Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Domingo, 18 de Outubro de 2009

Flor Morena

Como é linda a flor morena
Do jardim é a rainha
A mais bela das mocinhas
Se destaca entre centenas


Todos os dias rego-a com amor
Cuidando com louvor
Para que um dia essa flor
De corpo inteiro seja minha


Oh, Deus! Faça-me o favor
Tu és o Grande Criador
Me abençoe com o calor
Dessa doce moreninha


Sou rapaz modesto
Pelas súplicas lhe peço
Que proteja a menininha
De toda erva-daninha


Lhe farei uma novena
Pois pago qualquer pena
Da maior até a pequena
Só pra ter a flor morena...

 

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publicado por AB Poeta às 20:13
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Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Moleca

E moleca danada
Ornada de saia rodada
Trepada na goiabeira
Por baixo não usa nada
Doida, sem eira e nem beira


Me chama: “menino, vem ver o céu
Viaja em sonho comigo
Por esse infinito índigo"


Mar suspenso, que aos olhos embebe
Imensidão! Brilha azul bebê
Daquela nuvem se fez um véu
Do divino amor se fez você


Moleca travessa que canta
Com malícia, audaz canção
Que diz brincar comigo
O cálido jogo da sedução


E moleca atrevida
Mexe, remexe, encanta
Sabe que chorar não adianta
Então grita, ensandecida:
“vamos viver a beleza da vida”


Beleza essa refletida no olhar
No jeito de menina mulher
Dos homens, sabe o que quer
Coitados do que se apaixonar


Porque essa moleca maluca
Me deixa confuso, em fim
Quando penso: “agora é sim!”
Ela vem e diz: “agora não!”
Porque na verdade essa moleca
Só quer é brincar com meu coração...

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publicado por AB Poeta às 19:04
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Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Pêssego

Menina mulher menina
Do ouro, lhe fizeram os cabelos
Da noite, lhe fizeram os desejos
Inquieta fêmea leonina


De erro em erro, acerta
Acerta corações desprevenidos
Coitados, machos desprovidos
De inteligência. Coibidos
Escondem-se atrás da rudeza


Felina, mandona Rainha
Por onde passa, enche de graça
Para as outras mulheres: mesquinha
Acham-na gatuna, pura desgraça


Isso é inveja! Dor de cotovelo
Por roubar a cena, em lugares
Onde anda: ruas, praças, bares
Pois é sublime leoa, de corpo belo


No amendoado olhar carrega a beleza
De causar aos homens desassossego
Tens na alma singela natureza
Porque és doce fruto, és pêssego.


Inquieta fêmea leonina...

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publicado por AB Poeta às 18:26
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Sábado, 18 de Julho de 2009

Nós

Quando palavras não ajustam, silenciemo-nos, deixemos os corpos entenderem-se... Apenas toques; afagos. Ouvidos bobos embriagam-se de adocicados sussurros ameigados... Casta criança correndo em campo vivo: mão que desliza malícia leve sobre arrepiada cálida pele; amorenado manto quente. Língua atrevida moça, caminha audaz na molhada boca; lábio carne. O instante agora: perfeito. Não precisamos das palavras. Somos um: almas amantes. Quando as bocas emudecem, deixem, que os corpos falam.

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publicado por AB Poeta às 04:24
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Domingo, 28 de Junho de 2009

Aos meus anjos dourados

Perdido num vale escuro
Onde o que se olha é miragem
“O que será que há após o muro?”
Pois dali só via sombra, não imagem


Desencorajado e acorrentado
Levantar e ir além já não podia
Mas os anjos, vendo o pobre coitado
Aos ouvidos lhe sopravam:
“Desespera a alegria”


Contaminado de euforia
Saiu em busca do saber
No caminho, conheceu Filosofia
E ao invés de olhar, aprendeu a ver


Viu que seu trabalho era alienado
Sua farra, Dionisíaca
O tempo: inventado
Mas algo estava errado!
E o amor que ele sentia?


Desconsolado, sentou-se e escreveu:
“Anjo, o que faço com o amor meu?”
Sem demora, em resposta recebeu:
“Emprega-o todo, em algo teu!”


Encorajado, ao anjo obedeceu
Passou a escrever noite e dia
Para atingir a maestria
Bebeu, fartou-se, em fontes a reveria

Agora sabia o que queria!


Seguiu errante pela escrita
Devorou tudo que lhe apareceu
E em seu árduo caminho logo conheceu
A doce e amante Poesia
Que em seus braços o acolheu...


Hoje ele escreve aos montes
Tudo lhe inspira: mares
Lugares, olhares, Mulheres
Quer ir além dos horizontes.

 

Toda essa história aconteceu
Graças ao incentivo dado
Por um anjo dourado
E grato lhe digo: obrigado!


Cavalheiro que sou
Agradeço também a outro anjo
Que aqui pousou
E rápido me encantou


Sem ser exagerado
Sei que de vocês a beleza emana
Muito obrigado, meus anjos alados
De cachos dourados
Taísa e Tatiana.

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publicado por AB Poeta às 05:50
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Luz dos olhos

O Luar me presenteia com ela... Mas o solitário e invejoso Dia, durante o lusco-fusco, me arranca-a dos braços...

 

Oh, luz do Dia
Por que faz-me isto: torturar
Por que não me traz o amor também
Como faz a luz do Luar

 

Na noite ela me vem
De olhos acastanhados
Com os lábios orvalhados
Vem para o meu bem

 

Como pode, Luz do Dia
Depois do amor brindado
Você, que contemplaria o ato
Me leva embora a alegria

 

Só pode ser inveja
Pois as luz dos olhos dela
Que é a fêmea mais bela
Ofusca o crepuscular

 

Seu diário nascimento
Passa despercebido por nós
Mas não por birra a vós
É por estarmos em complemento

 

Ainda bem que o Luar amigo
Companheiro dos errantes
Observador dos amantes
Que tem tantas estrelas contigo

 

Vê-me, e com dó da minha pessoa
Me devolve ela nua
E me cura
Com gesto amigo

 

Por que você é assim, luz do Dia
Pela manhã me tira da cama
Para obedecer autarquias
Sucumbindo-me ao labor

 

Você é destituída de amor
E para suportar sua agonia
Rouba minha dama
E ri, de forma doentia

 

 

A noite me encontrarei com ela
Nossas bocas se entrelaçarão
Encantando espectadores nas janelas
Convido-te a se embebedar nessa paixão

 

Sente-se conosco
Beberemos todos juntos
Como forma de união

 

Porque, luz do Dia
Sua fúria incandescente
Não impede meu desejo ardente
De embebedar o coração

 

Logo vai levá-la embora
Já vai raiar aurora
Enquanto a noite se demora
Espero ansioso, pois sei que ela retorna

 

Não adianta agir como vilão
Nem luz da Lua, nem do Dia
Diante dessa situação
Fico com a alegria

 

Pois sei que a luz dos olhos dela
Que é a fêmea mais bela
Nunca se apagarão.

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publicado por AB Poeta às 15:41
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