Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2016

Viagem

 

Não há mar

e nem há monte

Nessa estrada

longa e sinuosa

a barreira é superada

Travessia pela ponte

 

Não há mar

e nem há monte

Mas há amar

que nessa viagem

onde estamos de passagem

é o melhor horizonte

 

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

Encontros

 

Um encontro aceito

de um com o outro

E foi tudo feito fora

das zonas de conforto

 

O que parecia não ter jeito

aconteceu de peito aberto

e um com outro deu certo

Virou belo concerto

 

Naquele leito vazio

hoje já não deito

E o mundo que era torto

agora é o nosso porto

 

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016

Ombrax

 

O choro solitário

esmagado pela noite escura

Para aquela dor que adoece

há o amor que depura

 

Para as lágrimas salgadas

como um tipo de cura

ofereço muitas doses

do meu ombro doce

 

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

Coração violento

 

Dentro do meu

peito tem um

negócio que é

teu

 

E ele bate em

mim

porque está afim

de você

 

Violento

coração querendo

nossa relação

tem essa reação

 

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

O que não passa?

 

Eu passo o dia contando

Ela passa o dia cosendo

O tempo que passa correndo

justo hoje, passa lento...

 

Caminho a passos largos

Passo a praça do pássaro

que passa voando

assim como a massa

que atravessa na faixa

e os carros em marcha

que passam por cima de tudo

 

Daí eu paro, mudo

Observo o mundo

que passa assim

passando apressado

e vira passado

 

E apesar de tudo passando

como coisa que não se protela

percebo que algo não passa:

a vontade de vê-la

 

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Paraíso

 

Olhos se fecham, outros se abrem

Uma folha cai, a outra cresce

Na troca da vida, nossos corações batem

juntos. Jardim do Éden que floresce

 

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Noites de Verão

 

Tão bom o cheiro da minha amada

seu gosto doce, na pele salgada

O suor... Corpos quentes sobre a cama

Chama que aquece a noite gelada

 

Nas madrugas de Inverno

nossos abraços de Verão

De estação em estação

que esse calor se mantenha eterno

 

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015

O relógio da vovó

 

Ah, se o mundo fosse

como o relógio da vovó

seria bem melhor:

acordar e não dar corda

ao que acontece lá fora

e do seu lado

ver o tempo parado

 

Não existiria o tempo passando

nem o tempo passado

nem os dias corridos

Só o instante sendo

eternamente vivido

 

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Sábado, 8 de Agosto de 2015

Conto de Fadas

 

Acordei a Bela Dorminhoca

com um beijo na boca

profundo e envenenado

Entorpecidos, na cama

comemos a maçã do pecado

 

Amanheceu, ela foi embora

e me deixou um recado:

esqueceu os chinelos dourados

pra dizer que ainda volta

 

Espero que volte, para pegá-los

Vou me ajoelhar e calça-los

em seus pés; percorrer as pernas

até o meio delas; atingir os pelos

 

Entre meus lábios, os seus, tê-los

e novamente enlouquecidos

fazer a estória acontecer

Reescrevê-la, com prazer

 

Eu, gato sem botas

e você, nas maravilhas

fazendo um conto de fadas

virar um conto de fodas

 

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Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

A fonte

 

O meu passarinho

bebe em sua fonte

 

Mergulha a cabeça

até o fundo

na nascente

Molha as assas

em água corrente

Cisca a terra

planta a semente

pra colher o fruto

 

Mira o horizonte

canta ao poente

esperando a noite

que vem

para se aninhar

entre a maçã e a serpente

e pecar

 

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

Um par

 

O abraço apertado, ofegante

sobre a cama

estrangulando o tempo

 

As marcas pelo corpo

evidências de um crime lícito

e perfeito

 

Um par

são dois

que são um

 

No separar das mãos

a dilatação da saudade

que já tem hora marcada para morrer

 

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Domingo, 10 de Maio de 2015

mãe dos sem mães

 

a biologia não a constrói

só carregar o feto não é afeto

porque ser mãe não é ser mala

duas coisas que não se igualam

 

há tantos desafetos nas ruas

crianças que só foram carregadas

concebidas pela indiferença

são tratadas como malcriadas

 

mas o olhar materno as enxerga

e isso transcende a fisiologia

mãe é uma divindade que caminha

sempre atenta a todas as crias

 

e a ternura da mãe se espalha:

nas roupas que são doadas

nas refeições que são distribuídas

em cobertores que abrandam o frio

em doces nos feriados sem alegria

 

a mãe instintiva lhes dá abrigo

tenta consertar essa realidade

cruel, invisível à sociedade

pois essa é órfã da empatia

 

novos ou velhos os filhos

pessoas de muitas necessidades

sob o olhar da mãe dos sem mães

recebem um pouco de dignidade

 

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publicado por AB Poeta às 16:06
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Terça-feira, 14 de Abril de 2015

banquete

 

a faca

o queijo

o desejo

a fome

tudo em tuas mãos

 

corta essa

de solidão

e divide comigo

essa refeição

 

 

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Domingo, 29 de Março de 2015

o fio vermelho

 

Akai Ito

um fio a nos unir

dois sangues numa só veia

misturados pelo destino

poético seu sentido

pois nunca irá se partir

 

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Quarta-feira, 25 de Março de 2015

arte final

 

lábio arquetípico

vivo

no inconsciente

coletivo

 

para maioria

o ideal

forma feita

artesanal

 

enquanto as outras são

um rabisco

que não arrisco

dizer ser igual

a boca dela

o sorrio

é a arte final

 

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Segunda-feira, 23 de Março de 2015

delinear

 

esboço inato

retrato do desejo

delineado lábio perfeito

 

feita à mão livre

fantasia, doce tracejo

impossível de ver defeito

 

arquétipo vivo

a boca dela é aquela

que quero grafada no peito

 

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Domingo, 15 de Março de 2015

sinfonia

 

sinfonia que o ato produz

notas corporais

em toques musicais

o som que nos seduz

 

fá de ré pra mi

sentidos em atritos

lá em si sem dó

 

suspiros sustenidos

pudor em bemol

pautas noturnas

até virarem sol

 

 

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Sábado, 14 de Março de 2015

passarinha

 

voa passarinha voa

bate tuas assas

pra longe da agonia

e alça à alegria

volta pro teu recanto

 

rompe a gaiola velha

motivo de desencanto

e voa feito pluma livre

pruma nova vida leve

 

autoalforria

voa e volta entoando teu canto

melodia que tanto encanta

breve decanto que nos abranda

 

giganta

passarinha voa

traz das alturas

toda a esperança

e pousa na minha varanda

 

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Quinta-feira, 12 de Março de 2015

fotogenia

 

graça que produz luz

feminina silhueta

encanto por natureza

 

pose sem ênfase

gestos sublimes, leveza

nobreza e harmonia

 

em cada ângulo seu

que retrato na memória

vejo uma nova beleza

 

simetria e pureza

que se multiplicam

caleidoscópio de delicadezas

 

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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

viva voz

 

som que rompe a barreira

distância que se encurta no tempo

voz da mulher que não vejo

 

som que me traz o beijo

seus lábios molhados percebo

voz da mulher que festejo

 

som que me invade os ouvidos

pela noite, madrugada adentro

voz da mulher que desejo

 

som, voz viva, lindo arpejo

que num instante, um lampejo

me dá aquilo que almejo

 

sua presença

 

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Quinta-feira, 5 de Março de 2015

anseio

 

acertei a flecha

na epiderme dela

tiro certeiro no seio

 

coração riscado na pele

com meu nome dentro

chancela que sela

nossos anseios

 

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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

o mar dentro da concha

 

na conversa calorosa

na rede fria

entre muitas palavras

e poucas imagens

surge parte nua

do corpo alvo

felino e longo

e aos poucos outras:

o colo cálice

a coisa lisa e brilhosa

o seio simétrico

a boca estática em forma de beijo

o olhar vivo que sugere o sorriso

 

e o universo que nos cerca

que ainda está em expansão

de repente se contrai

a coerciva distância geográfica acaba

na equidistância do desejo

e a ideia de espaço some

 

é como a mágica que acontece

nas trocas de cartas entre amantes

que aproxima suas mãos através do papel perfumado

como a foto que vive na carteira

ícone que ameniza a ausência

como a pequena concha jogada na areia

que ao pé do ouvido ruge

porque dentro carrega o mar

 

a troca virtual

desvirtua o impossível

sinto sua presença

e tudo se torna atemporal

 

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Segunda-feira, 2 de Março de 2015

escultura

 

olho em teus olhos

luz de intenso brilho

e tento achar os meus

 

organizo uma imagem

monto uma colagem

com cada pedacinho que me deu

 

entre fragmentos

recortes de momentos

surge o corpo teu

 

no final a estrutura

forma bela escultura

que meu olhar concebeu

 

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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2015

a boca da moça

 

tanta coisa boa é pouca

diante da beleza de sua boca

 

lábio que provoca

tanta coisa louca

carne farta que invoca

minha alma lassa

 

moça

coloca a sua na minha

e desloca

essa minha vida oca

que não mereço

 

a boca da moça é o começo

 

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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

feia feito Sophia

 

tem nome de titia

dessas que ninguém elogia

ela é feia feito Sophia

 

tem olhos de esfinge

e longas pernas esguias

ela é feia feito Sophia

 

arredia com todos

é estúpida e fria

ela é feia feito Sophia

 

de sex appeal tem fobia

por isso fez até terapia

ela é feia feito Sophia

 

quando lhe chamam de “linda”

retribui com rebeldia

ela é feia feito Sophia

 

um dia lhe fiz poesia

que achou uma porcaria

ela é feia feito Sophia

 

mas meus olhos a contraria

quando vejo sua fisionomia

porque acho ela feia

feito Sophia

Loren

 

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

capixaba

 

encanto capixaba

a quem tanto recito

aceita meu espírito

nada santo

de cabra maldito

 

tudo que for escrito

à capixaba canto

até seu corpo virar mito

e ainda cito:

mulher como essa

não há em nenhum

recanto ou recinto

 

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Domingo, 9 de Novembro de 2014

Yesterday

 

I

 

nós

no carro

no rádio

Yesterday

 

de tudo que não falei

o principal ditado:

carinho entre amigos

não é pecado.

 

lado a lado

bocas juntas

corações

                separados

 

II

 

nós no carro

afins

no rádio

Let it be

 

 

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Domingo, 24 de Agosto de 2014

curvas

 

tantas curvas se insinuam

sinuosas em teu corpo

caminhos que se formam

desejos densos destinos

sem fim

 

enfim

quero percorre-los todos

curvar-se em tuas

curvas nuas

nuances prazerosas

 

sina tortuosa

anseio que se pactua

vontade que se perpetua

 

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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Hai-Ca(ss)i(a)

 

Cássia é atriz

tem o beijo no nome

o que sempre Kiss

 

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Sábado, 14 de Setembro de 2013

Brilho interior

 

tua carne brilha

meu olhar vidra

a alma vibra

o sangue aquece

é a vida

que acontece

 

 

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Sábado, 7 de Setembro de 2013

Canção onde dois dançam (ou Canção da despedida)

 

menina que vive à toa        

a você faço uma canção

sem tantas coisas boas    

mas canto de coração

 

minhas palavras tolas

rimo-as com precisão

faço acordes na viola

pra essa letra sem refrão

 

nossa música não entoa      

nossas frases não rimarão

a melodia já não soa

e não há mais efusão

 

nossa dança desentoa

em poucos passos vãos

o compasso só destoa

nessa valsa sem emoção

 

por isso largo tua mão

no silêncio que ecoa

bem no meio do salão

sem promessa sem festoa

 

o baile acabou

par já não somos

a luz se apagou

nós dois dançamos

 

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Sábado, 27 de Julho de 2013

Beijo

 

oferece-me a boca como um vinho

tinto e intenso tom

e derrama tudo em meu corpo

tingindo minha pele de batom

vermelho

sangue

que corre nas veias e

traz a tona o desejo

 

oferece-me a boca

que te dou um beijo

 

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Terça-feira, 9 de Julho de 2013

Num quarto

 

um quarto de dia num quarto

a tarde...

 

ainda tenho

teu cheiro pelo corpo

na boca o teu gosto

na lembrança teu dorso

na pele a marca que arde

 

Façamos de novo

mais tarde

pelas tardes

em mais quartos

de dias

por dias

 

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Domingo, 23 de Junho de 2013

Anjo pornográfico

 

Voa do seu paraíso profano

e marca minha pele a ferro

quente boca que me engole

em lava ácida

 

me leva em tuas asas de fogo

para longe desse inferno diário

e me deita em tua cama

de pregos e luzes

meu anjo pornográfico

 

Me exibe teu sorriso vermelho carne molhada

dentro dos meus olhos cansados e escravos

entra nesse resto humano que sou

e transforma meu fim em destino

 

rasga minha pele em ritual sacro

e bebe meu sangue impuro

bacante enlouquecida que dança

envolta do meu corpo dilacerado

 

não quero o céu nem seus ídolos de

mármore frio

meu anjo pornográfico

me coloca em teus seios

me afaga em teu fogo e carrega

minha alma desse vale vazio no qual vago

 

me protege

em teus quadris incandescentes

me guarda

em tua indecência angelical

 

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Sábado, 22 de Junho de 2013

Constelação

 

Na constelação dos olhos azuis

um cometa passa

é meu sorriso que rasga

marca um caminho de luz

Até a boca que espera

sincronia de esferas

atmosfera que nos conduz

 

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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

No mundo dos olhos

 

Fecha e me tranca em teus olhos azuis

agora

e não abra-os mais

deixe o mundo de fora

fiquemos em paz

 

 

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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Dorme bem

 

Dorme anjo

me leva nesses olhos azuis

me conduz em tuas asas

me leva pra tua casa

tansforma meu corpo em luz

 

 

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Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Ama

 

me deita em teu colo leito

e me dá o peito...

eu, homem feito

criança que não se cansa

mama a ama

criança que não vê defeito

 

me dá o peito, encosta

e toma meu leite em resposta

 

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Sábado, 15 de Junho de 2013

Dilatados

 

você rosa orvalhada

                                dilatada

ante minhas pupilas

                                dilatadas

vibrante minha vontade

                                dilatada

deseja

que o tempo se       dilate

diante do deleite

 

que ninguém nos delate 

 

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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Doce caminho

 

Beijá-la os

pés e percorrer

as pernas até

encontrá-la

úmida

entre teus

poucos pelos

 

Língua e grelo

gozo e gemidos

nós

dois unidos um

elo

 

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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Pernas

 

Pernas

Pele

Prazer

 

Só pernas

elas

com elas

 

Delas faço

parte

arte

com elas faço

 

Nelas me

desfaço

não disfarço

olhos que querem

língua que quer

percorrer morrer

a sós aos pés das

pernas

 

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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Puta que partiu

 

A noite se abria no movimento de suas pernas 

grossas pecaminosas infinitas

e o brilho morto das estrelas

emolduravam teu corpo lascivo e jovem

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Suas mãos corriam até mergulharem

lábios seios sexo

que me exibia liso e rosa carne

querendo quente pulsando

expulsando todo o frio e a derrota

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Suas coxas apertavam e espremiam

o gozo

que sobrava em seus olhos

que me mostrava entre os dedos

que lambia satisfeita

que alimentava o pouco que éramos

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Que sonora gemia fêmea

que linda contorcia-se fêmea

que satisfeita ofegava fêmea

e enchia meus escravos ouvidos

com sons úmidos de fêmea

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Era um mundo construído

e constituído de vontades animalescas

que faziam meu sangue pele correr

percorrer pelos meus rios e mares

até alagar o deserto e o homem que sou

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Mas no ordinário passar dos dias

nosso jogo não teve mais vitórias

monótonos sucumbimos ao banal

e derrotados

desistimos do poder lúdico

que proporcionávamos aos nossos restos

 

O solitário e sujo tempo venceu

 

Que saudades que tenho da minha puta

que partiu...

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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Sorriso

 

I

 

Se meu olhar muda

E minha boca muda

Muda calada

E toda minha pele grita

Uma alegria desconcertante

Em arrepios

Sussurra espasmos

 

Se o resto em volta muda

E meus ouvidos mudam

E meu corpo todo muda

Então sorrir é um orgasmo

 

II

 

Num sexo sem toques

Meu corpo todo

Sorrindo

Goza

A felicidade

De pensar-te

 

III

 

Na orla do lábio

Caminha o sorriso que

Eufórico

Corre

Pela areia do tempo

E mergulha

Na felicidade do mar

 

IV

 

Na música do sorrir

Os acordes são maiores

E todas as claves

São de Sol

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Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Beira mar

 

A Lua será nossa madrinha

Padrinho, o Mar

Na areia

Tapete coberto de noite

Só nos restará amar

 

Pelo ar

Quente atrito

Brisa e hálito

O som da vida se espalha

 

Gozo mortalha

O tempo

Espremido nos abraços

Dilatado nos sorrisos

Esquecido

Pelos amantes que deleitam

A inexistência do relógio

 

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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

Línguas

 

A boca dormente

Que quer o futuro

Escuta entre línguas

O som que lhe acalma:

Te iubesc dragul meu

Chiar te iubesc
Sărutare

 

Mesmo muda ao idioma

A língua se move

E soa ao amanhã:

te iubescpreadragoste

 

O desejo atemporal

Aproxima as línguas

Que não se falam

Mas se reconhecem

Pelo sentido

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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Largo

 

Um verso que surgiu

Num momento avesso

 

Quando leio a poesia em tua pele

Vejo a perfeição incisa

Do meu nome dentro do teu

 

E sorrio largo

Largo como a felicidade deve ser

 

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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Deixa ser

 

Se é amor

Deixa ser

Porque dor não pode ter

 

O que vai nascer

Dessa flor

Não sei

Mas o dia sem cor

Não mais verei

 

Deixa ser se é amor

Na dor não quero crer

 

A maré antiga passou

E levou

O que não pode ser

 

Bendizer

Se é amor

Deixa ser

 

No alvorecer

Da vida

Deixa eu tecer

A minha na tua

E pela rua

Mão dada com mão

No passar da estação

Ver o entardecer

 

É amor

Então deixa ser

Porque da dor

Não quero mais saber

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publicado por AB Poeta às 12:21
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011

Presente

 

I

 

Um amor descoberto

Entre palavras noturnas

Sem pretensões

 

Agora tenho teu cheiro

Dentro de uma carta

Que guardo debaixo do travesseiro

Esperando o beijo

Que completará a cena

 

II

 

O asfalto queima os pés

Que querem alcançar o mar

 

Para na orla

Ao lado do poeta

Os versos se darem

Entre bocas de fome

Vigiadas pelo cristo

Petrificado

De braços abertos

Que nunca é abraçado por ninguém

 

III

 

Ao som do mar

Nossos cheiros irão se misturar

E virar perfume único

Que derramaremos em cartas

Flores

E nas poesias que estão por vir

 

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publicado por AB Poeta às 02:33
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Me nina

 

Menina

Me nina

Em sua conversa de brincar

 

Em tuas palavras a noite não acaba

Me acaba

Nesse jogo de conversar

 

Me conta contos

E poemas

Que já foram de azar

 

Reescreve a história

Comigo

No papel principal de beijar

 

Menina

Me nina

No teu berço de abraçar

Porque o tempo estica o dia

Mas é na noite

Que com você quero querer

Porque querer

É muito mais do que amar

 

Menina

Me nina

Em teu colo de deitar

 

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publicado por AB Poeta às 22:23
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Matança

 

Verbos, versos e outras matanças

Vestes, vítimas em tantas andanças

Rostos e restos em rodas de dança

Bocas e beijos, cabelos de tranças

Murros e marras em ponta de lança

Erro e erro, desde criança

 

Assassino a(à) soul(ta)

Carnificino-me o corpo

Minha matança mira morte minha

 

Matança...

Diariamente meu fim adia

 

Matança...

Dia-a-dia em meu peito ardia

 

Matança

Ainda que tardia...

 

Quantas vezes preciso morrer

Para ser quem eu sou?

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publicado por AB Poeta às 12:36
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Domingo, 24 de Outubro de 2010

Anda o Navegante

 

Anda como nunca

Num desconhecido

Deserto que contém um Oasis

Rico em futuro

E sonhos

 

Encontra-o

 

Nada em seu lago

Admira seu bosque:

Todas as belezas lá

Ainda por tocar

Lábios de esperança

Imantados pelo desejo

Amor que se descobre...

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publicado por AB Poeta às 15:02
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Na minha Morada

 

Ele edificou várias moradas

Entre corpos, planetas e dimensões

Mas, Anjo, se for escolher uma

More em mim

 

More em mim Anjo

Meu corpo guarda

Quartos, porões

Diversões, praças e paixões

 

More em mim Anjo

Abra as janelas dos meus olhos

Divida comigo o horizonte

Faça-me ver além

 

More em mim Anjo

Ocupe meus quartos

Deite em minha cama

Lençóis puros esperam

Para pecar conosco

Peque em mim

 

More em mim Anjo

Meu colo-leito

E meus ouvidos bobos

Aguardam quentes

Seus piores dias

Chore em mim

 

More em mim Anjo

Meus pés querem seguir teus caminhos

Minhas mãos querem formar pares com as tuas

As duas, duas a duas

Serão uma

 

More em mim Anjo

Minha boca quer comer da tua

E em minha mesa se põe

Os alimentos da alma

Farte-se em mim

 

More em mim Anjo

E me ajude a limpar os porões

Cheio de coisas empoeiradas

Passados que não quero mais

Limpemos os nossos porões

 

More em mim Anjo

A sala vermelha e principal

Onde corre a vida

Pulsa firme e forte

O desejo de abrigar-te

 

More em mim Anjo

Caminhe pelos meus corredores

Um labirinto onde não há como se perder

Pois todos os caminhos terminam

No abraço

 

Ele edificou várias moradas

Entre planetas, corpos e dimensões

Mas te ofereço, Anjo

A mim como morada

E te convido

A edificar algo divino

(Na Morada minha)

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publicado por AB Poeta às 23:03
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Sábado, 9 de Outubro de 2010

Bombom

 

É bom dar gosto

Bom

À boca que gosto

E que me dá tanto

Gosto

De levantar e

Viver bem

Bom

 

Vim... te ver

Meu bem

Bom

 

Bem-bom, bem-bom

Faz a campainha

Pedindo à menininha

Que abra a porta

Do coração

 

 

(o poema nascendo)

 

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publicado por AB Poeta às 05:41
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

A Menina e o Astronauta

 

A Menina é um universo

Do qual eu quero fazer parte

Um Astronauta bobo

Girando em torno da estrela

 

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publicado por AB Poeta às 14:30
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Lua Natalina

 

Num gesto que encontrava caminho na brisa

Tão calmo quanto o tempo que leva para formarem-se os corais

Ajeitava os negros cabelos densos deixando aparecer

O colo fundo cálice de vinho tinto e uma beleza de

Deusa grega entalhada em mármore bruto e sagrado

 

Vista pelos olhos pobres, era confundida

Com meros objetos kitsch e modelos defuntas

Fabricadas em série e que mal

Vertiam um sorriso plástico

 

Natália é uma Lua que nasce em noites coloridas

Na cidade habitada pela fome e a ilusão

No momento em que anjos sopram hálitos frescos

E seu noturno nascimento só o poeta é que pode

Ver e sentir, pois sua alma voando solta lhe dá

Esse privilégio...

 

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publicado por AB Poeta às 01:50
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

Musa

 

Não suma

Amor

Só o consuma

Em cima

Da Musa

 

Sem norma

Só minha

Musa Norminha

 

Caminha em

Minha linha

Desalinha (tudo)

E usa essa forma

Formosa de musa

Me usa

 

Abusa

Da minha

E se aninha

Em meu peito

 

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publicado por AB Poeta às 10:43
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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

IV Estações

Como tudo hoje anda tão corrido... Não sobra mais tempo para nada. A vida virou uma agenda, e o que não estiver nela anotado vai passar sem ser notado. Até o que está ao nosso lado às vezes passa despercebido. As lembranças foram sintetizadas e rabiscadas em papeizinhos post-it, aqueles amarelinhos com cola que grudamos a nossa volta e depois amassamos e descartamos antes mesmo de seu conteúdo ser registrado em algum lugar de nossa memória. Tudo hoje é passageiro e, pior, descartável. E é incrível como Deus, em seu silêncio e eterna presença se mostra contrário a isso.


Tudo o que é bonito tem um tempo de gestação. Quando notamos maravilhados um campo florido, ignoramos o fato de que um dia aquilo tudo foi uma imensidão vazia, apenas terra. A semente, soterrada em silêncio, nos movimentos das estações anuais, vira broto, cria caule, folha, flor, fruto... Fruto que cai, renova a relva, renasce vivo, perdura o ciclo, encanta. A lagarta vista com asco, rasteja, se fecha em seu casulo, crisálida mutação, desperta borboleta de infinitas cores, voa disforme, pousa no pólen, revoa inata, repousa fecunda. Perpétua e harmônica, assim segue a beleza da natureza, soprada pela una divindade. Assim é também com o amor.


Na correria diária às vezes não enxergamos o que está a um palmo de nossos narizes, quem dirá o que está a alguns quarteirões. Nas voltas da vida, de tantas idas e vindas, uma hora o destino se alinha, direciona, redireciona os passos para o plano que Ele tem para nós. Nós que há tanto moramos perto, a poucos passos de distância um do outro, fomos nos encontrar longe de nossos lares, do cotidiano bairrista. Poderíamos ter nos encontrados na fila do pão, no mercadinho da esquina, distraídos, locando um filme... Mas não, foi mais do que um encontro casual, foi um encontro que nasceu de uma afinidade. Uma afinidade que nasceu de um destino. Destinos que verdejaram se cruzaram na maturidade, no melhor da vida.


Foram quatro anos de amizade. Assim como Deus demonstra com a natureza, conosco não foi diferente. Aos poucos, primeiro plantada, cuidadosamente regada, carinhosamente aquecida pelo sol, devagarzinho nossa semente foi brotando. Nossas mãos, antes distantes, foram unidas pela mão maior, formando um caule fortificado pelo desejo, pelo respeito mutuo, que fez florir nosso amor. Temos muito ainda pela frente e, assim como a natureza, quero rir com você no verão, planejar no outono, te abraçar no inverno, renascer na primavera, passar o passar das estações ao seu lado, plantando e cultivando as boas sementes, espalhar nossos frutos pelo campo, renovar a relva e perpetuar a beleza de nosso amor, que calmo como as flores, nasceu de um ciclo naturalmente divino, de um destino que a pressa não conseguiu separar.

 


Escrito para Marina e Moisés

 

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publicado por AB Poeta às 12:27
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

A Marta e a Morta

A Marta e a Morta
Formavam uma dupla
Conforme seus conformes:
Desuniforme


Uma era uma reta
A outra toda torta


Uma, dizem, era burra
A outra uma porta


O que uma concebe
A outra aborta


O que uma costura
A outra recorta


O que para uma muito interessa
Para a outra pouco importa


O que uma não tolera
A outra suporta


O que uma faz escondido
Escondido, a outra reporta


O segredo de uma
Para outro a outra transporta


Se juntar as duas
Não dá uma
Marmota

 

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publicado por AB Poeta às 13:30
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O sorriso dela

Assim era o sorriso dela: do tamanho do mundo
Que todo mundo sonha um dia em beijar profundo
Largo lago denso de águas quentes, caldas caudalosas
Imenso poço de alegria sem fundo que se mergulha
Sem pensar e que se espera passar o para sempre


Assim eu a via
Assim a viam
Assim viviam a vê-la
Vivian vivia assim sorrindo

 

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publicado por AB Poeta às 23:40
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Sereia

Sentada à beira-mar, contempla a sereia:
O tempo que passa, o tempo que nos come
O tempo da graça, o tempo passado que some
De amores vividos, alguns doloridos
Felicidades clandestinas em castelos de areia


De tombo em tombo levanta audaz
De cabeça erguida, cada vez mais
Vivendo os momentos que a vida lhe trás
Mostrando ao mundo, admirado aprendiz
Como se faz o tempo feliz


Menina, mãe e sereia, vence a má maré cheia
Cuidando da cria, do lar e da alma
E enche os olhos dos que lhe rodeia
Pela bravura, pela ternura, pela centelha
Que brilha no olhar, no olhar de sereia


De corpo formoso e melodiosa
Delicada mulher de pele fogosa
Santa divina que a vida decanta
Sabe que chorar não adianta
Então canta sereia canta
Giganta, entoa esse canto
Que tanto me encanta...

 

 

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publicado por AB Poeta às 01:42
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