Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

Maio 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquise

 

publicações

a rua e o rio

chuvas de verão

Sol(o)

Tietê - II

poesia do primogênito

forma

crime perfeito

(des)amanhecer

fenece

trombada

Big Bang

Horário de verão

eu a lua e vênus

Pombas!

Manoel de Barros

Retratos da natureza

Registro

Durâmen

O Feliz

A Primavera chegou

Pombas

Cantoria

Tietê

Pet Shop S/A

Passarinho

Passarinho

Como preparar uma língua ...

Confira também



todas as publicações

subscrever feeds

Domingo, 8 de Março de 2015

a rua e o rio

 

a rua ria do rio que ia

do curso que ele seguia

pois sabia não conseguiria

progredir conforme ela progredia

 

cobrir a Terra ela poderia

ser mais útil ela seria

servir sempre ela serviria

só crescer era o que fazia

e isso ela nunca pararia

 

até que percebeu um dia

que o rio é que da rua ria

porque parada ela não saía

e apesar de crescer à revelia 

para nenhum lugar a via ia

 

quando entendeu a diferença que havia

a rua imponente que antes ria

parada no lugar pôs-se a chorar

porque diferente do rio que ia

seu curso seguia para algum lugar

e a rua que antes não via

viu que nunca encontraria

o mar

 

agora é tarde demais para desaguar

 

publicado por AB Poeta às 15:02
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

chuvas de verão

I

 

chuva de verão

casamento de espanhol

enclave de sol

 

II

 

chuva de verão

asfalto impermeável

a rã está morta

 

III

 

chuva de verão

a árvore cai morta

luz que se apaga

 

IV

 

chuva de verão

o ônibus lotado

vidro embaçado

 

V

 

chuva de verão

a gravata a forca

algodão molhado

 

VI

 

chuva de verão

batuque no telhado

chão de granizo

 

VII

 

chuva na estação

trem lento caramujo

todos verão

 

Clique no assunto: , , , , ,
publicado por AB Poeta às 00:12
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

Sol(o)

 

Sol

imponente Sol

arde, em riste

no céu a brilhar

 

Sol

impotente Sol

sempre triste

nunca verá o luar

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:49
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Tietê - II

 

Tietê quem

te viu não quer

te ver

 

à margem

sem ramagem

sem ramais

marginais nada

fluviais

 

no leito

sem porto

sem jeito

rio quase morto

 

Clique no assunto: , , , ,
publicado por AB Poeta às 02:42
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Domingo, 11 de Maio de 2014

poesia do primogênito

 

na primeira cria

a nova trindade:

o novo pai

o novo filho

a nova mãe

 

de um ventre

a gestação de três nascimentos

do dom materno

o surgimento de novos mundos

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 17:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 6 de Março de 2014

forma

 

a norma

deforma

 

de forma alguma

a gente se conforma

 

de alguma forma

a mente

reforma

e o olhar transforma

 

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 22:18
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

crime perfeito

 

toma minha alma

Deus

meu querido assassino

a qualquer hora a morte

tua cúmplice

vem ocultar meu corpo

completar teu crime perfeito

 

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 23:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Domingo, 23 de Fevereiro de 2014

(des)amanhecer

 

quando o sol sobe

assim subindo

sob o céu o sabiá sabido

avisa num assovio

e voa assim sumindo

 

no arranha-céu sob o sol

o ser some 

 

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:43
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

fenece

 

a esfera

esfria a fúria

da ex-fera

 

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 23:32
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

trombada

 

mais elegante

que o elefante

é o rinoceronte

que de fronte

não tromba

 

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 14:50
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

Big Bang

 

corpos celestes em orbita

giram gravitam colidem

a química aquece a matéria

que explode etérea num beijo

 

nossos astros se equilibram

e surge algo infinito

 

nasce mais um universo

eternamente em expansão

 

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 00:13
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 18 de Setembro de 2013

Horário de verão

 

todos verão:

 

o galo não cantará

às duas manhãs

 

o lobo não uivará

às duas meias-noites

 

será que só eu é que sinto

que com o tempo brinco?

 

 

Clique no assunto: , , , ,
publicado por AB Poeta às 02:36
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

eu a lua e vênus

 

I

 

encontro no céu:

um sorriso na escuridão
uma luz no fim do infinito

tenho dito
a lua e vênus
aproveitemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

II


encontro secular
ménage à trois

eu a lua e vênus
aproveitemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

III


vênus sobre a lua
eu voyeur na rua

desse encontro desfrutemos
pois nunca mais nos veremos

 

 

IV

 

eu a lua e vênus

fenômeno que queremos
mas
nunca mais nos veremos

 

 

fenômeno ocorrido em 08/09/2013

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 02:39
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sábado, 20 de Julho de 2013

Pombas!

 

A vida pequena

é uma pena

 

A boa é asa

voa

 

Pombas!

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:26
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Manoel de Barros

 

Quando se lê Manuel, gente se árvore

chega  brotar passarinho

na cuca

e caramujo

na alma

 

Trilha aberta na mata por palavra

pra ouvir o silêncio da pedra

 

Deita grama no verde

pra ver céu

riscado brilhoso

de lesma

 

Um rio que passa atrás dos olhos

 

Manoel é de barros

eu sou menos

sou de asfaltos

 

 

 

Clique no assunto: , , , ,
publicado por AB Poeta às 12:49
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Retratos da natureza

 

I

 

O vento maternal

penteia

os cabelos

da árvore menina

 

 

II

 

O Beija-flor

lambe o íntimo

da flor

no jardim

 

E o Sol que passeia

incandescente

tapa os olhos da

pequena Terra

 

 

III

 

O vento corre verde

na grama úmida

e se deita

à margem do tempo

 

 

IV

 

Chove na fauna em fúria

enquanto o caramujo

ri no sofá

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 18:55
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Registro

 

Um sotaque guarda uma lembrança

que voa, como o cantar de um passarinho...

 

Em chão pavimentado

não se planta semente

porque nada natural pode nascer ali

 

Toda lembrança guarda uma morte

e a morte vive num tempo que não volta

 

Nunca mais seremos crianças

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 14:21
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Durâmen

 

I

 

A seca é um lago seco na alma

Na terra dura brota palma

Planta que o gado não come

e morre. Só, vive o homem

 

II

 

O cheiro de seca me imprimiu um desejo:

mesmo de frente para o mar

não é o mar que vejo:

vejo a seca indo embora

logo pela aurora

no canto do galo

num abrir de flor

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 13:57
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

O Feliz

 

Só o infeliz diz ser feliz. O feliz não diz, ele sorri.

 

 

O Leão

Não diz: “sou Leão!”

Ele rugi

 

E nem o Passarinho

Diz: “sou Passarinho”

Ele canta

Voa.

 

Afirmar é nada

Ante demonstrar

 

E nessa analogia

Só o infeliz

Diz ser feliz

 

O feliz

Não diz.

Ele sorri!

 

E sorrindo voa

Sorrindo rugi

Sorrindo canta

 

Enquanto a infelicidade

Se esconde

Atrás

Das afirmações.

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:50
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

A Primavera chegou

 

A Primavera chegou

Leve sobre a flora

Que mostrou seu sorriso novo

Botão a botão

 

Fresca sobre a fauna

Que se acasalou

Garantindo o amanhã

 

A Primavera chegou

Sobre os transeuntes

Apresados e famintos

Que nem repararam

A brisa renovadora

O sorriso da flora

O amanhã nascendo

 

A Primavera chegou

Com sua nova coleção

Nas vitrines coloridas

Deixando o Inverno mais barato

E antecipando o Verão

 

No passar das estações

O homem troca sua pele

Enquanto a natureza

Cai de moda

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 01:55
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Pombas

 

A pombinha banca da paz

Que bebe água de esgoto

Que come restos da cidade

E migalhas de bondade

Mal sabe que seu vôo

É metáfora terrestre

 

A pomba indigente

Foco de doenças

Vive junto aos seus

Defeca nos heróis

Nos casais e nos Santos

Gorjeia em fios elétricos

Aninha-se em luminárias

E em tetos comerciais

Que quase tocam o céu

 

A pomba não sabe o que é paz

Nem o que é guerra

Nem o que é herói

Nem o que é doença

Nem indigência

Não sabe nem o que é voar

 

Rato alado hoje

A pomba sofre

As conseqüências

Boas e más

Da minha utopia

 

Clique no assunto: , , , ,
publicado por AB Poeta às 20:21
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

Cantoria

 

Canta a natureza

 

O Pintalgo canta em Dó

O Sabiá canta em Lá

O Bem-te-vi canta em Si

 

Eu quero-quero cantar

Sem dó

A Fá a Rê a Mi a Sol a Jú

 

Minha Clave

Não faz restrições

 

Em minha pauta

Todas as notas soam

Música

 

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 22:39
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Tietê

 

Já não rio mais...

porque em teu curso correm negras minhas sobras

e em teu leito sereias mudas e perdidas

desencantam famintos estivadores de passagem

que sonham com suas ilhas

 

Marginais roubaram tuas plumas e deixaram-te

com a pior fantasia

 

Veia exposta que sangra restos

cadáver decúbito eternamente em decomposição

 

Tua beira escura e densa produz

um Narciso inverso

que se irrita por saber que os reflexos

que lhe mostra são

as ruínas de seus desejos

 

Difícil encarar teus olhos verdes-fossa

que tristes me suplicam pureza

 

Eu

Deus eterno e onipotente núcleo do tempo

a ti ignoro

pois sei que fiz de você minha

imagem e semelhança

 

 

publicado por AB Poeta às 02:40
link do post | comentar | ver comentários (8) | adicionar aos favoritos
Domingo, 4 de Abril de 2010

Pet Shop S/A

 

A carência criou

O animal de estimação

 

O cachorro babão

É chamado de filho

 

O gato gatuno

De malandro

 

O passarinho

De tenor

 

O bicho humano

Não aceita a possibilidade

De não ser amado

Nesse mundo cão

Que não abana o rabo

 

Clique no assunto: , , , ,
publicado por AB Poeta às 23:37
link do post | comentar | ver comentários (4) | adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Passarinho

O passarinho preso canta
O canto preso na garganta
E preso a sua natureza


O passarinho preso
É a natureza presa
Presa fácil do progresso
Progresso sem regresso


O homem preso a terra
Com saudade de sua natureza
Que esperteza! Prendeu na cela
A pobre ave indefesa


O periquito verde
O canário amarelo
O colibri azul
A calopsita branca
Cores presas à saudade...


A cidade cobre a terra
Erra o homem sobre ela
E celando a ave cantante
Ele tem por um instante
A natureza esquecida
Decantada no lamento
Do passarinho, que por um momento
Alivia seu sofrimento

 

publicado por AB Poeta às 14:44
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Passarinho

Avistando as migalhas no chão, rasante pousa o pássaro. Gorjeai, saltita, belisca e come feliz o farelo seco misturado à poeira velha espalhada pelo vento eterno e sem parada. Ao som das buzinas dos carros, longe da era das carroças, canta infantil a pequena inata ave transformando a moribunda visão cotidiana numa brincadeira ao carrossel que gira colorido e sem fim. Ouvindo um canto em resposta, vê ao lado uma loja gigante que vende sonhos e garantias de amizade. Impressionado com a variada fauna contida em tão pouco espaço, aproxima-se do populoso viveiro e um local puxa papo:


- Oi, de onde você vem?


- Como assim? – Não entendeu a pergunta do amigo enjaulado, e sem querer saber muito sobre, respondeu - Se o lugar é um, então não existe “de onde”.


- Venha para cá, fique conosco. Aqui temos comida e água, não precisamos viver correndo atrás de nada!


- Quem não sabe o valor do farelo, condena a alma ao flagelo. – Respondeu.


Antes de afastar-se da loja, deu uma boa olhada em sua volta e pensou – o animal ama somente a si.


Foi até a poça, bebericou, gargarejou, sem titubeio, bateu assas e voou.

Clique no assunto: , , ,
publicado por AB Poeta às 19:43
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Como preparar uma língua de vaca

Dentre as milenares receitas da Dona Eunice, encontrei essa deliciosa, e exótica, receita de língua de vaca, refogada. É bem fácil de fazer, é só seguir os passos indicados.

 

Ingredientes:

 

- Uma língua de vaca

- Uma colher rasa de sal

- Duas cebolas médias picadas

- Quatro dentes de alho

- 3 tomates grandes

- Um pimentão verde

- Outros ingredientes: salsinha, cebolinha, coentro, pimenta do reino, ect...

 

OBS: O acompanhamento do prato vai como for do seu agrado.

 

Como preparar:

 

Passo 1: Encontre uma vaca.

 

 

 

Passo dois: Depois que encontrar tal bicho, leve-o a um açogueiro, ou então faça você mesmo, para dar um "tcham" a mais na receita: arranque a língua do quadrupide bovino, para relembrar o ser medieval que habita em sua sombra.

 

 

 

 

Passo 3: Cozinhe-a sobre pressão por 30mim, contados a partir do momento em que a penela é posta ao fogo. Fazer este cozimento somente com água e sal; desligue o fogo quando a panela começar a chiar.

 

 

 

Passo 4: Após realizado o cozimento, limpe a língua, pique-a ou fatie-a, pique também as cebolas, as cabeças de alho, o pimentão verde, etc., e refogue tudo numa panela por mais 20mim.

 

 

 

Passo final: Está pronto! Agora é so deliciar-se com uns dos pratos tradicionais da culinária brasileira.

 

 

Dica: sirva esse prato naquele almoção de final de semana, vai ser sucesso garantido!

 

Mais receitas:

Língua ao molho madeira

Língua ao molho vermelho

Feijoadinha de língua

Língua de vaca a minha moda

Língua de vaca estufada

Língua de vaca de fricassé

Manjar de língua de Arouca

Língua de vaca em vinagrete

Manjar de língua de vaca

 

Clique no assunto: , ,
publicado por AB Poeta às 14:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
Follow ABPoeta on Twitter
Instagram

Compre meus livros


Livros por demanda



Poesias declamadas


Clique no assunto

todas as tags