Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

a bunda dela

 

tão linda

círculo robusto

que torna a ideia lúdica

e faz a bunda dela

merecer um busto

para ser exibido

em praça pública

 

tão perfeita

que enfeita

toda rua

 

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publicado por AB Poeta às 23:00
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Sábado, 11 de Abril de 2015

renda-se

 

fios brancos transados

enroscados em pelos pretos

dueto que se acende

 

trama que surpreende

e me prende

os olhos

e me ajoelho

me rendendo

a tua renda

e caio em tua rede

 

a natureza que nos rende

bichos da seda em

bichos de sede

 

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publicado por AB Poeta às 14:41
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Sábado, 22 de Fevereiro de 2014

que o dia escureça

 

antes que a tarde amanheça

que a noite entre cresça

e o corpo dela aqueça

o meu até que o dia escureça

e o tempo nos esqueça

 

 

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Sábado, 15 de Fevereiro de 2014

puta linda

 

puta linda

me abriga na esquina

que a lua brinda

traga meu tempo num cigarro

manchado vermelho

encostada num carro

 

eu e você

puta linda

refletidos no espelho do céu

acima do inferno

queimando nossos corpos

na cama da inquisição

 

puta linda que me despe

das obrigações diárias

todas fingidas

me mostra o caminho que

todos querem mas ninguém segue

que abandono minha carcaça

no meio da estrada larga pela qual sigo

 

cego na multidão

puta linda

me leve pela mão

nessa vida nada fácil

que é ser o que realmente nos interessa

 

 

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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

Liberdade

 

liberdade

é ela

de calcinha pela casa

seios livres

leve caminhar sem

destino

 

liberdade

é nós sem nada

no sofá até

gozarmos entre

as horas

rolando feito cães

no tapete

 

liberdade

é ter

pra não fazer

é o tempo

que passa sem

se perceber

é um amor

pra se perder

 

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publicado por AB Poeta às 12:24
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Sábado, 21 de Setembro de 2013

Sin

 

em línguas bendigo

meu prazer é contigo

pro nosso pecado eu digo:

sin, come!

 

 

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publicado por AB Poeta às 18:31
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Sábado, 14 de Setembro de 2013

Brilho interior

 

tua carne brilha

meu olhar vidra

a alma vibra

o sangue aquece

é a vida

que acontece

 

 

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Sábado, 27 de Julho de 2013

Beijo

 

oferece-me a boca como um vinho

tinto e intenso tom

e derrama tudo em meu corpo

tingindo minha pele de batom

vermelho

sangue

que corre nas veias e

traz a tona o desejo

 

oferece-me a boca

que te dou um beijo

 

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publicado por AB Poeta às 01:49
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Terça-feira, 9 de Julho de 2013

Num quarto

 

um quarto de dia num quarto

a tarde...

 

ainda tenho

teu cheiro pelo corpo

na boca o teu gosto

na lembrança teu dorso

na pele a marca que arde

 

Façamos de novo

mais tarde

pelas tardes

em mais quartos

de dias

por dias

 

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publicado por AB Poeta às 01:59
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Sábado, 6 de Julho de 2013

Uma rosa

 

Uma rosa nua no sereno

orvalho doce que escorre

quero provar desse veneno

que mata mas não se morre

 

 

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publicado por AB Poeta às 02:43
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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013

Dois mundos

 

um mundo babaca

e o teu mundo erótico

 

nessa guerra que não acaba

descarto o retórico

e fico com o teu

eu profano ateu

sem mundos nem fundos

 

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publicado por AB Poeta às 04:35
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Sábado, 29 de Junho de 2013

Ardência

 

Arde

desejo que não acaba

tentação flamejante cante

forja chama que não apaga

invade adiante

chama que me chama pra cama

 

Ateia fogo em tudo que tenho

deixa nossa guerra acontecer:

não quero paz

quero gozo!

 

Venha desarmada que será

amada

não trocaremos bandeiras de trégua

o branco que quero é do teu

corpo

alvo

a ser acertado na carne

 

me toma num gole quente

eu etílico

me doma como fera fálica em fúria

acorrenta meus medos e

liberta

minha vontade animal

 

A fogueira está acesa

taquemos mais lenha

 

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publicado por AB Poeta às 18:34
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Domingo, 23 de Junho de 2013

Anjo pornográfico

 

Voa do seu paraíso profano

e marca minha pele a ferro

quente boca que me engole

em lava ácida

 

me leva em tuas asas de fogo

para longe desse inferno diário

e me deita em tua cama

de pregos e luzes

meu anjo pornográfico

 

Me exibe teu sorriso vermelho carne molhada

dentro dos meus olhos cansados e escravos

entra nesse resto humano que sou

e transforma meu fim em destino

 

rasga minha pele em ritual sacro

e bebe meu sangue impuro

bacante enlouquecida que dança

envolta do meu corpo dilacerado

 

não quero o céu nem seus ídolos de

mármore frio

meu anjo pornográfico

me coloca em teus seios

me afaga em teu fogo e carrega

minha alma desse vale vazio no qual vago

 

me protege

em teus quadris incandescentes

me guarda

em tua indecência angelical

 

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publicado por AB Poeta às 15:16
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Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Ama

 

me deita em teu colo leito

e me dá o peito...

eu, homem feito

criança que não se cansa

mama a ama

criança que não vê defeito

 

me dá o peito, encosta

e toma meu leite em resposta

 

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publicado por AB Poeta às 04:44
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Domingo, 16 de Junho de 2013

Sussurros

 

entre beijos e gemidos

carinhos e xingos

o que guardo aos pés

dos ouvidos é

teu sussurro...

 

um vento que sopra

na noite longa

me dizendo como ela é

gostosa

 

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publicado por AB Poeta às 16:51
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Sábado, 15 de Junho de 2013

Nós em fogo

 

tua boca quente

me inflama

me lava

me sobe a chama

 

abraços em brasas

teu corpo chama

meu interior que incendeia

nós em fogo

 

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publicado por AB Poeta às 22:56
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Dilatados

 

você rosa orvalhada

                                dilatada

ante minhas pupilas

                                dilatadas

vibrante minha vontade

                                dilatada

deseja

que o tempo se       dilate

diante do deleite

 

que ninguém nos delate 

 

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publicado por AB Poeta às 17:40
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Teu doce

 

Entre beijinhos e suspiros

o mel do vão de suas pernas

é meu doce preferido

 

Brigadeiros não entram

em nossa guerra

de corpos estendidos

sobre o outro

sobre a cama

 

 

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publicado por AB Poeta às 17:22
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Pedacinho

 

cada pedacinho teu tem

um tom uma tez

que junto

um por vez

pra formar um desejo

 

junto tudo isso e vejo

que preciso do que fez

alimenta meu versejo

fluidez que se faz

entre nós

 

 

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publicado por AB Poeta às 04:42
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Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

Pingente

 

Cristo dependurado na cruz entre

teus seios

sagrados

 

Meus olhos vidrados

em vigília

ao pingente profano

 

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publicado por AB Poeta às 03:04
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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Anoitecer

 

As noites se fazem maior

no abrir de suas pernas

 

Céu vermelho carne

da boca de baixo lábio

estrelado grelo que brilha

 

Um cometa passa:

gemido que rasga meu silêncio...

 

 

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publicado por AB Poeta às 04:18
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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Marcas

 

Grafa sua boca em meu peito

no leito

feito fera que fere a caça

faça de novo

faça

marca meu corpo torpe

em vermelho

batom no espelho

que escreve um destino

 

 

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publicado por AB Poeta às 05:15
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Sábado, 1 de Junho de 2013

Fantasia

 

Tudo bem se seremos

nossas fantasias

que ao apagar da luz

dos dias

acontecem

 

Diária luz que ofusca a visão

Diária obrigação que ofusca o desejo

Dia diário que apaga a

noite

que acende

nossos olhos

 

Em pensamento reencontro a

ilusão

porque a

vida é

mesmo só

uma

impressão

 

Só o que sinto é

que pode ser

que seja

real

 

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publicado por AB Poeta às 19:05
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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Doce caminho

 

Beijá-la os

pés e percorrer

as pernas até

encontrá-la

úmida

entre teus

poucos pelos

 

Língua e grelo

gozo e gemidos

nós

dois unidos um

elo

 

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publicado por AB Poeta às 02:23
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Domingo, 26 de Maio de 2013

Doce líquido

 

Em teu brilho interno me deleito

e no leito entre panos peles apertos

fico perto de tocar no eterno

 

Leitoso explodo entre os lábios

e unidos ficamos

úmidos

 

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publicado por AB Poeta às 16:08
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

Pernas

 

Pernas

Pele

Prazer

 

Só pernas

elas

com elas

 

Delas faço

parte

arte

com elas faço

 

Nelas me

desfaço

não disfarço

olhos que querem

língua que quer

percorrer morrer

a sós aos pés das

pernas

 

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publicado por AB Poeta às 02:03
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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Dois à beira

 

Falo em tua boca um nome

sujo trêmulo proibido

que ressoa em teu corpo lago

como pedra que se atira

em espelho d’água

 

À margem do teu desejo

brinco animal puro

mergulho fundo

e solto meu cardume

na liberdade dos corpos

 

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publicado por AB Poeta às 22:45
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Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Celeste

 

Minha felicidade mora

entre tuas pernas

compasso aberto que circunda

a lua em delírio

 

Constelação em gozo

de gâmetas cometas

que cruzam teu universo

em contração

 

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publicado por AB Poeta às 18:35
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Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Brincadeira

 

Arregalo meus olhos

para ver os teus fecharem

e abro minha boca

para calá-la na tua

 

Despidos de ser

num atrito carnal e primitivo

voltamos a algum tipo de origem

 

Duas crianças que brincam

e constroem um corpo

massa de modelar

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publicado por AB Poeta às 13:02
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

Orbitas

 

Exibida e brilhosa

Foi o brilho úmido

rosa

dos teus lábios

que me fez colocar

teu nome na lua

 

Como um cometa incandescente

passou e deixou

dentro de mim um universo

escuro

vazio

infinito

 

Os astros se revezam

no tempo

para um dia, quem sabe

se alinharem novamente

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publicado por AB Poeta às 13:32
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Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011

Odores fluídos sabores

 

O cheiro doce e úmido da pele tua

nua que espera o toque quente

rente e íntimo que aumenta o ritmo

num átimo, do corpo, da pulsação

 

Fricção animal sobre a cama

dama da sociedade que revira puta

luta com o macho pelo prazer

fazê-lo acontecer no quarto

 

O ato final do filme, o gozo

no fosso dilatado e úmido

unido ao falo agora contraído

caído, satisfeito, em paz

 

Jazem os amantes na oca oca

e as bocas dividem num ataque

o acre gosto contido

nos fluídos, no que sobrou de nós

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Sábado, 27 de Agosto de 2011

Vulva

 

Vitória

virgem viva

ventre

veludo

 

Vulva vadia

vagina valente

veemente volumosa

viscosa voraz

vital

 

Vaca vulgar

víbora volúvel

vodka vagabunda

valsa vã

varão vassalo

vilã viciada

 

Vênus

verão vivo

vale verde

vista vasta

viagem voluptuosa

 

Vinho velho

verso

valor

 

Vida

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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Puta que partiu

 

A noite se abria no movimento de suas pernas 

grossas pecaminosas infinitas

e o brilho morto das estrelas

emolduravam teu corpo lascivo e jovem

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Suas mãos corriam até mergulharem

lábios seios sexo

que me exibia liso e rosa carne

querendo quente pulsando

expulsando todo o frio e a derrota

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Suas coxas apertavam e espremiam

o gozo

que sobrava em seus olhos

que me mostrava entre os dedos

que lambia satisfeita

que alimentava o pouco que éramos

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Que sonora gemia fêmea

que linda contorcia-se fêmea

que satisfeita ofegava fêmea

e enchia meus escravos ouvidos

com sons úmidos de fêmea

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Era um mundo construído

e constituído de vontades animalescas

que faziam meu sangue pele correr

percorrer pelos meus rios e mares

até alagar o deserto e o homem que sou

 

Que saudades que tenho da minha puta

 

Mas no ordinário passar dos dias

nosso jogo não teve mais vitórias

monótonos sucumbimos ao banal

e derrotados

desistimos do poder lúdico

que proporcionávamos aos nossos restos

 

O solitário e sujo tempo venceu

 

Que saudades que tenho da minha puta

que partiu...

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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

Pêlos

 

Entre panos e apelos

pedidos e peles

peço em teus lábios ávidos

desejo entre pêlos e entro

 

Dentro desnudo

mudo quente mundo

rente profundo querer

 

Crer que posso tê-lo

esparramo em teu pêlo

novelo

meu prazer

 

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Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Sopé

 

Falo de pé

ao pé do ouvido

 

Pelos em pé

Aos teus pés

Troco pés pelas mãos

 

Pede mais

pedante

 

Meu amor em pé de guerra

armado com busca-pé

peleja

pela pele já

 

 

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Domingo, 3 de Julho de 2011

Ato I (amor fluido)

 

Eu falo

em tua boca:

degole!

 

De gole em gole

engole

nosso mundo

 

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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

Delito

 

O tempo todo

desejo

beijo beijo beijo

mordo

motejo

 

depois

fodo fodo fodo

gozo

festejo

 

O amor morto

descansa em meu peito

feito

do jeito

que o diabo gosta

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Domingo, 31 de Outubro de 2010

Ato

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Primaverando

 

Primaverou

O botão de Rosa se abriu

E o orvalho noturno

Escorreu

Pingando

Quente no lençol

Escrevendo nossa poesia

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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Juntos

 

O gosto do teu gozo é o gosto que

Minha boca procura

Procura manter molhado nos lábios

Teu gemido é o que me faz ouvido

Sinfonia amante de delírio

Teu corpo é a forma que forma meu olhar

Que olha e deleita a deusa que deita

No leito, leitosa e pura

Nossa pele junta

Nós juntos e apertados

Apertando eu lá dentro

Lá dentro de ti eu quero

Ser, e sou... Soul

 

Ainda guardo

O gosto

Daquela tarde

Na boca

 

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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Quero-Quero

 

A distância que tortura o desejo

Produz uma voz em mim

Que na angustia do não tocá-la

Repete sem fim: Quero

 

Abraçar-te Anjo

Quero

Sussurrar em teu ouvido

Quero

Acariciar teu corpo

Quero

Tua pele arrepiada

Quero

Ver o prazer fechar teus olhos

Quero

Fazer parte dos teus momentos

Quero

Beijar teus ombros agora

Quero

Percorrer teu pescoço

Quero

Procurar tua boca

Quero

Depois a língua

Quero

Teu gosto em mim

Quero

Quero

Quero

 

Os quero-queros voam livres pelo som

Que nossos corpos emitem

Quando se tocam

 

E se aninham em minha boca

Esperando pelo próximo

Bater de nossas asas

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Leito

 

Passei a semana toda te procurando pela minha cama

A mão corria só pelo lençol e quando encontrava um ponto

Mais quente puxava-o imaginando seus cabelos

Seus quadris

 

As pernas se enroscavam ao cobertor procurando calor

E os pés se acariciavam numa espécie de incesto lícito

 

Nunca disse tantas bobagens ao travesseiro

Deslizava o rosto e de leve os lábios soltavam

Nossas baixarias e nomes próprios que inventamos

 

Revirava pela cama só para ouví-la gemendo

Roçava minha vontade contra a pele do colchão

E fechava os olhos procurando seu olhar

Em algum lugar de minhas lembranças

 

Respirava mais rápido a procura do seu cheiro

Do cheiro de nossos dias felizes

 

A cama nunca foi tão vazia sem você...

 

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Sábado, 11 de Setembro de 2010

Prosa amorosa

 

A moça

Calorosa

Pedia

Manhosa

E eu dei

Um dedo

De prosa

Na boca rosa

Pluviosa

 

E ela

Graciosa

Misturava-se à

Minha saliva

Leitosa

 

Que conversa gostosa

Tivemos

 

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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010

Entre nós

 

De quatro se põe a amante

E eu ante ao corpo delirante

Imponente inundo seu fosso

Renascendo em cada gozo

 

Morosos deitamos juntos

Vendo como o mundo

Moribundo soa dissonante

Comparado ao instante

Que dura pouco segundos

 

Uma explosão de delírios

Nos faz esquecer os martírios

Que nas ruínas do ser se abrigam

E edificam uma falsa certeza

De que essa coisa é de nossa natureza

 

Ah... Que bem que faz o ato

Um momento que esquecemos do fato

De que essa sociedade banal

Só nos deixo isso de nossa origem animal

 

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Sábado, 19 de Junho de 2010

Sobre o palco

 

Peça peça peça

Que, sem pressa

Peça por peça

Por puro prazer

Pô-la-ei em pelo

 

Você travessa acesa  

Acessa eu sisudo

Sinuosa soma perfeita

 

Em pleno palco

Ao cair do pano

Apareceremos puros

Em pura prática

 

Suados em cena

Não há o que impeça

Que o ato final de nossa peça

Nunca chegue ao fim...

 

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Abençoada

 

De cabeça erguida

Só falo

Ereto

Com ela

 

Que, de joelhos

Ora

Um terço

De mim

 

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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Amoramoral

 

Com toques íntimos e

Beijos em lugares

Hediondos

Enganamos os anjos

Mudamos os valores

E estupramos a Moral

 

No tribunal dos puros

Pela (in)justiça dos olhares

Fomos condenados

A prisão

Perpétua

 

Algemados

Pagaremos à pena

Trancafiados

Gozando

Nosso mundo

 

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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Eu cavaleiro

 

Puxo pela crina

A égua relincha tremula

 

Em seu lombo

Dito o ritmo

Frenético libido

 

Pelas horas cavalgamos...

 

Assim ela

Faz

Eu cavaleiro

 

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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Leite derramado

 

Com o prazer

Morto

Velado choramos

Abraçados

Pelo leite

Derramado

 

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Domingo, 18 de Abril de 2010

No seio da santa

 

Eu, plebeu pagão

Fiz ceia farta

No seio farto

E profano

Da virgem

 

Nesse anjo a

Auréola

É rosada

Dura e

Macia

 

Na minha língua

Sobra o sal

Do suor

Da santa

 

Sinto-me

Protegido

No colo

Do útero

Divino

 

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Branca de neve

 

A maçã foi

Mordida

Pelo desejo

De Branca

 

Minha neve espirra

Branca

Sobre a pele

Branca

De Branca

Agora, de neve

 

Nosso pecado

Alvo

Se completa

Nas maçãs de Branca

Cheias de minha neve

Quente

 

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publicado por AB Poeta às 00:48
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

O pinto e o buraco

 

Tadinho do pintinho

Vinha ciscando o chãozinho

Arrastando os pezinhos

Bicando as migalhinhas

 

Distraído, caiu num buraquinho

Escuro e apertadinho

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava para o fundo

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava denovo

 

Botava a cabeça para fora

Escorregava...

 

Assim, ficou suado

O que o favoreceu

Pois o barro amoleceu

Ele saiu (todo melado)

 

Cansado

Caiu de lado

Descansou deitado

 

Depois, renovado

Pensou “foi bom esse buraco

Me deixou forte, animado!”

 

E ele agradece o que aconteceu

Porque depois dessa experiência

Com imponência

O pinto cresceu!

 

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publicado por AB Poeta às 13:53
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Domingo, 4 de Abril de 2010

Despidos

 

Eu nu

Ela nua

Bêbados de tesão

 

Nos vestimos

Com os corpos

Um do outro

 

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publicado por AB Poeta às 17:59
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Coletivo (orgia)

 

Entre...

Agarre firme

Chacoalhe, chacoalhe, chacoalhe

Roçando

Corpo com corpo

Parte com parte

 

Aperta...

Corre o suor...

Nosso cheiro sobe

Enquanto somos olhados pela janela

 

Assim é

Nossa viagem

 

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publicado por AB Poeta às 11:28
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Haicanagem

 

pés ao alto
costas no [col]chão
grito contralto

 

 

publicado por AB Poeta às 00:13
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

Diversão

Criança atrevida
Brinca com a minha boca
Que ri vermelha
Sussurra


Sobe pelas minhas paredes
Toca-me lá
Certeiro
Alvo alvo e róseo


No sobe e desce
Do nosso carrossel
A música do corpo
Tinge os olhos de brilho


Gira, gira sem parar
Até o fim do nosso infinito


O grito sai
No íngreme
De nossa montanha russa


O coração bate alegre
Como a banda do circo


Sob a lona
O picadeiro é só nosso

 

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publicado por AB Poeta às 00:07
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Servilha

Ajoelhe-se e me amarre
Lace o laço lasso, firme
Nós
Borboletas monocromáticas

 

Me arraste
Com a língua de fora
Me deforme
Pise-me, pise-me, pise-me
Me use até o fim


Submisso sou
Podolatra obsessivo
Protejo-te
Abraço-te
Por onde for eu vou


Para sempre
De sola nessa paixão
Me agarro aos seus pés
Justo

 

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publicado por AB Poeta às 00:26
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Crina crua

Saliva noturna
Oportuna
Tropeira lã negra
Alaga a galope
Só lido sólido
Égua brava, acalma a tapa
Crina crua crema o creme
Mata-me agora, por favor...

 

Assassina nossa sede
Nessa sina assassina
Crina crua crema o creme
Mata-me novamente...

 

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publicado por AB Poeta às 23:32
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Em teus lábios

Lábios úmidos, ardentes
Pele doce e quente
Cavidade oblonga, toma-me
Enrijecido, sinta-me
Enlouquecida, queira-me
Em movimentos
Cadenciados, em nomes
Sussurrados, em toques
Maliciosos beijos
Gananciosa vontade
De ti

 

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publicado por AB Poeta às 03:33
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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Proibido para menores

Quero deixar bem claro a todos que o texto postado aqui não foi escrito por mim, idealizador deste blog.

 

Uma breve explicação de como o texto chegou em minhas mãos:

 

Certo dia estava eu conversando com um grandissíssimo amigo sobre música, livros, filmes e mais uma porrada de coisas ligadas à cultura, quando comentei sobre o blog que estou desenvolvendo, e que ultimamente ando me dedicando a (tentar) escrever. Ele achou muito interessante tudo isso, e disse que também está escrevendo, ou melhor, psicografando.

 

Como? Psicografando! – disse eu espantado.

 

É, isso mesmo. Ultimamente ando psicografando alguns textos. – respondeu.

 

Mas como assim? Você recebe alguma entidade? – indaguei.

 

Sim recebo, ou melhor, incorporo: o Doutor Fritz! – respondeu com toda a tranqüilidade.

 

Cara, fiquei boquiaberto, pasmado!


Para quem não lembra, no final da década de 70 e em mais da metade dos anos 80, o médico ginecologista, o Dr. Edson Cavalcante Queiroz, ficou famoso por realizar operações espirituais que, segundo ele, eram guiadas por esta entidade, o Dr. Fritz. Também teve outros médicos, antes e depois do Dr. Edson, que incorporavam essa mesma entidade, mas isso não vem ao caso, já que a finalidade deste post não é lembrar dessas histórias.


Voltando ao assunto psicografia, esse meu amigo me apresentou alguns textos, li todos e achei um muito interessante, que falava duma palavra de nossa língua pátria, e que, segundo o idealizador do texto psicografado, é a palavra, de todas as línguas do mundo, mais gostosa de ser pronunciada. De primeira, achei totalmente estranho, por que, até onde eu sei, ou sabia, esse tal Dr. Fritz é alemão, então, pensei eu: como ele poderia saber o português? Ai sim, meu queixo caiu de vez! Numa dessas incorporações do meu amigo, a entidade escreveu como aprendeu a falar e escrever em português. Segundo ele, foi com o médico, escritor, dramaturgo e orador brasileiro Cláudio de Souza. Eles se conheceram numa convenção alemã de medicina, e o médico brasileiro contou-lhe sobre nosso país, costumes, clima tropical e tudo mais, o que, na época (começo do século XX, pré-primeira guerra mundial; nesse período a Alemanha não se encontrava numa situação econômica muito boa), deixou o doutor alemão fascinado, despertando assim seu interesse em aprender nossa língua.


Vocês já devem estar mais do que curiosos em saber que raio de texto é esse. Lembro mais uma vez: o idealizador deste blog não tem nada a ver com a autoria de tais palavras!

 

Vamos ao dito texto:

 

Estudando esta língua, a portuguesa, percebo, em minha face, que a pronuncia de certas palavras proporciona-me reverberações diferentes das palavras provindas da minha, queria e estimada, língua alemã. Passo dias a dizer as mais variadas palavras dessa nova língua, a qual dedico várias horas de estudo, a fim de conhecer cada vez mais o vocábulo lusitano, e tentando descobrir o que me faz aprofundar, cada vez mais, nessa busca por uma resposta sobre todo esse fascínio que tais novas palavras provocam em minha alma.


Depois de tanto pronuncia-las, nos mais variados tons de voz, cheguei à conclusão de qual, dentre todas elas, é mais prazerosa de ser dita. Tal palavra é: xoxota.


Vocês já perceberam como a palavra xoxota é gostosa de ser pronunciada? Se vocês prestarem atenção, toda as vezes que a palavra xoxota é dita, sua boca fica cheia d’água! Isso é um fato, você pode testar agora mesmo, se quiser, claro. Vamos lá, pronuncie em alto e bom som: XO-XO-TA! Inclusive eu, Dr. Fritz, desenvolvi uma teoria sobre essa relação fenomenológica que se da entre a pronuncia dessa palavra e a cavidade oral (boca).

 

Teoria fenomenológica:

 

A palavra xoxota é uma trissílaba, e duas delas, as primeiras, possuem a letra “X”, letra essa que é pronunciada de forma arrastada. Exemplo: “xis”. Todas as vezes que você pronuncia as sílabas que possuem a letra “X”, o ar quente que sai dos pulmões sofre uma pressão maior, pois geralmente, e imperceptivelmente, você faz essa pronuncia com os dentes cerrados e com a língua muito próxima ao céu-da-boca. E, especialmente, nessa palavra, você faz isso duas vezes seguidas (XO – XO), proporcionando um acumulo e pressão ainda maior de ar quente. Quando é pronunciada a sílaba “TA”, o ar frio que circunda o ambiente entra em sua cavidade oral (boca), chocando-se com o ar quente. Nesse conflito de ares acontece uma condensação, fazendo com que o ar vire água. Tudo isso faz com que sua boca fique cheia d’água!


Em homenagem a ela, essa fofurinha de palavra, vamos todos em une-sono, numa só voz, dizer em alto e bom som: XO – XO – TA!
Em pesquisas recentemente realizadas, foi descoberta a xoxota mais antiga do mundo, mas também foi uma pena, pois ela morreu e foi enterrada junto com a Dercy Gonçalves.


A xoxota é tão boa que há homens e mulheres que gostam dela! Tem homens que gostam tanto, tanto, tanto, que até querem ter uma no meio das pernas! Mas esse tipo de operação não realizo.


Vamos parar de hipocrisia e saudar, não somente a palavra, mas também o objeto apreciado, pois, como é de conhecimento de todos, sem ela nós não estaríamos vivos!


Muito obrigado, querida (objeto e palavra) xoxota!

 

Ass: Dr. Fritz

 

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publicado por AB Poeta às 04:34
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