Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Qual será a senha?

 

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e acesse o mundo

a imensidão

 

O nome do pai

do filho

o nome do cão

Datas de nascimentos

letras e elementos

que servem à ocasião

 

Fique socialmente conectado

Atado a tantos amigos

que nunca se verão

 

E guarde a senha

a sete chaves

das portas e das janelas

que apontam à solidão

 

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

bobagens

 

cacos de vidro ao vento

sussurro que fere o ouvido

parte daquilo que foi dito

espero que apague no tempo

 

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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2014

pet shopping

 

os seres humanos amam mais

os cachorros

do que os humanos

porque como humanos

desejam ser amados assim como

os cachorros são

 

o mundo cão não é nada fácil

 

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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

vem ser

 

vem

vem ser

comigo

 

vem comigo

vencer

como amor

ou amigo

 

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

afiada

 

afiada como faca

a piada na ponta

da língua

 

mais um inimigo se confirma

perco o amigo

mas não perco a rima

 

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Domingo, 11 de Maio de 2014

poesia do primogênito

 

na primeira cria

a nova trindade:

o novo pai

o novo filho

a nova mãe

 

de um ventre

a gestação de três nascimentos

do dom materno

o surgimento de novos mundos

 

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Sábado, 5 de Abril de 2014

amizade universitária

amizade de faculdade

entidade

Unisant’anna

 

o tempo passa, zuni

e a afinidade mantem-se imune

espírito, nirvana

pois algo ainda nos uni

em bares de Santana

 

para Eli, Bia, Betão e VB

 

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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Partida

 

A felicidade refletia impávida

nas crianças que

jogavam

bola na rua

 

Lá vai voa vai

a bola que voa

sobre o muro

sobre os portões

sobre as grades

sobre lanças e

cai

num quintal

fúnebre

 

Para a morte que florescia

no chão solitário

aquela queda era uma gota

incômoda

de alegria alheia

 

Desaforada fora a bola

que foi furada

rasgada

partida ao meio

no meio do quintal

meio aos olhares alheios

violentada como um meio

de se atingir a felicidade

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Sábado, 27 de Novembro de 2010

06/01

 

Dia seis

Dia de Reis

 

Não sou nobre

Nem sou pobre

Não sou clero

E nem quero

Ser nada além de folia

 

Dia seis é o meu dia!

 

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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Minha rua

 

Minha rua negra já foi de terra, pedras e diversões

Na época em que os carneiros eram coloridos

e podíamos montá-los e guardar essa lembrança

para o resto de nossas vidas

 

O Gigante é uma lembrança alegre

A casa da Flora nunca teve árvores

O homem da tapioca não tinha relógio

e sabia a hora certa. Acho que nos tapeava

As gêmeas, nunca achei elas parecidas, mas

agora estão ficando (que estranho...)

 

Alguns vizinhos detestavam os inofensivos

restos de couro que insistíamos em chutar

entre os chinelos que ficavam nas laterais da rua

 

Acho que éramos uma gangue de crianças

criminosas que com alegria pura e ilícita

perturbavam a moral adulta

 

O céu da minha rua sempre foi de nuvens e pipas

Poucos fios e postes ainda

Nas noites ele era mais celeste

Tinha mais e maiores pontos brancos

Salpicados, densos, formavam manchas

 

Hoje minha rua é silêncio

Que às vezes é quebrado por algum vendedor

Alguém pedindo um punhado

Leitores autárquicos...

 

Às vezes passa uma criança correndo

Dá um grito e some veloz rindo

Mas não sei se é menino do vizinho

Se é de outra rua

Ou se é uma impressão saudosa

Que ainda insiste em brincar

E pregar peças nesse adulto clandestino que me transformei

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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Dia do Amigo

Hoje é dia do amigo
Como pude esquecer!
Vendo um álbum antigo
Lembrei-me de você


Quantos momentos divertidos
Festas, passeios, viagens
Esquinas, roles, camaradagens
Muitos instantes vividos


Alguns, em fotos guardados
Outros, boas lembranças
Agora, estamos separados
Mas juntos, somos crianças


Crianças alegres brincantes
Neste tempo maluco: perdidos
Nossos sonhos a muito esquecidos
Tornam-se em conjunto brilhantes


Mágoas sofridas de outrora
Risos alegres de agora
Pois briga de amigo vai embora
Não fica, passa na hora


Às vezes me sinto só
Precisando de abrigo
Meu estado chega dá dó
Por isso lhe antedigo:


Nesse mundo conturbado
Onde muito se aceita calado
É bom sempre estar contigo
Quero tê-lo sempre ao meu lado
Obrigado por existir, amigo!

 

Download - pra ouvir:

Balão Mágico - Amigos do peito

Roberto Carlos - Um milhão de amigos

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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Valeu Charles!

Texto escrito em 11/03/08.

 

Charles gostaria de agradecê-lo publicamente pela chance que você e o Pedrão me deram quando me aprovaram no teste para embalador. Já faz um tempão né cara (final de 2002), mas sabe como é: não podemos esquecer das origens, nunca! Com certeza nessa época já começava sua tendência para a área em que vai atuar agora, RH. Sou muito grato por isso, um momento de decisão de vocês dois que mudou muita coisa em minha vida, meu caráter, minha visão profissional (essa mudou muito). E como as coisas são: depois de ter “lombado” muita caixa na expedição, e ter percorrido outros departamentos, viemos parar aqui em vendas. E de passagem, como é para tudo e todos na vida. É engraçado essa fama de chato, que pessoas questionadoras como você tem. É gente assim que muda alguma coisa em qualquer lugar. O ruim disso é que as pessoas omissas se beneficiam com essas mudanças, mas não são capazes de perceber quem mudou o que e por que foi mudado... E ainda pior, pensam: MUDAR PARA QUE?

É isso cara, quem cria raiz é planta e quem fica parado é poste!

Valeu brother, bom novo trabalho, já que quem precisa de sorte são os incompetentes, os preguiçosos e os invejosos!

Como você gosta de ler, segue um trecho do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa - um livro para pessoas desassossegadas.

Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que resulta do pequeno tamanho da sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena, pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que a cidade...

Porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito, limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida.

Depois de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece no corpo todo.

"Sou do tamanho do que vejo!” Cada vez que penso esta frase com toda a atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir consteladamente o universo. “Sou do tamanho do que vejo!” Que grande posse mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se refletem nele, e, assim, em certo modo, ali estão.

E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objetiva dos céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando.


"Sou do tamanho do que vejo!" E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de vago o azul meio-negro do horizonte.


Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvajaria ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova personalidade largal aos grandes espaços da matéria vazia.


Mas recolho-me e abrando. "Sou do tamanho do que vejo!” E a frase fica-me sendo a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do luar duro que começa largo com o anoitecer.

Fernando Pessoa

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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Desejar o bem sem olhar a quem

Acho que todos nós aprendemos isto desde criança: nunca deseje aos outros o que você não quer que lhe aconteça. Ou, pelo menos, algo parecido com isso... Ou nessa mesma linha. Mas uma coisa é certa: o bem é algo a ser ensinado; a virtude é algo a ser ensinada. E muitas vezes quem nos ensina isso é a experiência.


Segundo psicanalistas (Jung é pai desta teoria), todos nós carregamos em nosso inconsciente um arquétipo chamado sombra, que é responsável pelos nossos atos (pensamentos) violentos e, socialmente, inaceitáveis. A sombra é o lado “primitivo” do homem, que foi gradativamente, durante todo seu processo de “evolução”, sendo reprimida no inconsciente através dum processo social de “educação” (adestramento) que sofremos durante todo o decorrer de nossa história. De vez em quando ela da às caras. Nos momentos em que explodimos numa fúria cega, é ela, nossa amiguinha, que bota lenha na fogueira. O Self, arquétipo responsável pelo “equilíbrio” do inconsciente, é quem da uma “segurada de onda”, canalizando essa violenta energia para outros arquétipos, aliviando-nos, e afundando no sub, cada vez mais, a sombra.


Somos naturalmente violentos, mas, ainda bem, que inventamos o Bem, que nunca é absoluto, mas que faz com que pensamos que há algo sublime a alcançar, e isso nos ajuda a esquecer que temos esse tipo “ruim” de natureza. Mas, tudo bem, não é para falar sobre isso que escrevi este, e sim para contar uma história que vivi e que tem tudo a ver com o título deste acima.


Amigo secreto, essa brincadeira (pé no saco) que se faz, geralmente, em final de ano, onde um grupo de pessoas escreve seus nomes em pedacinhos de papel e depois sorteiam os papelotes (no bom sentido) entre si, não participei de muitas, mas fiz parte de uma que me deu uma boa lição.


Participei duma dessas brincadeiras na época de colégio. O combinado foi que, ao invés de comprarmos presentes mais tradicionais, como roupas, discos (na época), essas coisas assim, presentear-nos-íamos com chocolate. Poderia ser em barra, caixa de bombom, etc.. Não me recordo do nome na menina que tirei no sorteio, mas lembro que beleza não era sua maior virtude... Para ela, comprei uma barra dessas grandonas, recheada com pedacinhos de amendoim. Não lembro o nome, nem marca, de tal guloseima, recordo somente que vinha numa embalagem de papel de cor amarela e tinha um nome curto escrito em vermelho. Cursava no horário vespertino, e entrava na aula próximo ás 13hs. Sai naquela tarde, visualmente corriqueira: ônibus passando, os botecos abertos, grupos de pré-adolescentes uniformizados com avental branco, seguindo em direção a instituição de ensino estatal... Tarde que era diferenciada somente por ter como data o final da brincadeira. Segui pela rua e, ao dobrar a esquina, encontrei com um amigo meu de sala (amigo próximo meu até hoje), e logo iniciamos uma conversa sobre o acontecimento que estava por vir. Perguntou-me se já havia comprado o presente para meu secreto amigo, respondi que sim, o que era, mas não revelei seu nome. Ele comentou que ainda não havia comprado seu presente, e que passaria, antes da aula, no mercadinho que ficava (ainda fica) na esquina posterior a do colégio. Fomos juntos. Chegando lá havia muitas opções de presente, o que gerou certa dúvida do que comprar. Pediu minha ajuda (opinião), e acabou decidindo por uma entre duas caixas de bombons. Uma das caixas continha um número maior de unidades, acho que trinta, ou algo perto disso, mas por isso tinha preço mais alto. A outra, a escolhida, tinha um número menor de unidades, dezesseis bombons, mas o principal atrativo, segundo meu ponto de vista, era que o preço acompanhava essa redução quantitativa.

 

Então perguntou para mim:

 

- E ai André, qual das duas você acha que devo comprar?


- A mais barata, claro! – Respondi “na lata”.

 

- Mas a outra não está tão mais cara assim. E, pela quantidade de bombons que vem na caixa, acho que o preço compensa. – Disse com visível empatia pelo amigo que seria futuramente presenteado.

 

- Tanto faz. O que importa é que você entregará o presente. E, melhor ainda, vai lhe sobrar uma grana! E o cara, esse, nem vai saber mesmo... – Respondi com total indiferença.

 

- Ah, então vai essa mesmo. – Seguimos para o colégio.

 

Chegamos à sala, todos já eufóricos para saber quem foi quem que tirou quem, quem que ganhou o que, quem ganhou o que de quem... E assim foi até a professora chegar e dar início ao final do jogo misterioso. No começo é sempre o mesmo suspense: um vai até a frente da sala e começa a descrever seu amigo secreto, até descobrirem quem é, e nesse espaço de tempo todo mundo fica, é fulano, é cicrano... E, quase nunca, ninguém acerta. Chegou à vez desse meu amigo, e minha ansiedade aumentou, pois como eu instantes antes havia ajudado a decidir na escolha do presente, queria saber quem era o indivíduo a ser contemplado. Ele começou a descrevê-lo, dando risada. Ai a classe ria junto, e eu ria junto com a classe. Descrevia... Dava risada... A classe ria... E eu, ria junto com a classe... Com a caixa na mão, chegada à hora de falar o nome do agraciado, olhou para mim e riu...
Adivinhem quem ele tirou!

 


 

Downloads:

 

IRA! - XV Anos

 

Álbum completo:

 

IRA! - Vivendo e não aprendendo

 

Para ler:

 

André Comte-Sponville - O pequeno tratado das grandes virtudes

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Sábado, 30 de Agosto de 2008

Carta pruma menina

Eu adoro você menina! Acho você linda, forte e inteligente, uma mulher incrível. Fui algumas vezes bem grosso com você, sei disso, me desculpe. É meu jeito. Sou meio que exagerado mesmo. Vejo em você uma energia muito grande, algo puro e belo... Infinito. Muito forte. Parece que eu absorvo isso, ai meu exagero acaba ficando maior ainda. Não sei por que, mas nossa amizade acabou ficando um pouco distante. Talvez a facul, a correria do dia-a-dia, cursos extras, sei lá. Ruim né.


Obrigado pelo bilhete. Muita gente foi carinhosa comigo na hora da despedia, mas essas palavras quando vindas de você é diferente. Eu te acho especial, então suas palavras também são especiais, e quando elas são direcionadas a mim, me sinto especial também. Acredito que você tenha esse dom.


Quanto ao cara que entrou no rio, não sei quem é nem quem disse isso. Só conheço aquele da música da Baby Consulelo, o Menino do Rio. Que merda né!


Sempre se deseja muito sucesso, realizações ou se tem muita esperança. O que realmente te desejo é FELICIDADE! Sucesso? Que sucesso que nada, seja feliz! Realizações? Que porra nenhuma de realizações, te desejo felicidade! Esperança? Esperança é a pratica da espera, e não há por que esperar, temos que ser desesperados (des-esperar = não prática da espera)! Desejo a ti toda a felicidade!


Agente ainda vai tomar muitas cervejas juntos, não quero perder sua amizade, alias, perder não, torna-la ainda mais distante...


Mil beijos menina, de uma pessoa que gosta de você!

 

Baixe pra ouvir:

Tim Maia - Eu amo você

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Carta de despedida

Boa tarde a todos! 

 

Como é do conhecimento da maioria das pessoas dai, deixei de fazer parte do quadro de funcionários da empresa. Quero agradecer a todos por terem me ajudado durante o período em que fiz parte dessa grande família.
Desculpem-me se fui rude, grosso, briguento ou qualquer outra coisa do tipo. Sou assim mesmo, visceral! Visto a camisa do time em que estou jogando. Se alguma coisa atrapalha o andamento do meu trabalho, e o meu (nosso) trabalho é o que dá Vida a empresa, ai meu amigo, é melhor sair da frente. Ou você tem um ótimo discurso fudamentado e muito bem argumentado, ou... Não me atrapalhe! Pareço um pouco arrogante, mas se pararmos para pensar, não é o sistema, os métodos, os procedimentos, as máquinas que fazem com que a empresa ande, são as pessoas. O material humano (no maior sentido que a palavra humano possa ter). O intelecto. Um basta à burocracia . Viva o dinamismo, a agilidade! A empresa é somente: um nome que possui um número (CNPJ), que é reconhecido por toda a sociedade, perante a um contrato, e que tem uma localidade, vende produtos ou serviços, ou muitas vezes os dois, mas que sem as pessoas, esse ser chamado empresa, que foi inventado, não dá um passo a frente. Alias, não se move um fio de cabelo que seja!
Valeu pessoal da expedição! Flávio, que no começo ficou meio receoso para me contratar, mas graças ao Pedro e o Charles, que me avaliaram quando fiz o teste para embalador, e convenceram-no, as coisas (impressões) tomaram um rumo bem diferente. Obrigado Flávio pela confiança. Aos outros lideres, Lorival, Marques, David, Ronni, valeu pela força. O pessoal da antiga, Fabão, Baiano, Nivaldo, Zé Antonio, U2, Ronaldinho, Johannes (acho que é assim que se escreve) Geir, André (Príncipe), Jefferson, Hildebrando, Tião, Marcelino, Rafael, Mingalzinho, e mais outros que não me lembro agora, muito obrigado mesmo. Pessoal da garantia, Rose, Raimundo, Raimunda, Rinaldo, Leandro, o pessoal novo que está ai, mas não lembro o nome também, (os outros eu já citei) muito obrigado.
Cida, muito obrigado, você foi (é) uma pessoa que me ajudou muito ai dentro, acreditou muito no meu trabalho. Particularmente, você acreditou mais em mim do que eu mesmo. Sou muito grato!
Ao pessoal da cobrança (na época), Cris, Fabio, Luciana, Paulo, Oto, que me incentivaram todo o tempo em que estive trabalhando por lá.
Valeu todo o pessoal de Compras, SAC, Financeiro (ai Dudu tranqueira!), Política Comercial, Informática, Contabilidade, RH, muito obrigado a todos por me aturarem, porque, realmente, eu pesava na de vocês atrás de respostas para as minhas inquietudes profissionais.
Obrigado Cinthya, você também me ajudou muito.
As meninas do Restaurante, Marli, Solange, Mazé, Cida, Lurdes, o brigado pelo modo gentil e atencioso com que vocês me tratavam.
Pessoal da Exportação muito obrigado por me incentivarem a criar, a porem lenha nas minhas idéias. Maria José, Aline, Vannn, vocês são mulheres maravilhosas! Seu Jairo muito obrigado pela força (o Sr. também não é nada bobo, cercado de mulheres lindas!).
Obrigado Netto pela oportunidade na área comercial, Eduardo, Donizette, valeu, aprendi muito com vocês. Marilda, Viviane obrigado pelo carinho e atenção.
Galera do dominó, graças a vocês hoje eu me considero um atleta, e de peso, valeu!
Marcelo Molinari, Seu Jairo, Ronaldinho, Cristiano, Fabio Junio, Mauricio, Gerlucio, este ano o Peixe é TRI!!!!!
Oswaldinho e Davi, “demorô” para banda de vocês detonar! É só uma questão de tempo, e não a nada que ele não construa! Putz, lembra quando montamos a banda, eu vocês e a Raí... Então, a empresa não sabe a festa que perdeu.
Aos PCUenses, está no estatuto que demissão também é motivo para comemorar. Então Excelentíssimo Senhor Presidente Paulo, logo agendaremos uma caixinha. Valeu Paulão, acho que só de ter organizado o PCU, você já tem um lugar no Céu. E com OpenBar!
Edna, Idamar e Wagnão, muito obrigado, principalmente pelas risadas. Acho que a digitação é o dpto mais bem humorado da empresa. Pelo menos pra mim.
Pessoal de Ferragens (bando de tranqueiras) Milena, Cleiton (vulgo Cleitóris), Solange Maria, Janaina, Katita, Vanessão, Dani, Fabio Dábliu (W), Marcelo, O cara novo (não lembro o nome, pra variar), Jeremias, Solange Marchiotti, Mauricio, Angelica, Flávia, Paulo Galan, muito obrigado a todos pelos incentivos e, principalmente, por rirem das minhas piadas, estórias, histórias e mais um monte de maluquices que saíram da minha cabeça. Inclusive, tem um ditado que diz: Perco o amigo, mas não perco a piada. Acho que hoje ele foi reescrito: Perco o emprego, mas não perco a idéia! Sei que todos vocês sentirão saudades da minha torta, mas não fiquem tristes, mando uma de presente, para recordar os bons tempos. Valeu Willian, foi um ótimo aprendizado ter trabalho com você. Valeu pelas conversas sobre profissão, mercado, administração, sociologia, logística, marketing e mais uma infinidade de assuntos. Só as pessoas informadas estão à frente do tempo, parabéns você é um excelente profissional.
Muito obrigado aos meus companheiros (camaradas) amados do departamento, que aturaram a minha pessoa, minhas piadas, meus xingamentos, minhas crises nervosas e que adoravam a minha torta. E principalmente a de carne.
Valeu Nelsão pelos papos-furados, esses são os melhores de serem conversados. Você é um cara muito gente boa, não vale nada, mas é gente boa, continue assim.
Papito! O melhor vendedor da empresa! Roeu um osso “du inferno” no começo, mas no decorrer do tempo você mostrou o vendedor que é! Não tenho dúvida, da empresa você é o melhor. Depois de conhecê-lo passei até a acreditar que existe Uruguayo gente-fina. Fabiola.... (um suspiro) Ai ai... (Mais uma vez) Fabiola... A menina doce... Você é uma mulher inteligentíssima, uma profissional excelente e que sabe o que quer. Você não amarela diante de desafios, parabéns! Sentirei muitas saudades desse seu sorriso... Thatiana e Vanessa, trabalhamos pouco tempo juntos, mas foi muito bom, ri muito! Vocês estão chegando agora, mas não desanimem, tudo vai dar certo!
Leandro, sei que mudou de área, mas afinal, o tempo no dpto de vendas ainda é maior. Você é um cara extremante inteligente, uma excelente pessoa, alias, nunca conheci nenhum economista tão bom em língua portuguesa quanto você! Parabéns!
Saio daí sem medo e levando comigo a experiência, a gratidão e a amizade. Se esqueci de alguém, me desculpe, afinal foram cinco anos e quatro meses de empresa, e em diversas áreas. Vi muita gente passar...

 

10/04/08

 

...Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

 

Trecho de “O operário em construção” – Vinícius de Moraes

 

Clique e leia na integra.

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