Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Terça-feira, 6 de Outubro de 2015

Lançamento

 

convite web 2.jpg

 

Dia 18/10, a partir das 14:30hs (até às 17hs)
BSP - Biblioteca de São Paulo
Av Cruzeiro do Sul, 2630 - Carandiru
Ao lado da estação do Metrô
Estacionamento no local (pago)


O livro custará R$30,00 (dinheiro ou cheque)

 

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

A desmetamorfose

 

Numa certa manhã

ao despertar de sonhos intranquilos

Gregório da Silva

acordou

e encontrou-se

metamorfoseado

em um... Ser humano

sem ter nada de especial

 

Lento

levantou-se

Tomou banho, café

saiu de casa

ao trabalho

de coletivos

com saudades do tempo em que

era um

monstruoso e temido

inseto

 

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Domingo, 9 de Novembro de 2014

Haicai ao livro

 

livro que cai

feito uma luva

leve me livra

 

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011

MundoMundano e o seu novo mundo

 

Está à venda o 2º livro do MundoMundano. Nessa edição foram publicados dois textos meus!

 

Compre-o!

 Clique aqui e saiba como adquiri-lo.

 

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

2º livro do MundoMundano

 

MundoMundano se prepara para lançar seu segundo livro de contos, crônicas, poesias e afins, e eu tenho a honra e felicidade participar dessa segunda edição.

 

Todos estão convidados para a festa de lançamento.

 

 

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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

Roberto Piva

 

 

Roberto Piva - 1937/2010

 

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Sábado, 27 de Novembro de 2010

No Espelho do Relicário

Não costumo publicar poemas não meus no blog, mas me identifiquei muito com este, dum poeta amigo:

 

 

No Espelho do Relicário

(Do poeta Teofilo Tostes Daniel ao amigo maluco Marcelo Tosta, o título e o poema)

 

Cansei de ser um personagem secundário,

E justo dentro desta minha própria vida!

Já me cansei de ter a essência corroída

Sempre por mim, em meu espírito sectário.

 

Não mais desejo eu habitar meu relicário,

Já tão vazio de meu rosto e da querida

Lembrança física de um tempo em que ferida

Era somente um anormal vocabulário

 

O que é tristeza e o que é meu peito eu já não sei.

O meu sorriso é tão sincero quanto à lei

Que, nos meus olhos, rege límpida maré.

 

Há secas lágrimas, furtivas esta noite!...

Desde a epigênese que sofro este açoite:

Estou sozinho desde a “Arca de Noé”.

 

 

Do livro: Poemas para serem encenados

http://www.teofilotostes.blogger.com.br/

 

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Domingo, 4 de Julho de 2010

Lançamento: Comunicação sindical no Brasil: breve resgate e desafios

Sobre a autora: Claudia Costa é jornalista e professora universitária, convive com Comunicação Sindical desde 1987. Já trabalhou no Sindicato dos Médicos e dos Bancários do Rio de Janeiro, no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e participou de inúmeras eleições sindicais pelo país. Também foi assessora de Organização da CUT Nacional e atualmente está na área de Comunicação da Conlutas. Em 2003 fez estágio no jornal sindical Labor Notes, em Detroit (MI -EUA). Sua dissertação de Mestrado é sobre as imprensas da Igreja, das organizações de esquerda e do Sindicatoi dos Metalúrgicos do ABC, no período da retomada das greves, ao final da década de 70.

 

 

 

 

O que diz a autora sobre a sua obra: "Os desafios cotidianos vividos pela comunicação sindical no século XXI são muitos. Entre eles, responder ao neoliberalismo e as suas implicações no mundo do trabalho. Como lidar com as novas tecnologias na área da informação - principalmente a internet - e conduzir as novas disputas políticas no interior do movimento sindical. A comunicação sindical tem diante de si o desafio de responder a essas questões precisando renovar-se e tornar-se atraente num mundo repleto de atrativos e de tantos discursos persuasivos. É um desafio conquistar espaço e credibilidade nos corações e mentes de nosso público quando as ofertas de informações são tantas - na forma e no conteúdo. Para tratar desses desafios do cotidiano, resgato alguns conceitos que influenciaram a maneira de fazer imprensa sindical no início do século XX no Brasil. Resgato também duas experiências importantes nas décadas finais desse século: a do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a do Sindicado dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ambos no Estado de São Paulo."

 

Livro: COMUNICAÇÃO SINDICAL NO BRASIL: breve resgate e desafios

Autora: Claudia Costa

Editora: Sundermann www.editorasundermann.com.br 

1ª edição - R$ 12,00

 

Lançamento: dia 07 de julho de 2010 - a partir das 19hs

Espaço Cultural Alberico Rodrigues www.albericorodrigues.com.br

Praça Benedito Calixto, 159 - Pinheiros - São Paulo/SP

Tels.: 11 3064 3920 e 11 3064 9737

 

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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Lançamento: Plenitude - Versos de Encantamento

 

Meu poema Sol a cio será publicado na seleção Plenitude - Versos de Encantamento da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Clique aqui, leia o poema e veja como adquirir o livro.

 

 

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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Lançamento: Antologia de Poetas Contemporâneos

 

Meu poema O homem debaixo do banco será publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos nº 67 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Clique aqui, leia o poema e veja como adquirir o livro.

 

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Lançamento: Contos Ab Absurdo

 

Meu conto Preciso Morrer será publicado na seleção de Contos Ab Absurdo (fé, misticismo, fanastismo, fantasia) da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Clique aqui, leia o conto e saiba como adquirir o livro.

 

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Terça-feira, 15 de Junho de 2010

Lançamento do meu livro: Poemas Errados

Dia 18/07 lançarei meu primeiro livro de poesias: Poemas Errados (dias intranqüilos)  http://poemaserrados.blogspot.com

 

Será na Biblioteca de São Paulo. Já agende esse dia, você está convidado!

 

 

 

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Sábado, 29 de Maio de 2010

Primeira entrevista - Câmara Brasileira de Jovens Escritores

 

 

Minha primeira entrevista como escritor, para a CBJE, clique aqui e leia.

 

 

 

Seleções que participei da CBJE:

 

 

Contos além da imaginação

 

Contos de amor e desamor

 

O melhor do conto brasileiro

 

Contos de outono

 

Contos da madrugada

 

Os mais belos poemas de amor

 

 

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos:

 

Vol. 63

 

Vol. 64

 

Vol. 65

 

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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Lançamento: Contos da madrugada

Mais um conto meu - Frio - foi publicado nas seleções da CBJE - Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Para adquirir o exemplar é só entrar em contato clicando aqui.

 

 

 

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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Lançamento: Os mais belos poemas de amor

 

Meu poema Em diante foi selecionado para integrar o livro Os mais belos poemas de amor, da CBJE (Câmara Brasileia de Jovens Escritores).

 

 

 

 

Clique e saiba como adquirir o livro.

 

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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Lançamento: Antologia de Poetas Bras. Contemporâneos - Vol. 65

Meu poema Passarinho foi selecionado para integrar a Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 65, da CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores).

 

 

 

Saiba como adquirir o livro, clique aqui.

 

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Lançamento: O melhor do conto brasileiro

Meu conto Eterna brincadeira foi selecionado para integrar o livro O melhor do conto brasileiro, da CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores).

Saiba como adquirir o livro, clique aqui.

 

 

 

 

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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Lançamento: Contos de Outono

 

 

Meu conto Passarinho foi selecionado para integrar a seleção Contos de Outono, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Para adquirir o exemplar é só entrar em contato com a editora clicando aqui.

 

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publicado por AB Poeta às 13:33
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Lançamento: Antologia de Poetas Bras. Contemporâneos - Vol. 64

 

 

Meu poema Horizonte foi selecionado para integrar a Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos Vol. 64 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Para adquirir o exemplar entre em contato com a editora clicando aqui.

 

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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Lançamento: "Contos de amor e desamor"

 

Mais um conto/crônica meu foi selecionado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores para integrar uma antologia, a "Contos de amor e desamor". O texto é o IV Estações.

 

Para edquirir o exemplar é só entrar em contato com a editora através do site: http://www.camarabrasileira.com/

 

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Lançamento: Antologia de poetas brasileiros

 

Um dos meus poemas foi selecionado para compor a Antologia de Poetas Brasileiros Cantemporâneos - vol. 63. O poema é o Cada Parte.

 

Para adquirir o exemplar é só entrar em contato com a editora através do site da Câmara Brasileira de Jovens Escritores: http://www.camarabrasileira.com/

 

 

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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Lançamento: Um traço, UM PONTO, um poema, UM CONTO.

 

Sandra Chamas e Edições Inteligentes convidam para a noite de autógrafos de seu livro Um traço, UM PONTO, Um poema, UM CONTO.

 

Dia 25/02/2010 - Casa Das Rosas

Av. Paulista, 37 - São Paulo/SP

 

 

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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Lançamento: Diálogos que ainda restam

 

Os diálogos que ainda restam


Por Eryck Magalhães


Ao debruçar-se sobre a história literária e estudar minuciosamente toda a sua trajetória, deparamo-nos com uma imensa gama de textos, temas e estilos. Diante disso, o impasse: Ainda restam diálogos? Ainda há o que contar? O poeta Fabiano Fernandes Garcez, através de seus belos versos, mostra que sim, e o faz com muita propriedade. Em seus “Diálogos que ainda restam”,poema a poema, o autor revela a capacidade que a poesia tem de se reinventar.


No poema “Diálogos”, o poeta aborda a banalização do uso das palavras, que por ora, parecem vazias em si mesmas: “Não sinto a profundidade / em todos os diálogos”. O bucolismo é outra vertente que também se faz presente, principalmente no belíssimo poema “Minha preferida” o qual nos remete aos poemas árcades. Porém, o eu-lírico, apesar de se mostrar saudosista, faz referência a seu tempo: “Ah! Colhe flores / Hoje ninguém mais faz isso / Colhe flores!”. A inquietude do homem contemporâneo consigo mesmo já é outra temática deste poeta multifacetado, e para abordá-la, o autor lança mão da intertextualidade nos poemas “Eu não sou eu” e “Sou nada”. Já no poema “Mulher”, a figura feminina é literalmente divinizada: “Para mim, Deus é mulher”. Entretanto, um erotismo que se mostra inocente permeia nos vãos dos versos: “de colo e seios fartos, para nos confortar”. Em uma série de poemas sobre “As Lembranças de Minha Avó”, o poeta faz sua reverência à importância que as mães de nossas mães tem em nossas vidas.


Sem mais delongas, que muitos outros diálogos ainda restem e que ecoem nos versos deste poeta.

 

 

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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Lançamento: Minhas Eternas Poesias

 

Scortecci Editora convida para o lançamento do livro Minhas Eternas Poesias de Hugo Paz.


Dia 27 de fevereiro de 2010 – Sábado das 15:30hs às 18:30hs


Local: Livraria Martins Fontes
Endereço: Av. Paulista, 509 – Cerqueira César
Próximo ao metrô Brigadeiro


Sarau e apresentação musical.


Se você quiser divulgar seus poemas no dia do lançamento, inscreva-se antecipadamente pelos e-mails:

marahsaopaolina@yahoo.com.br ou                             hugo-paz@hotmail.com 

 

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Lançamento: Contos "Além da Imaginação"

 

A Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) promove todos os meses concursos literários de contos, crônicas e poemas para novos escritores brasileiros. Meu conto Goelabaixo foi selecionado e sairá na edição de janeiro no livro de contos “Além da Imaginação”. Para adquirir um exemplar do livro é só entrar em contato com a editora clicando aqui.


Quem quiser participar das próximas seletivas é só conferir as datas através do site.

 

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Pirataria

Pirataria. Na época do “bolachão” (o saudoso vinil) esse termo tinha outro significado: quando uma banda realizava algum show, e o mesmo era gravado, às vezes esse era lançado como um disco “pirata”, um álbum “não oficial”, lançado, mas não através da gravadora que essa mesma banda era contratada.


Hoje o termo pirataria tem outra conotação: copiar, vender, distribuir qualquer produto sem pagar os direitos autorais de marca, propriedade intelectual e de indústria. E é uma prática criminosa, prevista na Lei 10.695 de 01 de Julho de 2003. Roupas, relógios, CDs, DVDs, tudo o que você possa imaginar, hoje é copiado. Na China, nome que é quase um sinônimo de produto pirata, até carros são copiados, como mostra uma matéria feita pelo Portal Exame.


O mercado musical começou a sofrer com essa prática ilegal a partir do final da década de 80. Os lançamentos em K7 foram simplesmente dizimados pelas falsificações. Quase 100% das fitas vendidas no Brasil eram cópias ilegais.


Antigamente para um “artista” ganhar um disco de ouro ele tinha que vender cem mil cópias de um álbum. Devido ao comercio ilegal, esse número de cópias caiu para cinqüenta mil.


As grandes gravadoras reclamam e pressionam muito para que a pirataria seja contida. Mas será que as campanhas anti-pirataria são feitas (direcionadas) de maneira correta? Por exemplo: se você alugar um filme em DVD, vai ver uma campanha onde aparece um camelô dando balas de revolver como troco, a uma pessoa que acaba de comprar um produto falsificado. A campanha associa a pirataria ao crime organizado, o que não está errado, mas tratar o camelô, que não passa de mais um brasileiro fudido, como um mafioso!? Bem, isso mostra como são as coisas no Brasil: o peixe grande nunca é, e nunca será, pescado. As mídias de CD e DVD, quem as fabrica? Como elas entram em nosso país? Assim como os grandes traficantes nunca são pegos, os grandes esquemas nunca são denunciados, e quando são as investigações acabam em pizza, os grandes pirateiros continuarão navegando, à vontade, nos mais diversos mares mercadológicos.


Toda revolução tecnologia traz facilidades a nossa vida cotidiana. Da revolução industrial para cá, o homem vem desenvolvendo cada vez mais tecnologia, o que sempre causa perdas e ganhos nos mercados e na economia. Um grande exemplo disso é a própria pirataria.


Empresas (multinacionais) como Olivetti ou Remington, fabricantes de maquinas de escrever, simplesmente sumiram da noite para o dia, depois que os PCs foram popularizados. Acredito que as grandes gravadoras estão seguindo no mesmo caminho. Além da pirataria, agora eles tem outro grande inimigo: o download; estão fazendo de tudo para que esse seja considerado uma prática ilegal. No reino unido o governo está preparando um projeto de lei para que, quando algum usuário baixar um arquivo de música ou filme, o provedor, como forma de penalizá-lo, desconecte-o da internet. Acredito que estão tentando frear um futuro que será inevitável: o fim das gravadoras.


Antigamente uma banda, para mostrar seu trabalho a um grande público, tinha que gravar uma fita demo, bater de porta em porta atrás de uma gravadora que o acolhesse e o lançasse. Caso essa banda fosse um produto fácil para se vender, a gravadora a contrataria na hora. Hoje o quadro é bem diferente. Qualquer um pode adquirir um programa de gravação, plugar seu instrumento ao PC e gravar uma música. Com uma simples câmera digital, e um programa de edição de vídeo, baixado de graça, é possível produzir um videoclipe e exibi-lo em diversos sites, como o YouTube. Atualmente essa independência proporcionada pela tecnologia, produziu um fenômeno pop: a garota prodígio Malu Magalhães. Imaginem se essa menina fosse pegar seu violão, mostrar sua folk music para as gravadoras a fim de lançar um álbum. Qual a resposta que ela receberia? Acredito que um sonoro NÃO. Sozinha ela consegui atingir um altíssimo público, e tudo através da net. Parabéns menina.


O download possibilitou que álbuns ou filmes já fora de catálogo pudessem ser facilmente adquiridos, garantindo assim a sobrevivência da vida musical de muitos, que há tempos caíram no esquecimento. Artistas que nunca seriam ouvidos por um grande público, agora tem como divulgar seu trabalho. E sem precisar do aval de um produtor ou, pior, de um diretor de gravadora.


Comparar o download com a pirataria é ridículo. Baixar um arquivo para uso próprio não pode ser considerado crime, assim como, antigamente, pegar um disco emprestado e gravá-lo em K7 nunca foi uma prática mal vista. A Inglaterra, que se diz ser um país desenvolvido, esta dando um passo para trás com essa nova lei.


Não adianta, o mercado fonográfico mudou graças ao advento tecnológico, e as gravadoras não estão acompanhando essa evolução e, pior, estão tentando frear algo que não tem como parar. O download veio para ficar.


Adeus, grandes gravadoras!

 

 

 

Clique e leia:

Manifesto Movimento Música para Baixar

 

http://musicaparabaixar.org.br/

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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Vidas Secas

Vidas Secas (1938)

Autor: Graciliano Ramos (1892 - 1953)


Na mesa nua, pratos com o mínimo de alimento; sem gosto.
O papagaio, estimado bicho, agora mudo, completa o sugo; almoço.
Na boca, seca poeira, sente-se pouco, ou único gosto; desgosto.
Ao pé o cão, magro, feio, sarnento, ruía um teco de osso.
O trabalho, na roça, chão rachado, tempos sem água; penoso.
O soldado, que representa o governo, desrespeitoso, num “zip” de lâmina lhe arranco as tripas, mas não vale esforço.
O caminho, longo, só seixos; tortuoso.
Assim é a vida em Vidas Secas.
02/02/09

 

 

 

Para ler

Vidas Secas - Graciliano Ramos

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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Jean-Jacques Rousseau (1712-78)

- As vezes sonho em ser apenas um bom-selvagem rousseauniano...

 

"O homem nasce livre, porém em todos lados está acorrentado"


"A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza"


"O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'"


"E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra"

 

Pra ler:

O Contrato Social - Jean-Jacques Rousseau

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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Vale Tudo

“Tudo é tudo e nada é nada”
Sebastião Rodrigues Maia – Filosofia Tim


Nascido em 1942 no Rio de Janeiro, Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, teve toda sua trajetória artística e pessoal contada na biografia Vale Tudo (Ed. Objetiva 2007) escrita pelo produtor musical, jornalista e amigo pessoal Nelson Motta.


Criado no bairro da Tijuca, o autor conta como foi a infância do menino entregador de marmita, a amizade com Erasmo Carlos, os primeiros contatos com a música, na adolescência, e a formação do primeiro grupo, que se deu na Igreja dos Capuchinhos, e que integrou como baterista, os Tijucanos do Ritmo. Nos anos em que morou em Tarrytown (EUA), Tim teve contato com o estilo musical que o marcaria como sendo a sua característica principal: a soul music. No retorno (deportado) ao Brasil, gravou em dueto com Elis Regina These Are The Songs, em 1969. Gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, em 1970.


No ano de 75 teve contato com a Cultura Racional (Racional Superior), lançando dois discos únicos na música brasileira, e venerados por fãs e músicos, Tim Maia Racional Vol. I e II. Quando descobriu que toda a ideologia Racional não passava de marmelada, Tim mandou recolher todos os discos que estavam nas lojas, fazendo desse um álbum raríssimo, e considerado por muitos os melhores (musicalmente) de sua carreira.


Nas décadas posteriores, sucessos como Me dê Motivo e Do Leme ao Pontal, fizeram-no um dos mais queridos pela opinião pública, dentre os artistas nacionais. Paralamas do Sucesso, Marisa Monte, Lulu Santos e vários outros regravaram suas músicas, emplacando-as nas paradas de sucessos.


Brigas com gravadoras, músicos, emissoras de TV, empresários, visinhos, problemas com a justiça, de saúde, com drogas, amores mal resolvidos, não tiraram o brilho e a força de sua música e nem de sua pessoa. Autodefinido como: “preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrência e deficiências capilares”, Tim Maia ainda é pai, filho e espírito santo da soul music verde-amarela. Para Tim valeu viver tudo exageradamente  de forma intensa e excessiva. Só não valeu foi dançar homem com homem, já mulher com mulher...

 

"Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita"

Tim Maia

 

 

MOTTA, Nelson. Vale Tudo. O som e a fúria de Tim maia. Rio de Janeiro. Objetiva. 2007.

 

Para ouvir: TIMP3

 

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

A Metamorfose - Franz Kafka

 

"Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso."

 

O Quarto

 

Downloads:

 

A Metamorfose - Franz Kafka - Audio Book

A Metamorfose - Franz Kafka - Livro

A Metamorfose - Franz Kafka - Quadrinhos - Adaptação de Peter Kuper

 

 

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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom

Ambientado em Viena do final do século XIX, o romance Quando Nietzsche Chorou, o primeiro do psicoterapeuta Dr. Irvin D. Yalom, conta de maneira ficcional, com personagens que realmente existiram, mas que, alguns deles, nunca se encontraram na vida real, o nascimento da psicanálise.


O fisiologista austríaco, o Dr. Josef Breuer (1842–1925), empolgado com a cura da paciente Anna O., através de um novo método de tratamento, a “terapia através da conversa”, aceita tratar o depressivo suicida amigo da jovem e belíssima russa Lou Salomé (1861–1937), o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900). O filosofo já havia tentado anteriormente tratamento com dezenas de médicos, de toda a Europa, mas sua crise existencial parece ser uma barreira intransponível. O que acontece durante esse tratamento é uma relação na qual médico e paciente se confundem, pois o Dr. Breuer encontra na filosofia de Nietzsche respostas para seus conflitos internos, suas obsessivas fantasias sexuais com sua ex-paciente recém curada. Ele relata todo o tratamento para seu discípulo, o então jovem médico, e futuro pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939).


Literatura e ficção se fundem nesse romance cheio de personagens reais que transformaram e mudaram os rumos da humanidade.

 

 

YALOM, Irvin D..Quando Nietzsche chorou. Ediouro publicações. 24º edição. Rio de Janeiro.

 

Baixe para ler: Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom

 

* Em 2007 o livro ganhou uma versão em filme: Quando Nietzsche Chorou (EUA, 2007) - Direção de Pinchas Perry.

 

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Domingo, 9 de Novembro de 2008

Estigma - Erving Goffman

“Tenho 16 anos e não sei como agir... Acostumei com os meninos do quarteirão que caçoavam de mim... Gostaria de ter namorados... Mas nenhum rapaz sairá comigo porque nasci sem nariz... Minha mãe chora quando olha para mim... Meu pai diz que talvez esteja sendo punida pelos pecados dele... Devo me suicidar?” (Trecho do livro Miss Lonelyhearts, de Nathanael West)


Apesar da carta acima fazer parte de um romance, uma ficção, ela poderia ter sido escrita por qualquer adolescente que tenha alguma deficiência física, uma estigma.


Erving Goffman (1922-82) faz um ensaio sobre todos os aspectos sociais que a estigma pode atingir; da forma como a sociedade influencia no comportamento do estigmatizado, levando-o a perda da identidade pessoal e ao comportamento destrutivo e anti-social.


O termo “estigma” foi criado na Grécia antiga para identificar, de maneira visual, com marcas feitas com fogo ou cortes no corpo, os escravos, criminosos ou traidores. Na Era Cristã foram acrescentados mais dois níveis de metáforas: sinais corporais de graça divina e sinais corporais de distúrbio físico. Hoje o termo está mais próximo ao sentido original, só que mais ligado à desgraça do que a evidências corporais.


Com a sociedade estabelecendo formas de categorizar as pessoas, criando modelos a serem seguidos, o individuo estigmatizado é deixado, cada vez mais, a margem social; bêbados, malandros, prostitutas, artistas, homossexuais, egressos, deficientes, mendigos, menores... O livro abre uma discussão muito importante: quem verdadeiramente é o marginal? O estigmatizado, que sofre o preconceito da sociedade, ou será ela mesma?

 

 

 

GOFFMAN, Erving. Estigma. Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. LTC Editora. 4º Edição. Rio de Janeiro.

 

Baixe para ler: Estigma - Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada.

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publicado por AB Poeta às 23:36
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