento fazer a

Vida

Sem igual

 

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publicado por AB Poeta às 13:20
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Mamãe é uma vaca e papai é um boi

 

Mamãe todos os dias

Vem e me oferece as tetas

Para meu deleite alimentar

Depois vai ao pasto

Bimbalhando

Sua sina

 

Papai, boi forte (e castrado)

Na ordem do dia

Gira as engrenagens

Moendo em círculos

Espremendo o doce

Que nossos lábios nunca tocarão

 

Eu, ainda bezerro

Junto aos novilhos

Aprendo o mugido

E espero o dia

De ser abatido

 

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publicado por AB Poeta às 01:32
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

O homem debaixo do banco

 

Mendigando

Sujo e caduco

Segue andando

Com muito pouco

O vagabundo

 

Na praça, debaixo do banco

Vigiado pelo herói de bronze

Dorme tranqüilo o saltimbanco

Por horas: nove, dez, onze...

 

E eu, passando admirado

Vejo-o ali, jogado

E recordo que não me lembro mais

Quando dentro do meu sobrado

Dormi com tanta paz

 

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publicado por AB Poeta às 15:10
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Fuso

 

Cosmos

5761

2010

Séculos

Cometas

Ano bissexto

12 Meses

Translação

Alinhamentos

4 estações

Rotação

54 semanas

Ciclos

7 dias

Cronos  

24hs

60mim.

60seg.

Verbos

 

Dia

Noite

 

Nem Juliano nem Gregório

Com fuso ou sem fuso

O tempo é o mesmo

Parafuso

Igual para todos

 

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publicado por AB Poeta às 00:03
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Domingo, 11 de Abril de 2010

Cia de Jesus

 

A Companhia de Jesus

Educou os índios

Catequizou o Pajé

Cravou a cruz no

Novo mundo

 

Em companhia de Jesus

Os poucos índios

Hoje

Lêem

Sua história em páginas brancas

E rezam

Para que sua cultura

Não seja

Esquecida

 

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publicado por AB Poeta às 02:27
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Tupi/Guarani

 

Toda língua

Muda

 

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publicado por AB Poeta às 02:02
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Patriotismo sazonal

 

Corre, corre, correee

Toca, toca, toca

Vai, vai, vaaai

Chuta, chuta, chuta

Goooooooooooooool

 

É campeããão

É campeããão

É campeããão

 

Fome verde

Sorriso amarelo

 

publicado por AB Poeta às 01:56
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Domingo, 4 de Abril de 2010

Pet Shop S/A

 

A carência criou

O animal de estimação

 

O cachorro babão

É chamado de filho

 

O gato gatuno

De malandro

 

O passarinho

De tenor

 

O bicho humano

Não aceita a possibilidade

De não ser amado

Nesse mundo cão

Que não abana o rabo

 

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publicado por AB Poeta às 23:37
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Despidos

 

Eu nu

Ela nua

Bêbados de tesão

 

Nos vestimos

Com os corpos

Um do outro

 

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publicado por AB Poeta às 17:59
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Sábado, 3 de Abril de 2010

Estrela (de)cadente

 

Quantas vezes brilhei nesta passarela

Quantas...

 

Na mais paulista das avenidas

Eu, dessa terra nato

Quantas vezes deslizei

Pelo tapete negro do capital

Como uma estrela cadente

Quantas...

 

Construída por migrantes

Comandada por imigrantes

Eu paulista

Não brinco mais o jogo

 

Hoje decadente

Estrela sem pontas (amorfa)

Estrelo a sarjeta

 

E fico contente

Com o tilintar da moeda

Quando cai na cuia

 

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publicado por AB Poeta às 23:36
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Navalha na carne

 

Minha carne navalhada

Cirurgicamente fatiada

Brilha vermelho vivo

Depois dos golpes

 

Bruta peca

Quando penetra

A rosa

 

Exposta

Dilacerada

Minha carne navalhada

Já não sangra mais como antes

 

O levante subcutâneo

Reformulou minha massa

Desnavalhou minha carne

Rejuntou meu ser

 

A navalha que atinge a maioria

Corta rente meu olho que

Sangra lágrimas raivosas e

Insiste, encarando olho no olho

 

A navalha que nunca cega

Do cirurgião de

594 cabeças

1.188 mãos

5.346 bolsos (sem contar cuecas e meias)

Tem que ser controlada

 

O corte

Precisa ser estancado

Urgente

Antes que o gigante

Morra

Hemorrágico

 

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publicado por AB Poeta às 14:52
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Pop Christ

 

O sangue de morango

Do mártir teatral

Emociona a fiel platéia

Escorrendo no sofrimento encenado

 

Ressuscitado ao final do ato final

Curva-se para os aplausos

O magrelo barbudo e cabeludo

Que não vê à hora de dar uns dois

(ele está pregado)

 

Milhares de cristos

Morrem todo ano

(alguns mais de uma vez)

 

Jesus!

 

Até quando essa peça ficará em cartaz?

 

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publicado por AB Poeta às 14:48
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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Sexta da paixão

 

Na sexta da paixão

Lembro de quantas sextas

Apaixonadas passei

 

Quantas sextas

De paixão falsa

Me trai por tão pouco

E passei ao lado de outro cristo

 

Quantas sextas só

Dormi crucificado na cama

Esperando o escuro do sábado

Para tentar uma mísera aleluia

 

Eu, Judas malhado no poste

Pela multidão arquetípica

Com trinta moedas faço aleluia

Pão, vinho e putas (santa ceia no seio profano)

 

Sou só mais um

Santo do pau oco (e duro)

Tentando uma paixão

De quinta, na sexta

 

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publicado por AB Poeta às 14:00
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Macuma

 

Édipo, príncipe de Tebas

Filho de sinhozinho Laio

Contrariou o mito

Obedeceu ao pai

E comeu a Mãe Preta

 

(preto no branco)

A ama amamenta

Com a mama negra

A casa-grande

A senzala

A escravidão

 

Macuma

Mucama

Na cama

Não ama

 

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publicado por AB Poeta às 02:25
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Saudade

 

Perguntei, e me disseram que todos estão bem

 

Que engraçado a saudade

De onde será que ela vem?

 

Não é da cidade

Não é da puberdade

Não é de nada, nem de ninguém

 

Pois como já me disseram, tudo caminha bem

 

Será que é da mocidade

É do passado então que ela vem?

 

Não. Passado é saudoso

E saudade é mais, muito mais

 

Quando eu era rapaz

Novo, disposto e ansioso

Não sentia saudade

Tudo era novidade

 

Mas o tempo fugaz

E impetuoso

Passou com velocidade

Levou tudo, e me deixou na saudade...

 

E uma pergunta: saudade, de onde ela vem?

 

Não toco mais o passado

Não posso prever, mas posso fazer o futuro

A saudade em mim presente

Me deu um recado:

Venho para o seu bem, lhe asseguro

Não fique angustiado

Trago como presente a vontade

Fique contente

Pois com ela terá prosperidade

 

Da saudade nasce a vontade (rima perfeita)

De se ter o que não tem

De ser um outro alguém

De caminhar e ir além

De amar novamente um outro bem

E de reviver também

 

Matei minha curiosidade!

A saudade vem do tempo que ainda vem

 

Com o presente na mão

Faço tudo com vontade

Para matar a saudade

Que tenho no coração

 

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publicado por AB Poeta às 15:18
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Coletivo (orgia)

 

Entre...

Agarre firme

Chacoalhe, chacoalhe, chacoalhe

Roçando

Corpo com corpo

Parte com parte

 

Aperta...

Corre o suor...

Nosso cheiro sobe

Enquanto somos olhados pela janela

 

Assim é

Nossa viagem

 

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publicado por AB Poeta às 11:28
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Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Eu poeta

 

Cresci comendo lixo

Pensando no luxo

Formando o léxico

Nasci do sexo

 

Pecado que se peca sem remorso

Amo o ócio

O melhor dos ofícios

 

Entre os edifícios

Leio as almas

Escuto os suplícios

Transformo-os em rimas

 

Poetizo o óbvio

Que de tão óbvio

Não se vê e nem se escuta

O verbo é único: labuto, labuta...

 

Verso para viver

É o meu poder grafado

Milenar saber

Pelos outros, deixado de lado

 

No esquecimento eterno

Que a indiferença decreta

Sou mais um poeta

A viver no inferno

 

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publicado por AB Poeta às 20:24
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Sábado, 20 de Março de 2010

Poema à Rosa

 

Quando nasceu (menina dengosa)
Deram-lhe um nome: Rosa


Rosa cresceu num lugar cheio de rosas
Vestia-se sempre de rosa
Cheirava à rosa
Sua pele era delicada, como a de uma rosa
Às vezes chamavam-na de flor...
E ela corava rosado


Rosa ficou formosa
Mas a timidez de Rosa
Mistura a rigidez
E a pouca prosa
A fez criar raízes (viveu plantada no mesmo lugar)


Rosa ficou severa
(Não falava nem com a prima Vera)
E no passar das estações
Não mudava suas opiniões


Ninguém a colheu
Percorreu poucos caminhos
E cercada de espinhos
Murchou...
Morreu.

 

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publicado por AB Poeta às 02:56
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Haicanagem

 

pés ao alto
costas no [col]chão
grito contralto

 

 

publicado por AB Poeta às 00:13
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Domingo, 14 de Março de 2010

Blatários II

 

A caverna de Platão
Está cheia de baratas cegas
E isso não é mito


Cá fica melhor a nossa visão
(depois de pulado, encostamos no muro e acendemos um cigarro)


Com sprays de lança
Grafitamos o imaginário

 

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publicado por AB Poeta às 04:20
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Blatários

 

Hoje acordei barata
Achei um barato!


Mas pago caro
Por gostar de ser inseto

 

 

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Segunda-feira, 1 de Março de 2010

Verbo

 

Eu e Tu
Sem voz
Só nós
Sem eles


Conjugado somos

 

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publicado por AB Poeta às 14:56
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Zélia

Zélia
Zeladora
Zelai por nós


Zélia zelou
Zape!
Zélia zerou


Mas Zélia!
Zangaram-se
Zambos e zargos


Zélia és zebra
Zébrula!
Zombaram
Ainda zonzos


Zélia ziguezagueou
Zinzilulou
Mas não agüentou a zoada
O zunzunzum


Zurzida
Zélia zarpou
Zummm...
Antes da zorra.


Não deixou saudades
Zélia zeladora
Deixou mazelas


Nessa piada
Só mesmo Chico
Para ver graça

 

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publicado por AB Poeta às 17:45
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

Diversão

Criança atrevida
Brinca com a minha boca
Que ri vermelha
Sussurra


Sobe pelas minhas paredes
Toca-me lá
Certeiro
Alvo alvo e róseo


No sobe e desce
Do nosso carrossel
A música do corpo
Tinge os olhos de brilho


Gira, gira sem parar
Até o fim do nosso infinito


O grito sai
No íngreme
De nossa montanha russa


O coração bate alegre
Como a banda do circo


Sob a lona
O picadeiro é só nosso

 

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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Negativa

 

Silêncio...
Respiração...
Espera...


A palavra muda
Cala-me a língua



Um sim
Eu tocaria o céu com a mão

 

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publicado por AB Poeta às 19:13
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Carrapato

 

Quanta tristeza...


Não avisaram à mamãe natureza
Que a primavera começa em setembro
O verão em dezembro
Em março o outono
Junho é o inverno


Mas que inferno!


Me causa aborrecimento
Falar de aquecimento
Um tormento
Na vida do homem moderno


Homem, que não aceita sua insignificância
Depois de combater-se em guerras
Desbravar, desmatar e asfaltar a terra
Depois de tantas descobertas
Logo agora! Querem frear a ganância?


Ora! Nossa ânsia
Rapina
É maior do que tudo
Parar às máquinas?
Extinguir o produto
Jamais!


O capitalismo está renascendo, voraz
Convencendo até os camaradas
Que lá, nas vermelhas moradas
Encantaram-se com as moedas douradas
(cédulas esverdeadas)


As grandes reuniões
Das decisões capitais
Já não adiantam mais


Os velhos figurões
Os mais hábeis dos animais
Perceberam que somos meros mortais


E antes que o cachorro chacoalhe
Suas pulgas, para longe demais
Vamos esquecer os “detalhes”
E ganhar mais e mais


Vamos produzir!
Fazer luzir nossa conta
Bancária, que desponta
Entre tantas capitais


Países pobres (emergentes)
Querem ser como a gente?
Primeiros no mundo
Então manufaturem as riquezas naturais


Vendam a boiada
Educar a manada?
Não há necessidade
Coloque-os na faculdade
Forme somente mão-de-obra
Isso vocês tem de sobra


A renda per capta
(dez para mim, pra você nada)
Vai crescer
O PIB alvorecer
E quando o fim da era amanhecer
Não vamos estar aqui para ver


Quem ficar para ver o final da história
E sobreviver
Que escreva-a nas pedras

 

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Batalha

Portas e janelas fechadas
Da vida, a estrada é comprida
Muros e pedras, topadas
No caminho se acumula a ferida


Errando aprendo
Compreendo
E sigo errando


Marchando
Trombando
Pelejando
Vencendo


Travo assim
A minha batalha
Adio a mortalha
Nessa guerra sem fim


Um dia ela acaba

 

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publicado por AB Poeta às 00:19
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

Acidus

Palavras hidrogenadas
Estridentes metais
Gotejando em ouvidos flácidos
Em oxidação
Que saboreiam o acre
O azedo do meu humor
Corrosivo
Ácido
Assíduo
Em prosas sem poesia

 

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publicado por AB Poeta às 13:56
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Servilha

Ajoelhe-se e me amarre
Lace o laço lasso, firme
Nós
Borboletas monocromáticas

 

Me arraste
Com a língua de fora
Me deforme
Pise-me, pise-me, pise-me
Me use até o fim


Submisso sou
Podolatra obsessivo
Protejo-te
Abraço-te
Por onde for eu vou


Para sempre
De sola nessa paixão
Me agarro aos seus pés
Justo

 

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

IV Estações

Como tudo hoje anda tão corrido... Não sobra mais tempo para nada. A vida virou uma agenda, e o que não estiver nela anotado vai passar sem ser notado. Até o que está ao nosso lado às vezes passa despercebido. As lembranças foram sintetizadas e rabiscadas em papeizinhos post-it, aqueles amarelinhos com cola que grudamos a nossa volta e depois amassamos e descartamos antes mesmo de seu conteúdo ser registrado em algum lugar de nossa memória. Tudo hoje é passageiro e, pior, descartável. E é incrível como Deus, em seu silêncio e eterna presença se mostra contrário a isso.


Tudo o que é bonito tem um tempo de gestação. Quando notamos maravilhados um campo florido, ignoramos o fato de que um dia aquilo tudo foi uma imensidão vazia, apenas terra. A semente, soterrada em silêncio, nos movimentos das estações anuais, vira broto, cria caule, folha, flor, fruto... Fruto que cai, renova a relva, renasce vivo, perdura o ciclo, encanta. A lagarta vista com asco, rasteja, se fecha em seu casulo, crisálida mutação, desperta borboleta de infinitas cores, voa disforme, pousa no pólen, revoa inata, repousa fecunda. Perpétua e harmônica, assim segue a beleza da natureza, soprada pela una divindade. Assim é também com o amor.


Na correria diária às vezes não enxergamos o que está a um palmo de nossos narizes, quem dirá o que está a alguns quarteirões. Nas voltas da vida, de tantas idas e vindas, uma hora o destino se alinha, direciona, redireciona os passos para o plano que Ele tem para nós. Nós que há tanto moramos perto, a poucos passos de distância um do outro, fomos nos encontrar longe de nossos lares, do cotidiano bairrista. Poderíamos ter nos encontrados na fila do pão, no mercadinho da esquina, distraídos, locando um filme... Mas não, foi mais do que um encontro casual, foi um encontro que nasceu de uma afinidade. Uma afinidade que nasceu de um destino. Destinos que verdejaram se cruzaram na maturidade, no melhor da vida.


Foram quatro anos de amizade. Assim como Deus demonstra com a natureza, conosco não foi diferente. Aos poucos, primeiro plantada, cuidadosamente regada, carinhosamente aquecida pelo sol, devagarzinho nossa semente foi brotando. Nossas mãos, antes distantes, foram unidas pela mão maior, formando um caule fortificado pelo desejo, pelo respeito mutuo, que fez florir nosso amor. Temos muito ainda pela frente e, assim como a natureza, quero rir com você no verão, planejar no outono, te abraçar no inverno, renascer na primavera, passar o passar das estações ao seu lado, plantando e cultivando as boas sementes, espalhar nossos frutos pelo campo, renovar a relva e perpetuar a beleza de nosso amor, que calmo como as flores, nasceu de um ciclo naturalmente divino, de um destino que a pressa não conseguiu separar.

 


Escrito para Marina e Moisés

 

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publicado por AB Poeta às 12:27
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Passarinho

O passarinho preso canta
O canto preso na garganta
E preso a sua natureza


O passarinho preso
É a natureza presa
Presa fácil do progresso
Progresso sem regresso


O homem preso a terra
Com saudade de sua natureza
Que esperteza! Prendeu na cela
A pobre ave indefesa


O periquito verde
O canário amarelo
O colibri azul
A calopsita branca
Cores presas à saudade...


A cidade cobre a terra
Erra o homem sobre ela
E celando a ave cantante
Ele tem por um instante
A natureza esquecida
Decantada no lamento
Do passarinho, que por um momento
Alivia seu sofrimento

 

publicado por AB Poeta às 14:44
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Versos livres

Verse livre (preso à liberdade)


Leve as palavras para passear ao sol
Pare para ver o mar sem som
Seja por ser, tudo morre mesmo!


Reescreva o que não vale nada...


Se lambuze com a manhã
Leia um livro sem gosto
Coma o fim de tudo
Vomite lâmpadas
Pise na própria cabeça


Eu versos eu
Eu livro eu
Eu livre


A vida só existe na poesia
Azar, de quem não a lê

 

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publicado por AB Poeta às 03:11
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Um Sul

Ao sul do real
Existe um graal
Dum Deus marginal
Desconexo
Fluxo reverso do verso inverso ao avesso


Começo caótico
Meio catártico
Final poético

 

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publicado por AB Poeta às 23:33
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Cada um cada um

 

OAÉOAOEÉOEOIÉOIOÓÉOÓOUÉOUEOCÉOC.

 

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publicado por AB Poeta às 15:40
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Campo

- Quem eram as pessoas no trem?


- Não sei... negociantes de ouro, pequenas felicidades, rezas sem amém, talvez...


- Era o trem sem janelas, apenas com um recorte. Vi nele um rosto, com expressão de morte.


- Então eram futuras cinzas que repousarão leve sobre a neve, e que o tempo não conseguirá congelar...


Final da linha
Listras sem alegria
Começo da história

 

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publicado por AB Poeta às 00:19
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Crina crua

Saliva noturna
Oportuna
Tropeira lã negra
Alaga a galope
Só lido sólido
Égua brava, acalma a tapa
Crina crua crema o creme
Mata-me agora, por favor...

 

Assassina nossa sede
Nessa sina assassina
Crina crua crema o creme
Mata-me novamente...

 

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publicado por AB Poeta às 23:32
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Nada de novo

Nada de novo no fronte
Nada de novo de fronte
Nada de novo na fonte
Nada de novo no novo
Nada de novo no ovo
Nada de novo no vô
Nada de novo debaixo do Sol
Nada de novo no sal (nem no pré-sal)


Tudo meio anda mal
Tudo meio sem sal
Para diminuir o desespero
Coloque a gosto o tempero
Que a vida será melhor digerida
E dirigida, para frente

 

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publicado por AB Poeta às 14:22
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Ano novo

Ano novo
Mesma vida
Mesma lida
Nova prova


Novo ano
Vira jogo
Ou o jogo vira
Vira lata
Vira virou
Nada


Nada muda
Tempo anda
A possibilidade futura
Feita no presente agora
É que faz o novo

 

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publicado por AB Poeta às 23:22
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O sorriso dela

Assim era o sorriso dela: do tamanho do mundo
Que todo mundo sonha um dia em beijar profundo
Largo lago denso de águas quentes, caldas caudalosas
Imenso poço de alegria sem fundo que se mergulha
Sem pensar e que se espera passar o para sempre


Assim eu a via
Assim a viam
Assim viviam a vê-la
Vivian vivia assim sorrindo

 

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publicado por AB Poeta às 23:40
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Apraz

Rapaz
Apraz

Assaz
Audaz


Sagaz
Atrás
Da Paz


Antraz
Atroz
Fugaz
Putrefaz... Jaz


Rapaz
Vivaz
Perspicaz
Pertinaz


Praz

 

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publicado por AB Poeta às 19:02
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Lúgubre

Só em silêncio escuto
Do fundo vindo uma voz
Dizendo em tom de luto:
“A paz está morta dentro de nós”

 

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publicado por AB Poeta às 23:48
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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Picho

O picho é um grito escrito num muro, por um cara que berrou no escuro da noite, na calada da cidade que, parcialmente morta, dorme.


Quem acorda do coma em meio à manada, passa em frente e o lê cravado disforme, escuta o apelo do coitado e mesmo sem vê-lo sabe que a paz não repousa e sim jaz em sua alma, que ousa dizer.


A cidade já sem calma à vida retoma, e olhar em sua volta ela se nega, pois há muito que fazer e não há tempo a perder, temos que correr porque aqui o bicho pega.


O picho foi visto, lido e esquecido... Virou lixo.

 

publicado por AB Poeta às 16:17
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

O (des)Caso Uniban(do)

 

O corpo discente não achando decente
Para o ambiente o vestido ardente
Da adolescente atraente
Agiu bruscamente e brutalmente
Deixando a situação inconveniente
Incontrolável, caos aparente.
Antes que alguém a violente
Solicitaram a polícia: “por favor se apresente”
A diligência chegou rapidamente
Levando-a dali velozmente
“vamos sair, antes que alguém lhe arrebente.”


O corpo docente analisando o incidente
Achou melhor ser condescendente
Com a massa acrania e valente
Expulsando a menina apressadamente
Dizendo: “se vestes vulgarmente,
A culpa agora, você que agüente”


A Sra. imprensa, que não discute candidamente
E trata um assunto importante vãmente
Também tem culpa no ocorrente
Difundindo a notícia inadequadamente.


Nós da Universidade, apesar do antecedente
Somos um exemplo, falando moralmente
De instituição, e orgulhosamente
Tomamos a decisão, cuidadosamente
De expulsa-la, por se trajar visivelmente
Fora dos padrões, e estamos crentes
Que foi justa e tomada sabiamente
Porque buscamos um ensino, religiosamente
Correto, e agimos disciplinadamente
E temos que ser sempre complacentes

Pois quem tem que educar tanta gente
Sabe que a razão sempre será do cliente.

 

 

publicado por AB Poeta às 11:16
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

A Verdade

Eu sou a Verdade
Essa mentira me basta
Ninguém pode me contrariar


Pois o contrario de mim
Acredite, sou eu mesma
Todos podem me afirmar


Onipresente e imponente
Dita por todas as bocas
Escrita por todas as mãos


Quando me sente ausente
É porque aceitou desconte
Eu vinda de outro irmão


Não adianta querer me matar
Renovo-me a cada momento
Viajando nas curvas do vento
Sobreviver-irei, pelo eterno tempo


Construindo a realidade
Transformando o bem em maldade
E a maldade em beldade


Eu sou a Verdade, regente de tudo
Essa mentira me basta
Tragam-me pão e vinho na taça


Pois mais uma vez acabei de ser lida
Em versos sem muitas rimas
Mas sempre afirmada e reafirmada
E para a eternidade proferida


Pelo filósofo, pensador voraz
Pela bruxa que queima na fogueira
Pelo pastor que entoa a prece na praça
Pela noviça que jura castidade
Pelo plebeu escorraçado pelo patrão
Pelo burguês que cortou a cabeça do rei
Pelo cientista que diz e desdiz
Pelo ateu em estado pleno
Pelo poeta que sofre solitário
Pelo candidato que tem o futuro
Pelos casais que me juram


Eu sou a dona de tudo
Porque sou a Verdade
E essa mentira me basta!

 

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publicado por AB Poeta às 00:12
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Despedaço

Cada vez que dou um passo
E entro em outro espaço
Fico em descompasso


Recebo um rechaço
Pra lembrar que me desfaço
Dia a dia, passo a passo


Mas logo presto atenção no pedaço
Novo, rápido me amordaço
E novamente renovo o laço


Daí eu me disfarço
Brincalhão, palhaço
Acerto o compasso
Até outro desenlaço


E carrego meu corpo lasso
Entre glórias e fracassos
Casos e acasos
Pelo tempo, escasso


Para viver é isso que eu faço
Até o dia desengraço
Em que serei só bagaço
E para quem ficar, abraço!

 

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publicado por AB Poeta às 23:16
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Marginal do verbo

Teimoso escrevo, marginal vadio
Um defensor do verbo, cão bravio
O poeta que não quer agradar a ninguém
Desagrada, não liga pro vintém
Pois sabe valor que a palavra tem!

 

 

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publicado por AB Poeta às 10:26
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Olhar fecundo

Para um olhar fecundo

Em cada coisa

Há um novo mundo

 

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publicado por AB Poeta às 10:22
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