Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Cavaco empenado

Caminha alma minha

Pescando Namorado

Cantiga do sapo

O Padre e a Freira

Churras de carnaval

Pode chover

O cão ladrão

Jingle - Sabão Ypê

Bossa de uma nota só

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Cantiga manhosa

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Sábado, 31 de Janeiro de 2015

marchinha da jurupinga

 

eu quero jurupinga

pinga

pinga

e não acaba

 

melhor uma goteira que embriaga

do que um rio que me faz chorar

 

juro vou na ginga

no bloco a cantar

que eu quero que essa pinga

nunca pare de gotejar

 

eu quero jurupinga...

 

(repete até cair...)

 

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Domingo, 9 de Novembro de 2014

Yesterday

 

I

 

nós

no carro

no rádio

Yesterday

 

de tudo que não falei

o principal ditado:

carinho entre amigos

não é pecado.

 

lado a lado

bocas juntas

corações

                separados

 

II

 

nós no carro

afins

no rádio

Let it be

 

 

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Sábado, 7 de Setembro de 2013

Canção onde dois dançam (ou Canção da despedida)

 

menina que vive à toa        

a você faço uma canção

sem tantas coisas boas    

mas canto de coração

 

minhas palavras tolas

rimo-as com precisão

faço acordes na viola

pra essa letra sem refrão

 

nossa música não entoa      

nossas frases não rimarão

a melodia já não soa

e não há mais efusão

 

nossa dança desentoa

em poucos passos vãos

o compasso só destoa

nessa valsa sem emoção

 

por isso largo tua mão

no silêncio que ecoa

bem no meio do salão

sem promessa sem festoa

 

o baile acabou

par já não somos

a luz se apagou

nós dois dançamos

 

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Centenário alvinegro

 

O Santos é meu time

e eu torço com fervor

alvinegra é minha camisa

e eu visto com amor

Santos centenário

sempre joga pra vencer!

 

Santos sempre Santos

Santos sempre eu ei de ser

 

O Santos sempre busca a vitória

Na Vila, dentro ou fora, aonde for

O time da virada

nunca tem o que temer!

 

Santos sempre Santos

Santos sempre eu ei de ser

 

A torcida se dedica com louvor

canta e empurra o time por amor

O caldeirão da Vila

quando enche é pra ferver!

 

Santos sempre Santos

Santos sempre eu ei de ser

 

A arte já faz parte

de sua história

da Vila para o mundo

com suas glórias

Os craques da baixada

quando jogam é pra valer!

 

Santos sempre Santos

Santos sempre eu ei de ser

 

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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Barulho dos Inocentes

 

Rebeldia Punk

grito suburbano

 

A cidade não pára

ambiente desumano

 

Ao que me parece

o pânico prevalece em SP

onde anoitece e aparece

a face de deus na rotina

da pátria amada

do desequilíbrio

 

Devoro estilhaços calado

o expresso oriente descarrila

Eu ignorado, faminto

um ninguém em chamas

sem medo de morrer, sem valor

 

Inimigo, homem negro

que bebe demais, sujo

estranho de sangue ruim

um verme, resto de nada

 

Que tem nojo

que aprendeu a odiar

um homem em fúria

sem nada a perder

pesadelo contra o mal

 

A noite dome lá fora

amanha será tarde demais

 

Só a raiva vai nos salvar!

 

 

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Domingo, 3 de Julho de 2011

Maria, Maria...

 

À Betânia

 

Maria, Maria
o que ela queria
eu já sabia
que era só dinheiro
pra dizer poesia.

 

A alma fria
não vale um verso
quem diria
de todo universo
logo você
Maria...

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publicado por AB Poeta às 16:14
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Ladrão de flores (e pra dizer que já não roubei flores)

Esse é um bregão daqueles.

 

 

Sabe amor

Aquela flor

Que te dei

 

Eu não comprei

E pra te dar

Eu roubei!

 

Agora pago o preço da desigualdade

Sofrendo esse horror atrás dessas grades

Esperando o dia de te abraçar

 

E peço encarecido ao doutor Delegado

Que julgue o amor

E não o pecado

 

Confesso, roubei

Estou apaixonado!

 

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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Consolação

 

É lá, perto da estação

No sexto andar dum prédio

Na rua do Tédio

Mora Consolação

 

Menina bonita

Ouro, pele e paixão

Mas por um destino ingrato

Também chora a solidão

 

Não se fique assim

Porque a vida é mermo ingrata

Quando pensemo que tá farta

Vemô é que farta um montão

 

A solução, a essa artura

É juntar nossamargura

Solidão mais solidão

Vira um só coração

 

Então juntemos as mão!

 

 

 

 

(inspirado nos sambas de Adoniran Barbosa; em suas devidas proporções...)

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Flor do oriente (música)

Um anjo me soprou ao ouvido que o poema Flor do oriente daria música. Fiz essa letra:

 

 

Flor do oriente (música)

 

Quanto tempo ainda tem

Pra que a estrela se apresente

Com a que brilha lá no norte

Já não tive tanta sorte

 

Mas um vento veio forte

Me afastando do poente

E me levou a um horizonte

Em que tudo é diferente

 

Lá o Sol nasce sem dor

E brilha intensamente

Numa manhã multicolor

Em meio a tanta gente

Eu enxerguei a minha Flor

 

Flor do oriente

Num beijo me desoriente

Cala-me todo, sol poente

Noite que vem: suor de água ardente

 

(o corpo dormente

espera a manhã

para amar novamente)

 

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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Cavaco empenado

Mais um samba...

 

Fiz uma nota em dó

Para expressar o meu amor

Num cavaco empenado

 

Quanta dor contida

Que a corda vibrou...

Soou desafinado

 

Eu e meu amigo torto

Seguimos no compasso

Desse samba improvisado

 

Desesperado

É assim que estou

Atrás de um acorde

Que a acorde

E lhe mostre meu amor

 

Eu e meu amigo tordo

Estamos cansados

De ser ignorados

 

Se é assim, eu vou

Seguindo o compasso

Desafinado

No cavaco empenado

 

E a minha nota dó

Passando por bemol

Vai virar sol

 

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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Caminha alma minha

 

Calma alma

Ainda ando

Onde a onda

Enche

Os olhos

 

Me acalma alma

Senão a gente

Indigente

Não se aninha

 

Se alinha

Coisa minha

E caminha

Para frente

 

E

Calma alma minha

Ca(l)minha

Ainda não é hora de dormir...

 

 

Inspirado na música Alma Nova

 

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Pescando Namorado

Ela jogou a rede
No rio em Jaú
Pra pegar um Namorado
E pegou um torneado
Mas deu sorte de azarado
Ele só quer pirarucu


Ele quer pirarucu
Ele quer pirarucu


Namorado torneado
Que sorte de azarado
Ele só quer pirarucu


Olha aqui minha colega
Eu sou todo torneado
Mas não sou o Namorado


Vamos pescar juntos
Nesse rio de Jaú
Quem sabe arrumamos
Um bom pacu, pacu, pacu


Ele quer pirarucu
Ele quer pirarucu


Namorado torneado
Que sorte de azarado
Ele só quer pirarucu

 

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Cantiga do sapo

Tentativa de compor uma música infantil.

 

O sapo tinha uma canoa
Na canoa, ia pelo rio
O rio ia para o mar
Mar, que o sapo nunca viu


Chegando lá, logo se encantou
Na areia ele se acomodou
De óculos escuros
Deitado na esteira
Catava: Uêba! Uêba! Uêba!

 

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O Padre e a Freira

Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O padre quer saber
Quem comeu o cu da freira


Seu herege
Isso não valeu
Já vou lhe dizendo
Esse pecado é só meu


Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O Padre quer saber
Quem comeu o cu da freira


Padre, não diga isso não
Se o pecado é perdoado
Divide ele com os irmãos


Depois rezamos
novena ou dezena
E iremos para o céu
Eu, você e a tal freira


Quem foi o doido
Sem eira nem beira
O padre quer saber
Quem comeu o cu da freira

 

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Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Churras de carnaval

Aaaaai eu tô passando mal
Comi um coração
No churras de carnaval


Tira o frango
Para de preguiça
Vira a chuleta
Que eu vô botá a lingüiça


Aaaaai eu tô passando mal
Comi um coração
No churras de carnaval


Gela a breja
Prepara a farinha
Pega o pilão
Pra socar na caipirinha


Aaaaai eu tô passando mal
Comi um coração
No churras de carnaval...

 

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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Pode chover

Pode chover
Pode chover agora
Pode chover que a alegria não vai embora


Pode chover que eu vou até o amanhecer
Eu vou é comemorar
E não quero nem saber!


Foi mais um
Foi mais um ano que se foi
E se eu só tenho o agora
Não vou deixar para depois


Abre mais uma
Abre duas
Abre três
Que o ano está acabando
Vamos tomar de uma vez!


Primeira bateria
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira, virou...

 

Feliz ano novo a todos!

 

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

O cão ladrão

Voltando do açougue
Cai da bicicleta
Um cachorro magro
Comeu toda bisteca


Que azar que eu dei
Em frente da estação
A bisteca que eu comprei
Quem comeu foi outro cão!


Voltando do açougue...

 

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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Jingle - Sabão Ypê

Este é nosso primeiro trabalho em grupo (faculdade), um jingle feito para o Sabão Ypê.

 

Autores: André Alves, Fabio Martins, Hilde Alves, Janaina Pangella e Michel Carvalho.

 

Jingle Sabão Ypê (em ritmo de samba)

 

Pra sujeira acabar
Você já sabe o que fazer
Pra cuidar do seu lar
O Sabão é Ypê

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

Sabão bom
Sabão bom
Sabão bom é Ypê!

 

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publicado por AB Poeta às 01:17
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Domingo, 11 de Outubro de 2009

Bossa de uma nota só

Escolha um acorde que melhor combine com o seu tom de voz e toque essa velha bossa nova a vontade!

 

Letra: André Al e Michel Carvalho


Lá vai o barquinho
No mar azulzinho
E a nuvem branquinha
No céu a flutuar


O meu amorzinho
Foi-se, redemoinho
E eu to sozinho
Sob a luz do luar


Destino
Por que és ingrato
Me deixou de lado
Preso a solidão


Sorriso
Vadio encantado
Rimo encabulado
Com o meu violão...

 

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Coitado do meu violão

Coitado do meu violão
Hoje vive num canto jogado
Sempre, a mim, de braço esticado
Mas nunca lhe estendo mão


Meus dedos a muito não passeiam
Naquele corpo sinuoso
Que emite som majestoso


Sei que seus desejos anseiam
Um acorde caloroso
De encher ouvido atencioso


Ainda o tomarei nos braços
E a palheta nas cordas de aço
Produzirão felizes, novamente
A vibração contente
Do ruído estridente
Que se transforma em emoção


Vê-lo assim dói meu coração
Sei que em você existe uma canção
Que ainda não foi tocada
E a vida, nessa longa estrada
Pode findar de supetão


Ao meu amigo, de antemão
Só, de lado, peço perdão
Ao companheiro de Luais
E tantos carnavais...
Ai... Coitado do meu violão

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publicado por AB Poeta às 18:54
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Cantiga manhosa

Vem cá mamãe
Mimar bebê
Vem cá mamãe
Amo você


Dá dá...
Dá dá colinho
Dá dá
Dá dá sorrisinho...


Vem cá mamãe
Ninar bebê
Canta pra mim
Nana nenê


Dá dá...
Dá dá carinho
Dá dá
Dá dá beijinho...


Se não fizer
Nenê faz biquinho
E chora baixinho...


Na manha nenê
Assim ganha você

 

Download - pra ouvir:

Novos Baianos - Acabou Chorare

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Sábado, 18 de Julho de 2009

O show não pode parar!

I

 

Dia 25 de junho deste ano Michel Jackson faleceu aos 50 anos da idade, decorrente de uma parada cardíaca. Considerado o rei da música pop em todo o mundo, a notícia de sua morte tomou conta de todos os meios e veículos de comunicação. Prestes a realizar uma maratona de 50 shows pela Inglaterra, e já ensaiando as coreografias dessas apresentações, a morte do ídolo pegou todos de surpresa. As vendas de seus álbuns dispararam no reino unido, deixando 14 de seus trabalhos entre a lista dos 20 mais vendidos. As visualizações de seus vídeos no YOUTUBE bateram recordes. Michael Jackson se foi, mas deixou vivo o mito pop.

 

II

 

Michael Jackson sempre foi envolvido com causas beneficentes. Em janeiro de 1985 ele, junto com o cantor americano e amigo Lionel Richie, escreveram a canção We are the world, que foi gravada por uma reunião de artistas que ficou conhecida como Band Aid. Esse single arrecadou cerca de 55 milhões de dólares para o fundo USA for África, ajudando milhares de famílias no continente africano. A campanha desencadeou vários outras, nesse mesmo formato, pelo mundo todo. No Brasil, uma dessas campanhas ficou conhecida como Nordeste Já.


No Parque São José, bairro pobre de Fortaleza (CE), inspirado no ídolo pop, o cearense Gleidson Rodrigues, conhecido na região como Michael Jackson Cover, formou o grupo de dança Dangerous, que reuni jovens entre 12 e 22 anos. Dentro de um minúsculo apartamento eles ensaiam as coreografias dos vídeos de Michael. O que chama a atenção na liderança de Gleidson é a exigência que ele faz aos jovens, para que possam continuar participando desse grupo: freqüentar e tirar boas notas na escola; e deixa bem claro que o grupo não garante futuro a ninguém. Mais do que passos ensaiados, Glaidson mostra a esses jovens a importância que é educar-se, e ajuda o país a formar cidadãos. Michael Jackson influenciou pessoas não só com a música, mas também com suas atitudes filantrópicas; e Gladison, com a música e a dança de Jackson, ajuda o Brasil a dar passos na direção correta.

 

III

 

Dizem que é melhor ouvir “certas coisas” (merda) do que ser surdo. Mas ficar calado diante de certas “coisas” ditas, não dá. O congressista americano Peter King (rei só de sobrenome) fez um comentário, no mínimo infeliz, sobre a cobertura da morte de Michael. Disse que não entende o “por que” de tanta glorificação, já que, segundo sua opinião, o falecido era um “pervertido... molestador de crianças” – “ele tinha algum talento, era um bom cantor e fez algumas danças, mas você deixaria seu filho ou seu neto com ele?” – palavras de Peter King.


Bem, vamos a uma rápida história: A MTV (Music Television) foi pela primeira vez ao ar em 01 de agosto de 1981, e logo a emissora virou uma febre entre os adolescentes estadunidenses, o que viria revolucionar a indústria musical. Em 1983 um fato inédito aconteceria. Depois do lançamento do álbum Thriller, o videoclipe do single “Billie Jean” estourou na audiência da emissora, fazendo de Michael Jackson o primeiro artista negro a aparecer na MTV. O álbum além de firmar Michael como ícone pop, difundiu mais ainda a cultura negra no segregado país norte americano. Vinte e cinco anos depois dessa barreira cultural rompida, os americanos quebrariam uma barreira maior ainda, elegendo o primeiro presidente negro da maior potência econômica do mundo, Barack Obama.


O que Michael Jackson fez com seu moonwalker, Peter King não fez, e nunca fará, com seu cargo congressista. As palavras do político não passaram de um infeliz comentário de tom racista.

 

IV

 

Ver os vídeos dos Jackson Five, com Michael ainda criança, é uma satisfação plena aos olhos e ouvidos. Numa atitude contemplativa, eles fixam atenção sobre a alegria transmitida pelo menino, vendo-o cantar com tanta emoção e dançar com tanta energia.


É mais que notório que o Jackson pai obrigava os filhos a treinar exaustivamente, e a cada erro que acontecia, a surra já era algo esperado. Michael sempre falou que seu pai nunca deixava-o brincar com outras crianças... Talvez o sensível menino Michael tenha encontrado na arte (sua arte) uma forma de botar para fora toda a angústia contida dentro de seu ser. Ser que ao crescer não quis ser o que todos geralmente se tornam: adulto. Recusou-se.


Desfigurado pela paranóia, neuroticamente procurando reconhecer-se no espelho, mas nunca conseguindo, Michael se cortou e recortou fazendo dezenas de cirurgias plásticas. Em Neverland, o Michael de corpo adulto encontrava seu arquétipo dominante e, junto com outras crianças, fazia algazarras faraônicas, homéricas brincadeiras, tomou dionisíacos porres com coca-cola, transformava suas reprimidas vontades da sofrida e pobre não-infância em realidade, lá na terra do nunca, onde o patriarcal opressor “não” não existia. A mudança de tom da sua pele foi algo simplesmente fantástico! Ele foi o único ser humano na face, e na história, do planeta Terra que mudou de cor! Triste. Não obteve resultado algum. Agrediu o corpo, agrediu a raça, agrediu-se... Para nada. Continuou sendo o que não queria, e longe de ser o que desejava. Sua morte foi pré-matura, mas não por ter morrido aos 50 anos, e sim por que Michael já nasceu morto. Michael nunca foi criança... Nunca foi adulto... Nunca foi Michael Joseph Jackson. Michael sempre foi mito, sempre foi Michael Jackson!

 

V

 

Com o estádio lotado, e escoltado pelos irmãos, o caixão de bronze e ouro, ornado de flores entrou silenciando a todos. A tampa lacrada deixava uma dúvida no ar: será que o corpo está lá dentro? Essa certa dúvida logo se desfez quando a cerimônia começou, pois, mesmo o amortalhado corpo selado em urna fúnebre, Michael nunca foi corpo. Sempre foi alma. Seria impossível cantar daquele jeito, aos oito anos, sendo um corpo. Michael mito estava em todos os lugares, não caberia nunca dentro dum caixão.


VI

 

Através da TV o mundo atentava com lacrimosos olhares ao rito:
Como numa cerimônia nordestina, os pares formaram-se alvoroçados, o sanfoneiro entrou no palco, abriu a garrafa de caninha “da braba” com a boca, cuspiu a rolha, encheu o copo americano e, em homenagem ao defunto, virou sem engasgo. Bateu no púlpito, limpou os lábios na manga da camisa e disse:

 

- O show não pode parar!

 

E a sanfona comeu solto a noite toda.

 

 

Pra ver: 

IN MEMORIAN

 

Download - álbuns pra ouvir:

Jackson Five (melhores)

Off The Wall

Thriller

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

IN MEMORIAN

 

 

 Michael Joseph Jackson (1958 - 2009)

 

 

 

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Pirataria

Pirataria. Na época do “bolachão” (o saudoso vinil) esse termo tinha outro significado: quando uma banda realizava algum show, e o mesmo era gravado, às vezes esse era lançado como um disco “pirata”, um álbum “não oficial”, lançado, mas não através da gravadora que essa mesma banda era contratada.


Hoje o termo pirataria tem outra conotação: copiar, vender, distribuir qualquer produto sem pagar os direitos autorais de marca, propriedade intelectual e de indústria. E é uma prática criminosa, prevista na Lei 10.695 de 01 de Julho de 2003. Roupas, relógios, CDs, DVDs, tudo o que você possa imaginar, hoje é copiado. Na China, nome que é quase um sinônimo de produto pirata, até carros são copiados, como mostra uma matéria feita pelo Portal Exame.


O mercado musical começou a sofrer com essa prática ilegal a partir do final da década de 80. Os lançamentos em K7 foram simplesmente dizimados pelas falsificações. Quase 100% das fitas vendidas no Brasil eram cópias ilegais.


Antigamente para um “artista” ganhar um disco de ouro ele tinha que vender cem mil cópias de um álbum. Devido ao comercio ilegal, esse número de cópias caiu para cinqüenta mil.


As grandes gravadoras reclamam e pressionam muito para que a pirataria seja contida. Mas será que as campanhas anti-pirataria são feitas (direcionadas) de maneira correta? Por exemplo: se você alugar um filme em DVD, vai ver uma campanha onde aparece um camelô dando balas de revolver como troco, a uma pessoa que acaba de comprar um produto falsificado. A campanha associa a pirataria ao crime organizado, o que não está errado, mas tratar o camelô, que não passa de mais um brasileiro fudido, como um mafioso!? Bem, isso mostra como são as coisas no Brasil: o peixe grande nunca é, e nunca será, pescado. As mídias de CD e DVD, quem as fabrica? Como elas entram em nosso país? Assim como os grandes traficantes nunca são pegos, os grandes esquemas nunca são denunciados, e quando são as investigações acabam em pizza, os grandes pirateiros continuarão navegando, à vontade, nos mais diversos mares mercadológicos.


Toda revolução tecnologia traz facilidades a nossa vida cotidiana. Da revolução industrial para cá, o homem vem desenvolvendo cada vez mais tecnologia, o que sempre causa perdas e ganhos nos mercados e na economia. Um grande exemplo disso é a própria pirataria.


Empresas (multinacionais) como Olivetti ou Remington, fabricantes de maquinas de escrever, simplesmente sumiram da noite para o dia, depois que os PCs foram popularizados. Acredito que as grandes gravadoras estão seguindo no mesmo caminho. Além da pirataria, agora eles tem outro grande inimigo: o download; estão fazendo de tudo para que esse seja considerado uma prática ilegal. No reino unido o governo está preparando um projeto de lei para que, quando algum usuário baixar um arquivo de música ou filme, o provedor, como forma de penalizá-lo, desconecte-o da internet. Acredito que estão tentando frear um futuro que será inevitável: o fim das gravadoras.


Antigamente uma banda, para mostrar seu trabalho a um grande público, tinha que gravar uma fita demo, bater de porta em porta atrás de uma gravadora que o acolhesse e o lançasse. Caso essa banda fosse um produto fácil para se vender, a gravadora a contrataria na hora. Hoje o quadro é bem diferente. Qualquer um pode adquirir um programa de gravação, plugar seu instrumento ao PC e gravar uma música. Com uma simples câmera digital, e um programa de edição de vídeo, baixado de graça, é possível produzir um videoclipe e exibi-lo em diversos sites, como o YouTube. Atualmente essa independência proporcionada pela tecnologia, produziu um fenômeno pop: a garota prodígio Malu Magalhães. Imaginem se essa menina fosse pegar seu violão, mostrar sua folk music para as gravadoras a fim de lançar um álbum. Qual a resposta que ela receberia? Acredito que um sonoro NÃO. Sozinha ela consegui atingir um altíssimo público, e tudo através da net. Parabéns menina.


O download possibilitou que álbuns ou filmes já fora de catálogo pudessem ser facilmente adquiridos, garantindo assim a sobrevivência da vida musical de muitos, que há tempos caíram no esquecimento. Artistas que nunca seriam ouvidos por um grande público, agora tem como divulgar seu trabalho. E sem precisar do aval de um produtor ou, pior, de um diretor de gravadora.


Comparar o download com a pirataria é ridículo. Baixar um arquivo para uso próprio não pode ser considerado crime, assim como, antigamente, pegar um disco emprestado e gravá-lo em K7 nunca foi uma prática mal vista. A Inglaterra, que se diz ser um país desenvolvido, esta dando um passo para trás com essa nova lei.


Não adianta, o mercado fonográfico mudou graças ao advento tecnológico, e as gravadoras não estão acompanhando essa evolução e, pior, estão tentando frear algo que não tem como parar. O download veio para ficar.


Adeus, grandes gravadoras!

 

 

 

Clique e leia:

Manifesto Movimento Música para Baixar

 

http://musicaparabaixar.org.br/

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Meu mico

Olha só o que a equação cerveja+violão+câmera resulta:

 

The Killing Moon - Echo and the Bunnyman (25/12/07)

 

 

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Samba da crise

Samba da crise

Letra: André Al

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

Me disseram que no primeiro mundo
O emprego se vendeu num leilão
O refrão que por lá se escuta
Demissão, demissão, demissão

 

O Obama viu que a coisa tá preta
Disse - a solução me revelaram num sonho:
Pro banqueiro eu empresto dinheiro
E do povo eu cobro o tributo

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

O capital virou negócio da China
A produção em escala se barateou
Nós vamos nos tornar os maiores!
Que maná que mané Mao

 

O dinheiro escoou pelo ralo
O social vai virar capital
O comunismo esqueceram num livro
E as estrelas vão brilhar no natal

 

Inventaram essa tal de crise
Ninguém sabe como aconteceu
O Obama veio salvar o mundo
Mas quem vai pagar conta sou eu!

 

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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Coração Alvinegro - Santos Futebol Clube

Cresci vendo, logo acima da TV de casa, um quadro metalizado estampado com o símbolo do Peixe, do Santos Futebol Clube. Por influência de meu Pai, que testemunhou boa parte da gloriosa história desse que é considerado o time do século XX nas Américas, também sou santista. Em 1984, com um gol do Serginho Chulapa, na final do campeonato contra o corinthians, o Santos sagrou-se Campeão Paulista, aumento ainda mais essa influência. Um dia após a conquista paulista, um pôster com o time que jogou aquela final fazia compania ao duradouro simbólico quadro metalizado do alvinegro praiano.
Tentando expressar essa minha paixão alvinegra, compus uma modesta, mas vibrante música, para embalar a torcida e incentivar mais ainda o Peixe, no decorrer de suas partidas. Segue abaixo:

 

Coração Alvinegro
Letra: André Alves

 

Salve o glorioso Santos
Verdadeiro campeão
O amor pela camisa existe
Meu time joga com paixão

 

No embate não se abate
E em campo vence a luta
Preenchendo a história com suas glórias

 

O time da virada
Na vila da vitória
Sempre vence com emoção
Transformando em alvinegro o vermelho coração!

 

Salve o glorioso Santos
Verdadeiro campeão
Poderoso da Vila Belmiro
Meu time joga por paixão

 

Trabalhando as bases
Ao Brasil da novos craques
Mantendo a tradição
Do futebol faz arte

 

O time da virada
Na vila da vitória
Sempre vence com emoção
Transformando em alvinegro o vermelho coração!

 

Salve o glorioso Santos!

 

Santos Futebol Clube - 1912

 

Hinos:

Hino Oficial do Santos Futebol Clube

Hino Do Santos - Leão do Mar

 

Clique aqui: Web Site Oficial

 

Download dessa letra - Coração Alvinegro

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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Vale Tudo

“Tudo é tudo e nada é nada”
Sebastião Rodrigues Maia – Filosofia Tim


Nascido em 1942 no Rio de Janeiro, Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, teve toda sua trajetória artística e pessoal contada na biografia Vale Tudo (Ed. Objetiva 2007) escrita pelo produtor musical, jornalista e amigo pessoal Nelson Motta.


Criado no bairro da Tijuca, o autor conta como foi a infância do menino entregador de marmita, a amizade com Erasmo Carlos, os primeiros contatos com a música, na adolescência, e a formação do primeiro grupo, que se deu na Igreja dos Capuchinhos, e que integrou como baterista, os Tijucanos do Ritmo. Nos anos em que morou em Tarrytown (EUA), Tim teve contato com o estilo musical que o marcaria como sendo a sua característica principal: a soul music. No retorno (deportado) ao Brasil, gravou em dueto com Elis Regina These Are The Songs, em 1969. Gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, em 1970.


No ano de 75 teve contato com a Cultura Racional (Racional Superior), lançando dois discos únicos na música brasileira, e venerados por fãs e músicos, Tim Maia Racional Vol. I e II. Quando descobriu que toda a ideologia Racional não passava de marmelada, Tim mandou recolher todos os discos que estavam nas lojas, fazendo desse um álbum raríssimo, e considerado por muitos os melhores (musicalmente) de sua carreira.


Nas décadas posteriores, sucessos como Me dê Motivo e Do Leme ao Pontal, fizeram-no um dos mais queridos pela opinião pública, dentre os artistas nacionais. Paralamas do Sucesso, Marisa Monte, Lulu Santos e vários outros regravaram suas músicas, emplacando-as nas paradas de sucessos.


Brigas com gravadoras, músicos, emissoras de TV, empresários, visinhos, problemas com a justiça, de saúde, com drogas, amores mal resolvidos, não tiraram o brilho e a força de sua música e nem de sua pessoa. Autodefinido como: “preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrência e deficiências capilares”, Tim Maia ainda é pai, filho e espírito santo da soul music verde-amarela. Para Tim valeu viver tudo exageradamente  de forma intensa e excessiva. Só não valeu foi dançar homem com homem, já mulher com mulher...

 

"Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita"

Tim Maia

 

 

MOTTA, Nelson. Vale Tudo. O som e a fúria de Tim maia. Rio de Janeiro. Objetiva. 2007.

 

Para ouvir: TIMP3

 

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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Os Almôndegas Selvagens

Em meados do ano de 1994, quatro rapazes (nenhum de Leverpool) que serviam à pátria no mesmo quartel – 2º Batalhão de Polícia do Exército, quando ainda era na Abílio Soares, SP/SP – formaram uma banda, os Almôndegas Selvagens, com o intuito de fazer um som extremamente punk, com letras de protesto, performances agressivas e visual podre. A banda, que supostamente seria conhecida em todo o circuito alternativo, nunca saiu do papel, mas habitou vivamente nossos pensamentos rebeldes e sonhos juvenis, ambos potencializados pela vida militar obrigatória indesejada.


Os Almôndegas Selvagens nunca subiram num palco, tocaram numa garagem, num quintal, nem mesmo se reuniram num bar, esquina... Mas foi intensamente vivo em nossas conversas, e essa rebeldia juvenil que queríamos expressar revive a cada palavrão, cada gesto de indignação que emerge diante de uma situação de injustiça, de descaso com a população. Um de nossos “fãs” escreveu uma letra – Falsa Sociedade – que nunca foi gravada, tocada, nem mesmo assobiada, não tem cifra, tablatura, muito menos uma partitura, mas tem o “espírito” da banda.

 

 

Segue letra:

Falsa Sociedade
Letra: Marco Amorim

Vivemos numa falsa sociedade
Somos enganados totalmente
Somos escravos da cidade
Sistema que aliena tanta gente
Por que é assim? Por que é assim?
Tanta exploração, até parece o fim!
A religião é só mentira
São estórias pra ninar criança
Pois falta uma coisa que perdemos
Ela se chama esperança
Enquanto alguns comem com fartura
Outros morrem de fome
Vivem jogados na sarjeta
E nem sabe o seu nome
Por que é assim? Por que é assim?
Tanta injustiça, até parece o fim!

 

A cada escarrada e cuspida disparada os Almôndegas Selvagens são relembrados, inconscientemente...

 


Cartaz para divulgação dos shows que nunca aconteceram - O número de telefone que aparece era o do orelhão que tinha no quartel.

 

 

Download pra ouvir:

Dead Kennedys - Holiday in Cambodia

Ratos de Porão - Crucificados pelo Sistema

Garotos Podres - Anarquia Oi!

Inocentes - Pátria Amada

Fogo Cruzado - Desemprego

Cólera - Suburbio Geral

 

Completos:

Ramones - Greatest Hits

O Começo do Fim do Mundo - Festival Punk 1982

Sub

Ataque Sonoro

 

 

Pra ler:

 

Coleção Primeiros Passos - O Que é Punk - Antonio Bivar

 

Mate-me, Por Favor - Legs McNiel e Gillian McCain

 

Pra Ver:

 

Botinada - A Origem do Punk no Brasil - Direção: Gastão Moreira

Clique aqui e veja trechos pelo YouTube

 

 

2ºBPE - 1994

 

Soldados: Riguengo, Moraes Gomes, Braga, Santos Pereira, Bicalho e os outros dois de macacão verde não me lembro o nome.

 

 

Cajamar/SP - 1º Acampamento

 

2º Acampamento - A volta para casa

 

 

PE é o guerreiro

Que mata guerrilheiro

Mata, esfola

Usando sempre seu fuzil

PE é o guerreiro

Mais valente do Brasil...

 

Canções - Letras:

Canção da Infantaria

Canção do Soldado

Canção do 2ºBPE

Hino Nacional Brasileiro

 

Canções - Downloads:

Canção da Infantaria

Hino Nacional Brasileiro

 

Comunidade Orkut: Sim, servi a PE em 94!

 

 

Sex Pistols - Anarchy in the UK

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Funk do Picolé

Depois de aventurar-me na composição de algumas marchinhas de carnaval, um outro ritmo que despertou-me interesse em, tentar mais uma vez, compor algo, foi o Funk carioca. Acredito que todas as pessoas que habitam a terra brasilis, pelo menos uma vez, de maneira voluntária ou não, ouviram um Funk, desses bem linguisticamente “elaborados”, e que, depois de uma vez ouvido, nunca mais sai da sua cabeça (chamo isso de chiclé-music). O que impressiona nessas composições, ta certo que algumas são muito escrachadas, mas, mesmo assim, repare como as letras são extremamente simples. Você deve estar falando - “porra, esse cara ta postando merda” - mas então, é o seguinte, tenta você compor um Funk! Cara, é incrível, é muito difícil fazer algo tão simples! Na tentativa de fazer algo “simples”, compus este:


Funk do picolé
Letra: MC Fat (André Al)

Fui pra praia no verão
Comprei um picolé
Na barraca do alemão
Que é lotada de mulher

 

Cheguei numa gatinha
Chamei para um rolé
Com toda educação
Ofereci meu picolé

 

Ela ficou vermelha
E respondeu dengosa
- Chupar seu picolé? Só se for agora!

 

Então - chupa vai, chupa vai, chupa vai, chupa, chupa!
Então - chupa vai, chupa vai, chupa vai, chupa, chupa!

 

Ela chupou todinho
Que gulosa que ela é
Só sobrou o palitinho
Do meu picolé

 

Ela queria outro
- Qual sabor que você quer?
De baunilha ou chocolate?
- Me traz o que tiver!

 

Na do alemão já era
Fui buscar na do José
Porque o que interessa a ela
É chupar o picolé

 

Então - chupa vai, chupa vai, chupa vai, chupa, chupa!
Então - chupa vai, chupa vai, chupa vai, chupa, chupa!

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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Marchinhas de carnaval

Mais um carnaval vem aí. A grande “festa da carne”, em todos os sentidos, e sentidos, sempre vem embalada com muita “música”... Ou melhor, ritmos brasileiros. E é sempre assim: muito axé music, pagodinho, funk, variações indefinidas dentro dessas definições, e, para salvar a pátria, sambas enredos clássicos e, de maneira bem modesta, as marchinhas de carnaval, que sacodem os corpos surrados de meia dúzia de foliões guerreiros (bebássos) que resistem e insistem em pular manhã a dentro. E, sabe como é, marchinha de carnaval tocou todo mundo canta! É espantoso que músicas que não tocam em canto nenhum estejam na cabeça de todos; é inato, ou melhor, é a “música brasileira inata”.


Pensando nisso, de maneira bem pretensiosa, pois mal escrevo, quanto mais componho, mesmo assim, compus algumas marchinhas (bem modestas) para embalar os foliões dos próximos carnavais... E quem sabe fazer o Arlequim parar de chorar pela Colombina e não ficar pagando mico no meio da multidão.


 

O bombardeio de Nero a Roma
Letra: André Al

 

Nero correu correu
Chegou em casa, se cansou
Deitou na sua cama
Um baseado acendeu
E Roma incendiou

 

e e e e taca fogo Nero que eu quero vê e e
e e e e fogo na bomba Nero que eu quero vê

 

Corre corre, gritaria
Que tremenda confusão
Na hora da orgia
Pintou o camburão
Semente já na mente
Não deu de vacilão
Como Pôncio Pilatos, lavou as suas mãos

 

e e e e taca fogo Nero que eu quero vê e e
e e e e fogo na bomba Nero que eu quero vê

 


A piruca do Pedrinho
Letra: André Al

 

Pedrinho pegou a pururuca
Pôs por cima da piruca

 

Pedrinho pegou a pururuca
Pôs por cima da piruca

 

Pernilongo, pardal, piolho e pulga
Paparam parte da pururuca

 

Puto com aquilo, que decepção
De cara fechada, sem hesitação
De ante da maloca, sem bico de sinuca
Jogou pra pororoca a pururuca

 

Pedrinho, mas que desatenção
Com a pururuca voou junto a piruca
 

 

Careeeeca... Careeeeca... Careeeeca...

 

 

Agora é a hora

Letra: André Al

 

Quem já morreu, já morreu
Não tá aqui, não vem mais
A tristeza faleceu
Quero alegria e paz

 

O carnaval já chegou
Vem aqui meu amor
Eu quero abraço e calor
Eu quero é mais, quero é mais

 

Dá-me um beijo na boca
Desesperança de alegria

Pois eu só tenho o “agora”
Vem-me logo e namora
Esqueça o outro rapaz

 

Não perca tempo pensando
O carnaval tá passando
A vida logo vai embora
E ai não da mais

 

Quem já morreu já morreu...

 


E assim vais, em eternos carnavais...
E quantos “ais” se deram felizes, em eternos carnavais...

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Partido Cervejeiro Universal

O Trabalho

 

 

O trabalho, numa visão histórica, sempre foi ligado a algo ruim. Até mesmo na bíblia; quando Adão e Eva comeram do fruto proibido foram expulsos do paraíso e condenados a trabalhar. Eva se ferrou duas vezes, pois, além do trabalho manual, também coube a ela (mulher) o trabalho de parto.


A palavra trabalho vem da palavra, originária do vocábulo latino, tripalium, que era o nome de um aparelho de tortura, formado por três paus, utilizado para amarar os condenados. Como herança dessa origem, ela é sempre associada ao sofrimento, pena ou labuta.
Na Grécia antiga toda a atividade manual era desvalorizada, e feita pelos escravos. Somente as atividades teóricas (contemplação das idéias) eram consideras dignas.


São Tomás de Aquino, na idade média, tentou desvincular esse estigma do trabalho manual, dizendo que todos os trabalhos se equivalem, mas como sua filosofia tem como base a visão grega, tende a valorizar as atividades contemplativas. Alguns textos medievais consideravam a “arte mecânica” uma arte inferior.


A ascensão da burguesia, na idade moderna, muda totalmente à concepção do trabalho. Com o domínio sobre as “artes mecânicas” e as grandes navegações, e a exploração de ambas, a sociedade passa por grandes transformações econômicas, determinantes para a passagem do feudalismo para o capitalismo. Surgem os primeiros barracões manufatureiros (primeiras fabricas), e os trabalhadores, que antes produziam por conta própria em suas casas, agora, para sobreviver, são obrigados a venderem a única coisa que lhes sobraram: sua força de trabalho. O fruto provindo do trabalho já não pertence mais ao trabalhador. Toda a produção e lucro pertencem ao empresário. Com a produção crescendo rapidamente, a divisão do trabalho em horários pré-estabelecidos, e o desenvolvimentos dos grandes centros urbanos, surge uma nova classe social: (nós) o proletário.


A Reforma Protestante (século XVI), a Revolução Francesa e Revolução Industrial (século XVIII), contribuíram para fixar essa nova ordem social, e, principalmente, para mudar toda visão histórica que se tinha sobre o trabalho.
Até quando isso?

 

O Tempo

 

Já era! Não somos mais os donos do tempo. O Tempo, essa idéia “abstrata”, que antes era marcada apenas pelo nascer e o por do sol, ou pelas colheitas, agora é mensurado pelo relógio. Primeiro o pensador disse: “o tempo é o senhor da razão”; ai veio os revolucionários industriais burgueses, se apoderam do relógio, esse marcador de tempo, e disseram: “não não! Tempo é dinheiro”.

 

De quem é o tempo?

 

Romanos, Julio César, Augusto, gregorianos, Carlos IX, Papa Gregório XIII, era cristã. 365 dias, 6hs e alguns minutos.

 

De quem é o tempo?

 

- Corre o coelho, olhando o relógio: “to atrasado, to atrasado”, sempre.


- A rainha mandona manda: “que sirvam o chá... E cortem-lhe a cabeça!”, sempre, também.

 

Ninguém é decapitado, mas sempre se perde a cabeça.

 

De quem é o tempo?

 

Newton, Einstein... Tempo + Espaço = espaço-tempo. Quanto mais próximo de um objeto, maior será a distorção no espaço-tempo. Isso faz com que o tempo passe mais devagar, para quem está próximo desse objeto, pois a força da gravidade será maior nesse ponto do espaço-tempo. Mas se você for arremessado para longe, numa velocidade próxima a da luz, aí não, aí ele fica mais lento. Dilatação temporal... Isto é absoluto: o tempo não é mais absoluto!

 

De quem é o tempo?

 

Taylor, Fayol, Ford.

 

De quem é o tempo?

 

Acorda, café-da-manhã, ônibus, trabalho, almoço, trabalho (muitos copos de café nesse meio tempo), ônibus, escola, dorme, cinco dias (com alguns happy-hours e outras cositas mas  no meio) , acorda, feira, mercado, shopping, afazeres domésticos, estudos, filmes, baladas, dorme, acorda, missa, macarrão, frango, futebol, Faustão, fantástico, dorme...

 

De quem é o tempo?

 

O tempo, hoje, pertence as grandes indústrias, companhias, multinacionais, etc... E o seu relógio serve somente para lembrá-lo disso.

 

O Lazer

 

Sempre após o expediente um grupo de pessoas se reúnem num bar. Já que foram libertos das amarras empregatícias, aproveitavam seu tempo de lazer tomando uma gelada. Isso é absolutamente normal, numa sociedade industrializada como a de hoje; pessoas que tem coisas em comum se reunindo no mesmo local. Isso acontece, não porque existe uma força divina que os une, e sim porque existe um habito de consumo em comum. A sociedade industrial produziu um ser que se reconhece, se junta, se une através do consumo. O lazer alienado produz esses grupos. E, fala a verdade, depois de um dia inteiro entregue ao trabalho, tomar uma cerveja não é nada mais do que justo.


Ler um livro, aprender a tocar algum instrumento musical, plantar uma árvore, escrever, pintar um quadro, assistir a um filme em DVD, que não seja um blockbuster, caminhar, fazer um artesanato, cozinhar, etc., todas essas práticas foram, praticamente, erradicadas da vida (tempo livre) da maioria das pessoas.


Graças a grande indústria do lazer, se você não estiver consumindo, qualquer coisa, você acredita que não há mais nada para se fazer. O consumo, junto com o “tempo livre”, construiu algo mágico, algo que faz com que você tenha a sensação de que o seu tempo está sendo muito bem aproveitado. Ta ai, uma grande característica do homem do século XX: o lazer alienado.

 

O Partido

 

Essa alienação do lazer até que não é tão ruim. Em meados de 2006, um grupo de pessoas, de tanto se reunirem no mesmo local, para fazer a mesma coisa: discutir sobre os mais variados assuntos e apreciar a boa e velha cerveja, decidiram montar um partido, intitulado Partido Cervejeiro Universal, o famoso P.C.U.


A coisa ficou tão organizada que foram feitas camisetas com o logo do partido, foi escolhida uma sede (Toka’s Bar), feito um vídeo musical e um estatuto com os deveres, direitos e obrigações dos filiados. Também elegemos um presidente e seu vice.


A democracia dentro do partido foi exercida de forma sublime. Todo o estatuto foi escrito com todos os filiados dando sua opinião e sugestão, independente do cargo que ocupava na empresa ou o nível de amizade com qualquer integrante do partido. Foi de causar inveja até a ágora ateniense.

 

Segue estatuto:

 

PARTIDO CERVEJEIRO UNIVERSAL – ESTATUTO

 

Capítulo I - Do Partido e seus objetivos:

 

Artigo 1º) O P.C.U. tem como objetivo principal agregar apreciadores de : cerveja, samba e churrasco.

 

Capítulo II - Dos filiados:

 

Artigo 1º) Será admitido como membro do P.C.U. qualquer pessoa que compartilhe dos nossos ideais independente de ser funcionário da Universal;

 

Artigo 2º) Face ao exposto acima, fica proibida a entrada de : abstênicos, vegetarianos e outros malas;

 

Artigo 3º) Os afiliados a partir de 2007 terão direito a uma grande recepção na nossa sede (Toka´s), ocasião em que o novo integrante pagará 01 caixa de cerveja para entrar no Partido;

 

Artigo 4º) O P.C.U. repudia os Sanguessugas de boteco (aquelas pessoas que adoram beber mas são escorregadias na hora de pagar); qualquer ato neste sentido será punido severamente pelo Partido.


Capítulo III - Das obrigações:

 

Artigo 1º) Todo o filiado tem a obrigação de pagar 01 Caixa de Cerveja no mês do seu aniversário, ficando a seu critério a data de escolha da comemoração, desde que seja em uma sexta-feira;

 

Artigo 2º) Isso também se aplica as seguintes Comemorações : promoção, formatura, casamento, separação, férias, nascimento de filhos, prêmios de bingo, bicho, loterias, etc.;

 

Artigo 3º) Não serão aceitas desculpas quanto a situação financeira do filiado, pois para um membro do P.C.U. mais importante do que ter dinheiro é ter crédito.

 

Capítulo IV - Das reuniões:


Artigo 1º) Nossas reuniões serão realizadas todas as sextas feiras a partir das 17:45 na nossa sede social (Toka’s I) ou durante a semana se houver necessidade de alguma reunião extra-ordinária;

 

Artigo 2º) Uma vez por mês realizaremos na nossa quadra de esportes um churrasco de confraternização;

 

Artigo 3º) Quando da realização dos churrascos, o pagamento da contribuição deverá ser efetuado até as 15hs para melhor organização do evento;

 

Artigo 4º) Todo o conteúdo das conversas e acontecimentos das reuniões dizem respeito somente aos integrantes do Partido, sendo não permitido a sua proliferação fora da Sede;

 

Artigo 5º) É expressamente proibido falar de serviço nas reuniões por mais de 30 minutos;

 

Artigo 6º) Também fica proibido o consumo de sub-cervejas como : Kaiser, Bavária, Schin, etc. e no caso de cervejas sem teor alcoólico se faz necessário uma justificativa do integrante, sujeita á análise;

 

Artigo 7º) Em toda reunião do Partido será colocado um engradado vazio que irá sendo preenchido com as garrafas vazias. Cada integrante do Partido na sua saída deverá retirar as garrafas que julgar de acordo com o seu consumo;

 

Artigo 8º) Todo membro do Partido poderá convidar : parentes, amigos, namorados (as), filhos (as) , etc. desde que garantam a consumação dos mesmos.

 

São Paulo, 27 de Outubro de 2006.
 

Logos

 

Esse foi o primeiro, mas queriamos algo melhor, exclusivo.

 

 

Então o Fabinho (ex-partidário) desenhou esses dois.

 

 

Chegamos finalmente a esse, que está estampado em nossas camisetas.

 

Logo atual

 

 

Também foi feito um vídeo, totalmente no improviso, com duas de nossas partidárias (Juju e Dani, as duas vice do partido), numa festa da empresa. A letra, até onde sei, a da nossa saudosa vice Juju.

 

 

Também, claro, temos uma comunidade no Orkut. Clique aqui e participe.

 

A melhor coisa de tudo isso é o exemplo que fica de que quando um grupo de pessoas quer se organizar, se unir, elas conseguem e, algumas vezes, vão muito mais além. Não faltam grandes exemplos: Greenpeace, ATST-Faculdade (SP), ONG's, etc....


Até quando o consumo irá nos unir?

 


 

 

1º Encontro anual PCU - 28/11/2008

 

 

 

 

Baixe para ouvir:

Casa de Bamba - Martinho da Vila

Demônios da Garoa - Saudosa Maloca

 

Referência Bibliográfica:

 

Baixe para ler:

Filosofando - Introdução a filosofia

Uma breve história do tempo - Stephen Hawking

 

 

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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Música brasileira: tem para todo mundo

Desde os anos 30 já havia uma preocupação, de parte da imprensa, com o volume excessivo no rádio de música estrangeira (boleros, tangos e jazz), limitando a música popular brasileira apenas a marchinhas de carnaval. Em 1954 é criada a Revista de Música Popular (Rio de Janeiro) com o propósito de exaltar a música nacional e seus criadores. Em sua coluna o jornalista Nestor de Holanda já fazia criticas ao aspecto comercial que o rádio vinha tomando. A revista estampava em sua primeira capa o músico e compositor Pixinguinha. (Napolitano; Wasserman, 2000: 173-174)


Na contra mão da opinião a jornalista Magdala da Gama de Oliveira (contemporânea à época), conhecida como Madame, faz duras criticas ao samba, tratando-o como música barata e sem nenhum valor, tentando descaracteriza-la como música brasileira. O samba pela sua origem popular sempre foi hostilizado pelos mais conservadores e eruditos, como a jornalista Madame. O governo de Getúlio Vargas, que tinha uma política populista, reconhecia junto ao Ministério da Educação, que sediava compositores eruditos como Villa-Lobos, os sambas e as marchinhas de carnaval como legítimos representantes da música brasileira. (Garcia; 2001)


Tempos depois, e depois de muitos movimentos musicais (Bossa Nova/1950, Jovem Guarda/1960, Tropicalismo/1970, Rock ’n’ Roll/1980, etc...) e principalmente com o fim da censura imposta pela ditadura militar, essa resistência conservadora e erudita foi rompida e a música feita no Brasil tornou-se preferência nacional. Uma reportagem feita pela revista Rolling Stone sobre as grandes gravadoras, mostra que, apesar da queda de quase 50% das vendas no mercado fonográfico brasileiro (entre 2000 e 2006), entre os cinco álbuns mais vendidos, quatro são de artistas nacionais. Alexandre Wesley diretor artístico da Warner declara que: Sempre a espaço para Maria Rita, O Rappa, Daniel, que são artistas populares e vendem discos. O publico que consome música internacional está migrando para o formato digital. Esse cenário de sucesso, apesar de bom, esconde o lado ruim da indústria fonográfica, o de apostar somente em nichos de mercado. Para Gustavo Ramos, diretor geral da Som Livre, os números colaboram para que os artistas vivam na mesmice, e declara: O chato disso é ver que o repertório brasileiro não está sendo renovado e cada vez mais as apostas são nas regravações. (Fuscaldo; 2007: 36-37) E não será fácil sair dessa mesmice, a Associação Brasileira de Produtores de Discos divulga uma estatística onde mostra que 76% das vendas de música (áudio e vídeo) no Brasil são de repertório nacional, sendo um dos mais altos índices do mundo de participação de repertório local. (ABPD, 2007)


Na contramão desse movimento mercadológico das grandes gravadoras, que tentam massificar a música, tratando-a como um produto na concepção mais pura que essa palavra possa ter, os artistas e as gravadoras independentes seguem firmes e fortes. Um grande exemplo disso é gravadora Trama, que publicou um manifesto divulgando suas intenções, crenças e propostas. O primeiro parágrafo demonstra bem essa aversão ao mercado pop pré-fabricado: A música é uma crônica de sua época. Os interesses comerciais não podem definir a música. A música é definida pelas pessoas e pelo seu tempo. (Bôscoli e Szajman, 2004)


Os movimentos musicais não se restringem ao eixo Rio X São Paulo. Paralelamente, em Fortaleza, surge no inicio dos anos 80 (mais ou menos 83) o movimento Hip Hop, com a idéia básica de, através da cultura e da arte, construir canais de aglutinação entre os jovens. (Diógenes, 1998: 121-123) Em Recife a cultura local é muito mais forte, e neste ano será comemorado 100 anos do Frevo. Uma cidade percursiva tendo como símbolo o tambor de Maracatu. Também tem um cenário independente muito variado, bandas como Devotos - Hard Core - e Faces do Subúrbio – RAP. (Guerra, 2007)


Conclusão:

 

Mesmo com as grandes gravadoras apostando sempre na mesma receita e descartando tudo o que não se encaixa em sua visão de mercado, os artistas independentes e as culturas locais sobrevivem a esse cenário. A super exposição de artistas pop cria a falsa impressão de que mais nada é produzido. Muito pelo contrario, as várias formas de mídias (fanzine e internet, por exemplo) faz com que todos tenham seu espaço, tenha seu público, ou seja, tenha sua independência.


Referências Bibliográficas:


ABPD – Associação Brasileira de Produtores de Discos – Estatísticas e Dados de Mercado. Disponível em: http://www.abpd.org.br/estatisticas_mercado_brasil.asp. Acesso em: 20 de setembro de 2007.


BOSCOLI, João Marcelo, SZAJMAN, André: Manifesto Trama. In: Trama Virtual. 2004. Disponível em: <http://trama.uol.com.br/portalv2/noticias/index.jsp?id=9385>. Acesso em 20 de setembro de 2007.


DIÓGENES, Gloria. Cartografias da cultura e da violência – ganges, galeras e o movimento Hip Hop. São Paulo: Annablume; 1998.


FUSCALDO, Christina. Metamorfose Ambulante. Rolling Stone, São Paulo, n° 12, p. 36 – 37, set. 2007.


GARCIA, Tânia da Costa. Madame Existe. Facom – Revista da Faculdade de Comunicação da Faap. São Paulo, n.9 – 2o semestre de 2001.


GUERRA, Flavia. A Nação Maracatu. O Estado de São Paulo, São Paulo, Suplementos, pág. C22, 18 de março de 2007. Disponível em <http://www.estado.com.br/suplementos/ali/2007/03/18/ali-1.93.19.20070318.15.1.xml>. Acesso em 20 de setembro de 2007.


NAPOLITANO, Marcos, WASSERMAN, Maria Clara. Desde que o samba é samba: a questão das origens no debate historiográfico sobre a música popular brasileira. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 20, n° 39, p. 173 – 174. 2000.

 

* Trabalho acadêmico realizado referente as aulas de metodologia cientifica.

 

Outubro/2007

 

Baixe pra ouvir:

Jupter Maçã - Lugar du caralho

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