Manifestações consciente do inconsciente. Contos e poesia crônica.

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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Lua Natalina

 

Num gesto que encontrava caminho na brisa

Tão calmo quanto o tempo que leva para formarem-se os corais

Ajeitava os negros cabelos densos deixando aparecer

O colo fundo cálice de vinho tinto e uma beleza de

Deusa grega entalhada em mármore bruto e sagrado

 

Vista pelos olhos pobres, era confundida

Com meros objetos kitsch e modelos defuntas

Fabricadas em série e que mal

Vertiam um sorriso plástico

 

Natália é uma Lua que nasce em noites coloridas

Na cidade habitada pela fome e a ilusão

No momento em que anjos sopram hálitos frescos

E seu noturno nascimento só o poeta é que pode

Ver e sentir, pois sua alma voando solta lhe dá

Esse privilégio...

 

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publicado por AB Poeta às 01:50
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2 comentários:
De Naty a 6 de Setembro de 2010 às 02:18
Lindo, de viver, de morrer e de ser... amei!
De AB Poeta a 6 de Setembro de 2010 às 15:06
é... é como eu vejo...

Bjos

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